Amanha Sera um Lindo dia

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"O Sacrário é o perímetro mais nobre de qualquer localidade, até que essa extensão encontre um outro, e se estenda pelo mundo."

“A Tolerância humana está em reconhecer Deus como perfeito, e entender que o homem está em um constante processo de formação”.

Fico muito agradecido com vossas palavras, como sabes, é a realização de “um sonho que nunca deixei que roubassem de mim”. Sempre estive confiante em minha trajetória, valorizando um passo por vez, buscando sempre e sempre aprender algo novo a cada novo raiar do sol. E saibas que dentro dos frutos que estão por vir, dos novos passos, das montanhas que serão escaladas e conquistadas, você estará comigo, me dando forças e encorajando-me em novos degraus que vamos juntos apropriar-se. A ti agradeço por ser esta pessoa especial e saibas que na minha história de vida, tem um capítulo que escrevo junto com você.

A ansiedade é como uma tempestade dentro da nossa mente, um turbilhão de preocupações que parecem nunca se acalmar. Mas é importante lembrar: ela não define quem somos. O segredo está em aprender a respirar, a encontrar pequenos momentos de paz no meio do caos. Porque, mesmo quando o medo tenta nos consumir, temos o poder de buscar a serenidade dentro de nós.

⁠⁠No mundo encantado, negociar é saber oferecer exatamente o que precisam e cobrar um preço justo pelo o que você tem a oferecer.
No mundo real, negociar é ganhar mais e oferecer menos.

A tua ida aos céus

Um carro preto, tão escuro quanto o céu, aconchegava dentro de si um belo casal de humanos.
Humanos estes que, a todo momento, ficavam batendo nos cantos.
Um jovem casal belissimamente lindo!
Pena que o jovem rapaz não sabia o que estava vindo…

Ao ligar o velho motor, tomou-se pela dor,
porém preferiu ignorá-la, para não tirar de sua garota o sorriso.
Garota elegante, com olhos cor de madeira e cabelo cor de petróleo,
olhava-o com certa ambiguidade em seu olhar.
Pena que o jovem não houve de notar.
À toa, o carro gastava seu óleo.

Cada hora da noite — noite esta que se assemelhava mais à eternidade — os dois, novamente, demonstravam um amor que, confesso eu, nunca antes recebi, um amor cheio de reciprocidade.
Como queria estar igual aos pombinhos, amando na flor da idade!
Continuemos…
Seguiram-se amando, trocando beijos e palavras lindíssimas.
Pena que, para o jovem rapaz, estas seriam as últimas.

O seu olhar a fitava, amava e a desejava ao seu bombeador de sangue.
A sua mão a tocava, ou melhor, tratava-a como a uma mulher.
Depois de um tempo, a viagem seguiu.

Um caminhão, maior que minha mão, foi de encontro ao carro.
Talvez para cobrar-lhe uma antiga dívida?
Pena saber que, para o jovem, o combinado custou caro.
A jovem, por sua vez, teve a sua saúde mantida.

Colocaram o jovem sobre uma caminha — acredito que se chame “maca” —
e levaram-no, com certa despreocupação, a uma salinha cujas paredes e cujo teto eram brancos e sem vida.
No lugar, não havia nada, mas isto não era um problema ao rapaz,
pois ele sabia que, ao fim, teria perto de si sua mulher.

Os dias corriam de um lado ao outro, claramente sem rumo algum.
No entanto, não havia preocupação,
porque carregava a imagem daquela detentora de seu coração.
Não se queixava de remédio nenhum.

Os olhos, ainda brilhantes, namoravam a porta.
Sempre achei aquela porta digna de ser aberta por uma linda dama
que, no momento em que estivesse eu dentro de uma ilusão, me visitasse na cama,
que segurasse, em suas mãos de coelho, uma deliciosa torta, sorrindo para mim enquanto uma fatia corta.

Desculpe, continuemos…

O tempo muito se passou,
e a moça, no prédio, nem sequer pisou.
Pelo grau do acidente, o pobre rapaz perdeu parte de sua coordenação motora da região inferior.

Se ao menos ela o visse, poderia facilmente tratar de seu caso com o seu simples amor.
Se ao menos… Se ao menos tivesse…

Aos poucos, o movimento no interior foi diminuindo…
Mesmo em sonhos, não a conseguia ver ao seu lado sorrindo.
O lugar tornou-se um velho prédio onde todos os profissionais ficaram à disposição.
Suas pernas, já saudáveis, entrelaçavam os dedos ansiosamente.
Seus dentes chocavam-se uns contra os outros de nervoso,
e seu coração se quebrava em sua totalidade. Neste momento, arrisco dizer que parte dele foi eliminada pelos sucessivos vômitos de tristeza.
Ao final de seus dias, ficava de prantos em sua pequena mesa.

