Amanha Sera um Lindo dia
Foi por ti que descobri que o amor é estonteante.
Inefável és tu, que fazes de mim um ser íntegro.
Doravante, não me deixes desacompanhado jamais.
Em meio ao turbilhão da vida, conceder-se o precioso instante de contemplação é um ato sublime. Que, ao olhar para o horizonte infinito, possamos redescobrir a arte de simplesmente existir, com a alma leve e o coração em paz, imersos na grandiosidade deste mundo que, com sua beleza serena, nos ensina a arte de viver.
O colonialismo não é uma máquina de pensar, não é um corpo dotado de razão. É a violência em estado puro, e só se curvará diante de uma violência maior.
Saudades do Rio
Agilson Cerqueira
O Rio Cachoeira já foi um pedaço do céu derramado sobre a terra. Suas águas corriam tão claras que o azul das manhãs parecia morar dentro delas. Entre pedras douradas pelo sol, a correnteza cantava baixinho, e os peixes deslizavam como versos vivos sob o espelho líquido do rio.
Nas margens havia música humana. O canto das lavadeiras se misturava ao bater da água nas roupas; os areeiros, com suas pás e seus animais, desenhavam o ritmo do trabalho; os pescadores conversavam com o silêncio das águas; e as crianças, livres de qualquer temor, mergulhavam antes mesmo de aprender o significado da palavra perigo. O rio não era apenas parte da cidade — era a própria infância respirando.
Eu me lembro do mergulho seguro. O corpo entrava na água como quem volta para casa. A correnteza nos envolvia com a ternura de um velho amigo, e, debaixo d’água, o mundo tremulava em transparência e luz. Havia cheiro de terra molhada, de mato fresco, de manhã recém-nascida. Tudo parecia eterno.
Lembro também dos jegues nas margens — Sobrado, Ponteiro e Arvoredo — companheiros silenciosos daquele cenário que hoje só existe inteiro na memória. O Sobrado caminhava com a imponência de quem conhecia o próprio valor; o Ponteiro era ligeiro e atento, sempre à frente; e o Arvoredo, com sua orelha quebrada pendendo para baixo, seguia devagar, como se tivesse aprendido a conversar com o tempo.
E como esquecer meu avô? Sua presença vinha junto com o cheiro do rio, com a vara de bambu nas mãos e o anzol unha-de-gato brilhando à luz da manhã. Quando o peixe fisgava, começava um pequeno balé sobre a água: a linha esticada, a vara vergando, o peixe riscando o espelho do rio numa resistência bonita, quase uma dança entre a liberdade e a captura.
Os pescadores voltavam com fieiras pesadas, com muitos peixes reluzindo ao entardecer. Os tarrafeiros lançavam suas redes como quem lançava esperança, e muitas famílias encontravam no Cachoeira o pão de cada dia. O rio alimentava corpos e também alimentava a dignidade.
Hoje, quando a estiagem chega, o leito parece respirar com dificuldade. Das águas cansadas sobe um cheiro triste, como se o rio tentasse expulsar a dor acumulada em tantos anos de abandono. O brilho desapareceu, os peixes se calaram, e as margens perderam a alegria das vozes que sabiam viver no compasso da correnteza.
É estranho sentir saudade de um rio que ainda atravessa a cidade. O nome continua o mesmo, o curso ainda insiste em seguir adiante, mas algo essencial se perdeu. É como olhar uma fotografia antiga desbotada pelo tempo: reconhecemos o contorno, mas as cores da vida já não estão lá.
Dentro de mim, porém, o Rio Cachoeira permanece cristalino. Ele corre intacto pelas lembranças de tardes intermináveis, de pés descalços na areia, de mergulhos sem medo e de horizontes que pareciam não ter fim. Na memória, suas águas continuam limpas, e talvez essa seja a última nascente que ainda não conseguiram poluir.
Ah, que saudade da vida do rio. Saudade do tempo em que a transparência das águas iluminava os olhos das crianças, amparava as lavadeiras, sustentava os areeiros e dava esperança aos pescadores. Saudade do meu avô à beira d’água, da vara de bambu apontada para o poente, e do silêncio dourado das tardes em que o Cachoeira parecia eterno.
