Amanha Sera um Lindo dia
Sol... Que faz nosso dia brilhar. Quando muito quente, ardente nos faz reclamar. Mas ao entardecer quando se põe nos faz encantar.
Agradecimento
A vida é boa,
O dia está bonito,
O sorriso é sincero,
E a alma imaculada...
O coração está sereno,
A harmonia está prevalecendo,
Agradecimento é a palavra.
A felicidade é de verdade.
A noite já se foi,
Logo, o dia amanheceu,
E a gratidão, ainda assim, permaneceu.
— Kaiane Macedo
Não encontramos a paz quando o mundo finalmente se encaixa, mas no dia em que aceitamos caminhar sobre os cacos sem exigir que eles virem chão firme.
Garotas de academia hoje em dia parecem com Action Figures gigantes entupidas de durepox e cheias de Gummy Bear Implants para ficarem o mais preenchidas e harmonizadas possíveis umas com as outras.
"O dinheiro segue a relevância. Se o seu produto molda o dia a dia de bilhões de pessoas, a riqueza será apenas uma consequência inevitável."
Bom dia! Senhor, abençoa a pessoa que está lendo está mensagem! Porque o Senhor sabe de tudo que ela precisa, conhece cada coração, cada pedido e suas necessidades. Venho em nome de Jesus Cristo, te pedir Deus de Israe, com toda humildade. Amém.
10:34 11 de setembro de 2024
"Sonhei lavando roupas "
"Sonhei no dia seguinte que passava em uma rua ao lado da prefeitura da minha cidade e havia uma lixeira com muitas roupas e objetos jogados fora. As roupas estavam todas em bom estado, então eu as peguei e comecei a olhar uma a uma"
"Sonhando com amigos temporários do meu passado!
É feriado. Dia de finados.
Dormi até agora. 1 : 24 da tarde, após uma noite e uma manhã inteira sonhando com o meu passado.
Sonhei com tantas pessoas que não fazem mais parte do meu presente.
Porque de alguma forma quiseram se afastar de mim.
Acho que o problema não sou eu, são eles que nunca deram o mínimo, após anos de desencontros.
As esquinas da vida ainda me fizeram querer procurar, ir atrás.
Mas, enfim. Somente eu sentia falta.
Até que desisti.
Embora pese em mim a saudade, a falta de diálogo, as boas lembranças das quais me recordo.
Bem que tentei.
Mas, percebi que eu me humilhava para receber pouquíssimas palavras sem importância alguma.
Agora, tudo volta em sonhos.
As lembranças dos sorrisos, das conversas, dos encontros.
Me deu vontade de chorar.
Mas, não. Não vale a pena.
Eles nem sentem minha falta, só eu os procurei.
Mas, infelizmente nunca recebi reciprocidade.
Se tornaram orgulhosos, talvez por alguma conquista material.
Talvez, porque acham que não tenho o mesmo valor.
Mas, se enganam tanto ao pensar dessa forma. Se é que pensam.
O meu valor é inestimável.
Sou tantas coisas, tenho tanto a oferecer.
Aprendi e reaprendi tantas coisas que tenho muito orgulho de mim.
Eu posso até nunca terminar um ensino superior, ou ter muitas coisas de valor.
Mas, sabe. Nunca vou sentir inveja de alguém por isso.
Cada um conquista seus méritos, dependendo de como isso pode acontecer.
Seja porque tiveram oportunidade, ou simplesmente porque tiveram uma família equilibrada.
No meu caso, nenhuma coisa, nem outra.
Tudo por mim mesma.
Por isso, tenho muito orgulho do que hoje sou.
Gosto de fazer tantas coisas diferentes, que isso para mim, é uma grande virtude.
Sou diferente.
Acho que é por isso, que me torno uma pessoa muito especial.
Então. Os sonhos vêm e se vão.
As lembranças são como o vento, que de vez em quando sopra forte algo distante.
Para nos lembrar que tudo indica que tivemos que passar por todas aquelas aventuras vividas, para termos uma bela história.
Que agora, é contada por mim mesma.
Então. Eu sou muito feliz.
Cada uma dessas pessoas, tem seus motivos para não sentir minha falta.
E, quem sou eu para jugá -las?"
"O dia da descoberta mais enigmática e perfeita!
23/09/2015
" Acordei lembrando que tive um sonho na noite passada era realmente fantástico!
Estava tentando entender a relação do hoje com o antes e havia muitas fotos de crianças espalhadas por um imenso corredor.
