Alma

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Minh'alma Tapuia


feita de floresta,


poética nas nascentes


livre nas cabeceiras,


e nas encostas íngremes,


com o coragem flui;


Tudo teu me possui,


mesmo que só a sua


imaginação retribui.






O Rio Luís Alves


canta solene o amor


pelas criaturas,


e as absolutas


canções da vida,


e dos gentis ribeirões.






Sob o céu austral


dedico muito mais


do que versos e doces emoções,


Para quem sabe estar


contigo nas próximas estações.

Ribeirão Liberdade


Na minh'alma cabe todo
o Médio Vale do Itajaí,
Moro numa bela cidade,
onde reina a tranquilidade,
em mim cultivo a paz
existencial de verdade.


Aqui no Centro de Rodeio
com a poesia que elegi
com tudo o que imaginei,
vivi -- e ainda não vivi;
E com certeza viverei
intensamente e escreverei.


Porque em mim há tudo
de Canário-da-telha
por todo este lindo lugar,
Até quando se junta
ao Ribeirão Liberdade
para alegre com ele cantar
a esperança na imensidade.

Tal qual o Manacá-da-serra
que floresce em abril,
relembra que minh’alma
e toda a existência
a esta Pátria toda se aferra,
e nem mil viagens à Lua
o olhar nunca desterra.


Não nasci ontem. Sei bem:
vejo que querem provocar
a normalização por repetição
da agressão contra o Sul,
para nos levar à destruição.


Levada pelos ventos
com as folhas que caem
neste outono do Hemisfério,
florescido em mistério,
gradual, pétala por pétala,
a resistência se revela.


Da defesa da Soberania
nada nem ninguém me aterra,
neste mundo que anda
acostumado ao que aberra,
à traição e a fazer guerra.

Alma e coração
criados bem feitos
como passarinhos
[Poemas sobre fios].

Alma de Tuiuiú no ninho do mês de maio,
que da poesia ostenta --- o mais sagrado,
Onde o desabrochar das flores dos ipês-rosa
como preces recordam a promessa amorosa.


Promessa que foi cumprida e floriu no lugar
que foi enterrado o heroico guerreiro indígena;
Como prova de amor para a sua amada
além da vida que hoje enfeita a nossa vista.


Desta e de tantas recordações que a memória
resgata com particular lírica se finca a história,
para se envaidecer e honrar de cada glória.


Para que legados entre os dedos não escorram,
para de tudo o que importa por nada nem ninguém
tenha nenhum poder de fazer que a gente desista.

Não existe nenhuma
distância segura de mim;
pertenço ao coração,
à alma e ao pensamento.


No outono catarinense,
sou a flor persistente
do maracujá-silvestre
descoberta em maio.


Do sagrado ao abrir
e fechar dos teus olhos,
a insurgente favorita
e inabalável enigma.


Cada nova defesa vira
um brinquedo novo;
não me desmotiva
e alimenta a adrenalina.


Não nego que não exista
a emergência de amor,
embora a sedução convide
para o que não é só fantasia.

Penetrei na tua alma
sem sequer roçar a pele,
com rebeldia indomável
na tua carne venerável.


Causei a mais rara insurreição,
íntima, profunda e perene,
ao invejar o próprio Sol
que ousa aquecer a tua pele.


Ninguém arranca o regresso.
Não há guerra nem distância:
nós moramos dentro
com sublime juramento.


Nem que o Hemisfério Austral
se levante contra nós,
é tempo de apreciar
o silencioso e raro florescer
em paz da Flor-de-Maio.


Chegará o momento
de rasgar todos os protocolos,
de dar de ombros
aos falsos escudos
das nossas Américas.

As palavras que deixam o aroma
da tua alma nesta distância oceânica
convidam a imaginar o que o silêncio
pode fazer conosco, dia e noite,
além de encantar o coração
para o rito íntimo de iniciação.


