Amanha Sera um Lindo dia
A última guerra mundial será travada entre os amantes dos animais e seus algozes — se o lado certo vencer; caso contrário, o mundo continuará em guerra.
“Quando alguém fizer você esquecer-se do tempo, nenhum tempo percorrido, será capaz de fazer você esquecer-se desse alguém.”
“O tempo não é uma Ciência humanística exata. A espera de hoje por motivo de alguém, será a demora de amanhã por sua causa. Respeite com paciência."
—By Coelhinha
O inimigo pode usar todos os meios possíveis para nos ver perder, mas tudo será inútil, pois temos um Deus que faz até o impossível para nos ver vencer.
— Jucelya McAllister
Ame e honre a sua mãe enquanto ainda a tem, pois saudade nenhuma será motivo suficiente para trazê-la de volta.
Com tanto humano latindo, muito em breve, dialogar será privilégio dos cães.
Há uma medonha cacofonia tomando conta do mundo.
Fala-se muito — mas ouve-se quase nada.
As palavras, outrora pontes entre consciências, hoje se erguem como muros de pura vaidade.
Infelizmente, o verbo já está perdendo o dom de unir.
Transformando-se em arma, em ruído, em reflexo de uma humanidade que insiste em confundir — por maldade, descuido ou capricho — tom e volume com a razão.
Cada um late a própria certeza, a própria verdade,
defendendo-a como quem protege um osso invisível.
Nos palcos digitais, nas praças e nas conversas de esquina,
o diálogo virou duelo,
a escuta, fraqueza,
e o silêncio — que quase sempre foi sabedoria —
agora é interpretado como rendição.
Latimos para provar que existimos,
mas quanto mais alto gritamos,
menos presença há em nossas vozes.
Perdemos o dom de conversar
porque deixamos de querer compreender.
Estamos quase sempre empenhados em ouvir só para responder.
Talvez, por ironia divina,
os cães — que nunca precisaram de palavras —
sejam hoje os últimos guardiões do diálogo.
Eles não falam, mas entendem.
Não argumentam, mas acolhem.
Escutam o tom, o gesto, o invisível…
Enquanto o homem se afoga em certezas,
o cão permanece fiel à simplicidade da escuta.
E quando o mundo estiver exausto de tanto barulho,
talvez apenas eles saibam o que significa realmente conversar:
olhar nos olhos, respirar junto,
e compreender o que o outro sente —
antes mesmo de dizer.
Porque, no fim das contas,
o diálogo nunca foi sobre ter razão,
mas sobre ter alma suficiente para ouvir.
E talvez, enquanto o humano retroalimenta o medo do cão chupar manga,
o maior — e único — medo do cão
seja tanto humano latindo.
Meu corpo não será velado, se alguém tiver a má intenção de lhe oferecer coroa de flores, pode se render à hombridade de convertê-la em quentinhas para tentar enganar a fome de moradores de rua.
A guerra está posta: quem será o mais Corajoso, o que espalha a Paz ou o que espalha a Guerra?
À primeira vista, pode até parecer que coragem é atributo natural de quem avança, de quem impõe, de quem domina pelo ruído das armas e pela força da imposição.
Há uma sedução quase instintiva no poder de ferir antes de ser ferido, de atacar antes de compreender.
Mas talvez essa seja apenas a forma mais primitiva de coragem — aquela que nasce do medo travestido de bravura.
Espalhar guerra exige impulso.
Espalhar paz exige consciência.
A guerra encontra terreno fértil no orgulho, na pressa e na incapacidade de escutar.
Ela se alimenta de certezas rígidas e da necessidade de vencer, mesmo que à custa de tudo.
Já a paz é mais exigente: pede silêncio interno, pede revisão de si, pede o desconforto de reconhecer a própria parcela de erro.
Não há nada de automático em escolher a paz quando tudo à volta só grita por confronto.
Talvez o verdadeiro corajoso não seja aquele que nunca recua, mas aquele que sabe quando não avançar.
Porque conter-se, muitas vezes, é mais difícil do que reagir.
