Amiga te Conhecer foi um Prazer
Ver o mar translúcido e o cair das ondas douradas quebrarem diante de seu destino foi algo assustador. Vê-lo lutar com todas as suas forças foi apavorante, mas presenciar o sol se apagar diante dos próprios olhos foi um ato doloroso para o ser humano.
O pecado original não foi comer do fruto, mas aceitar a ilusão da separação, acreditando que a fonte da vida poderia ser experimentada fora da comunhão direta com Deus.
Nada pode ser mudado, tudo já está escrito. Nem mesmo a verdade tem força para alterar o que foi determinado.
Desde sempre foi assim...
Vira e mexe a gente se encontra
Vira e mexe a gente está bem
Vira e mexe eu te quero
Vira e mexe você some
Vira e mexe a gente se esquece
Vira e mexe você me quer
Vira e mexe a gente volta
Vira e mexe a gente se apaixona...
Vira e mexe essa inconstância me faz acreditar que fomos feitos um para o outro.
Vira e mexe eu esqueço
Vira e mexe eu te amo
Vira e mexe eu tento te esquecer de novo
Vira e mexe você volta
Vira e mexe começa tudo outra vez...
Desde sempre foi assim...
Encontros e desencontros
Desejos e encantos...
Sonho e te desenho
Crio cenas em pensamento...
Renunciar foi fácil, desintegrar-te dos meus pensamentos, não.
Desisto, tento, me desfaço e recaio... Mais uma vez em teus braços...
Um suspiro, um olhar, um beijo e me faço.
E você vai embora...
Minha sanidade chora
E quando melhora, vc volta...
E faz tudo de novo...
Eu tenho que te esquecer... Mais uma vez...
Desde sempre foi assim...
Quem já foi ferido sabe o quanto dói. Muitas vezes, a gente jura que não vai deixar que outros passem pelo mesmo. Mas, infelizmente, às vezes a dor pode se transformar em uma espécie de "herança" e a gente acaba repetindo padrões em outras pessoas.
Foi nesse contexto que eu nasci.
Dois dos meus irmãos passaram a rodar a cidade de Olinda, indo de casa em casa, durante toda a vida. Eu sempre soube da existência deles, mas nunca os conheci pessoalmente, porque a minha avó não permitia que eu tivesse contato. Eu era impedido de conviver com eles.
Fui criado dentro de uma casa fechada. Não tinha acesso à rua, não tinha acesso à convivência. Era assim a cultura da época. Uma espécie de prisão. Muitas vezes eu ficava trancado dentro de um quarto escuro, principalmente por eu ser um menino muito elétrico.
Os castigos eram constantes. Começavam em casa e continuavam na escola. Muitos deles envolviam ficar de joelhos sobre caroços de feijão. Foram muitas violências físicas e emocionais, que hoje eu reconheço como torturas.
Eu só vim conhecer o que era infância perto dos meus 15 anos, quando fui para o Rio de Janeiro. Nesse período, minha própria avó já não me aguentava mais. Eu havia entrado em um processo de rebeldia que fugia completamente ao controle que ela tentava exercer sobre mim, inclusive por meio da religião.
O primeiro livro que eu li na vida, e do qual jamais vou esquecer, foi “A Verdade que Conduz à Vida Eterna”. A partir dali, comecei a me questionar profundamente. Que Deus é esse que permite que crianças sejam mantidas trancadas, sofrendo, enquanto adultos observam calados? Que Deus é esse que convive com hipocrisia e com abusos, inclusive abusos sexuais contra crianças, praticados por pessoas próximas, muitas vezes ligadas ao ambiente religioso, em quem minha avó confiava cegamente?
Nada disso se apaga. Não adianta tentar suavizar. Nada muda a dor que senti naquele momento e a dor que ainda sinto hoje. É por isso que, em muitos momentos da minha vida, eu só consegui dizer: mundo, afasta de mim esse cálice.
Dando continuidade, meu irmão Joel, o mais novo, que tinha apenas 40 dias de nascido quando ficou trancado naquela casa, foi criado pela minha avó paterna, mãe do meu pai. Eu fui criado pela minha avó materna, mãe da minha mãe. Cada um de nós seguiu um caminho separado.
