Ama se pelo Cheiro
Pela estrada
No banco do carona,
a térmica na mateira,
o cheiro da erva úmida
preenchendo a manhã inteira.
No rádio, uma canção
regional - quase lembrança -
e a serra se abre lenta,
como estrada da infância.
Nuvens passam sem destino,
vento sopra sem razão,
e eu sigo esse caminho
desenhado na palma da mão.
Sou viajante sem parada,
estrada traçada no terreno.
Entre Deus e o horizonte,
me descubro tão pequeno.
Acendo as luzes - já é noite,
os reflexos brilham no chão;
a estrada fala em silêncio,
como quem decora os tachões.
Peço ao anjo que me guie
no escuro da madrugada,
porque a vida nunca espera:
segue sempre, sem parada.
Entre o céu e o horizonte,
sigo frágil, mas sigo bem:
sou viajante sem descanso,
e a vida dirige por mim.
Sempre há um recomeço
quando o dia chega ao fim.
Davi no temor a Deus e José durante todo seu caminho no Egito, deixando um bom cheiro ambos com suas atitudes.
Acho que o cheiro que senti
não era cheiro físico não,
porque é um cheiro bem surreal sabia.
Era como se eu tivesse sentido um cheiro
tão profundo que ultrapassava
muito além da pele.
(19 de agosto de 2025)
Das forças do mar os amores,
vento levar cheiro de flores.
no que tem no inconsciente,
frações do que vem à mente.
lições de vida de suas razões,
formam as histórias e paixões.
**🌤️ Bom dia, amor da minha vida...**
Acordei com seu cheiro na memória e o desejo de ter você aqui.
A distância dói, mas nossa conexão vira viagem —
só de olhos fechados, já entro no *quarto que inventamos*,
onde o mundo some e só existem seus braços.
Te quero como um refúgio...
**Nosso esconderijo particular é onde o tempo para.**
❤️🔥 *Saudade é só o nome do fogaréu que você acendeu em mim.* .
Ainda sinto o cheiro do chão daquele dia
E como a brisa passava entre meus braços
As lembranças da vida nos dão vida
O corpo no presente a mente no futuro e o coração nos tempos passados
Primavera
Eis que vem linda e bela, sentir seu cheiro, olhei seus olhos, é primavera.
De sonhos vem, de mansidão, de flor em flor eis que me espera.
São dias calmos, de esperança interna, veste minha alma, colore minha vida, se torna externa.
São como brotos, saem em silêncio, nem viro rosto e lá estão eles, formando a planta, cria raizes, de tão felizes, enchem de luz.
É tão singelo, algo divino, cresce sorrindo, enche de paz, são como a vida, bondosa e linda que Deus nos deu.
E ao caminhar, sinto brotar a minha volta todo pensar, toda alegria, todo sonhar que ela trouxe pra me mostrar que vivo nela.
Depois que o cheiro de pólvora passou a fazer parte do cotidiano natural das pessoas, e o barulho se tornou musical, um breve silêncio e uma brisa fresca tornou-se prenúncio de mal agouro...
O perfume dela não fica na pele… fica na lembrança.
É o tipo de cheiro que não se esquece, porque não vem do corpo — vem da alma.
— Maycon Oliveira
Deus Está de Ressaca
William Contraponto
Hoje o céu amanheceu trôpego,
com cheiro de vinho barato,
os anjos perderam o horário,
e o sol se vestiu de retrato.
O padre pregou sem vontade,
o crente dormiu na fileira,
o diabo tirou férias curtas,
num motel da zona fronteira.
Deus está de ressaca,
de tanto ouvir oração,
vomita promessas gastas,
no chão da contradição.
E eu, que não creio em nada,
acendo um brinde à razão,
porque a fé me dá ressaca,
e a dúvida… é meu pão.
O amor virou fé na neblina
o perdão, moeda em feira,
o homem reza por doutrina,
pra audiência inteira.
Na tela, milagre em oferta,
em nome do lucro e da cruz,
e o céu, cansado de tanto truque,
apagou sua própria luz.