Hoje, quando fecho os olhos, ainda escuto a correnteza chamando meu nome. E por um instante breve — tão breve quanto o brilho de um peixe saltando ao sol — volto a ser menino nas águas claras do rio que nunca deixou de correr dentro de mim.
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Aquele que amou a tristeza jamais sofreu um única noite, pois, ao conhecer as cores compreendemos os tons do mundo.
Deus
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Às vezes te sinto
Às vezes não
Tu tens um cheiro tão memorável
Tu tens uma sensação tão marcante
Um azul tão belo
Uma voz tão bonita
Um branco tão puro
Um verde tão vivo
Um vento tão astuto
Um ar tão limpo
Me banho em teu sangue
Da sua água bebo
Da misericórdia usufruo
Por teu amor me apaixono
Hoje eu sofro
Amanhã serei santo
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**Escrito em 20/07/2026 às 17:50 em Curitiba, Paraná, Brasil**
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Autor: Gustavo Biazotti
Uma coisa é certa: Amor e carinho, podem sim curar um coração. Mas a indiferença, deixa o coração doente.
Wanessa Guimarães Z96
Não procuro mais a sorte de um amor tranquilo, e sim, a paz de um amor sincero. Pra minha vida quero o que é eterno, e pra ser eterno, tem que vir da alma.
Wanessa Guimarães Z96
Não saia por aí, contando seus sonhos, seus planos e projetos a qualquer um. Lembre-se que, nem sempre quem deseja a você felicidades, quer de fato de ver feliz.
Até o tolo é visto como sábio quando se cala.
Wanessa Guimarães Z96
Siga o curso da vida sem medo de mudar,
Há sempre um novo sonho esperando para brotar.
Como um rio que nunca deixa de seguir,
A esperança nos convida a sorrir.
Helaine machado
No palco aberto da vida a girar,
Cada manhã traz um novo atuar.
Entre cortinas de sonho e razão,
A gente aprende a seguir o coração
Helaine machado
Não carregue velhas dores nem deixe o medo decidir. Quem acredita no agora sempre encontra um novo sorrir.
A esperança abre caminhos onde a fé faz florescer. O futuro nasce no presente, esperando por você.
Esqueça o passado, deixa pra lá,
quem vive de ontem não consegue sonhar.
Abre um sorriso, deixa o sol entrar,
o teu coração nasceu pra amar.
Helaine machado
Limerência é o que sinto;
Tu és meu mais belo tormento.
Quimera eterna...
Como um sonho que não desperta.
Quando você se transforma, tudo ganha outra cor,
A tristeza vai embora, chega um novo amor.
Cada passo revela um novo amanhecer,
Porque mudar é também renascer.
Helaine machado
Preenchendo as lacunas da vida
A vida é um dom de Deus. Um presente que ninguém conquista, apenas recebe.
Antes mesmo de respirarmos pela primeira vez, Deus nos viu entre milhões de sementinhas. Ele nos escolheu no ventre da nossa mãe e disse:
"VIVA."
E quando chegou o tempo, Ele nos tirou do ventre de nossa mãe e nos enviou ao mundo com uma missão:
"VÁ E DÊ FRUTOS."
Chegamos ao mundo sem títulos, sem riquezas, sem conquistas. Trouxemos apenas a vida, a inocência e páginas em branco para serem escritas.
Então o tempo começou a contar.
Aprendemos. Caímos. Levantamos. Conhecemos o amor e a dor, o bem e o mal. Fomos moldados pelas experiências, pelas pessoas, pelas perdas, pelas vitórias e, principalmente, pelas escolhas que fizemos.
A cada dia, um espaço vazio foi preenchido.
Com palavras ou silêncio.
Com coragem ou medo.
Com fé ou incredulidade.
Com amor ou egoísmo.
Com obediência ou rebeldia.
Ninguém passa pela vida sem preencher esses espaços. A única questão é: com o quê?
O tempo que recebemos, os dons que Deus nos confiou e as decisões que tomamos revelam quem realmente somos e determinam o legado que deixaremos.