Algumas em álbuns jogadas em cima de uma mesa, ao meu lado alguém que perguntava pra mim o que eu sentia. Eu não entendia, porque não consegui identificar esse tal alguém e de repente ele falou:
"Olhe novamente para todas estas fotos e fale- me o que sente..."
Comecei a observar olhares e rostos sem limites, era uma sensação estranha! Havia pessoas que eu conhecia, incluindo o 'C', mais de repente não era exatamente aquelas pessoas, eu sabia que eram, mais não eram.
Todas as fotos não tinham nenhuma relação com a realidade.
Mais havia uma fotografia em especial em que meus olhos fixaram - se a apreciar em todos os ângulos, a dele do 'c', mais eu sentia que não havia nenhum sentimento que me levasse a algum propósito, apesar de saber que vivemos... como ele disse, "curtos momentos juntos".
A fotografia se tornou pra mim algo estranho e desconhecido e de relance meu coração se manifestou dizendo que estava marcado para sempre por causa de um sentimento que um dia eu mesma criei.
Senti o vento a soprar levando todos os sonhos de um passado vazio, tudo começou a ficar embaçado de uma maneira indecifravelmente fria, todas as fotos foram apagadas e às únicas memórias são os fatos que eu descobri.
Um dia, achei que tinha um sentimento verdadeiro onde todos os dias eu os alimentava com lágrimas, lágrimas de dor, de saudades, de planos. E eu lembrei daquele rosto na fotografia. Era apenas o reflexo do que eu desconhecia, sendo mostrado pra mim de uma forma que eu nunca imaginei.
Foram fatos reais!
Mostrados em um sonho apenas.
Fatos que cruzaram a minha vida em algum lugar de um passado fugaz, acordei em um impulso extremo e percebi que todos aqueles rostos foram esquecidos, após uma enorme descoberta."
Sonhos do dia 14 de julho de 2023
Sonhos do dia 14 de julho de 2023 + relatos de vários sonhos em outras datas
"Sonhei com uma bugiganga futuristica automática que era como se fosse um motorhome, mas era pequeno do tamanho de um barril de petróleo e era feito de aço, tinha segurança total para morar na rua, sem o perigo de sofrer qualquer violência dentro dele."
"Sonhei substituindo a Adele em um show internacional de música"
"Sonhei assistindo o show da Adele e ela adorava a Deus com uma música muito bonita que me fazia chorar e arrepiar"
"Sonhei sendo a principal influenciadora daqui de barra do corda e cobria um evento festivo, enquanto dava entrevistas"
Esses sonhos ocorreram um atrás do outro, e resolvi deixar aqui arquivado.
16 de julho de 2023 às 15:45
Te conto uma coisa que às vezes me pega no meio do dia, quando estou fazendo algo banal como mexer numa xícara ou olhando a janela sem motivo nenhum. Eu paro e penso que já não reconheço mais aquela pessoa indecisa que eu era. Parece até estranho falar assim, como se eu estivesse descrevendo uma conhecida distante, alguém que já dividiu a mesma casa comigo dentro da cabeça, mas que hoje mora em outro endereço emocional. E não foi uma mudança organizada, dessas que a gente planeja numa agenda bonita. Foi no meio do caos mesmo, naquele período meio insano da existência em que tudo parecia acontecer ao mesmo tempo, como se o universo tivesse resolvido testar a resistência da minha alma numa maratona que eu nem sabia que estava inscrita.
Houve dores que eu não tinha vocabulário para explicar. Aquelas que não cabem em frases simples, que fazem o corpo cansar antes mesmo do dia começar. E houve acontecimentos imprevisíveis, daqueles que chegam sem pedir licença, quase arrancando o fôlego da vida, como se o ar ficasse curto por dentro. Eu lembro de pensar, em alguns momentos, que talvez eu estivesse atravessando uma daquelas fases em que o mundo fica meio opaco, meio silencioso demais, e a gente começa a sentir a fragilidade dos dias como quem segura um copo de vidro muito fino. Qualquer movimento parece arriscado.
E tem algo que pouca gente fala com calma. Quando a doença passa perto da gente, ou quando o corpo decide lembrar que é limitado, os dias ficam diferentes. Existe uma melancolia leve pairando no ar, uma espécie de reflexão constante que chega sem ser convidada. O relógio parece ter outra lógica. O tempo ganha peso. Eu comecei a observar coisas que antes passavam despercebidas, como o valor de simplesmente respirar fundo e perceber que ainda estou aqui, ainda existindo nesse caos organizado que chamamos de vida.