O que há em mim não tem parado
de clamar para o momento chegar.
Observando um par de tapicurus
na Baía de Babitonga,
fiquei sonhando de olhos abertos
como será quando a gente se encontrar.


Se é amor ou paixão, quero que nos dê
céu e asas, para não temermos voar,
para ignorar previsões do fim do mundo
ou quando disserem que o romance
já não terá mais tempo ou chance de durar:
que a gente tenha a coragem de dobrar a aposta.


Porque desde o dia em que te conheci
não acho mais graça em ninguém
para conversar, e algo tem me dito
que a recíproca é a mesma.
Ora tenho sido o papel e você a caneta,
sem pensar muito a gente sempre inventa.


Quando a hora certa nos brindar,
que venha a certeza lado a lado,
que o aconchego de sossegar
acompanhados venha se celebrar,
e de tudo a gente se permita desligar
sem se importar com o que irão pensar.

Dinheiro não pode comprar esse luxo que vem da alma: gente afetivamente educada traz um império em si.

Referências de beleza mesmo as inalcançáveis distraem a cabeça do peso da vida e nutrem a alma.

Que não há alma?


Existe a nossa - que é única.


Insensatos! Eu a vi: é de luz...


Nos teus olhos - inequívoca.






Com relação à minha luz:


(Assoma às tuas pupilas


quando me olhas tu.)






Quem me disse foi


o poeta Rubén Darío, e não tu!






(As "Rimas XII" são dele e minhas.)

Nasci orgulhosamente
nesta terra austral,
Não nego que carrego
na minha amorosa alma
de tudo um pouco
das caravanas ancestrais:
as bibliotecas perdidas
e os percursos mais
antigos da Rota da Seda.


Quando a tua alma gentil
encontrou e roçou na minha,
No dilúculo da existência,
percebi que eu comecei
a ser realmente lida;
Senti, sem dificuldades,
que a gente se combina.


Na doce viração entre
a aurora matutina
e a aurora vespertina,
passei a desejar fazer
parte da sua vida linda;
E venho percebendo
que tens cobiçado a fazer
parte da minha vida,
Há sinais claro que
somos, enfim, além da poesia.

Minha chama.
Não engana.
Minh'alma te ama.

Lado a lado na Via Láctea:
a Nebulosa do Coração
com a Nebulosa da Alma
em sidérea sedução.


Enquanto um pulsa o outro
profundamente levita,
Talvez isso explique muita
sobre o que nos destina.

A minha alma a tua beija
por tudo o que nos incendeia,
Onde em nós tudo passeia
em tempo de Apamate rosa
em plena eflorescência,
Deste continente austral
somos o encontro e a pertença
com arte e benquerência.


[Por tudo aquilo que põe
a rebeldia em efervescência.]

Teus olhos experientes
são capazes de ler
até mesmo o meu subtexto;
a alma, o corpo e o pensamento
ficam o tempo inteiro
em ritmo de Compas,
em anseio de se tornarem
o seu porto de paz.


Com o balanço da Palma-real
ao vento, por um
instante eu me distraio
vendo o luar esplender;
não nego que por ti
mais do que uma asa arrasto,
porque desejo bem mais
do que um simples afago.


Pensar o tempo todo
na possibilidade de vir a ser tua
tem sido todo o meu dia:
como o Rio Artibonite
flui ao encontro do mar do Caribe,
desejo muito que o céu
não seja nenhum limite
e que a distância não nos alcance;
estou pronta para viver
contigo o nosso doce romance.

O saber é o mundo onde a alma se estende.

⁠Leva mais coragem cavar fundo nos cantos escuros da sua própria alma e nos becos da sua sociedade do que um soldado precisa para lutar no campo de batalha.

A salvação de uma alma é mais preciosa que tudo que existe nesta terra. Eds
Eis me aqui Deus

Descansa em minha alma
E acalma a tempestade
Que agita o meu coração Acalma o meu coração
O vento está soprando
Mas é te adorando
Que venço o mar da aflição Anderson Freire