Amam mais não sabem Amar
AMAR COM LUCIDEZ: QUANDO O CORAÇÃO CAMINHA AO LADO DA RAZÃO.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
"Espíritas! Amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo."
— O Evangelho segundo o Espiritismo, cap. VI, item 5. Tradução de José Herculano Pires.
A recomendação do Espírito de Verdade, dirigida especificamente aos espíritas, está longe de ser uma exortação meramente afetiva. Ela constitui uma síntese admirável da pedagogia espírita, revelando que a verdadeira transformação moral nasce da união entre o sentimento e a inteligência. Não se trata de escolher entre amar ou instruir-se, mas de compreender que ambos são inseparáveis.
Entretanto, é comum observarmos que esses dois imperativos são vividos de forma fragmentada. Há quem exalte o amor, mas relegue o estudo a um plano secundário; há também quem cultive o conhecimento, porém se esqueça da ternura, da humildade e da fraternidade. Em ambos os extremos, perde-se o equilíbrio proposto pela Codificação.
O amor, quando desprovido de discernimento, pode transformar-se em sentimentalismo inconsequente. Sob a aparência da bondade, acaba tolerando o erro sem esclarecê-lo, confundindo indulgência com conivência e misericórdia com omissão. Nesse estado, a caridade deixa de educar para apenas consolar, esquecendo que o verdadeiro bem também orienta, desperta e corrige.
José Herculano Pires, um dos mais lúcidos intérpretes de Allan Kardec, advertiu com admirável precisão:
"Não basta amar. É preciso saber amar."
— Curso Dinâmico de Espiritismo.
E, aprofundando ainda mais essa reflexão, acrescenta:
"Não se pode confundir Espiritismo com sentimentalismo barato. A emoção sem inteligência é o caminho mais curto para a mistificação."
— Introdução à Filosofia Espírita, cap. 4.
Essas palavras permanecem profundamente atuais. Quando o amor abandona a razão, abre espaço para interpretações personalistas da Doutrina, para concessões injustificáveis e para atitudes que, embora revestidas de aparente bondade, acabam obscurecendo os princípios espíritas.
Foi justamente para impedir tais desvios que Allan Kardec estabeleceu uma das maiores salvaguardas da Doutrina:
"Fé inabalável é somente a que pode encarar a razão face a face em todas as épocas da humanidade."
— O Evangelho segundo o Espiritismo.
No Espiritismo, a razão não limita o amor; ela o ilumina. A inteligência não esfria a caridade; ela lhe oferece direção. O verdadeiro amor jamais contradiz a justiça divina, porque nasce dela e para ela converge.
Por isso, o espírita que busca apenas ser "amoroso", sem estudar, sem refletir e sem vigiar as próprias tendências, corre o risco de substituir o Evangelho pela emoção. Em vez de auxiliar o próximo em seu crescimento moral, pode apenas alimentar ilusões, evitando confrontar o erro quando a consciência exige esclarecimento.
Ao mesmo tempo, o conhecimento sem humildade converte-se em orgulho intelectual. A instrução que não sensibiliza o coração produz rigidez, vaidade e espírito de superioridade. Saber muito sobre a Doutrina não significa vivê-la.
É precisamente nesse ponto que a máxima do Espírito de Verdade revela toda a sua profundidade. "Amai-vos" e "instruí-vos" não representam duas etapas sucessivas, mas duas forças simultâneas que se sustentam mutuamente. O amor preserva o conhecimento da frieza; a instrução preserva o amor da ingenuidade.
O próprio Allan Kardec recorda que:
"O verdadeiro espírita não é o que crê nas manifestações, mas o que se reforma moralmente, esforçando-se por dominar suas más inclinações."
— O Evangelho segundo o Espiritismo.
Essa reforma íntima exige constante vigilância sobre nós mesmos. Ainda estamos longe da perfeição. Muitas vezes, defendemos o amor enquanto nos irritamos diante da menor contrariedade; pregamos humildade, mas desejamos que tudo se faça conforme nossas ideias; falamos de fraternidade, porém resistimos às críticas e aos limites que a própria consciência nos apresenta.
O verdadeiro amor não elimina a responsabilidade moral; antes, fortalece-a. Amar não é aprovar indiscriminadamente. Amar é desejar sinceramente o progresso do outro, ainda que isso exija orientação, firmeza e exemplo. A caridade autêntica jamais abandona a verdade, porque sabe que somente ela conduz à libertação espiritual.
Assim, algumas responsabilidades permanecem inadiáveis para todo aquele que deseja viver autenticamente o Espiritismo:
Amar é unir misericórdia e justiça, jamais fraqueza moral.
