Alma de Mulher
Menina-Mulher
No rosto, um riso que encanta,
nos olhos, o azul que revela —
uma alma que luta e canta,
mesmo quando a dor se revela.
Carrega vitórias e quedas,
com coragem de quem já cresceu,
mas no fundo ainda anseia
por um abraço que aqueça o seu eu.
Como um pintinho no ninho,
ao fim do dia só quer ternura —
um colo, um carinho, um abrigo,
uma pessoa que diga: “Vai passar, criatura.”
E no silêncio que vem depois,
ela recolhe o que ainda resta —
um sonho, um sopro, uma voz
que insiste: “Você ainda é festa.”
Havia uma mulher que vivia sobre um palco. Ela não caminhava pelas ruas da alma alheia como quem busca encontros, mas como quem encena. Seus gestos não eram diálogos, eram ensaios.
Suas palavras vinham com pausas medidas, silêncios calculados e olhares coreografados. Vivia para ser vista, não para ver. Queria aplauso, não presença.
Precisava de plateia, não de vínculo.
Mulher
Eu aprendi cedo
que ser mulher é equilibrar o mundo
sem deixar cair a própria alma.
Já engoli silêncios,
já ouvi “não é o seu lugar”,
mas transformei cada limite imposto
em degrau.
Carrego lutas que nem sempre aparecem,
mas também carrego sonhos teimosos
que ninguém conseguiu arrancar de mim.
Sou delicadeza, sim —
no jeito de cuidar, de ouvir, de amar.
Mas sou também voz firme,
passo decidido,
coração que não aceita injustiça.
Ser mulher, para mim,
é acordar todos os dias
e escolher existir inteira —
com força, com doçura,
com coragem.
Talvez a mulher mais bonita, de alma doce e olhar que acalma, esteja agora envolta em uma manta, sentindo o calor de uma xícara entre as mãos enquanto o frio da tarde se derrama pela janela.
Talvez pense em alguém, em um sonho, ou apenas no silêncio que embala o coração nas horas lentas do dia.
Quem sabe o tempo a abrace suavemente, convidando-a a descansar, a sentir, a se permitir…
Porque tardes frias como esta foram feitas para partilhar o calor de um abraço, de um sorriso, ou de um simples estar junto.
MULHER DE ALMA GUERREIRA
Poeta Brithowisckys
Ela não veste de pesadas armaduras,
mas carrega no peito a indomável
coragem de séculos antepassados.
Não precisa de aplausos de plateias compradas,
porque seu valor ecoa no silêncio dos seus atos.
Simples e imprescindível como o nascer do sol,
mas intensa como o fogo que não se apaga.
Ela enfrenta o mundo com o rosto cansado,
Às vezes desfigurado pela amargura da dor
mas não se deixa abater, porque sua força
não mora na aparência física frágil,
mas na essência da alma que não se rende.
Ferida sim, pode estar, mas derrotada, jamais!
Cada cicatriz em seu lindo rosto é uma marca,
de um belo verso da sua nobre história!
Cada queda é um degrau para o pódio dos seus sonhos.
Por ser guerreira de nata de excelência,
ela sonha com os pés no chão de pedregulhos,
mas o coração firmado no ninho das estrelas.
Ela tem amor-próprio e desconhece o impossível,
Esbraveja, cerra os punhos com dentes de tigresa.
Ela sorrir mesmo chorando, respira fundo e faz acontecer.
Essa mulher é uma poesia viva, tempestades que rega esperanças,
é raiz que sustenta o imaginário do impossível.
Ela é tudo e mais um pouco que o mundo precisa,
e mais um pouco do que ele ainda não entende.
É uma deusa guerreira, indomável com feições de mulher
“A mãe pode amar o filho com toda a alma e, ainda assim, chorar pela mulher que foi ficando soterrada sob o cuidado.”
Do livro Mães Atípicas: As Filhas do Silêncio, de Nina Lee Magalhães de Sá.
Princesa do Seu Próprio Trono
Toda mulher que carrega em si a feminilidade,
tem na alma a luz da mais pura verdade:
a gentileza que acalma, a compreensão que abraça,
o amor que compartilha e a delicadeza que embeleza.
Com a pureza que brota do fundo do peito,
ela trata cada pessoa com respeito e jeito —
é como uma princesa de coração nobre e fiel,
que nunca deixará o seu trono, jamais perderá o seu papel.
Porque seu lugar é firme, construído com bondade,
e ela sempre alcança o melhor que há, com dignidade:
dá o melhor do seu coração a quem cruza o seu caminho,
e assim brilha eternamente, rainha do seu próprio destino.
Tempestade.
Clara alma rebelde floresce.
Sendo horizonte resplandece
A mulher grita te ama .
Apenas olhares sobre olhares
O beijo evidente...
Chamas dentro de turbilhão de emoções.
Fogo ganha sombras dos deuses.
Mulher, escute você sempre: o mundo tentou ditar o seu volume, mas a sua alma só floresceu quando você decidiu ouvir o próprio clamor e governar o seu recomeço.
Existem universos inteiros nos olhos de uma mulher. Neles, o brilho pode ser a festa da alma ou o reflexo de uma lágrima que ainda não caiu, pedindo socorro por trás de um sorriso de vidro.
Val Alvarenga
Você, criança e mulher,
Amante e amada,
Linda de ver e viver.
Alma pura, uma doce ternura,
Luz de brilho natural.
Verdade que inspira,
Amor sobrenatural.
Relíquia para se guardar,
E para sempre amar.
Não imagina a alegria,
Guardada em sua magia.
Amor, amante, amada.
BOA MULHER
Ela tem simpatia até no olhar
Amor doce moreno que faz bem
Na alma a generosidade divina
É maravilhosa a companhia dela.
Ela é boa mulher
Entende do amor da carne e da alma
Com um desejo maciço e permanente
Sempre amando melhor que antes.
Sensualidade no andar, boa mulher
Fala com o amor do coração
Perdoa ainda com carinho pra dar.
Os cabelos dela escondem sedução
A boca dela é deliciosa, também
É toda feita de muito amor e ternura.
(Nelson Locatelli, escritor)
SEGREDOS DE MULHER
Há num cantinho, bem escondido,
dentro da alma de cada mulher,
uma caixinha de segredos,
cheia de desejos Inconfessáveis,
indescritíveis, loucos,
exagerados e atrevidos,
selados a 7 chaves,
que as vezes abrem,
as vezes morrem dentro delas
e as vezes morrem
com elas.
MADALENA
Não era em toda a sua completude,
a alma inexorável de uma mulher resistente
e vencida perante o tempo.
Caminhava com sua pequena bolsa de saudades por todos os lados,
com seus papéis de bombons, cartas pela metade e fotografias manchadas pelo tempo.
Seus pés pairavam entre o arrasto e o escorrego dos dias sem propósitos.
Mas um dia, caiu de cara na ladeira
e seus papéis voaram ao vento
as palavras ficaram sem eco no olhar de quem estendeu a mão
para amaciar o seu tombo implacável.
E aí raiou o sol na janela alugada de um cubículo colorido.
A porta abriu, e como um roteiro presumível
foi-se o olhar perdido com as sacolas vazias que o vento levava
