Ameniza minha Dor
A vida é minha mas o coraçao é teu, o sorriso é meu mas o motivo es tu, o nariz é meu mas o ar que respiro é o do teu cheiro...
Eu paro ao reto,
Vejo um mar de memórias,
Memórias da minha vida,
Minha infância,
Minha existência,
Em num lugar só,
Esse mar me sufoca de nostalgia.
A luz solar pintar as paredes de ouro,
Pintar esse pequeno lar,
que és meu mundo.
O calor dessa pintura,
É o calor da minha infância.
Iluminado as paredes, os tetos e o chão,
Que é uma homenagem para minha infância.
Sempre que tento olhar pra dentro de mim percebo a carestia, um tanto rebelde minha mente intensifica ideias pesarosos, e faz-me acreditar no pior de mim. Só gostaria de poder viver sem essa aflição agonizante. Só vivo perante velas e chuva, carregando diariamente toneladas de flagelos e ao dormi, torço para que em meus sonhos eu possa viver um pouco a fantasia de uma vida menos consternada. Minha mente às vezes me conforta, com sugestões imaginativas, vivo um meu - apenas eu - sem cair em choro, e posso sentir meu "Eu" longe daqui.
Migalhas de prantos, que molham-me o rosto e imerge meu coração, dizima minha ternura e sobrecarrega minha mente, rompem-me sentimentos e criam-se milhares de ansiedades. - me deprime o avinagrado desadormecer pra vida - mergulhei e boiei, nadei no infinito mar de desilusões e angústia do meu ser, pra aliviar meu anseio de me perder e sumir de mim mesma.
A brisa de desesperança me envolve, um vento gelado que corta minha alma e me sussurra segredos sombrios. Caminho pelos bosques sem fim de desespero, onde as árvores retorcidas ecoam meus pensamentos mais sombrios. A solidão é minha única companhia, uma paz que é ao mesmo tempo meu refúgio e minha prisão. No silêncio, ouço o eco do meu próprio vazio, um eco que ressoa como um lamento solitário. Cada passo que dou na escuridão é como um passo mais profundo na espiral do desespero, onde as sombras dançam ao redor de mim, como fantasmas de sonhos quebrados, a esperança parece sempre distante, uma estrela fraca no horizonte, e eu me pergunto se algum dia vou encontrá-la novamente. Enquanto a noite avança, eu me entrego à melancolia que me envolve, um abraço triste que se tornou meu lar. E assim, continuo a vagar por entre os bosques sombrios da minha própria mente, perdida na tristeza, em busca de mim mesma.
As vezes penso que minha vida não tem valor, vivo uma montanha russa de incertezas, decisões e emoções, minha cabeça parece um abismo de infelicidade, que quanto mais eu caiu, mas não vejo chão nem sentido, eu apenas caiu, não sei o que fazer nem sentir, e me sinto cada dia pior, como se não houvesse sentido no amanhã, como se eu fosse nada.
A vida se desdobra diante de mim como uma teia intrincada, cheia de incertezas, minhamente, um abismo profundo, é como um poço sem fundo de tristeza e desespero, onde a escuridão parece eterna, e a esperança é apenas um vislumbre distante. Caio nesse vórtice de melancolia, onde a tristeza é uma névoa que me envolve e obscurece qualquer vislão de alegria.Não sei mais o que fazer, nem consigo encontrar sentido nas coisas que me cercam. Cada dia se desenrola como um filme em preto e branco, monótono e desprovido de emoção. Sinto-me como um pássaro ferido, incapaz de voar, preso em um céu cinzento de desesperança. Cada amanhecer parece um lembrete doloroso de que o futuro é incerto, e a luz no fim do túnel é apenas uma ilusão distante. Eu me sinto como um pedaço de lixo, jogado à margem da vida, incapaz de encontrar meu lugar neste mundo. A cada respiração, a sensação de não merecimento se aprofunda, como uma ferida que nunca cicatriza.
Embora meus sonhos se voltem para o amanhecer, minha existência permanece envolta em sombras. Minha razão de respirar é tão fugaz quanto a essência do vazio, um enigma inconstante. A cada reflexão, sinto o tempo deslizar como areia, uma contagem regressiva é o que me parece, como segurar uma vela na escuridão, sabendo que sua chama se extinguirá, é o reflexo da minha mente em constante jogatina.
Quando me entrego à música, ao clássico em sua essência mais profunda, minha mente se torna uma dança etérea, suave ao ponto de sentir meu corpo levitar entre nuvens e estrelas. Em devaneios, vejo duelos de esgrima em um vasto tabuleiro de xadrez cósmico, onde duas peças movem-se em como um inveterado balé. Sonho com estrelas tão pequenas que repousam na palma da minha mão. Minha mente vagueia por mundos repletos de luzes macromáticas e melodias transcendentais, onde serenatas ressoam em calçadas de pedra. O aroma do café numa tarde ensolarada se mistura à brisa que também trás maresia. Consegue perceber a sinfonia de sentidos e significados?
Desde aquele dia,
que os teus olhos azuis
pousaram sobre mim,
a minha face ficou assim,
com tons azulados, não sei se é frio
ou um doce delírio,
que invade a minha figura!...
Na minha simples vivência,
aprendi com tempestades de areia,
que me lançaram no deserto,
mas foi ali que absorvi sabedoria.
Meu amor o grão de areia,
Aquele que interfere e já me fere,
Mas, ele não entende a minha poesia,
E me desfere golpes insanos, sem pensar
Ele possui avanços de um grande oceano,
E assim me recolho na minha humilde concha.
Na minha humilde poesia
As vezes falo de mim,
Também de outros e dele.
Como assim!?
Aquele...
Ah sim, o amor o sentimento
Que nos qualifica
E nós edifica...
E quando observo minha vida
Perder a cabeça e a esperança,
Desabafando frases duras...
Eu fico com o coração na mão
E sem palavras...
E pra poupar o meu amor,
Eu acabo por engolir o poema!
Minha inspiração viajou,
sumiu enquanto eu dormia.
Fiquei em silêncio, calada e vazia,
sobre mim, as nuvens do céu me olhou
e caiu em prantos, choveu em mim lágrimas,
de solidão, em naufrágio espero ser resgatada...
Feriadão!
<<eu entre parentes>>
Vim visitar minha gente
e encontrei minha paixão:
está estante de livros
e um sofá pra leitura e reflexão!
Minha cabeça as vezes é assim/
Um Globo girando e dizendo sim/
Mas no mesmo instante/
Vendo tantas gente/
Fico como andarilho/
Procurando um atalho/
Pra desviar de certas gentes.../
Na minha míope sabedoria,
pude concluir que: a velhice é uma senhora
muito malvada, afinal, ela é prima do tempo.
Meus versos congelados
No frizzer da tua indiferença,
Mas, na minha humilde crença,
Chegará o dia que seus remorsos
Precisará de algo pra refrescar o seu coração!
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