Aline eu te Amo
Por favor, mantenha a porta fechada.
Não temas — não há risco de invasão.
Eu já estou do lado de fora,
e não existe em mim sequer a sombra de voltar.
Quando a porta se fecha, não é apenas madeira e ferro.
É escolha. É sentença.
É o fim que não precisa de palavras,
apenas do silêncio que pesa e confirma.
Alguns caminhos não se desfazem em gritos,
nem em despedidas longas.
Eles se encerram assim:
com a firmeza de um gesto,
com a certeza de que não há retorno,
com a dignidade de quem sabe que partir também é necessário.
Eu não pretendo ser o grande sábio, não quero ditar regras, tão pouco ser uma referência pensante, com teorias históricas ou linguísticas na ponta da língua... Quero apenas deixar as minhas ideias fluírem através de meus atos e citações poéticas, se as mesmas forem dignas de aceitação, não me importarei que a sigam...
ABRINDO O MEU CORAÇÃO...
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Com 10 anos de idade eu era engraxate, carregava minha caixa nas costas e também uma cadeira, aos domingos de manhã, ficava esperando a missa terminar, para assim vários pares de sapato poder engraxar, com batidinhas de escova e sambinha no pano, estava feliz, ganhar várias notinhas, este era o meu plano... Também com essa idade, vendia sorvete e pirulito no campo, em outra ocasião, juntava ferro-velho e também vendia alface, este era o meu trabalho, eu valorizava o meu trampo...
Com 13 anos trabalhei como auxiliar de serralheiro, cortando aço e manuseando solda, era arriscado, mas eu queria ganhar o meu próprio dinheiro...
Com 14 anos acordava às 04h00 da manhã e pegava em uma enxada, assim fui com vários amigos para a colheita de batatas, eu não era tão bom, eram sacos de 60 quilos, mas eu conseguia colher de 10 a 15 sacos, o eito era pequeno, mas eu dava enxadada, quem é fera no assunto, vai achar engraçado e dizer que isso era nada...
Com 15 anos comecei a trabalhar em um posto de gasolina, fazia limpeza interna dos carros e também fazia serviço de frentista, às vezes até lavava algum automóvel, dependia da gorjeta, esse era o meu negócio...
Com 18 anos tirei minha esperada habilitação, um mês depois eu já estava dirigindo um caminhão, viajando por todo Brasil sozinho, vivendo uma e outra emoção, fiz mais de mil viagens e conheci o Norte, Nordeste e Sul de nosso país, com tantas aventuras na estrada, escrevi o que passei, sem me esquecer, contei cada detalhe...
Daí com 34 anos, lancei meu primeiro livro, com essa idade, me tornava oficialmente um escritor, continuei a minha saga, precisava me adaptar, parei o caminhão e voltei a estudar, me aperfeiçoei na área que escolhi, com 41 anos de idade e descobrindo uma e outra novidade, me tornei Professor...
Passando a limpo a minha vida bem rapidinho, percebo que foi muito bom começar a trabalhar ainda menino, assim pude aprender a dar valor ao dinheiro recebido, pois como dizia meu pai, nada me foi dado de "mão beijada", a vida é feita de desafios, de conquistas almejadas, tive momentos incríveis, mas também decepcionantes, nada disso me fez desistir, ao contrário, estou mais empolgado do que antes...
Estou aqui e quero ainda muito mais, pois sou na vida, apenas mais um integrante...
Eu aprendi que em tudo devemos ter prudência, seja com atos ou palavras, pois ao apressar o erro, haverá uma consequência... Cuidado com o julgamento precipitado e com o ódio direcionado, pois a vida é feita de surpresas, o que era antes, pode não ser agora o real fato, prefiro esperar e observar com calma o resultado... Eu não sou o dono da verdade, muito menos o "perfeitinho" da sociedade, apenas sou prudente em tudo que faço, analiso as reais possibilidades e tenho o maior cuidado em tudo que falo...
Eu sou um poeta, não tenho medo de afirmar, pois tudo que vejo e sinto, de algum modo faço rimar... Poetizo a minha alegria, da mesma forma que a dor sentida, compartilho os meus sentimentos, dividindo com todos um pouquinho da minha vida.
Eu sou muito sincero, não invento e nunca consigo esconder o que quero, às vezes sou um bobo, uma criança que se expõe na inocência de um sorriso maroto, mas também fico magoado, e todos podem perceber quando isto
acontece, basta apenas observar o meu olhar, que aos poucos se entristece!
Hoje, eu apoio você e sou leal; amanhã, posso apoiar quem foi meu adversário. Na verdade, muitas vezes não há uma ideologia verdadeira por trás dessas ações, mas apenas um jogo de interesses pessoais.
Sinal da Cruz
Senhor, abençoe minha mente
Que eu tenha bons pensamentos e liberte-me do mal.
