Amanha Sera um Lindo dia
UM BRASIL QUE AINDA PRECISA APRENDER A ESCUTAR
Há riquezas que podem ser medidas em toneladas, hectares, barris ou cifras. E há outras que não cabem em nenhuma contabilidade. Vivem na memória de um povo, atravessam gerações e sobrevivem na maneira como alguém chama a chuva, nomeia uma árvore, conta uma história ou ensina uma criança a compreender o mundo.
O Brasil possui uma dessas riquezas: sua extraordinária diversidade indígena.
Muito antes de existir um país chamado Brasil, antes de nossas fronteiras, nossas cidades, nossas instituições e até mesmo da língua portuguesa chegar a estas terras, diferentes povos já habitavam este território. Não formavam uma única cultura, não falavam uma única língua e não possuíam uma única maneira de compreender a existência. Eram e continuam sendo muitos povos, com histórias, cosmologias, conhecimentos, organizações sociais e identidades próprias.
Talvez esteja justamente aí um dos grandes equívocos que ainda carregamos: falar dos povos indígenas como se fossem uma única realidade.
Não são.
O Brasil abriga centenas de povos indígenas e uma diversidade linguística impressionante. Cada língua preservada representa muito mais do que um conjunto de palavras. Dentro de uma língua existe uma maneira particular de organizar o pensamento, compreender a natureza, transmitir conhecimento, estabelecer relações e guardar a memória dos antepassados.
Quando uma língua desaparece, portanto, não desaparecem apenas palavras.
Desaparece uma biblioteca que talvez nunca tenha sido escrita.
Desaparecem histórias, conhecimentos sobre plantas, animais e territórios; desaparecem cantos, mitos, formas de educar, maneiras de interpretar a vida e experiências acumuladas durante séculos.
Por isso, preservar uma língua indígena não significa conservar uma curiosidade do passado. Significa proteger uma parte do patrimônio humano.
E talvez precisemos reconhecer algo ainda mais incômodo: durante muito tempo, o Brasil aprendeu a enxergar os povos indígenas através dos olhos de quem chegou depois deles.
Criamos uma imagem simplificada do “índio”: alguém distante, parado no tempo, vivendo exclusivamente na floresta e obrigado a corresponder a uma representação construída séculos atrás.
Mas um indígena não deixa de ser indígena porque frequenta uma universidade, utiliza um telefone celular, escreve livros, participa da política, exerce uma profissão ou vive numa cidade.
Nenhum de nós precisa permanecer preso ao século de seus antepassados para provar sua identidade.
Por que exigiríamos isso justamente dos povos originários?
Tal preconceito revela algo profundo: muitas vezes aceitamos a presença indígena enquanto ela permanece confinada ao nosso imaginário. O problema começa quando essas pessoas deixam de ser personagens do passado e aparecem no presente estudando, ensinando, produzindo conhecimento, ocupando espaços públicos e falando por si mesmas.
E é exatamente aí que precisamos aprender a escutar.
Durante séculos, muita gente falou sobre os povos indígenas.
Talvez tenha chegado o tempo de ouvir mais os próprios povos indígenas.
Ouvir suas línguas.
Seus professores.
Seus escritores.
Seus artistas.
Suas mulheres e seus homens.
Seus jovens e seus anciãos.
Suas diferentes maneiras de compreender território, comunidade, natureza, ancestralidade e futuro.
Isso não significa transformar culturas indígenas em algo intocável ou idealizado. Povos indígenas são sociedades humanas, diversas, contemporâneas e em permanente transformação. Respeitá-los verdadeiramente significa justamente abandonar tanto o preconceito quanto a romantização.
O Dia dos Povos Indígenas, celebrado em 19 de abril, pode servir para isso: não apenas homenagear, mas questionar o modo como aprendemos a contar a história brasileira.
Porque os povos indígenas não são um capítulo introdutório da história do Brasil.
Eles atravessam a história inteira.
Estavam aqui antes de o Brasil receber esse nome. Estiveram presentes durante a colonização, o Império e a República. Resistiram a epidemias, expulsões, escravização, deslocamentos e inúmeras tentativas de assimilação cultural. E continuam aqui, participando da construção do país no século XXI.
Talvez, portanto, a maior homenagem que possamos fazer não seja olhar para os povos originários como lembrança de um Brasil antigo.
É reconhecê-los como parte indispensável do Brasil presente.
Um país que perde suas línguas empobrece sua memória.
Um país que ridiculariza seus povos originários ridiculariza uma parte de sua própria história.
E um país que aprende a respeitar suas diferenças começa, finalmente, a compreender a própria riqueza.
Valorizar os povos indígenas não é voltar ao passado.
É impedir que o futuro seja construído sobre o esquecimento.
E talvez o Brasil ainda tenha muito a aprender com aqueles que estavam aqui muito antes de começarmos a chamá-lo de Brasil.
Um hOMEM me perguntou isso:
Por que todos normalizam o feminismo, mas sempre jugam o machismo?
Eu tenho que responder isso?
