Alma do Guerreiro
❝ ...O Pacto Selvagem do Amor (Romântico da Loba)
Minha alma não te buscou no mapa que a razão traça, Mas no uivo ancestral que só a Lua sabe ouvir. Não foi escolha; foi instinto, a lei que não se disfarça, O chamado selvagem que me fez, enfim, sorrir...❞
----------------------- Eliana Angel Wolf
❝ ...Por vocês, minha alma uiva canções de ninar e coragem. A Loba em mim não tem medo de lutar ou se entregar. Meu amor é o laço sagrado que resiste à viagem, O elo que me faz eterna e me ensina a amar.
Vocês são a matilha, a razão do meu instinto mais puro. E em cada um de vocês, eu me encontro e me refaço. Obrigada, filhos, por me darem o sentido seguro, Onde o coração de Loba repousa em paz, no meu abraço...❞
-------------- Poetisa: Eliana Angel Wolf
Ninguém O anunciou ao meu ouvido,
mas quando Ele falou,
minha alma reconheceu lar em Sua voz.
Não precisei de sinais,
nem de provas.
A eternidade tocou meu espírito
e eu soube:
era Ele.
Quando me afastei,
não foi por causa d’Ele…
mas foi d'Ele...
No dia do reencontro,
nenhuma mão humana me trouxe de volta.
Bastou abrir as portas da casa
e as janelas do coração.
Ele entrou como quem sempre pertenceu,
olhou para mim
e perguntou com doçura:
“Há espaço para Eu ficar?”
Em um suspiro,
o mesmo da primeira vez,
respondi com tudo o que sou:
“Tu és meu primeiro amor.
Aqui não há reservas,
nem territórios fechados.
Tudo é Teu.
Não precisava nem perguntar.
Senti a Tua falta, Pai.”
E ali,
onde antes houve distância,
Deus fez morada.
Não foi apenas um retorno…
foi um alinhamento.
Não foi só reencontro…
foi restauração de uma aliança perdida.
Cicatrizes são medalhas da alma, não se espera emoção por ter elas, essas marcas de batalhas, insígnias de coragem invisível que um dia, foi a única moradia conhecida.
No meio do barulho que me cerca, minha alma inquieta chora baixinho, soluçando ao ver meu coração dividido em quatro pedaços.
Migalhas espalhadas no chão para nós, pombos de olhar cansado. Mas a alma, mesmo à espera, não se curva, sabe que há céus inteiros por onde voar.
A melhor oficina é o coração, entregamos alma destruída, sem perspectiva de solução, mas devagar e com perfeição, depois de um certo tempo, ele nos devolve nova, como se nunca tivesse sido quebrantada.
Quando o corpo desaba, a alma ruge no silêncio da exaustão, arde o fogo indomável que nada pode extinguir.
O que me quebrou virou mosaico feroz, estilhaços convertidos em muralha, a alma costurada com coragem e cicatrizes.
Minha alma ergue muralhas invisíveis, mais forte que qualquer dor, abrigo que nenhuma sombra destrói.
Se sua alma foi testada no fogo, saiba que você saiu dele como brasa viva, ardendo em fé e resistência.
A solidez que busco é de alma e obra, edifico com paciência e precisão, nada se ergue apenas de intenção.
Conheço a fome, do corpo e da alma. Uma seca os ossos, a outra esvazia o coração. Que nunca encontrem morada em mais ninguém.