Senhor, abençoe minha boca
Que dela saiam palavras que sejam
De agradecimentos e propagação dos seus ensinamentos.
Senhor, abençoe meu coração e, assim serão retiradas todas as tristezas, raivas e falta de amor.
Preencha todo o meu ser com seu amor.
Meu Senhor e meu Deus, obrigada
Amém!
Eu não tenho pressa. O que me interessa não me avexa, não me estressa: é o aqui e o agora, a Graça e a Glória. Essa é uma importante lição que aprendi com Mamãe Terra e Papai Céu. Aprendi a aproveitar o abraço de Carminha, a sombra do Juá cor verde-juazeiro, no meio da secura branco cinzenta da Mata, a fervura grata dos olhos de brasa do Gravatazeiro. Aprendi observando que obviamente toda vida e estrutura natural é construída, desenvolvida, atingida, depois de tempo muito sem fim, com bastante calma e paciência. Consciência. Não vejo a Natureza com pressa. Então por que eu teria? Criando coisas "do zero", transformando ou regenerando, Ela faz sempre o seu melhor, mas faz devagar, como canta Bob Marley. É como se a calma fosse requisito necessário para atingir o estado de perfeição e completude. Por isso, eu digo às vezes que "a pressa é inimiga da Natureza". E ainda posso dizer "se avexe não, que amanhã pode acontecer tudo, inclusive nada", ou o mais tradicional: quem tem pressa é ambulância. Ela é assim, faz o melhor hoje, agora, apenas com aquilo que ESTÁ disponível, para sobreviver, gerar Vida e espalhar abundância que só cabe no coração de uma Mãe.
Se eu pudesse transformar o tempo em poesia, cada mês seria um verso dedicado a você. Vou parcelar o meu amor, não por falta de entrega, mas para ter sempre um motivo bonito de cruzar o seu caminho, de sentir sua presença, de renovar em prestações suaves a eternidade que mora em nós.
A cada encontro, pago com sorrisos, juros de saudade e dividendos de ternura. E mesmo que o calendário tente nos separar em dias e semanas, eu insisto em fazer da rotina um ritual sagrado: o de te ver, te ouvir, te sentir.
Você é o crédito infinito da minha alma, a fatura que nunca pesa, o investimento que sempre rende felicidade. E se o amor é dívida, que seja eterna, porque não quero quitá-la jamais.
Assim, mês após mês, parcela após parcela, vou te entregando pedaços de mim — até que um dia perceba que já não há parcelas, porque o amor inteiro já se fez morada em você.
Eu vim de tão longe só para lhe ver mais postei tanto do seu jeitinho meigo carinhoso e romântico que resolvi ficar também pelo motivo que quando eu lhe disse que eu iria partir vc me abraçou chorando e dizendo que não iria mais conseguir viver mais sem eu hoje tenho vc e vc a mim e somos um casal feliz e realizado
Eu não tenho certeza de nada, mas isso não significa que me acomodo ou me acovardo, tenho sede de viver, de ser feliz e de me superar!
As vezes me perco de mim, tenho meus momentos de não saber o que fazer, mas quando lembro que eu me basto, respiro fundo e vou à luta, sou forte o bastante para aguentar tempestades e contra tempos! Sou feita de fé e revestida de otimismo, por isso mesmo nunca desisti da menina que fui e nem da mulher que sou!
Que na minha lucidez eu não implore paz, amor ou felicidade. Que eu não peça a ninguém — nem mesmo a Deus — para carregar o peso que é meu. Que eu não busque fé, alegria ou riqueza como desculpa para escapar da realidade. Que eu jamais deposite minhas dores, falhas e dificuldades nas mãos alheias.
Preciso ser adulto. Preciso ser consciente. Preciso ser responsável por cada atitude incerta, por cada erro, por cada pensamento que nasce em mim.
Não quero atalhos.Não quero o caminho fácil. Não quero terceirizar a minha própria vida.
Que eu enfrente, de frente, sem fuga e sem desculpas, tudo aquilo que me pertence. Que eu não entregue a Deus as dores que cabem a mim resolver. É simples transferir tudo para as mãos de Deus — difícil é assumir a própria história com coragem.
Talvez eu nunca tenha coragem de dizer tudo isso em voz alta.
Talvez minha voz trema, talvez o mundo cale, talvez eu não encontre o momento certo.
Mas aqui, nestas linhas que não mentem, deixo registrado o que meu peito vive gritando em silêncio:
Eu te amo.
Te quero.
Te desejo.
E te escolho — hoje, amanhã e sempre.
Você é a razão das minhas esperanças,
o brilho por trás das minhas inspirações,
e o destino que meu coração reconheceu antes mesmo de eu entender o que era amar.
Se um dia meu silêncio te confundir, lembra destas palavras:
meu amor por você é maior do que qualquer medo.