Perdoar, então, nem se fala — é quase um ato de rebeldia em um mundo que ensina a devolver na mesma moeda.
Espalhar guerra é tão fácil e contagioso que rapidamente meio mundo abarrotado de apaixonados escolhe um lado.
Espalhar paz é um trabalho paciente, quase invisível, que muito raramente recebe aplausos imediatos.
A guerra constrói heróis de momento; a paz constrói humanidade ao longo do tempo.
No fim, a pergunta não é apenas sobre quem é mais corajoso.
É sobre qual coragem queremos cultivar dentro de nós.
Aquela que explode para fora ou a que se sustenta por dentro.
Porque talvez a maior ousadia na contemporaneidade, no meio dessa polarização medonha, seja justamente recusar-se a guerrear quando todos esperam que você lute.
Enquanto
a Pena for
Capital Econômico,
a Pobreza será
Crime.
Quando a Liberdade pode ser medida pelo Dinheiro, a Justiça deixa de enxergar apenas o ato e passa a considerar, ainda que indiretamente, a Condição Financeira de quem está diante dela.
Para alguns, uma fiança ou uma indenização representa um transtorno passageiro; para outros, significa a permanência na prisão, o endividamento ou a impossibilidade de recomeçar.
É evidente que reparar danos causados é um princípio importante da convivência em sociedade.
No entanto, quando as consequências econômicas recaem de forma profundamente desigual sobre pessoas com capacidades financeiras completamente distintas, surge uma pergunta inevitável: estamos punindo o Comportamento ou a Pobreza?
A verdadeira igualdade perante a lei não consiste apenas em aplicar as mesmas regras a todos, mas em garantir que elas não produzam injustiças previsíveis por causa das diferenças sociais.
Uma sanção que pesa pouco para quem possui muito e se torna devastadora para quem possui quase nada, desafia o ideal de equilíbrio que se espera da justiça.
Uma sociedade democrática fortalece-se quando responsabiliza quem erra, sem transformar a vulnerabilidade econômica em uma condenação permanente.
Afinal, o patrimônio pode definir o conforto de uma pessoa, mas nunca deveria definir o valor da sua dignidade ou o alcance dos seus direitos.
Enquanto o acesso à Liberdade, à Defesa ou à Reparação depender, em grande medida, da capacidade de pagar, permanecerá a inquietante sensação de que, para muitos, a Pobreza continua sendo tratada como um Agravante Silencioso e Invisível.
E uma justiça que pesa mais sobre os bolsos do que sobre os fatos, pode perder aquilo que lhe é mais essencial: a confiança de que todos são, verdadeiramente, iguais perante a Lei.
Com
tanto Humano latindo, muito em breve, dialogar será
privilégio dos Cães.
Vivemos tempos muito curiosos, em que muitos confundem ato de falar de qualquer jeito com a capacidade de se comunicar, o grito com o argumento e a agressividade com a razão.
Nunca tivemos tantos meios de nos conectar e, paradoxalmente, parece que desaprendemos a arte de nos compreender.
As pessoas já não escutam para entender; escutam para responder, rebater, diminuir ou vencer.
Cada opinião divergente se transforma em afronta, cada discordância em uma guerra de egos e cada conversa em uma disputa na qual o mais importante não é encontrar a verdade, mas impor a própria versão dela.
Há quem rosne diante de uma ideia, ladre contra uma opinião e mostre os dentes sempre que confrontado com algo que desafia suas certezas.
Gente que faz do volume da voz um substituto para a profundidade do pensamento e da intolerância, uma espécie de armadura para esconder a fragilidade das próprias convicções.
E o mais irônico é que os cães, frequentemente associados ao latido, talvez nos ensinem algo que muitos humanos esqueceram: a lealdade não exige humilhação, a presença não precisa de discursos e o afeto não depende de vencer uma discussão.
Eles sabem reconhecer o silêncio, perceber a tristeza e oferecer companhia sem exigir que o outro pense exatamente como eles.
Talvez o problema da humanidade não seja a falta de palavras, mas o excesso de vaidade.
Falamos demais sobre nós mesmos e de menos sobre aquilo que realmente importa.