Só que, curiosamente, foi exatamente ali, naquele cenário meio turbulento, que eu comecei a me encontrar. É quase paradoxal. Enquanto tudo parecia instável, alguma coisa dentro de mim começou a ficar mais firme. Como se a vida estivesse dizendo, com aquele tom filosófico que às vezes ela usa sem avisar, que viver não é um caminho reto e confortável. Viver é esse conjunto de provas inesperadas, dessas experiências que nos desmontam um pouco para depois nos reorganizar de um jeito mais verdadeiro.
Hoje, quando penso naquela versão indecisa de mim, eu não sinto vergonha nem vontade de negar que ela existiu. Eu olho com certa ternura, na verdade. Aquela pessoa estava tentando sobreviver com as ferramentas que tinha na época. E agora eu percebo que tudo aquilo, até as dores e os momentos em que eu quase perdi o fôlego emocional, foram parte do processo de me tornar mais humana. Mais consciente, talvez. Mais real.
Porque ser humana não é ser forte o tempo todo. É atravessar fases frágeis, sentir a melancolia de alguns dias, aprender com o próprio corpo e com as surpresas da vida. E mesmo assim continuar caminhando. Não perfeita, não invencível, mas mais inteira do que antes. Às vezes eu até sorrio sozinha pensando nisso, como quem descobre que a própria história, apesar de bagunçada, faz um sentido bonito no final das contas.
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Outro dia eu estava pensando, dessas reflexões que chegam sem avisar, tipo visita que entra pela cozinha enquanto o café ainda está passando. E eu percebi uma coisa curiosa sobre a vida. Quando existe um propósito muito grande guardado dentro de alguém, parece que a pessoa é salva de formas que nem ela entende direito. Não é aquela história bonita e perfeita, não. Às vezes a vida quase desmorona, o chão treme, a lógica vai embora para passear e eu fico ali pensando comigo mesma, como ainda estou aqui? E aí vem a resposta silenciosa que não faz barulho, mas ocupa tudo. Quando Deus decide que uma história ainda não terminou, ela simplesmente não termina.
Mas também aprendi uma coisa que muita gente não gosta de ouvir. Isso não acontece por acaso com qualquer coração distraído. Existe uma espécie de afinidade invisível entre a alma e Deus. Não estou falando de placa de igreja, nem de número de cultos frequentados, nem de quem sabe mais versículos de cor. Estou falando daquela intimidade silenciosa, que ninguém vê, mas que mora dentro da gente como se fosse uma chama pequena que nunca apaga. A pessoa pode estar sozinha no quarto, pode estar no meio da confusão do mundo, mas ela sabe. Deus está ali.
E tem algo que sempre me faz rir sozinha, porque é tão simples que parece até ousado dizer. Deus não depende de endereço religioso para existir dentro de alguém. Ele não precisa de microfone, nem de banco de igreja alinhado, nem de calendário sagrado marcado na parede. Deus cabe dentro de um pensamento sincero. Dentro de um gesto limpo. Dentro de uma consciência que tenta, mesmo tropeçando, fazer o que é certo.
Eu gosto de pensar nele como o próprio ar que a gente respira. Ninguém acorda de manhã e diz agradecida ao ar, olha que maravilha, estou respirando de novo. A gente só vive. Mas se o ar faltasse por alguns segundos, a gente entenderia tudo na mesma hora. Deus é assim. Invisível, essencial e absolutamente presente. Sem ele não existe vida, não existe direção, não existe aquele empurrão misterioso que nos levanta quando tudo parecia ter acabado.
E tem outra coisa que eu venho aprendendo aos poucos, quase como quem descobre uma chave perdida no bolso do casaco antigo. A questão nunca foi apenas aceitar Jesus com palavras. Muita gente aceita, mas esquece de praticar. A pergunta que realmente muda tudo é outra. O que ele faria se estivesse no meu lugar agora? Parece simples, mas não é. Porque essa pergunta exige coragem. Exige olhar para as próprias atitudes e ajustar a rota.
Quando alguém começa a viver assim, algo muda por dentro. A pessoa passa a agir com mais verdade, mais justiça, mais compaixão. Não porque alguém mandou, mas porque a consciência começa a se alinhar com algo maior. E é aí que eu percebo aquela presença que nunca dorme. Mesmo quando o corpo está cansado, mesmo quando a mente apaga no travesseiro, existe uma consciência maior sustentando tudo. Onipresente, silenciosa, constante.