Eu só fui entender, de fato, o que era família por volta dos 15 anos. Foi quando saí de Olinda e fui para o Rio de Janeiro. Lá encontrei uma estrutura familiar diferente, já formada. Foi ali que ganhei mais dois irmãos, do segundo e verdadeiro casamento da minha mãe.
Esse homem, companheiro da minha mãe até os últimos dias da vida dela, tem todo o meu respeito. Ele cuidou não apenas dos filhos dele, mas também de dois filhos que não eram biologicamente dele, mas eram filhos dela. Foi ali que eu vi, pela primeira vez, um cuidado real.
Minha mãe só voltou a ter contato com os filhos que moravam em São Paulo quando eu fui para lá, depois do período no Rio de Janeiro. Fui eu quem trouxe esses irmãos para ela reencontrar. De tão distante que tudo tinha ficado, ela já nem lembrava mais como esses meninos eram.
É desse lugar que eu falo quando falo de rejeição. Não é teoria. É história vivida.
Fernando Kabral
7 de janeiro de 2026
9:58
.
Hoje pensei em você, sei que o quê vivemos não foi certo
"Ficar" com você foi errado, eu sei
Mas, foi tão bom te conhecer
Apesar de não ter sido correto, não me arrependo de nenhum segundo que estive em seus braços
Nunca tinha vivido uma aventura tão excitante na minha vida
Cada minuto que passei com você, me fez perceber que eu sou boa o suficiente
Que eu mereço estar com alguém
Nem acredito que o quê vivemos teve que chegar ao fim
As vezes, me pego pensando em você
Será que ainda pensa em mim?
Será que você ainda sente a minha falta?
Será que pensa em me procurar?
Será que algum dia a vida vai nos colocar no mesmo caminho?
Será que signifiquei algo pra você
Espero do fundo do meu coração, que eu tenha sido algo bom que você viveu
Espero que nunca me esqueça
Espero que nunca esqueça, como foi bom me beijar
Espero que nunca esqueça, como foi bom me ter em seus braços
Espero que nunca esqueça como foi fazer parte da minha vida
Espero que tenha boas lembranças, dos nossos momentos juntos
Espero que lembre de mim, com carinho e com saudades
Do mesmo jeito que eu lembro de você
Eu sinto sua falta sempre
26 de Dezembro de 2025
Eduarda
Não foi o acaso que me fez te encontrar,
foi o tempo sendo delicado comigo.
Entre trabalho, suor e dias comuns,
teu olhar atravessou o meu
como quem pede silêncio para entrar.
Na virada do ano,
enquanto o mundo celebrava promessas em voz alta,
nós caminhávamos em calma
no calçadão da Ponta Negra,
e ali, sem fogos dentro de nós,
algo muito maior explodiu:
o sentir.
Teu perfume ficou gravado na memória
como uma assinatura que não se apaga.
Teu abraço… ah, teu abraço
foi breve, mas suficiente
para ensinar ao meu coração
onde ele gostaria de morar.
Não te toquei além do permitido,
não te pedi além do momento,
mas dentro de mim nasceu um desejo honesto:
o de estar perto,
o de cuidar,
o de sentir tua presença
como quem encontra abrigo
depois de um longo caminho.
Há sentimentos que não gritam, Eduarda.
Eles se revelam no cuidado,
no pensamento que insiste,
na saudade que nasce
mesmo antes da ausência.
E se hoje escrevo,
não é para te pressionar,
mas para te confessar com verdade:
desde aquela noite,
meu coração aprendeu a te procurar
em tudo que é bonito, calmo e sincero.
Se um dia quiseres caminhar de novo ao meu lado,
saibas que não te ofereço pressa,
apenas presença.
Não te ofereço promessas vazias,
mas um sentir que cresce,
respeita
e permanece.
Porque às vezes,
o amor não começa com um beijo…
começa com um abraço
que nunca mais sai da gente.
Te vi tentando esconder o que já foi
Com medo de que eu visse o que te constrói - Frase da música O Que Escolhemos Ser do dj gato amarelo
Me apaixonar por você foi a coisa mais fácil que eu já fiz. Nada importa para mim além de você e todos os dias que estou vivo, estou ciente disso. Eu te amei no dia que te conheci, eu te amo hoje e te amarei pelo resto da minha vida."
