Almas que Nasceram uma para outra
Mais uma semana começando...
Que venha trazendo
A paz que precisamos.
O amor, que desejamos
O respeito que merecemos
O nosso consolo, é que uma hora tudo vai passar.
O dor passa, o choro passa, a agonia passa e o mal estar.
A ferida cicatriza e para de sangrar.
Pois, não há mal que dure quando a gente acredita na força do amor, do perdão e da fé.
✍🏻Se a vida tem uma lógica, é essa; em cada passo dado, um novo passo é criado de acordo com a sincronicidade dos pensamentos em virtude de sermos todos energeticamente interligados.
👣👣♾️☸️🕉️💟🩷
UMA NEGRA
A negra não precisa
se pintar pra ser bonita.
A sua beleza é natural,
pelo Soberano foi esculpida.
A negra não precisa ser sensual
pra ser notada,
ela já é uma mulher,
uma linda fada.
Um ébano, uma beleza.
Ela veio de Luanda,
És uma negra.
Cabelo rastafari,
Black, Transado,
cortado ou alisado.
Ela usa do jeito que quiser.
Antes de ser cidadã,
ela é mulher.
Falo dela tanto no verbal
quanto na escrita,
pois ela é a minha favorita.
Daria um filme:
Uma negra de cabelo cacheado.
Livre, sem mordaça, recitando poesia.
Encaixando seu verso no espaço.
Atenção!No espaço
que também
É dela por direito.
E seu verso na boca da multidão.
Com a rima: Respeito[...].
A mulher negra,
Deus ao pintar
Pincelou de forma diferente;
Deixando uma obra de arte
Que encanta a gente.
TRANÇA-ME, NÊGA
Os dedos da preta que trança meus fios de cabelo crespo (diante de uma vida dura)
ao mesmo tempo que puxa,
fazem um cafuné.
Os dedos sambam sobre o embaraço/ os cachos.
Os dedos correm como o Pelé.
Sua mão é delicada, me sinto cuidado. (Adupé)
Ela tira o nó com maior amô,
Não me prende. Não raspe!
É uma tecelã.
Rir, faz massagem, conta histórias...
Seu timbre de voz cheira hortelã.
A oralidade nos seus lábios, precede à escrita no papel (todos a escutam).
Ela lava meu cabelo com água misturada com mel,
fulô e maçã.
O caminho de volta é a ancestralidade, baiano.
Que até Caminha, Cabral se perdeu numa manhã.
A caravela do seu navio não achou um só fio da minha juba,
Ficou boiando!
Salve, Zumbi dos Palmares!!!
Na minha terra tem palmeiras,
favela, quilombo, roça, aldeia, ribeirinho
Onde canta o povo brasileiro afligidos.
Os pombos daqui gorjeiam o Estados Unidos.
A Beatriz Nascimento, daí ouvidos!
A nêga faz traça para comunicar várias coisas: avisar a época da colheita, quantos filhos a outra tem,
E quando quer casar também.
Salve! Minha preta nagô!
Salve! Minha nêga nagô!
Os pretos estão se amando!
Daria um filme...
Caetaniando:
“Quando essa preta começa a tratar do cabelo
É de se olhar toda a trama da trança, trança do cabelo
Conchas do mar, ela manda buscar pra botar no cabelo
Toda minúcia, toda delícia”.
Olhar nos seus olhos e dizer cuida do meu coração ele está em tuas mãos, mostra ele uma direção, pois na primavera eu colherei uma bela flor, no verão serei o seu suor, no outono comerei do seu fruto e no inverno serei seu cobertor.... E se ao acordar você não está.
Mesmo se eu não te ver mais
A saudade vai marcar a tua imagem no meu coração
Rai Mota
A minha vontade agora é de sair caminhando em uma estrada sem
Saber onde vou chegar, sem tempo pra retornar, sem que ninguém esteja a me esperar.
A minha vontade mesmo era sumir do mapa ate mesmo dos pensamentos das pessoas dos sentimentos, da vida, como se pudesse ser desfeita toda minha história na terra, que eu pudesse voltar de onde eu vim.
A minha vontade no momento era ir pra um lugar que eu nunca fui mais eu sei que eu vim de la, eu nao sei oq tem la mais com certeza é melhor do que o que tem aqui, é um paradoxo sem fim, parece embaraçoso, mais eu sinto saudade do que eu nunca apalpei, como ser ja tivesse vivido intensamente.
A minha vontade mesmo era sair voando pelo espaço vendo coisas novas sem preocupar com o tempo, pq o tempo ja ficou pra traz e nao me governa mais, estarei a cima do jugo do tempo que tanto me aflinge.
Que não me falte reconhecimento.
É o ato de saber que uma pessoa se esforçou e fez por merecer
"reconhecimento".
Se vejo, eu aplaudo!
Não diga o que você não viu, o que não sabe e só ouviu falar. Quem espalha uma calúnia, uma difamação, é tão criminoso quanto o que inventou.
A lei do retorno existe sim, é só procurar saber, e quando ele voltar o alvo pode ser você.
Se o dia amanheceu pra você, lembre-se
de agradecer.
Pois, mais uma vez você tem a chance
de fazer o que ontem você não fez.
