Amiga te Conhecer foi um Prazer
Foi nas perdas que aprendi o real valor da presença, porque só a ausência revela quem realmente ficou por amor.
Foi no deserto que Deus me ensinou a enxergar flores, pequenas alegrias, esperanças discretas que brotam mesmo onde parece impossível.
Nos dias em que a dor tomou a voz, foi a fé, em silêncio, que me deu bússola. Nesse silêncio aprendi a seguir.
O amor não me salvou, mas ensinou a ser salvo, receber afeto foi aprender a aceitar ajuda, não carreguei tudo sozinho, deixei entrar cuidado, assim aprendi a ser inteiro outra vez.
Foi preciso espaço para a minha reconstrução, nos remendos, aprendi a humildade do ser. Acabei moldado em meu próprio formato, inteiro.
Vivi o silêncio de deus e vi que ele estava lá, ausência de voz não foi abandono, foi espera, no silêncio, aprendi que a presença persiste, mesmo calado, Deus se fez companhia.
A justiça que cura não busca vingança, ela restaura o que foi quebrado e acalma o coração em ruínas.
Quando tudo naufragou, a fé foi tábua, na escuridão, a fé manteve-me flutuando, segurei nela até ver a margem chegar, a fé foi ponte entre o afogar e o chegar.
O brilho longínquo das estrelas é a lembrança constante do esplendor que foi voluntariamente deixado por um amor que não se mede. Que esse sacrifício supremo seja a luz-guia em minhas escolhas, motivando-me a viver com o desprendimento de quem sabe o preço da graça, refletindo a nobreza de quem trocou o trono pelo madeiro.
Nem mesmo os ventos impiedosos do norte puderam me ver sucumbir. Se a calmaria me foi negada, a constância me guiou, passos firmes, às vezes vagarosos, vezes até trêmulos, mas eternamente no rumo certo.
Fui forjado no colapso, moldado pela queda que destruiu tudo em mim. O aprendizado foi a única trilha que restou, e nada além importava. Hoje, ao olhar para trás, choro, não pela queda em si, mas por nunca ter acreditado que eu poderia me erguer.
A dor que tentou me derrubar foi a mesma que, pela graça de Deus, me deu o manual de instrução para levantar e nunca mais duvidar da minha força.
Se sua alma foi testada no fogo, saiba que você saiu dele como brasa viva, ardendo em fé e resistência.
Quando a dúvida sussurrava, eu respondi com trabalho. A persistência foi meu verbo preferido. Agora colho o silêncio das certezas.
A coragem não me foi inata, foi escolhida, escolho-a todo dia, em passos curtos, a escolha virou estilo.
Cada perda foi lição que adotei, ensinar-me tornou-se tarefa de respeito, sou aluno e mestre do mesmo tempo.
Já calei rancor por necessidade de seguir, o perdão foi tática e libertação, caminho mais leve por ter largado peso.
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