Deus está de ressaca,
de tanto ouvir oração,
vomita promessas gastas,
no chão da contradição.
E eu, que brindo ao caos,
sem pastor nem direção,
prefiro o erro humano,
à divina ilusão.
Se o paraíso é condomínio,
me deixe no bar da esquina,
lá onde o pecado é sincero
e a verdade… não incrimina.
Hoje o céu fechou mais cedo,
e a lua dormiu no sofá,
Deus deixou um bilhete em branco:
“Cansei. Vou recomeçar.”
Escuto um sutil som que vem das gotas escorrendo pelas louças na pia
Sinto o cheiro do feijão cozido e olho pro cuco de imbuia na parede
O chiareis que faz o som da bassoura ao percorrer o chão esfoliante da calçada lá fora me acende sofá afora
Esse céu que se prepara pra dormir
Alaranjado e rosa
Nuvens cheiosas e colossais
Com muito esforço o sol ainda consegue pincelar alguma luz nelas
Me equilibro atentamente na quina do meio-fio enquanto olho pro céu que já coloca uma sombra aqui em baixo e força os postes a iluminarem as ruas com leves rajadas de luz âmbar
Podia estar chuvoso
Talvez seria melhor ainda
Mas com a certeza que é de baixo desse céu que quero estar
De vez em quando eu sinto um cheiro. É muito suave no vento e me lembra da minha casa. Depois ele some.
O amor verdadeiro é sentido: no gesto, toque, sorriso, olhar, cheiro...
Nas lágrimas derramadas ou contidas...
Quando amamos, até a dor do outro, dói, como se fosse nossa...
Amor e empatia é isso!
O verdadeiro amor é sentindo: no olhar, toque, cheiro, gesto, abraço ...
Nas lágrimas, vertidas ou contidas!
Quando se ama, a dor do outro também é nossa!
Vou onde o vento me leva, mesmo que o passado ainda tente me segurar. No cheiro do mar, encontro um conforto estranho, parte angústia, parte vontade de recomeçar.
O Cheiro de um Lugar que Não Existe Mais
O cheiro nos conforta, nos traz esperança de que até os piores cheiros estarão sempre por perto para reconhecer onde estivemos um dia. Ah, já os bons eles carregam consigo os momentos bons da vida, a saudade, o amor, a fantasia;
Todas as Tardes
Eu sofri ao deixar minha infância.
Infância tem cheiro de colo, de carinho,
De cafune que a mãe insistia em fazer e você adorava, mas, dizia que não.
Infância lembra: chinelo de dedo arrumado com prego,
Banho na lagoa barrenta, brincadeira na enxurrada
Queria meus 10 anos, de volta,
Para me entupir de jabuticabas do fundo, do quintal do vovô.
Queria minha infância de volta, para subir,
No pé de jambo, árvore enorme e comer o último, aquele da ponta do galho.
Queria meus dias de glória, onde meu pai furava, a mexerica de casca dura, porque a força dos meus dedos não conseguiam.
Queria minha vitalidade, aquela de correr feito louco,
e ter um colo para pular e descansar.
Queria meus sonhos ousados, de ter um kichute novo,
e um Atare usado.
Saudade dos carrinhos de madeira,
Com rodas feitas, om carretéis de linha de costura,
da minha mãe.
Saudade do tempo, que eu acreditava,
Que o pior mostro era o bicho “papão”
Saudade da minha infância, onde tudo que importava,
Era sentar em um tronco caído e comer mexerica,
Ao lado, do meu pai até enjoar.
- Se hoje, pudesse voltar ao passado.
Seria sentado naquele tronco caído,
Comendo mexerica com bagaço, com os pés descalços,
Olhando sol se esconder atrás das arvores
Em minha companhia o homem mais forte do mundo.
- Meu Pai!
O amor não tem cheiro nem cor mas porque então eu sinto o seu perfume em vc, e a sua cor no brilho do seu olhar.
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