“Uma pessoa que respeita a Bíblia será contra o aborto, a corrupção e a favor da família. Porém, quem nasceu de novo se posiciona e luta contra tudo aquilo que desagrada a Deus.”
— Anderson Silva
Esta manhã nublada e chuvosa, me fez pensar : Ah… como eu queria te ver mais uma vez.
Sentir teu toque, firme o bastante para me fazer sentir segura,
suave o suficiente para me desfazer inteira em teus braços.
Conversar sem perceber o tempo passar,
rir como quem esquece o mundo,
ouvir um rock ou um samba; pouco importa o ritmo, porque, quando estamos juntos,
tudo passa a seguir o compasso do nosso sentir.
Que esse reencontro deixe de existir apenas nos meus pensamentos
e encontre o caminho do real, do toque, do agora.
Sinto tua falta em cada detalhe,
em cada silêncio que insiste em gritar teu nome.
Todas as minhas células sentem a tua ausência,
como se o meu corpo e o meu coração
ainda soubessem exatamente onde pertencem.
Os dias e os meses passavam depressa enquanto eu cursava a escola normal. Havia uma pressa no tempo, como se a rotina puxasse os ponteiros para frente sem pedir licença. Quando percebi, já era época de provas finais — e que provas! Pareciam ter sido sopradas diretamente da cabeça do capeta. Uma mais difícil que a outra, exigindo não só conhecimento, mas nervos firmes e fé.
No último dia de prova, acordei mal. O corpo pesado, o estômago embrulhado, a cabeça latejando. Tudo em mim pedia cama, silêncio e descanso. Mas era o último dia. Faltar significava recuperação, e eu não queria, não podia. Levantei-me como quem se arrasta contra a própria vontade, vesti-me no automático e fui.
Naquele dia fiz três provas. Cada questão parecia sugar o pouco de energia que ainda me restava. Quando eu já enfrentava a última, tentando manter a letra firme no papel, a inspetora apareceu à porta da sala. Chamou a professora e as duas começaram a conversar em voz baixa, num cochicho que gelava o ambiente. De repente, da porta, ela ergueu a voz:
— Ana, falta muito para você terminar a sua prova?
Olhei para ela como quem encara um inquisidor. A sala inteira parecia prender a respiração comigo. Com a voz trêmula, respondi:
— Não, senhora… faltam três questões.
Ela assentiu, ainda da porta:
— Pois bem. Quando acabar, vá até a minha sala e leve suas coisas.
Um silêncio pesado caiu sobre a turma. Todos me olhavam com olhos de compaixão. Nós sabíamos — quando alguém era chamado daquele jeito, algo sério havia acontecido.
Terminei as três questões com cautela, respirando fundo, lutando contra o enjoo e o aperto no peito. Entreguei a prova, recolhi meu material e segui até a sala dela, exatamente como havia sido orientada. Bati à porta. Ela nem esperou que eu falasse.
— Ana, pode ir embora. Aconteceu algo na sua família. Como hoje é o último dia de prova, fique tranquila. Eu mesma ligo para avisar sobre o resultado.
Minhas pernas viraram bombas. Um zunido tomou conta da cabeça. O que tinha acontecido? Saí da escola sem sentir o chão. O ônibus demorou mais do que o habitual, e o motorista dirigia tão devagar que tive a impressão de que, se fosse correndo, chegaria antes. Na minha mente, só vinham pensamentos ruins. Ninguém nunca tinha ligado para a escola pedindo para eu ir embora.
Quando cheguei em casa, o portão estava aberto. Minhas tias estavam lá, meus primos também. Choravam. Choravam muito. Meu tio falava ao telefone, mencionando algo sobre uma van. A casa, que sempre fora abrigo, estava tomada por uma dor densa.
Minha mãe veio da cozinha, caminhou até mim e disse, com a voz quebrada, a notícia que eu não queria ouvir:
— O vovô Jorge faleceu.
Na mesma hora, um filme começou a passar na minha cabeça. Lembrei-me do avô maravilhoso que ele era. Aquele avô garotão, pra frente, que ria alto, contava histórias e bebia uma cervejinha com os netos como se fosse um deles. A minha memória fez uma retrospectiva apressada dos nossos melhores momentos, e eu me recusei a aceitar que ele tinha ido, que nunca mais nos veríamos.
Meu Jorge.
Meu Jorge Amado.
Ele tinha partido — e, com ele, uma parte inteira da minha infância também se despedia.
Entre a verdade e a ilusão ergue-se uma muralha paradoxal: do lado da ilusão em direção à verdade, ela é densa, áspera, quase intransponível; do lado da verdade em direção à ilusão, é tão sutil e frágil quanto uma bolha de sabão. A consciência que desperta descobre que não é difícil mentir — difícil é sustentar o real sem muletas. Por isso tantos permanecem onde o muro pesa: atravessar exige perder confortos, atravessar exige coragem.
Se você também sente algo — mesmo que seja uma fala venha conversar. Não peço promessas imensas, apenas presença honesta: um encontro, uma carta, um telefonema. Se não houver retorno, guardarei o que restou com gratidão; se houver, prometo escutar antes de falar, cuidar antes de julgar, e tentar, com toda a paciência que me resta, reconstruir o que for possível.
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