Não te compares
Vivemos numa geração
onde um sorriso vale mais numa fotografia
do que a verdade escondida por detrás dele.
Onde mostramos vidas perfeitas,
enquanto por dentro
há pedaços nossos a pedir socorro.
Crescemos a comparar caminhos,
rostos, corpos, sonhos e conquistas,
como se a vida fosse uma corrida
e chegar depois significasse perder.
Mas ninguém vê as noites mal dormidas,
as lágrimas escondidas,
o medo de não ser suficiente,
nem as batalhas que travamos em silêncio.
Olhas para alguém
e pensas: “Eu queria ser como ele.”
Mas esqueces-te de uma coisa:
também há alguém a olhar para ti
e a desejar ter aquilo que tu tens.
A nossa geração aprendeu a mostrar tudo,
menos aquilo que realmente sente.
Aprendeu a dizer “estou bem”
quando o coração gritava o contrário.
Aprendeu a esconder as feridas
para não parecer fraca.
Mas tu não tens de ser igual a ninguém.
Não precisas de florescer ao mesmo tempo que os outros.
Uma flor não deixa de ser bonita
só porque outra nasceu primeiro.
O teu caminho é teu.
As tuas cicatrizes são tuas.
Os teus passos, mesmo pequenos,
continuam a ser passos.
Por isso, não te compares.
Não transformes a vida de outra pessoa
numa medida para julgarem a tua.
Talvez hoje não te reconheças,
talvez ainda estejas a tentar juntar
as partes que o mundo te fez perder.
Mas continua.
Porque crescer também é aprender
que não precisamos de ser perfeitos
para merecermos existir,
sermos amados
e, finalmente,
sermos nós próprios.
Quando a paz interior é demonstrada nas atitudes diárias, a vida ganha a tonalidade de um arco-íris.
Debbie Villela
Um ensaio de humanidade
Demétrio Sena - Magé
Há dias em que a hipersensibilidade tátil de quem a tem vira uma tortura, e surge a necessidade de ficar só. Carícias causam cócegas intensas, o toque leve de um galho faz arrepiar de "arrelia" e qualquer peça de vestuário aperta; sufoca: vira camisa-de-força; calça-de-força; vestido; saia; sutiã; calcinha; calçado; cueca-de-força. Se a pessoa usa gravata, vira gravata não de força; e sim, de forca.
Quem passou a vida inteira, chegou à meia ou terceira idade sem qualquer acompanhamento profissional, mas nunca deixou esse transtorno pessoal virar transtorno alheio, pode se orgulhar. Houve realmente um tempo em que nenhum transtorno era visto como tal; ninguém sabia que dava para se cuidar. Era tudo reduzido a silêncio, remorso e medo, a depender do caráter de cada um.
Quando a ht está mais aguda, separar momentos próprios, consigo mesmo, para vivenciar-se despojado e livre de todos os gatilhos, pode ajudar a suportar o dia a dia em sociedade ou no compartilhamento restrito; familiar. Ninguém entenda este texto como orientação profissional; não sou médico ou terapeuta. É apenas o desejo sincero de ajudar alguém a não se sentir tão só.
... ... ...
Respeite autorias. É lei
É maravilhoso ouvir o gorjeio dos pássaros. Soam como um coral, afinado, singelo e próspero. Encanto da vida.
Debbie Villela
Eu quero a sorte de um amor tranquilo
Inesperado, puro e envolvente
Eu quero a sorte de um amor tão lindo
Amor de filme, de um livro do Shakespeare
Eu quero a sorte de um amor poeta
Que me transforme para um mundo encantado
Eu quero a sorte de um amor pateta
Que me divirta mesmo atrapalhado
Quando começaste a gostar de mim, eu também já tinha aprendido a dizer não exatamente como um dia me disseste. O teu “não” ensinou-me a não querer duas vezes a mesma pessoa!
A arte é a única coisa que atravessa séculos e marca pra sempre como um carimbo, a alma de quem sabe a ler.
O recomeço é a semente da superação,
Um passo firme em direção ao que há de vir.
Pois errar e recomeçar faz parte da lição,
que molda a estrada para conquistar o sucesso
O ser humano carrega em si a natureza de um predador; por isso, esperar bondade de todos é ignorar aquilo que também existe dentro da própria humanidade.
Tem abraços que são como um porto seguro.
Abraços que deveríamos passar o resto da vida, abraços que são tão apertados que conseguimos sentir o bater do coração da outra pessoa, e por um momento tudo parece tão calmo e seguro como se nada pudesse nos atingir.
Confiança, um voo audacioso entre duas pessoas, um salto de fé sobre o precipício do constante, construída com pequenas verdades partilhadas.
De um jeito bem especial, envio um abraço caloroso a ti, guerreiro silencioso, que enfrentas batalhas internas sem que o mundo perceba.
Em breve, a paz que tanto anseias chegará para envolver-te.
Você já se divertiu em um parque de diversões, onde ninguém sabe seu nome, e por um instante o mundo esquece sua história, e você também?
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