Ameniza minha Dor
Som sereno voz melódica
Eu sinto a calma no som da sua voz
E com o som da sua voz
Minha imaginação me trai
Deixando saudades de momentos
Momentos que nunca aconteceram
Oh apaixonante voz
Mesmo traindo minha imaginação
Faz de mim nascer um sorriso
Mulher você invadiu minha psique
Fazendo de meus pensamentos uma anarquia
Com seus cabelos que escorrem pelo teu ombro
Eu posso até censurar meus desejos a você
Mas foi nas curvas dos teus lábios
Que meus pensamentos corromperam a inocência
E foi no calibre da tua graça
Que eu arranco estas palavras.
E ao investigar de minha psique
Encontro-me com teus detalhes
Vagando em minha desordem
Aqueles que tiram minha atenção
Que paralisam meus olhos
Causando uma frenesim emocional.
Pode fazer da minha pele
Teu único abrigo.
Só não se sinta presa.
Assim como os pássaros
Que voam de norte a sul.
Talvez o acaso do vento
Trague você a mim outra vez.
P.s. Amei te ver…
Meditação nenhuma
Consegue deixa minha mente em paz.
Assim como você faz.
Sempre perco meu jeito
Quando te vejo,
Isto é quase que
Sorrir com o coração.
O quarto era pouco revelado
pela penumbra,
minha mão que escrevia
poesias em sua cintura,
nem se importava
pela roupa jogada nessa altura.
Ela que estava de olhos serrados,
prestes a entrar no teu sétimo sono.
Ainda falava comigo,
de voz abafada pelo peso do sono,
mas carregada de carinho.
Me pedia cafuné,
no meio de todo
aquele cabelo de pé.
Para a minha parte,
mais quebrada:
Mesmo em caos
te recebo em meu lar
com acolhimento,
pois é o que
existe em demasiado
em mim para lhe oferecer.
Minha vida está perdida
Já nem sei pra onde eu devo caminhar
E o meu tempo, eu sei, é pouco
É preciso, amor, lhe encontrar
Nós chegamos em um período onde desejamos a ética pessoal e não o grupo. E eu, em minha humilde visão, independente do que uns ou outros pensem, quero:
*Igreja sem placa.
*Política sem partido
*Justiça limpa e sem demora
*Religião com base no amor e não em dogmas
*Famílias empenhadas no cuidado e nunca na busca pela separação.
*Divisão justa de renda e diminuição do distanciamento social sem que isso seja taxado de política econômica, mas de direito humano.
Sei que é utopia, mas é o meu direito de sonhar, querer e desejar e sei que meu sonho pode se unir ao teu e juntos faremos acontecer.
-Aqui um valor mais alto se levanta !
Sensibilidade
Não é que eu seja sensível...
Não é que eu seja diferente...
É minha alma quem consegue ver, é ela quem sente.
É que não preciso olhar nos olhos, vejo através do que é falado.
Sejam de coração, ou palavras jogadas ao vento, porque a nossa alma tem essa sensibilidade de conhecer o verdadeiro sentimento.
T.L
Aqui, só havia eu e minha jangada.
Ao redor, árvores e mais nada.
Queria tê-la para viajarmos às Américas,
ver além das telas.
Remendando-a constantemente, cuidava dela com bom gosto.
Laçando-a a uma quina, procurava mantê-la a salvo.
O tempo muito se passou, já se ia agosto.
O aglomerado de madeiras se soltava frequentemente.
Remendo, remendo, remendo…
A jangada mostrava-se diferente.
Apesar de perto, estava distante.
Talvez por isso eu estava tremendo.
Chovendo, corria para segurá-la.
Trovoando, permanecia para amá-la.
Quando o Sol voltou das cinzas e a alegrou,
ela, da minha mão, desagarrou.
Minha querida jangada, cuido de ti há meses.
Minha querida jangada, tento ir contigo às alturas.
Esforcei-me para estar contigo nas aventuras,
mas afundaste-me umas tantas vezes.
Logo que afundávamos, segurava-te antes de mim.
Puxava-te para a superfície e remendava-te.
Era indescritível o quanto te queria.
Nadaria rios inteiros atrás de ti.
Nenhuma outra me fará experienciar o que, por ti, senti.
Carregaste a esperança de noites melhores.
Cultivaste a criação de sonhos maiores.
A terra de Gonçalves Dias pode ter palmeiras.
As aves, lá, que gorjeiem à vontade.
As estrelas, que brilhem.
Que os bosques vivam lá.
Minha terra tinha mais vida,
onde navega a minha jangada.
O vento, que aqui atravessa os fios de cabelo,
não faz o mesmo lá.
Minha jangada tinha mais vida,
e a minha vida, mais amor.
Oh, querida jangada…
Como ainda te espero para navegarmos,
esperançoso de mais uma vez nos amarmos.
Perdoo-te, minha amada.
Na minha concepção, alegrar-se em tudo é uma forma de “suicídio emocional”, pois, se se sente apenas um dos vários sentimentos que possui, esse não é verdadeiramente uma emoção, pois esta só passa a existir quando há outras que permitam a sua singularidade.
Em outras palavras, viver alegremente é sinônimo de usufruir de um vazio existencial; porém, este está mascarado de felicidade que, esvaindo-se conforme a sucessão de desgraças, mostra-se sua face desvelada.
Há momentos em que a esperança não passa de um artifício inútil, que tem como função amenizar o vazio existencial do indivíduo que a guarda.
Viver uma vida em busca da felicidade é desperdiçá-la, pois ela não se mostra sem a presença de tristeza. Isto é, só há sentimento quando há outro que lhe ofereça contraste.
Eu sou atencioso, emocionalmente disponível e faço ela rir. E, se ela fosse minha, eu contaria pra cada pessoa no mundo em vez de esconder e fazer ela se sentir inferior.
Obrigado Senhor por mais este dia; obrigado Senhor pela minha família; obrigado Senhor pelo alimento; obrigado Senhor por tudo que eu tenho.
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- Dor