As pessoas com quem caminhamos influenciam nossa jornada. Nossas atitudes aproximam ou afastam pessoas. Cada escolha abre uma porta e fecha outra. Toda semente lançada, cedo ou tarde, produz uma colheita.
E então chegará o dia em que tudo ficará em silêncio.
Não haverá mais oportunidades para recomeçar. Não haverá mais páginas em branco.
Restará apenas olhar para trás e responder às perguntas que realmente importam:
Minha vida foi frutífera?
Valeu a pena viver como vivi?
Usei bem o tempo que Deus me deu?
Honrei os dons que recebi?
Preenchi os espaços vazios com aquilo que tem valor eterno?
Porque, no fim, a vida não será medida pelo que acumulamos, mas pelo que cultivamos.
Não pelo que possuímos, mas pelo que nos tornamos.
Não pelos anos que vivemos, mas pelos frutos que deixamos.
A vida é a arte de preencher os espaços vazios.
E a colheita de amanhã será, inevitavelmente, o resultado das sementes que escolhemos plantar hoje.
Era uma vez um garoto que nasceu com uma doença que não tinha cura.
Tinha 17 anos e podia morrer a qualquer momento. Sempre viveu na casa de seus pais, sob o cuidado constante de sua mãe.
Um dia decidiu sair sozinho e, com a permissão da mãe, caminhou pela sua quadra, olhando as vitrines e as pessoas que passavam.
Ao passar por uma loja de discos, notou a presença de uma garota, mais ou menos da sua idade, que parecia ser feita de ternura e beleza. Foi amor a primeira vista.
Abriu a porta e entrou, sem olhar para mais nada que não a sua amada.
Aproximando-se timidamente, chegou ao balcão onde ela estava.
Quando o viu, ela deu-lhe um sorriso e perguntou se podia ajudá-lo em alguma coisa. Era o sorriso mais lindo que ele já havia visto, e a emoção foi tão forte que ele mal conseguiu dizer que queria comprar um CD.
Pegou o primeiro que encontrou, sem nem olhar de quem era, e disse
- "Esse aqui".
- "Quer que embrulhe para presente?" - perguntou a garota sorrindo ainda mais e ele só mexeu com a cabeça para dizer que sim. Ela saiu do balcão e voltou, pouco depois, com o CD muito bem embalado. Ele pegou o pacote e saiu, louco de vontade de ficar por ali, admirando aquela figura divina.
Daquele dia em diante, todos as tardes voltava a loja de discos e comprava um CD qualquer. Todas as vezes a garota deixava o balcão e voltava com um embrulho cada vez mais bem feito, que ele guardava no closet, sem nem abrir.
Ele estava apaixonado, mas tinha medo da reação dela, e assim, por mais que ela sempre o recebesse com um sorriso doce, não tinha coragem para convidá-la para sair e conversar. Comentou sobre isso com sua mãe e ela o incentivou, muito, a chamá-la para sair.
Um dia, ele se encheu de coragem e foi para a loja. Como todos os dias comprou outro CD e, como sempre, ela foi embrulhá-lo.
Quando ela não estava vendo, escondeu um papel com seu nome e telefone no balcão e saiu da loja correndo.
No dia seguinte o telefone tocou e a mãe do jovem atendeu.
Era a garota perguntando por ele. A mãe, desconsolada, nem perguntou quem era, começou a chorar e disse: "Então, você não sabe? Faleceu essa manhã".
Mais tarde, a mãe entrou no quarto do filho, para olhar suas roupas e ficou muito surpresa com a quantidade de CDs, todos embrulhados. Ficou curiosa e decidiu abrir um deles. Ao fazê-lo, viu cair um pequeno pedaço de papel, onde estava escrito: "Você é muito simpático, não quer me convidar para sair? Eu adoraria".
Emocionada, a mãe abriu outro CD e dele também caiu um papel que dizia o mesmo, e assim todos quantos ela abriu traziam uma mensagem de carinho e a esperança de conhecer aquele rapaz.
Assim é a vida: não espere demais para dizer a alguém especial aquilo que você sente. Diga-o já; amanhã pode ser muito tarde....
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