Amiga te Conhecer foi um Prazer

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"A maior estupidez de um ser é se achar esperto o bastante para querer enganar a si mesmo".

Inserida por lenesms_1116453

​"O ego acredita que dribla a sorte, mas o universo é um estrategista silencioso: ele não interrompe o nosso erro, apenas redesenha o horizonte."

Inserida por lenesms_1116453

⁠Brincadeira da Árvore
Certo dia, um menino perguntou-me,
Se eu sabia brincar de árvore.
E começou explicando-me:
- Primeiro a gente pinta nos galhos,
os nomes das pessoas que gosta.
Depois, escreve nas folhas palavras,
Como ternura, abraço, encantamento.
Também acrescentou que pode-se deixar água,
De cor amarela rio para que a árvore se descreva,
Mas nenhuma árvore é desigual a outra,
e todas sabem falar com a terra.
Contei para ele que eu brincava de estrela viva.
Era assim: Minha mãe desenhou uma estrela,
E colocou numa caixa alaranjada de madeira.
Ensinou-me que deveria toda noite,
Abanar com as mãos para que o brilho,
Não se perdesse no vir a ser do tempo.
Sem indagar-lhe qual era a língua das árvores,
Ele visivelmente empolgado me relatou:
- Quando eu crescer vou ser astrônomo,
Ou pirata do bem.
Isso para trabalhar.
Para viver, quero aprender a falar com as borboletas,
Dar um vagalume de presente para minha namorada,
Que ainda não sabe de nenhuma das duas coisas.
Também vou descobrir como se faz um poema.
Você pode me emprestar sua estrela,
Para eu colocar na minha árvore?
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para Crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja

⁠POEMA PANDEMIA
Na rua alguém sem nome vendia sonhos.
Duas pernas aflitas percorriam os sinais.
Um violonista cego tocava Beethoven.
Um belo cão era transportado numa coleira de prata.
Duas crianças ciscavam comida, nas frestas do chão.
Uma senhora de óculos fumava esperança,
Outra fechava a janela para não ser molestada.
Um poeta sem livros anotava palavras.
Jornais destacavam novas guerrilhas.
Gritos anunciavam para breve a salvação.
Mascaras e grades resguardavam o futuro.
Namorados mandavam virtuais abraços.
Gente com sede comprava água com gás.
Num céu sem homens, até a lua parecia distraída de Deus.
Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

"...⁠A natureza é a memória atemporal do mundo.
Um mundo sem a preservação da memória da terra, da água, do sol, do vento, se esquecerá da alma dos humanos..."
Carlos Daniel Dojja
In Poemas para crianças Crescidas

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"...Germinei-me de um olhar.
Estou indo-me a brotar,
obreiro de amanhecimentos...”
Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

⁠DO DESEJAMENTO
Alguns são feitos de um desejamento dilacerado.
Desse querer aflorado, não receio.
Nele me introduzo. E me ponho a ver o não dito.
Como quando me enamorei por uma moça.

Ela tinha um nome no meu peito escavado.
Chegava-me nas noites em que a buscava.
Deitava sua ternura sobre minha espera.
Acariciava as palavras que o silêncio esculpia.

Ela era tão docemente tingida de inteireza,
Tão despida de melancolia e incerteza.
Que apenas eu a via, andarejando ao meu lado,
Com suas mãos encravadas em minha ausência.

E eu já então, descabidamente encantado,
Apenas me sabia, ao traduzir-me fecundado,
Que mesmo a passar a só, a esperar a moça que viria,
Ela com o coração entreaberto de mim não partia.

Carlos Daniel Dojja

Inserida por carlosdanieldojja

⁠De que tempo falo


Falo de um tempo sem data,


e dele me reinvento.


Do que hoje verso em mim já houve.


Foi o melhor que colhi e ainda planto,


o que amanhã é passado.


Assim semeio:


O que é ausência e o que reparto

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"... Uma parte de nós necessita,

de um sempre outro dia,

Para ir-se indo a esperançar.

A esperança precisa de gente para lhe dar pés e olhos..."

Inserida por carlosdanieldojja

⁠A liberdade é como um rio que se não pode represar.

Mas suas águas precisam fertilizar a terra da justiça.