Na hora de sua partida, pegou seus pertences, derrubando um oceano de mágoas pelo chão.
No instante em que deixou o hospital, olhou ao pobre e triste céu,
querendo ver novamente sua amada e cobri-la com um lindo véu.
Pobre jovem… não há nada neste mundo material para segurar sua mão.

O homem foi caminhando a um local cheio de pedras com formato de paralelepípedo.
O lugar era belo; havia uma quantidade rica de flores deixadas por aqueles que, igual a ele, sentiam as mesmas dores.
Ele, a fim de honrar o local em que estava inserido, levava consigo um lindo conjunto de rosas que, milagrosamente, deixaram-no com o peito aconchegado.

“Como eu a amo!
Como eu a vislumbrava!
Uma mulher que, durante sua vida, feliz o meu coração deixava!
Como eu a amo!”

⁠A primeira coisa que um hóspede que eu receber em casa precisaria aprender é que não há nela um único objeto que esteja ali por acaso. Existe uma razão para ele estar exatamente naquele local. Mas alguns não se importam com isso e subvertem uma ordem que foi criada exatamente para que a as coisas atendessem à sua finalidade. Da vez que um deles voltou pra casa eu precisei lhe ligar várias vezes para saber onde havia guardado cada objeto de meu uso diário. Se a intenção era que falássemos com mais frequência, então alcançou sucesso total!

⁠O mundo não é bom ou ruim conforme os parâmetros usados para descrevê-lo, mas apenas um reflexo do que trazemos em nós mesmos. Desse modo só conseguirá ver beleza nele quem se mostrar apaixonado pela própria existência.

⁠Toda pessoa que se vitimiza precisa de um vilão pra justificar seu papel de vítima e dar caráter de argumento à interpretação deturpada que faz dos fatos. Então sempre se verá atacada, independente de agressão, para ter a quem culpar por seus próprios rancores.

Você não é crente, é um cliente esperando o milagre.

⁠Sentava-se no chão, e respirava fundo com o caderno aberto à frente, um branco de silêncio. Branco de tudo o que não conseguia dizer, um branco que ameaçava engolir o resto de tudo que construiu. Ele olhava para aquela página como quem olha para o próprio fim. Sabia que nunca se entra duas vezes na mesma história, mas naquele dia não conseguia entrar em história nenhuma.

Suor da Lua




O teu corpo aproxima-se do meu como um inevitável eclipse, e o universo inteiro vibra
à força do que pulsa entre nós.


Quando tu me tocas,
não é apenas pele — é tempestade,
é um magnetismo profundo
que grita por dentro
e reacende tudo
o que eu escondi.


O teu cheiro envolve-me,
prende-me, arrasta-me
e eu deixo-me levar
porque há algo em ti
que fala diretamente
ao que em mim é puro fogo.


O teu hálito roça o meu silêncio, entre sombras, a tua pele acende o meu desejo em chama lenta.


No toque que quase acontece,
perco-me internamente
na promessa do teu corpo,
onde os poros bebem o suor da lua.
E quando a tua boca encontra a minha boca, com essa urgência densa, selvagem,
o tempo rende-se, e o meu nome submerso na tua saliva, arde insanamente na tua boca.

SANGUE DE PRETO

Caçados e acorrentados,
homens e mulheres,
por um povo diferente,
tribo de brancos como as nuvens do céu,
traídos pelos nossos, ao léu!


No barco, um balanço tonteante,
e o barulho do chicote constante.
Eu, sem saber, sem entender,
escutava o choro e o gemido
de um povo que estava ali sem querer:
um povo tirado de sua terra natal
para servir como animal.


Pés e mãos acorrentados,
mulheres seguravam seus filhos
adoentados, desmaiados.
Só se escutavam os gritos
e o barulho daqueles que nos faziam mal.


Meu povo é guerreiro,
mas naquele momento,
só choro e gritos de medo.
Gritos que perpetuaram por tal ação,
longos dias, com tanta trucidação.
Meus irmãos, irmãs,
sendo jogados ao mar,
pois já escasso estava o que alimentar.


É sangue, sangue de preto,
no chão onde à noite me deito.
Na calada da noite, murmúrio:
Caçados e acorrentados,
homens e mulheres,
por um povo diferente,
tribo de brancos como as nuvens do céu,
traídos pelos nossos, ao léu!


No barco, um balanço tonteante,
e o barulho do chicote constante.
Eu, sem saber, sem entender,
escutava o choro e o gemido
de um povo que estava ali sem querer:
um povo tirado de sua terra natal
para servir como animal.