No fim das contas, acho que o propósito não é uma medalha que alguém ganha. É uma responsabilidade. Quem sente Deus de verdade dentro de si acaba entendendo que foi guardada muitas vezes por um motivo. E quando essa pessoa percebe isso, ela começa a viver diferente. Com mais cuidado com os outros, com mais respeito pela vida e com uma certeza tranquila no coração. Se ainda estou aqui, então ainda existe algo que preciso cumprir. E enquanto esse algo existir, Deus continua soprando vida dentro de mim como quem diz, vai, ainda não terminou.
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UMA CARTA PARA O MEU EU ADOLESCENTE
Eu percebi isso num dia qualquer, desses em que a gente está lavando um copo e, de repente, descobre que estava carregando um cemitério inteiro dentro do peito… e ninguém avisou que já podia ir embora. Porque tem uma hora em que a dor fica sem CPF, sem rosto, sem história. Ela vira só um costume mal educado que senta na nossa mesa e come sem ser convidado.
E foi aí que me caiu a ficha, meio torta, meio debochada, como quase todas as verdades importantes da vida. Eu não o conheço mais. E pior, talvez nunca tenha conhecido de verdade. Porque a gente não sofre exatamente por alguém… a gente sofre pela ideia que inventou dessa pessoa, pelo personagem que escreveu com todo capricho, como se fosse autora de uma novela das nove, cheia de reviravolta, trilha sonora e final feliz que nunca foi aprovado pela realidade.
E olha que curioso, eu ali, sofrendo com dedicação, quase pedindo um certificado de “melhor sofredora do ano”, enquanto o sujeito real já tinha ido embora há muito tempo… ou talvez nem tivesse existido daquele jeito. Era como chorar por um ator depois que a peça acaba, sendo que ele já tirou o figurino, já foi embora, já está comendo um pastel na esquina e eu aqui, abraçada no palco vazio, pedindo bis.
Não dá mais. Chega uma hora em que o sofrimento perde a lógica, perde a elegância, perde até a vergonha na cara. Porque sofrer por quem você não conhece mais é como mandar mensagem pra número errado e ficar esperando resposta com o coração na mão. Não vem. Não vai vir. E se vier, provavelmente é golpe.
E não é frieza, não. É lucidez com um leve tempero de amor próprio, coisa fina, coisa rara, quase artigo de luxo emocional. É entender que o que acabou não foi só a relação… foi também a versão dele que eu criei dentro de mim. E essa versão, coitada, nunca teve culpa de nada, sempre perfeita, sempre justificável… um verdadeiro santo canonizado pela minha carência.
Mas eu cansei de fazer milagre pra quem nunca foi santo.
Agora eu olho pra trás com aquela mistura de riso e vergonha, tipo quando a gente lembra de uma roupa horrível que jurava que era linda. E era isso… eu estava vestindo um sentimento que não me servia mais, apertado, desconfortável, mas insistindo porque um dia já tinha sido bonito.
Hoje não dói. E se dói, dói diferente, dói com dignidade, sem drama exagerado, sem trilha sonora triste. Dói como quem entende… e segue. Porque eu não consigo mais sofrer por quem eu não conheço. E sinceramente, isso é um alívio tão grande que chega a ser engraçado.
A vida continua, meio bagunçada, meio irônica, mas muito mais leve sem esse peso desnecessário no coração. E no fim das contas, talvez o maior ato de amor que eu poderia ter feito… foi parar de amar sozinha.
Agora me conta… você também já percebeu que estava sofrendo por um completo desconhecido?
E já que você chegou até aqui, aproveita e clica no link da descrição do meu perfil pra conhecer meus e-books… vai que você se encontra em alguma página e resolve, finalmente, parar de sofrer por quem nem merece ser personagem da sua HISTÓRIA.
Amar, hoje em dia, não tem mais esse glamour todo de novela das nove, com gente correndo na chuva, tropeçando na própria dignidade e chamando isso de intensidade. Eu mesma já fui dessas, dramática profissional, achando que amor de verdade precisava doer um pouquinho, como quem aperta o sapato novo só pra ter certeza que ele é caro. Só que uma hora a gente cansa de sangrar por estilo.
A verdade é que amar virou quase um exercício de resistência emocional, tipo academia, só que sem espelho e sem aplauso. É acordar num dia em que tudo dentro de mim quer silêncio, isolamento e um bom “ninguém me toca”, e ainda assim escolher olhar pro outro e pensar, eu fico. Não porque é fácil. Não porque tá lindo. Mas porque tem algo ali que vale mais do que o conforto de ir embora.