Instruir-se é dever permanente da consciência, e não simples ornamento intelectual.
Evangelizar-se significa vigiar a si mesmo antes de corrigir os outros.
Preservar a Doutrina exige fidelidade aos princípios codificados por Allan Kardec.
Reconhecer as próprias imperfeições é o primeiro passo da verdadeira humildade.
Compreender que o amor sem esclarecimento pode transformar-se em indulgência equivocada, enquanto o conhecimento sem amor converte-se em orgulho.
No Espiritismo, não basta possuir um coração sensível; é necessário possuir também uma consciência esclarecida. A luz da inteligência e o calor da caridade não competem entre si: completam-se. Quando uma delas falta, a outra perde sua plenitude.
O Cristo jamais separou a verdade do amor. Kardec jamais separou a razão da fé. O Espírito de Verdade jamais separou o estudo da fraternidade. Eis por que amar com lucidez é amar de verdade.
Frase final.
" Quanto mais a consciência se ilumina pela verdade, mais o coração aprende que o amor não consiste apenas em sentir, mas em servir, educar e transformar, começando sempre por si mesmo. "
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Amar é escolher servir mesmo quando não reconhecem.
Amar é perdoar quando seria mais fácil afastar.
Amar é estender a mão mesmo quando já feriram a sua.
Amar é deixar Cristo ser visto em nossas atitudes.
"O Maior é o que Ama"
Amar é a medida do trono divino,
não há coroa sem esse ensino.
Quem ama cumpre a lei e a profecia,
e diante de Deus terá honra e alegria.
"Deus é amor." (1 João 4:8).
O evangelho nos chama a sermos especialistas em amar e servir, porque foi isso que Jesus fez. Ele não veio para ser servido, mas para servir e dar a vida em resgate de muitos (Marcos 10:45).
A verdadeira coroa dos santos
é o amor praticado.
O verdadeiro diploma do céu
é ter sido especialista em ajudar.
Amar, portanto, é seguir o exemplo d’Ele: não ter medo de se humilhar por amor, não ter receio de sofrer por quem se ama, e principalmente viver com a consciência de que não há mais condenação (Rm 8:1).
Amar a todos, Tratar bem, sem maldade.
Perdoar a todos, Limpar o coração.
Ter coração limpo, Não guardar ódio.
Ter limites, Não aceitar desrespeito.
Ter sabedoria, Observar atitudes.
Ter paz, Não viver em guerra com ninguém.
miriamleal
Amar a misericórdia é escolher perdoar, mesmo quando a dor insiste em ficar. É olhar para o próximo com compaixão e valor, lembrando que também vivemos da graça do Senhor. miriamleal
Praticar a justiça é muito mais que julgar, é aprender a agir, a servir e a amar. É defender o que é certo sem desejar ferir, é ser firme na verdade, mas sem deixar de ouvir. miriamleal
Escolha amar todos os dias, você foi feito para destacar, escolha amar não pelos outros mas por você.
você tem que se amar, quando alguém falar mal de você, não se desespere, não fica preocupado vai para o trono e conta tudo para Deus, o que fizeram com você.
não implora amor de ninguém,
Não se humilha para ninguém te amar
Não se humilha pra ninguém te querer .
Levante a cabeça, não desista de lutar,O futuro começa no jeito de amar.Com fé em Deus e coragem para vencer,Você pode inspirar muitas vidas a renascer.
Helaine machado
Tempo para amar
Às vezes, o seu carinho é tudo que o seu amor precisa, porém ele prefere ficar em silêncio.
Então, temos que aprender a dar carinho para nós mesmos e respeitar o silêncio do outro.
Entenda, isso não quer dizer que o desejo de estarem juntos, de serem um só, tenha chegado ao fim, porque a chama do amor verdadeiro sempre vence. Confie: o que é pra ser será!
Sei que é difícil aceitar o tempo do outro, mas é preciso e também é preciso entender que é tempo de se amar e de se respeitar.
Não insista! Confie no processo e no tempo: tudo tem o seu momento certo para acontecer.
Isso me dá esperança de que possamos nos encontrar sem ansiedade e sem dúvidas, apenas um encontro para ambos se amarem e serem felizes juntos.
... as sagradas escrituras
exortam-nos a amar tanto os
pacíficos quanto os que, vez ou outra,
nos afligem; isto porque ambos, em
porções distintas, também habitam
nossa interioridade enquanto
espíritos!
"A compaixão não é apenas aquilo que sentimos diante da dor. É a decisão diária de amar como Cristo amou."
— Fabinho Martins