Pés e mãos acorrentados,
mulheres seguravam seus filhos
adoentados, desmaiados.
Só se escutavam os gritos
e o barulho daqueles que nos faziam mal.


Meu povo é guerreiro,
mas naquele momento,
só choro e gritos de medo.
Gritos que perpetuaram por tal ação,
longos dias, com tanta trucidação.
Meus irmãos, irmãs,
sendo jogados ao mar,
pois já escasso estava o que alimentar.


É sangue, sangue de preto,
no chão onde à noite me deito.
Na calada da noite, murmúrio:

— Meu Deus, meu Deus,
por que nos abandonaste?


Criaturas desalmadas,
que além de tudo isso,
ainda nos faziam assistir
nossas mulheres serem violentadas.


É sangue, sangue de preto,
no chão onde à noite me deito.
Preto sem eira nem beira,
forçado a dormir
sobre a própria sujeira.
É sangue, sangue de preto,
no chão onde à noite me deito.


De longe, consigo ver terra firme!
Uma ponta de esperança
renasce em meu coração.
Chegando, sou chamado
de Preto João!
Sinto a areia entre meus dedos,
e com o resto das minhas forças
tento escapar.
Escuto um estrondo —
meu peito começa a sangrar!


— Meu Deus, meu Deus,
por que me abandonaste?
É sangue, sangue de preto,
na areia onde, por fim, me deito.

O tempo passou, o chicote calou,
mas a dor no peito não se apagou.
Mudou o discurso, mudou até a nação,
mas tem muita gente com a alma de trabalhador nas mão.


A única coisa que mudou, então,
foi o nome dos patrão —
antes chamados de senhorzinho,
agora têm CNPJ e razão!.

Ser um profissional criativo é colocar em prática o dom da criação que Deus depositou em nós.

É bem verdade que cometi erros no passado. Você seria um erro?

Senhorita
musica que mais parece um poema de autoria do cantor Zé Geraldo
Senhorita




Minha meiga senhorita,
eu nunca pude lhe dizer.
Você jamais me perguntou
de onde eu venho e pra onde vou.


De onde eu venho
não importa, pois já passou.
O que importa
é saber pra onde vou.


Minha meiga senhorita,
o que eu tenho é quase nada,
mas tenho o Sol como amigo.
Traz o que é seu e vem morar comigo.


Uma palhoça no canto da serra será nosso abrigo.
Traz o que é seu e vem correndo, vem morar comigo.


Aqui é pequeno, mas dá pra nós dois,
e, se for preciso, a gente aumenta depois.
Tem um violão que é pra noites de lua,
tem uma varanda que é minha e que é sua.


Vem morar comigo, meiga senhorita.
Vem morar comigo, meiga senhorita.
Vem morar comigo.


Aqui é pequeno, mas dá pra nós dois,
e, se for preciso, a gente aumenta depois.
Tem um violão que é pra noites de lua,
tem uma varanda que é minha e que é sua.


Vem morar comigo, meiga senhorita.
Vem morar comigo, meiga senhorita.
Comigo, doce, meiga senhorita,
vem morar comigo.


Senhorita: Zé Geraldo

Taças roubadas,
corações feridos,
histórias que doem
sem pedir licença.


Um encontro intenso,
na ânsia de ser,
de ter,
de sentir,
de estar.


A razão grita: não.
O desejo arde: sim.
E o óbvio infame
se impõe —
não dá.


Fica o gosto amargo
do fracasso,
a sombra da inutilidade,
o eco da insuficiência.


A realidade,
crua e implacável,
não tem como consertar.

Praticar o bem não é uma ação episódica a ser planejada para um momento futuro, mas uma postura permanente a nortear a condução do ser social.

Quando me sinto extremamente fragilizado por um tempo maior do que o razoável para me sentir dessa forma tenho que me questionar se é a vida mesmo que está me batendo muito forte, ou se sou eu que estou me posicionando de forma inadequada frente a ela. Muitas vezes não é o mundo que é tão ruim quanto parece, mas nós é que somos fracos demais para amenizar os impactos que outros rebatem sem maiores dificuldades. Esse entendimento é fundamental para uma decisão que pode fazer toda a diferença: devo concentrar minha energia para mudar o contexto à minha volta ou o que tem que ser mudada é minha postura interior de reação? A solução pode estar na resposta a esta pergunta!

Cada qual adota o comportamento que é melhor para sua vida, e a escolha é um direito inalienável da pessoa humana. Nosso histórico de perdas e ganhos é que vai nos mostrar qual o melhor modelo, daí porque há de se buscar entender e respeitar as diferenças.