Inserida por carlosdanieldojja

"... ⁠Um poemar é feito palavra desnudada,
a se revestir com um olhar..."

Inserida por carlosdanieldojja

...⁠Há entre mim e o tempo, uma refazença.
Uma compreensão de que quimera serei,
Um tão só colhedor de caminhos...

Inserida por carlosdanieldojja

⁠"...Trago em mim um desoculto apreço de desejar-te,

Mesmo quando me falta teu lábio tecido na palavra.

Insisto em desapressar o tempo e a esculpir tua memória..."

Inserida por carlosdanieldojja

"Eleições: É muito partido para um povo partido."

Inserida por DiegoBiggyMonthi

⁠Casulo

Recomeçar não é simples, não é trivial,
é cair, levantar — um salto vital.
É olhar pro vazio, encarar o escuro,
e ainda assim sonhar com um futuro.

Estar aqui, agora, sem direção,
com poucas palavras, mas o coração
batendo firme em cada conquista,
mesmo pequena, mesmo imprevista.

É sentar no chão de uma casa vazia,
só um colchão, nenhuma mobília,
mas ver nesse canto, tão solitário,
um ninho sagrado, um santuário.

Esse espaço é meu — meu lar, meu abrigo,
onde renasço, passo a passo, comigo.
E quando chega um fogão, uma cama,
explode no peito uma doce chama.

Gratidão ao universo que me sustenta,
que me dá força quando a dor aumenta.
Energia, saúde e vontade bravia
pra moldar de novo a minha alegria.

Sei que é só o começo, o início da estrada,
minha biografia sendo desenhada.
E mesmo que o mundo gire e se mude,
minha alma resiste, sonha e sacude.

Porque recomeçar não é fraqueza ou castigo —
é coragem pura de estar vivo comigo.

Inserida por matador777

⁠Depoimento do Abismo – Parte II

Às vezes penso se algum dia fui algo.
Um nome. Um corpo. Um gesto de humanidade.
Mas essas memórias, se existiram, apodreceram sob o peso das águas.

O tempo aqui não passa — ele apodrece.
É um tempo imóvel, estagnado, onde tudo que respira morre em silêncio.
O que resta são vestígios de pensamentos,
ecos de uma razão que tenta sobreviver ao esvaziamento de si mesma.

Pergunto-me: o que é a dor quando não há mais corpo?
E descubro que ela sobrevive mesmo assim,
porque a dor é anterior à carne —
ela é a lembrança do que fomos,
a cicatriz deixada pela ausência de sentido.

Aqui, a consciência não se extingue.
Ela se estilhaça,
se parte em fragmentos que flutuam sem direção,
como restos de naufrágio num mar sem horizonte.

Eu os observo, esses fragmentos.
E cada um carrega uma versão de mim que não reconheço.
O que sou agora é um silêncio que pensa.
Um vazio que filosofa sua própria forma.

Compreendo, enfim, que o verdadeiro castigo
não é o fogo, nem o tormento físico.
É o excesso de lucidez num lugar sem realidade.
É saber demais num espaço onde nada tem nome.

Aqui, a única certeza que tenho
é que nunca sairei.
Não por estar preso —
mas porque já não há um "eu" que possa partir.

O rio Aqueronte não aprisiona.
Ele dissolve.
Ele absorve o que resta da alma até que a alma se torne ele.
E eu… já não sei se sou aquele que caiu,
ou apenas mais uma corrente fria
a arrastar outros para o mesmo fim.

Inserida por matador777

⁠Passei uma vida vestindo armaduras, aprendendo a me proteger em um mundo que me testava a cada instante. Fui forjada pela necessidade de ser forte, de erguer muralhas ao redor de um coração que não podia sentir, tinha que suportar. Mas dentro dessa força, sempre existiu uma essência, pura e verdadeira, esperando pelo momento de respirar livremente.

Inserida por dianeleite

⁠Amar Quem Não Sabe Ser Amado

Amar é um sonho que a vida nos conta,
Uma busca que o coração nunca desaponta.
Dos pais, dos amigos, dos laços primeiros,
Até o amor que nos toma por inteiro.

Ah, o amor, tão doce e tão voraz,
Ele nos eleva, nos traz a paz.
Depois, nos derruba, nos faz chorar,
E pensamos que sem ele, não dá para ficar.

