Amiga te Conhecer foi um Prazer
"Obrigado por me contemplar, quando ninguém mais me enxergava, pois seu olhar foi a luz que quebrou a escuridão da indiferença."
QUANDO A FAÍSCA NÃO BASTA
Por gerações, a frase “os opostos se atraem” foi tratada como verdade universal, um feitiço romântico capaz de equilibrar caos e ordem. Muita gente, sem compreender a fundo a natureza dos vínculos duradouros, repete isso quase como um mantra. Só que essa ideia, quando colocada à prova da vida real, desmorona.
Os opostos até podem acender uma faísca inicial, gerar aquela curiosidade gostosa que parece novidade eterna. Mas a mesma oposição que encanta no começo costuma se tornar o atrito que desgasta. A chama vira ruído. A novidade vira cansaço.
O que sustenta dois seres através do tempo não é a diferença entre eles, e sim o alinhamento silencioso de seus propósitos. Uma ponte só atravessa o abismo porque seus pilares compartilham a mesma força, a mesma matéria, a mesma direção.
No fim, são os semelhantes — não em tudo, mas no essencial — que se reconhecem. São eles que encontram um solo comum onde a vida floresce sem esforço, onde um novo horizonte pode ser construído com beleza, verdade e futuro.
Foi então que naquele instante, o chão cedeu sob meus pés, e a escuridão pareceu me engolir. Todas as certezas, todo o conhecimento que eu julgava possuir sobre o amor e sobre nós, desmoronaram. Não foi o bastante, percebi com a amargura da verdade. Não fui o bastante, ou talvez, o bastante simplesmente não era o que você buscava. As ruínas do que fomos se ergueram ao meu redor, um monumento silencioso a um amor que não resistiu ao tempo e a própria natureza rezou antes do adeus.
Não vivo uma boa fase da vida.
E talvez esse seja o maior problema:
já não sei mais quando foi a última vez
em que a vida realmente me habitou.
Os dias passam,
mas não deixam marcas boas.
Só acumulam cansaço.
Um cansaço antigo, profundo,
que não some com descanso
porque não vem do corpo —
vem da alma.
Estou brigado com quase toda a minha família.
Não por ódio,
mas por desgaste.
Por palavras ditas tarde demais
e silêncios longos demais.
O presente cobra explicações,
o passado cobra perdão,
e eu não tenho forças para pagar nenhum dos dois.
Perdi o trabalho.
E junto com ele,
perdi a sensação de utilidade,
de pertencimento,
de dignidade.
Quando não se tem mais um lugar claro no mundo,
qualquer lugar vira fuga.
Passei a sair de casa como quem foge de um incêndio invisível.
Coloco a mochila nas costas
— às vezes vazia, às vezes pesada —
e pego um ônibus qualquer.
Não importa o número,
não importa o destino.
O movimento engana a dor por alguns minutos.
Enquanto o ônibus anda,
parece que a vida também anda.
Mas quando desço,
tudo continua exatamente igual.
Tento me enganar.
Tento enganar os outros.
Finjo que estou resolvendo coisas,
que estou sendo útil,
que estou indo atrás de algo.
Mas, no fundo,
só estou tentando adiar o momento
de encarar o que me dói.
As pessoas dizem que eu sou louco.
Talvez porque eu suma.
Talvez porque eu não saiba explicar
o que acontece dentro de mim.
Às vezes, eu mesmo começo a duvidar da minha sanidade.
Porque não é normal se sentir tão deslocado
mesmo estando rodeado de gente.
Não é normal carregar tanta tristeza
sem saber exatamente onde ela começou.
Eu não quero morrer.
Mas também não sei mais como viver assim.
Existe um espaço estranho entre essas duas coisas
— um lugar onde a pessoa apenas aguenta.
E é lá que eu moro hoje.
O que eu queria
não era luxo,
nem reconhecimento,
nem vitória.
Eu só queria um lugar tranquilo.
Um lugar onde eu pudesse descansar em paz
sem precisar fugir,
sem precisar provar,
sem precisar ser forte.
Queria um lugar
onde o passado não gritasse,
onde o presente não cobrasse,
onde o futuro não assustasse.
Queria silêncio.
Queria pausa.
Queria alívio.
Porque viver assim,
carregando tudo sozinho,
se sentindo errado,
cansado,
perdido…
isso também machuca.
Só não deixa cicatriz visível.
Querido Deus,
Então é Natal, mas onde foi parar o verdadeiro espírito natalino? Infelizmente o que se vê nos dias atuais é um consumismo desenfreado, onde as lojas e os shoppings estão lotados, mas o coração vazio, ninguém tem mais tempo de parar e ouvir o outro, usar de empatia para com seu próximo, muitas vezes um pequeno gesto de carinho ou uma palavra amiga aquece o coração e tira um sorriso onde só existe dor. Muitos só lembram de ser solidários e bondosos nessa data, esquecem que Natal é o ano todo, onde se deve amar, ajudar e fazer sempre o bem, sem olhar a quem.
As luzes, os presentes, a mesa farta não tem nenhum significado se o aniversariante Jesus não for o centro da festa. Enfeitamos a casa, a árvore, mas e o coração?