E olha que ir embora, às vezes, parece uma proposta tentadora, quase um convite VIP pra paz imediata. Só que a gente descobre, com o tempo, que paz que vem fácil demais costuma ir embora do mesmo jeito. Permanecer, não. Permanecer é quase uma arte esquecida. É tipo cuidar de planta que insiste em não crescer, mas um dia, do nada, dá flor e você fica ali olhando, meio emocionada, meio besta, pensando, ainda bem que eu não joguei fora.
Amar assim exige uma coragem silenciosa. Não tem plateia, não tem trilha sonora, não tem ninguém dizendo “nossa, que lindo vocês dois resistindo ao tédio de uma terça-feira qualquer”. Mas tem uma coisa muito maior acontecendo ali, escondida no cotidiano. Tem dois seres imperfeitos, cheios de bagagem, traumas, manias irritantes e fases insuportáveis, decidindo não transformar qualquer desconforto em despedida.
E isso, sinceramente, é revolucionário. Num mundo onde tudo é descartável, inclusive gente, escolher ficar virou quase um ato de rebeldia. É tipo dizer pro universo, eu sei que seria mais fácil recomeçar com alguém novo, mais empolgante, mais leve, mas eu escolho construir, mesmo quando dá trabalho, mesmo quando dá vontade de sumir.
Porque no fim das contas, amar não é sobre aquele pico de emoção que faz o coração disparar. Isso aí até café resolve. Amar é sobre constância, sobre presença, sobre aquele gesto meio despretensioso de continuar ali, mesmo quando não tem nada de extraordinário acontecendo.
E talvez seja exatamente isso que torna tudo extraordinário.
Eu já pensei nisso num dia comum, desses que a gente tá lavando uma louça meio torta, olhando pra própria vida como quem olha pro fundo de uma panela e pensa, era tão bom se isso aqui nunca acabasse. Viver é bom, sim. É gostoso demais, chega a ser até meio suspeito. Um cafezinho quente, uma risada fora de hora, um abraço que demora um pouquinho mais do que o normal. Aí vem a realidade, com aquela cara de quem não pediu licença, e lembra: calma, minha filha, isso aqui tem prazo.
E não é um prazo negociável, não tem como parcelar, nem pedir mais um tempinho igual quando a gente esquece de pagar boleto. A vida é tipo aquelas promoções relâmpago, quando você vê já acabou e ainda ficou com a sensação de que devia ter aproveitado melhor. E o mais curioso é que, no meio de bilhões de pessoas, a nossa existência é quase um sussurro. A gente se sente protagonista, claro, porque é o nosso filme, mas pro resto do mundo... é só mais um episódio que passa e ninguém nem percebe que mudou o canal.
Somos animais também, né. Essa parte é engraçada e meio humilhante ao mesmo tempo. A gente se acha cheio de filosofia, de profundidade, mas no fim tá todo mundo comendo, dormindo, sentindo medo e tentando sobreviver emocionalmente num mundo que não para nem pra tomar um copo d’água. A diferença é que a gente pensa sobre isso, complica, escreve texto, sofre duas vezes.
E aí entra a parte mais crua, que ninguém gosta de encarar por muito tempo: quando a gente for embora, o mundo não vai dar pausa dramática. O sol nasce, o trânsito continua, alguém vai rir de uma piada ruim, e pronto. É quase ofensivo, mas ao mesmo tempo é libertador. Porque se nada disso para, então talvez a gente também não precise viver como se estivesse sendo avaliada o tempo todo.
Importa pra quem ama a gente, e isso já é gigante. Já é tudo. Ser importante no coração de alguém não é pouca coisa, não. É ali que a gente realmente existe. O resto é cenário, é barulho de fundo. O mundo pode até seguir igual, mas dentro de algumas pessoas, a nossa ausência faz um silêncio que ecoa.
Então, já que é isso... já que não tem como ser pra sempre... que seja bom enquanto é. Do nosso jeito mesmo, meio bagunçado, meio improvisado, meio rindo de nervoso às vezes. Porque no fim, a vida não é um grande plano mirabolante. É um monte de momentos pequenos que, quando a gente junta, dá essa coisa intensa que a gente chama de viver.
Experiências e aprendizados. Nada mais. E, sinceramente, nada menos também.
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