Mas a vida ensina, a dor vira lição,
Descobrimos a força dentro do coração.
Sobrevivemos ao que parecia final,
E o amor renasce, mas de forma especial.

Amar alguém com medo de amar,
É caminhar num fio, é se desequilibrar.
É lutar contra sombras que vêm do passado,
E oferecer luz a quem vive no cerrado.

Mas há quem rejeite, quem não saiba acolher,
Quem veja no amor um fardo a temer.
E você, que ama com tanta verdade,
Se vê preso entre a dor e a saudade.

O amor é seu, é chama que aquece,
Mas amar sem retorno te enfraquece.
E então, com o tempo, você vai entender,
Que amar a si mesmo também é viver.

Guardar o amor em uma caixinha pequena,
Onde ele repousa, onde a alma serena.
Pois insistir em quem se recusa a enxergar,
É esquecer que também é preciso se amar.

Com empatia, escolha a si,
E permita que o outro encontre o que há de si.
O amor, eterno, no peito guardado,
Será sempre luz, nunca apagado.

Inserida por dianeleite

⁠A Importância da Liberação do Perdão
Autoria: Diane Leite

Tenho vivenciado um processo profundo de transformação, a ponto de sentir que uma versão antiga de mim morreu para dar espaço a uma nova existência. Essa mudança começou no âmago do meu ser, mesmo que, inicialmente, eu não tivesse plena consciência disso. Foi apenas quando essas transformações começaram a refletir no meu mundo exterior que percebi os primeiros sinais. Afinal, somos espelhos do nosso interior — de nossas dores, abandonos e da forma como nutrimos nossa autoestima. Nossa alma habita este templo chamado corpo e, por muito tempo, negligenciei essa morada divina. Em vez de agradecer por esse presente sagrado, mergulhei em um ciclo de autossabotagem que, pouco a pouco, o desgastava.

Ao nos aprofundarmos em nós mesmos, invariavelmente nos deparamos com questões pendentes a serem resolvidas. Eu mesma enfrentei desafios muito particulares — um dia, talvez, compartilhe essa história completa, mas, por ora, basta dizer que suportei provações que moldaram quem sou hoje. Para lidar com esses obstáculos sem me deixar sucumbir, frequentemente recorri a estratégias inconscientes, como "comer" minhas emoções. Em certo sentido, destruí o templo da minha alma, acumulando cicatrizes emocionais.

O problema de ser uma pessoa considerada forte é que, muitas vezes, a solidão se torna uma companheira silenciosa. Não por falta de pessoas ao nosso redor, mas porque nossa força nos faz assumir um papel de responsabilidade, nos impedindo de abraçar a vulnerabilidade. Talvez seja por isso que superei tantas batalhas internas, mas, ao mesmo tempo, acumulei emoções que agora necessitam de libertação.

Uma etapa essencial desse processo foi buscar todas as pessoas que magoei e pedir perdão genuinamente. Para aquelas com quem não desejo mais contato, escrevi cartas e, em um ato simbólico, as queimei. Essa prática tem um poder transformador: permite que você extraia do subconsciente a dor reprimida, expresse-a com clareza, sinta-a e, enfim, a transforme em cinzas. Para pessoas importantes, escolhi enviar as cartas ou me desculpar pessoalmente. Elas mereciam ouvir de mim que reconheço meus erros e lamento profundamente tê-las ferido.

Contudo, o perdão não é apenas para os outros; ele é, sobretudo, um presente que oferecemos a nós mesmos. Muitas vezes, precisamos nos perdoar por permitir que alguém nos machucasse, por aceitar menos do que merecíamos ou por ignorar os limites que deveríamos ter imposto. Escrever e queimar cartas pode parecer um gesto simples, mas é um ato de coragem e autocompaixão.

Recentemente, percebi que esse trabalho interno intenso me levou a um estado de paz que nunca imaginei alcançar. É como se, ao liberar o rancor, eu tivesse aberto espaço para um amor-próprio mais puro e autêntico.