Queremos ser ouvidos, mas muito raramente estamos dispostos a ouvir.
Exigimos respeito às nossas opiniões, mas tratamos as opiniões alheias como se fossem uma ameaça à nossa existência.
Dialogar exige algo que nem todos estão dispostos a oferecer: humildade para admitir que podemos estar errados, maturidade para conviver com as diferenças e coragem para rever aquilo que sempre julgamos incontestável.
Afinal, mudar de ideia diante de um bom argumento não é sinal de fraqueza; é prova de que a inteligência continua viva.
Uma sociedade que perde a capacidade de dialogar começa a trocar argumentos por ofensas, ideias por rótulos e pontes por muros.
Quando isso acontece, o barulho cresce, mas a compreensão diminui.
Todos querem ter a última palavra, enquanto quase ninguém se preocupa em construir uma palavra que faça sentido.
No fim, talvez não precisemos ensinar os cães a dialogar, mas reaprender, entre humanos, a diferença entre emitir sons e compartilhar pensamentos.
Porque a verdadeira evolução não está apenas na capacidade de falar, escrever ou dominar tecnologias, mas na disposição de reconhecer humanidade até mesmo naqueles de quem discordamos.
E, se um dia dialogar se tornar privilégio dos cães, não será porque eles aprenderam a falar como gente, mas porque nós teremos desaprendido a conversar como seres humanos.
"Tratemos com amor e muito respeito o corpo que Deus nos concede, pois não será fácil uma nova oportunidade." ৲)
☆ Haredita Angel
"O que será que você tem que me faz sonhar tanto...
O que será que você tem que me tem tanto...
Que olhar é esse que me prende tanto...
Que sorriso é esse tão lindo, o qual vestes tão fácil e,
que é só teu.. e que desejo só meu!"
☆Haredita Angel
"Quem planta franqueza, colhe
grosseria.
Será autenticidade uma forma de burrice?"
Haredita Angel
27.02.2018
Quando o amor vier outra vez,
será que vai bater de mansinho,
ou chegar sem pedir licença,
bagunçando tudo o que eu jurei esquecer?
Quando o amor vier outra vez,
vai reconhecer minhas cicatrizes
ou passar por elas sem medo,
como quem entende o silêncio do meu peito?
Quando o amor vier outra vez,
terei coragem de abrir a porta,
ou vou fingir que não ouvi os passos
com medo de sofrer o mesmo adeus?
Quando o amor vier outra vez,
será para ficar,
ou apenas para me lembrar
que amar ainda dói…
mas vale?
Será que estou sendo egoísta?
Será que estou sendo egoísta
Por desejar teu colo quando
o mundo pesa em mim?
Por querer teu silêncio junto ao meu,
Como se o amor também fosse descanso enão só entrega sem fim?
Será que estou sendo egoísta
Ao te querer por perto mesmo quebrado,
Ao temer te perder
antes mesmo de te ter,
Ao confundir cuidado com medo
E saudade com exagero?
Não
— estou apenas sendo humano.
Amar também é precisar,
também é falhar,
Também é perguntar quando o coração treme.
Se há egoísmo aqui,
ele nasce do amor
Que não sabe existir sem sentir.
Titulo
Só Vejo Você [Traços Seus]
Sera que ainda estou
Apaixonado por você?
Sera que ainda existe alguma
coisa aqui dentro do meu ser?
Pois toda as garotas que eu vejo
Só vejo você!
Quando elas estão de costa
Os cachos delas me lembra você!
Estou doente de amor?
Estou doente de paixão?
Nao sei o que esta acontecendo comigo.
Olha que nem estou ficando doido,
Pra ver em outras garotas alguém que nao seja você...
O que acontece comigo?
Talvez eu só esteja
Te carregando aqui dentro,
Tão fundo que meu coração
Se perdeu na missão.
E sem perceber, meus olhos
Procuram seus traços por aí,
Seu jeito de andar, seu sorriso,
Seus gestos...
Porque quando a gente ama
Alguém demais,
A alma faz isso:
Procurando a pessoa amada
No rosto do mundo inteiro.
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