"O amor que eu sinto por você não pode ser avaliado em dinheiro, na verdade, ele foi pago com muita dor e sofrimento, eu paguei a sua felicidade com a minha dor. Então quando, eu digo que te amo não é da boca para fora. Acredite, eu seria capaz do impossível para te fazer feliz"
Hoje eu sei que não preciso mais pagar com dor.
Hoje o amor que eu vivo é troca, é riso, é leve, é presença.
O motivo do meu sorriso
Nem sempre foi felicidade
Muitas vezes sorri disfarçando
As lacunas que a tristeza causou,
Não queria a fraqueza da solidão
Tive que mentir para minha tristeza
Tive que sufocar no peito a dor
Tantas vezes virei as costas
Para enxugar uma lágrima teimosa
Simplesmente me ergui e segui...
Não tenho medo da tristeza...
Tenho medo da mentira nela contida
As vezes tentando esconde - la
Não deixamos o mundo ver...
Que a fragilidade nos faz acessíveis
Nos faz mais humanos...
Recomeçar foi o que a vida me ensinou ...
A bênção que você tanto pede já foi ouvida por Deus. O tempo de espera também é tempo de amor, amadurecimento e graça sendo derramada dia após dia.
O Passado foi nosso avô, nosso pai, nosso professor; dele extraímos sabedoria. Com o presente, só depende de nós o relacionamento que teremos...
- Querido Presente, muito prazer!
Esse foi super inspirado pela intimidade espiritual e ferida de “Maya” (Tagore) e pelas ideias de Camus — o Absurdo, a lucidez que dói, o amor que tenta tocar o irredutível silêncio do mundo
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"Da vontade de gritar com todo meu amor."
Há um instante, quase imperceptível, em que o amor deixa de ser apenas sentimento e vira pergunta. Uma pergunta muda, suspensa entre dois corpos, que ninguém sabe responder. Talvez seja isso que Tagore chamava de maya: esse véu tão delicado e tão firme que cobre tudo, confundindo o que é desejo com verdade, o que é presença com sonho.
Eu te amo nesse lugar de incerteza — onde tudo parece ao mesmo tempo eterno e prestes a desaparecer.
Camus diria que amar assim é enfrentar o Absurdo no seu estado mais puro: olhar para alguém e perceber que nenhum gesto, nenhum abraço, nenhuma palavra é capaz de garantir permanência. E mesmo assim insistir. Mesmo assim se lançar. Mesmo assim arder.
Há uma melancolia suave na forma como eu te penso. Não é dor, exatamente. É mais como a consciência aguda de que te amar é tocar o limite daquilo que posso alcançar. Você é real o suficiente para me transformar, mas distante o bastante para que eu nunca te possua por completo.
E talvez seja por isso que minha alma se curva quando penso em você — não num gesto de rendição, mas de reverência.
No silêncio entre nós dois, sinto a doçura amarga de algo que não se explica. E não precisa. O amor não é uma equação a resolver, é uma chama que se aceita. Ainda que dance sozinha.
Às vezes, penso que te amar é como caminhar por uma manhã cinzenta: tudo parece frio e suspenso, mas o simples fato de você existir colore o horizonte com uma promessa que não sei se é real ou miragem. E mesmo assim eu sigo. Sigo porque, de algum modo, minha lucidez se curva diante da tua presença, não para se perder, mas para admitir que há uma beleza que ultrapassa qualquer lógica.
Eu te amo sabendo que o mundo é surdo às nossas súplicas. Que o tempo não para. Que nada garante que esse sentimento sobreviva ao próprio peso. E, ainda assim, eu escolho. Escolho com a teimosia dos que sabem que a vida é curta demais para esperar sentido, mas longa o suficiente para amar com profundidade.
Talvez o verdadeiro milagre não seja você, nem eu — mas o espaço brilhante que se abre entre nós, onde o impossível se arrisca a respirar. Ali onde minha lucidez machuca, mas não vence. Ali onde meu coração entende que continuar é o gesto mais humano que existe.
E se tudo isso não passar de ilusão, de maya, de sonho que se desfaz no vento, então que seja.
Prefiro o risco do encantamento à segurança do vazio.
Porque te amar, mesmo sem garantias, é o modo mais bonito que encontrei de existir diante do Absurdo.
Y.C (Para Nanyzita)
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