Ameniza minha Dor
Foi seu quase, e toda esta indecisão que me fez enfim enxergar qual era a minha certeza.
Re Pinheiro
ESPLENDOR DOS IPÊS
Meus olhos lacrimejam pó
Minha garganta seca dá dó
Minhas pernas trêmulas dão nó
No horizonte tênue, cinza e pó
Estamos em agosto, que desgosto!
Estação seca das arvores tortas
Das flores e folhas mortas!
Do céu sem nuvens, descem vendavais
Formam redemoinhos de poeiras infernais
Estalos de galhos soltos criam asas latentes
Balanceiam como peraltas ambulantes
A mercê das correntes constantes...
Olho a imensidão dos eixos Sul e Norte,
Que unem as extremidades das asas do Plano Piloto
Onde carros apressados passam sem perceber
Do seu interior a beleza efêmera e tênue dos Ipês!
O roxo e o rosa enchem as retinas, bonito de se ver,
O amarelo é ouro e atraí abelhas e beija-flores
O branco é o símbolo da paz, que colosso!
A natureza nos brinda com esplendor
O destaque denso e um colorido revelado
Que se escondem na noite de um céu estrelado
E na manhã seguinte, o espetáculo bonito de se ver,
As explosões coloridas dos exuberantes Ipês!
O Meu Tormento
Todos esses dias têm sido um tormento em minha vida,
A incerteza dos sentimentos e o silêncio
Têm me tirado o sono e a vontade de viver.
Os dias se passam,
E eu estou ali, no meio de todos,
E ao mesmo tempo não estou.
Assim estou,
Perdida em meus próprios pensamentos.
"Há alguns anos atrás comecei a escrever em silêncio aquilo que minha alma já gritava há tempos. Entre versos soltos e sentimentos profundos , descobri que cada palavra carregava pedaços de mim, dores amores, cicatrizes e renascimento. Escrevi não para ser compreendida por todos, mas para não me perder de mim mesma. Porque há sentimentos que transbordam tanto, que só encontram paz quando se tornam poesia. E foi assim... Nas entrelinhas da saudade, na força das minhas verdades e na intensidade do meu coração, que transformei emoção em arte."
jordeane lemes
Minha doce lua, encontrei sua luz mais forte, que se expande do Sul ao Norte.Sempre ao seu lado, sou apernas um pequeno astro, cuja luz forte você tem compartilhado.
Minha religião? Sou evangélico. Mas, se não viver o evangelho, vou para o inferno com religião e tudo. Ser Cristão é muito mais do que ter uma religião. É servir e amar a Cristo.
Temo gastar minha vida em um tema que nem sequer me posso debruçar com inteireza, dado ao limbo entre os fatos e o que se mostra verdadeiro.
Pedágio
(Moacyr Franco)
Minha mãe me fez rezar
Para ser feliz um dia
A felicidade se passou
Foi durante a noite e eu dormia
Fui ao culto, rezei missa
Bebi pinga no terreiro
Vi que a graça nunca vem de graça
E os pecados eu paguei primeiro
Me bati contra o destino
Virei saco de pancada
Quero o braço levantado hoje
Pra depois não acredito em nada
Me ensinaram semear
Plantei rosa. fiz canteiro
Mas enquanto eu reguei semente
Desmataram esse mundo inteiro
Descobri que tanto faz
Sobriedade ou mais um porre
Só se vive mesmo nove meses
Pois o resto, amiga a gente morre
Já morri em nova york
Outro tanto em paris
Mas agora que te conheci
Vou morrendo um pouco mais feliz
E por isso não me fale
No futuro, no amanhã
Paraíso é esse instante aqui
Que comemos da mesma maçã
Faz de mim o que quiser
Faz de conta que é feliz
Deixa o mundo se matar lá fora
E me mate só de amor aqui
Já parti em tantos barcos
Já chorei em tanto cais
Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais
Quando digo que te amo assim
É porque te amo muito mais
Eu fico tão chateado
vendo minha impotência diante de tudo,
como se eu tivesse chegado tarde
a um incêndio profundo.
Odeio qualquer tipo de injustiça.
Cada gesto cruel me atravessa,
cada silêncio diante da indiferença
parece uma culpa que também me pesa.
E no meio desse caos eu existo,
condenado à consciência de mim,
como alguém jogado na sarjeta
sem destino, essência ou fim.
Lançado em um mundo sem essência,
sou condenado a me inventar
na solidão da existência,
e entre ruínas, continuo a mudar.
Não há destino escrito para mim.
Há apenas a tarefa de escolher.
Cada escolha me compromete.
E mesmo assim sou livre ou condenado a ser?
No fim, existir é isso:
não se curvar à mentira bonita,
não normalizar a violência explícita,
mesmo quando o mundo pede submissão,
seguimos em construção.
É escolher sem garantia, na contradição,
é sustentar a liberdade como condenação,
é negar o que nos diminui em toda situação,
é carregar sozinho o peso da decisão,
e ainda assim afirmar a própria condição.
A cada erro, minha consciência me submete a um tribunal invisível, onde não há apelação, não há clemência, não há voz de defesa. Vivo na constante vigilância de um algoz interno que conhece todas as minhas intenções, inclusive aquelas que o mundo jamais suspeitaria." Celso Jerônimo
Quer dá opinião na minha vida, mas nem sabe o que é trânsito em julgado, tampouco paga minhas contas!
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