Que neste Natal a família reunida e o amor que nos une seja nosso melhor presente.
“Depois o Macarrão chutou a Eliza, depois o corpo dela foi esquartejado e jogado para os cachorros''
A ideia de prosperidade que o mundo ensinou vocês a desejar não foi feita para libertar, foi feita para aprisionar.
LUA NO MAR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
A missão se cumpriu em quem foi verdadeiro;
quem traçou sua meta sem ferir princípios;
teve o cheiro sincero do sabor que deu
a quem foi sorteado com sua presença...
O sentido da vida se fez inconteste
na leveza dos passos de quem se levou
entre os testes e provas de sua existência,
sem pesar seu amor distribuído aos seus...
Foi o dom de ser simples que te fez enorme
sem a fútil soberba dos que julgam ser;
sem tecer a quimera das grandezas vãs...
Pela tua missão enriqueceste vidas
que jamais se deixaram desaguar da tua;
foste lua no mar que desaguou no céu...
A QUEM BUSCO
Demétrio Sena, Magé – RJ.
Quero gente que seja quem foi ontem;
que amanhã não terá se dissolvido,
resolvido que não se resolver
é a fuga ideal de seus conflitos...
Não me quero nas teias inconstantes
de quem nunca será como revi,
tem um i que não sabe se tem pingo
e seu antes não cola no depois...
O que busco é quem sabe de si mesmo;
já se achou e portanto encontrarei;
saberei por que atalho posso ir...
Sonho gente que habita o próprio ser,
que se deixa saber a cada olhar;
cada vez; cada som; cada silêncio...
DIA DE AMAR
Demétrio Sena, Magé - RJ.
Hoje é dia de amar eternamente;
se foi ontem, conforme o calendário,
sou lendário; folclórico; antiquado;
teimo e amo apesar da contramão...
Amarei amanhã, depois de maio,
amei ontem, no dia do soldado,
no desmaio de abril, no carnaval,
sem saber o que o mundo festejava...
Talvez seja natal, mas não dezembro,
ou setembro e não seja primavera,
minha era do gelo em fevereiro...
Coração que não para de chorar
com saudade; com fé; com fantasia;
hoje é dia das mães; da minha, é.
PELA SIMBIOSE DAS DIFERENÇAS
Demétrio Sena - Magé
Ontem foi dia do orgulho gay. Isso ainda incomoda meio mundo. Para não dizer quase todo mundo. Como também incomodam meio mundo o movimento negro, as manifestações feministas, pela democracia e muitas outras causas em constante conflito.
Enquanto existirem grupos excluídos, discriminados, vítimas de fobia, preconceito e, sistemas justos não reconhecidos, haverá movimentos, protestos e manifestações. O gay, o negro, a mulher e o cidadão reprimidos sociopoliticamente lutam pela mesma causa: O reconhecimento como ser humano, social, semelhante, merecedor dos mesmos direitos, espaços e acessos legais.
E todo protesto incomoda, porque é para incomodar; chamar à atenção; impor presença e respeito; expor as mazelas de uma sociedade repressora, tradicionalista, preconceituosa e um poder público parcial; sempre tentado a criar leis favoráveis para grupos especificos. Dificultar ou proibir leis para quem não atende aos padrões calcificados; às crenças majoritárias; classes econômicas dominantes.
No dia em que todos forem, de fato e direito, reconhecidos e tratados como iguais perante a lei e a sociedade, não haverá movimentos e protestos. Quando ninguém se incomodar com a existência individual ou coletiva do outro, não haverá presença corporativa imposta. Exclusão, repressão, desigualdade, fome e dominio só se combate com a união barulhenta dos desfavorecidos. União pacífica e civilizada, mas barulhenta.
Meu reconhecimento a todo ser humano do bem, não importam gênero, classe, cor, ideologia, condição social nem preferência de qualquer natureza. O crime, a desonestidade, a ausência de ética, humanismo, bom senso e respeito é que não podem perdurar entre os grupos, povos, tribos ou sociedades. Assim, cada indivíduo tem direito a estabelecer os próprios critérios existenciais.
Parabéns à comunidade LGBT+. Seu grito pela liberdade, o direito à vida e o respeito social vem alcançando, ainda que lentamente, corações e consciências em todo o mundo. A igualdade, pela simbiose das diferenças, ainda será bandeira universal.
“Melhor ser destrutivo com o que você foi do que submisso ao que você é.” livro Nietzsche para Negócios
"Mesmo quando o coração arfava sob o peso de dogmas antigos, foi pela tua sagacidade em amar sem amarras que descobri a liberdade de ser inteiro." ©JoaoCarreiraPoeta.
Campinas, 13/12/2025.
José foi vendido por seus irmãos, movidos pela inveja e pelo ciúme, dado seu predileto status junto a Jacó e os sonhos proféticos de liderança. Sob a perspectiva psicanalítica, tal episódio evidencia a projeção de inseguranças e a rivalidade fraterna, na qual frustrações internas se cristalizam em atos dirigidos contra aquele que simboliza distinção e prestígio.
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