Convido você a refletir: e se as correntes que a prendem estivessem trancadas por um cadeado cuja chave já está em suas mãos? Essa chave é o perdão. Ao abrir o cadeado e retirar as correntes, você se liberta — não apenas do peso das mágoas alheias, mas também das que carrega dentro de si.

Esse processo não é linear nem imediato. Ele exige paciência, autoconhecimento e disposição para olhar para si mesma com honestidade. Comece pequeno: escolha uma pessoa ou situação por vez. Escreva sobre suas emoções, leia em voz alta, chore se necessário. Depois, liberte-se.

Olhe para cada pessoa e experiência com gratidão, reconhecendo que todas tiveram um propósito na sua jornada. Não se trata de esquecer ou justificar o que aconteceu, mas de permitir que sua alma siga em frente, livre e inteira.

Acredite, a sensação de libertação é indescritível. Ela não apenas ressignifica sua história, mas inaugura a melhor fase da sua vida.

Inserida por dianeleite

⁠A Arte de Se Reconstruir
Por Diane Leite

A vida é como um grande jogo, com regras que muitas vezes parecem injustas e caminhos repletos de armadilhas. Contudo, independentemente de onde começamos, sempre temos a chance de mudar o roteiro, reescrever nossa história e nos reconstruir. Essa foi a lição mais poderosa que aprendi em minha jornada.

Nasci em um ambiente onde os sonhos pareciam um luxo inalcançável, onde a realidade era dura e limitadora. Mas, desde criança, percebia que havia algo além, algo maior. Sempre acreditei que, se outros conseguiam, eu também poderia. Assim, comecei minha busca. Não por atalhos, mas por passos consistentes e conscientes.

O primeiro passo: a observação
Sempre observei as pessoas que chegaram onde eu queria estar. Perguntava-me: "O que elas têm em comum? Como alcançaram isso?" Cada entrevista, cada história inspiradora era um manual para mim. Anotava padrões e traçava meu plano. Porque, no fim das contas, o sucesso não é apenas talento nato; é constância, resiliência e a capacidade de aprender com as quedas.

O segundo passo: a paciência
O progresso não acontece em um dia, nem em meses. É a soma de pequenos gestos diários, repetidos com fé e determinação. Quando adolescente, lembro-me de caminhar por horas com um cabo de vassoura nas costas para treinar minha postura. Parecia insignificante, mas refletia algo maior: meu compromisso comigo mesma. O que é pequeno hoje, com o tempo, se torna grandioso.

A dor como convite à transformação
A vida, no entanto, não é linear. Perder meu irmão foi como perder o chão. Engordei 35 quilos, afastei-me de mim mesma e do meu propósito. Durante meses, chorei cada lágrima possível. Mas a dor, por mais cruel que seja, também é uma oportunidade de renascimento. Peguei uma foto antiga, de biquíni, e a transformei em minha motivação. Não era sobre voltar ao que fui, mas me tornar algo melhor. Dois anos depois, não apenas perdi o peso. Ganhei força, resiliência e um amor-próprio que nunca imaginei.

A mente como aliada
A psicologia nos ensina que a mente é capaz de feitos extraordinários quando acreditamos em nosso potencial. Reconstruir-se não é negar o passado, mas aprender com ele. Não é sobre idade, tempo perdido ou erros cometidos. É sobre olhar para si mesmo e dizer: "Eu ainda posso mais." Sempre podemos mais. A questão é: o que estamos dispostos a fazer para chegar onde queremos?

A evolução é eterna
A reconstrução não tem prazo de validade. Seja aos 12, 30 ou 60 anos, o processo é sempre possível. Requer coragem para enfrentar nossas sombras, humildade para aprender e paciência para florescer. Mas, ao final, cada esforço vale a pena.

Hoje, ao olhar no espelho, vejo mais do que um corpo transformado. Vejo uma mulher que, a cada queda, decidiu se levantar mais forte. Uma mulher que aprendeu que, mesmo em meio à crueldade do mundo, há uma força interior capaz de iluminar os dias mais sombrios.

Se há algo que quero deixar para você é esta mensagem: nunca é tarde para começar de novo. Não importa onde você está, mas sim a direção que escolhe seguir. A vida pode ser um jogo, mas as regras podem ser escritas por você. Escolha jogar com coragem, e o universo será seu aliado.

Inserida por dianeleite