Aline eu te Amo

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"A tarde está chegando, o sol está se pondo, as aves retornando e eu aqui compondo."

"Lembre-se que: Não importa o que eu quis dizer, importa o que você quis entender."

É que eu nunca fui bom em nada,
então continuo tentando de tudo.

Eu não entendo como um amor começa, mas hoje compreendo, como ele se eterniza.

Entre eu e o céu,
Estava você e eu te escolhi.
Uma dádiva cruel,
Afinal, o que é o Paraíso sem Você ali ?

⁠Reciclando Retalhos,
Empilhando cascalhos,
Fragmento sou, em meu eu descartável.

[Maroto]


aonde você vai?!
eu vou ali.
ali onde?!
onde não é aqui,
é ali.


13/12/23


Michel F.M. - Ensaio sobre a Distração
Bruno Michel Ferraz Margoni

[Cromossomos]


Mesmo sabendo que não é muito,
Eu só posso te dar uma coisa,
Absolutamente
tudo.


(Michel F.M. - Altas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

[Ultraviolenta]


Eu traria o Sol até aqui,
Só pra vê-lo fracassar,
Atirado na lama,


Envolto em sombras,
Ofuscado por tua luz,
Apagado por tua chama.


Atrairia o Sol até aqui,
Só pra vê-lo implorar,
Desonrado em má fama,


Caído no esquecimento,
Ocultado por tua luz,
Resfriado por tua cama.


Eu trairia o Sol bem aqui,
Só pra vê-lo agonizar
Diante de ti, adorável tormenta.


Desprezado por quem mais ama,
Continue desumana contra mim,
Siga desprezível e ultraviolenta.


Apagado por tua chama,
Diante de ti, adorável tormenta,
Siga desprezível e ultraviolenta.


(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

Eu não entendo
como um amor começa,
mas hoje compreendo,
como ele se eterniza.


(Michel F.M. - Atlas do Cosmos para Noites Nebulosas - Trilogia Mestre dos Pretextos)

A vida vai ter
Que me arrancar daqui,
Eu não vou sair
Por conta própria.

Eu nunca me senti assim antes.
Agora eu percebo que viver sem você seria um vazio enorme.


Meu corpo já se acostumou com a sua presença.
Ao deitar e ao levantar, meu coração só sabe pensar em você.
O amor é mesmo impressionante… e eu amo sentir isso.


Saber que é você quem faz meu corpo tremer,
meu coração acelerar,
e minha respiração falhar por um segundo…
é algo que ainda me surpreende.
Até nos meus sonhos você aparece.
Às vezes em campos floridos, com um sorriso lindo;
às vezes em praias ensolaradas;
e até nos pesadelos
quando você segura minha mão
e tudo fica calmo de novo.
Eu amo esses sonhos.
Você sempre me leva para um lugar de paz
junto dos nossos gatos.


E sabe o que é mais impressionante?
O final é sempre igual.
Não somos só dois, mas três.


Quando me perguntam se eu iria embora,
eu penso nos dias sem você.
Seria horrível acordar sem o seu “bom dia”
e seu beijo suave na testa.


Eu te amo oliver ❤️

Eu já pressentia, mas desejava estar enganada.


— Jess.

Nem tudo que eu sinto precisa ser explicado.


— Jess.

⁠O único final que eu gosto de chegar
É o dos livros.

⁠Na vida eu vivo remando contra a maré.

Já sabes quem sou eu?
Não penses nada de mim por meio do julgamento alheio, não me veja pelos olhos de outrem, não avalies minha tez sem me tocar, não diga meu sabor sem degustar. Tu me pareces mais autêntica. Construa tuas próprias experiências.

⁠Se Zeus foi Zeus, eu sou eus.

você olhou na minha cara,
no FUNDO DOS MEUS OLHOS,
eu vi o brilho dos seus olhos
enquanto falava olhando diretamente
nos meus olhos,
foi mentira o BRILHO DOS SEUS OLHOS?

Capítulo — Entre a Culpa e o Espelho


Pedir demissão foi um grito silencioso que eu dei a mim mesma.
Eu estava cansada. Cansada da pressão constante, do ambiente pesado, das cobranças que atravessavam minha pele como agulhas finas e diárias. Havia dias em que eu voltava para casa sentindo que tinha deixado pedaços de mim espalhados pelos corredores daquele trabalho. Então, um dia, respirei fundo e saí. Achei que, ao fechar aquela porta, abriria outra — mais leve, mais minha.


Mas o que se abriu foi um vazio.
Meus dias passaram a ter a mesma cor, o mesmo ritmo, o mesmo roteiro: lava, limpa, arruma, cuida. Lava, limpa, arruma, cuida. Amo meus filhos com a força inteira do meu peito, mas não quero ser apenas a mãe.


Quero voltar a ser mulher. Quero me reconhecer no espelho sem que a primeira palavra que me venha à mente seja “cansaço”.
Nos três meses depois que saí do emprego, engordei 10 quilos e 800 gramas. Sim, eu estou contando. Cada grama parece um lembrete concreto de que estou perdendo o controle.


Eu não consigo parar de comer.
É pão. É feijão. É macarrão. É qualquer coisa que esteja ao alcance dos olhos. Como em grandes quantidades, como com urgência, como se estivesse apagando um incêndio invisível dentro de mim. Na hora, existe uma pressa quase desesperada — preciso mastigar, preciso engolir, preciso sentir o estômago cheio. Só quando ele dói, quando pesa, quando estica, é que algo se aquieta.
E então vem o arrependimento.


A culpa chega como uma onda fria depois da falsa calmaria. Eu sei que não deveria estar fazendo isso. Sei que não é fome — é outra coisa. Mas faço assim mesmo. A comida virou uma espécie de anestesia: me acalma por alguns minutos e depois me corrói por dentro, como se eu tivesse traído a mim mesma.


Estou matriculada na academia. Pago a mensalidade. Tenho roupas de treino. Já gostei de treinar — e muito. Lembro da sensação de força, do suor como prova de disciplina, da música alta no fone de ouvido enquanto eu me sentia viva. Mas agora não consigo sair de casa para ir até lá. Não é preguiça. É como se houvesse uma barreira invisível entre mim e a mulher que eu costumava ser.


Às vezes me pergunto:
Onde está a minha força de vontade?
Onde foi parar o desejo de me cuidar que sempre fez parte de mim?
Se eu gosto de treinar, por que não consigo ir?
Sinto que preciso urgentemente reencontrar meu antigo eu — mas, no fundo, talvez eu precise encontrar uma nova versão de mim.


Uma que caiba na mulher que estou me tornando, e não apenas na que eu fui.
Às vezes — ou melhor, na maioria das vezes — sinto falta de mim. Falta da leveza que eu tinha. Da segurança. Da autonomia. Me pergunto se, caso tivesse estabilidade financeira, tudo seria diferente. Será que eu conseguiria ser eu mesma? Ou estou usando essa ausência como justificativa para algo mais profundo?


Já passei por tantas coisas na vida. Sobrevivi a situações que pensei que me quebrariam para sempre. Aprendi muito com a dor, mas também vivi momentos maravilhosos — momentos que hoje parecem fotografias desbotadas guardadas numa gaveta da memória.


Sinto saudade daquela mulher que ria fácil, que sonhava alto, que se sentia capaz.


Agora, às vezes, acordo e me pergunto em silêncio:
Será que estou em depressão e não sei?
Talvez essa seja a pergunta mais honesta que fiz a mim mesma nos últimos meses.


Porque o que mais dói não é o peso no corpo.
É o peso de não me reconhecer.