Alguem que Voce Gosta te Chama de Irresponsavel
Meu querido diário.
Os dias estão sendo difíceis. Mas eu estou bem. Quero focar em alguns planos que estou fazendo e não posso desistir. Quero te fazer um pedido, meu querido diário: não me abandone.
Quem sabe que não sabe, é sábio.
Quem não sabe que não sabe, é ignorante, porém se este achar que sabe, aí é burro mesmo!
Dê-me 6 linhas escritas pelas mãos do homem mais honesto e vou encontrar o suficiente para enforcá-lo.
Um dia podemos nos reencontrar: Em um mundo de luz ou em um mundo primitivo; há cinco metros daqui ou em um planeta bem distante. A definição será pelo nosso merecimento.
A gotinha d'água jogada pelo beija-flor, não vai apagar o incêndio na floresta, mas pode incentivar os demais animais a fazer o mesmo, esta máxima pode ser aplicada no comportamento humano. Uma só pessoa agindo com dignidade pode não melhorar o mundo, mas servirá de estímulo contra a canalhice
Os maiores erros da atualidade não estão nas incertezas das pessoas capazes mas nas certezas das pessoas despreparadas.
O PODER DOS PODERES E A HARMONIA ENTRE ELES - O poder da lei, o poder político, o poder econômico - O poder da lei é mandado pelo poder político, o poder político é mandado pelo poder econômico e a conveniência harmoniza os três.
Um chamado João
João era fabulista?
fabuloso?
fábula?
Sertão místico disparando
no exílio da linguagem comum?
Projetava na gravatinha
a quinta face das coisas,
inenarrável narrada?
Um estranho chamado João
para disfarçar, para farçar
o que não ousamos compreender?
Tinha pastos, buritis plantados
no apartamento?
no peito?
Vegetal ele era ou passarinho
sob a robusta ossatura com pinta
de boi risonho?
Era um teatro
e todos os artistas
no mesmo papel,
ciranda multívoca?
João era tudo?
tudo escondido, florindo
como flor é flor, mesmo não semeada?
Mapa com acidentes
deslizando para fora, falando?
Guardava rios no bolso,
cada qual com a cor de suas águas?
sem misturar, sem conflitar?
E de cada gota redigia nome,
curva, fim,
e no destinado geral
seu fado era saber
para contar sem desnudar
o que não deve ser desnudado
e por isso se veste de véus novos?
Mágico sem apetrechos,
civilmente mágico, apelador
de precípites prodígios acudindo
a chamado geral?
Embaixador do reino
que há por trás dos reinos,
dos poderes, das
supostas fórmulas
de abracadabra, sésamo?
Reino cercado
não de muros, chaves, códigos,
mas o reino-reino?
Por que João sorria
se lhe perguntavam
que mistério é esse?
E propondo desenhos figurava
menos a resposta que
outra questão ao perguntante?
Tinha parte com... (não sei
o nome) ou ele mesmo era
a parte de gente
servindo de ponte
entre o sub e o sobre
que se arcabuzeiam
de antes do princípio,
que se entrelaçam
para melhor guerra,
para maior festa?
Ficamos sem saber o que era João
e se João existiu
de se pegar.
A vida é um imenso quadro-negro onde o estudante, para redigir seu hoje com claridade, necessita apagar e esquecer o que já redigiu ontem. Sem o esquecimento do antes, a redação do agora sempre parecerá hieroglifo.
A moça ferrada
Falam tanto dessa moça. Ninguém viu,
todos juram.
Cada qual conta coisa diferente,
e todas concordantes.
Dizem que à noite, ela. Ela o quê?
E com quem? Com viajantes
que somem sem rastro
gabando no caminho
os espasmos secretos (tão públicos) da moça.
Sobe a moça
a ladeira da igreja
para a reza de todas as tardes.
De branco perfeitíssimo,
alta, superior, inabordável
(luxúria de mil-folhas sob o véu,
murmura alguém).
À noite é que acontecem coisas
no quarto escuro. Ganidos de prazer,
escutados por quem? se ninguém passa
na rua em altas horas-muro?
Pouco importa, a moça está marcada,
marca de rês na anca, ferro em brasa
de língua popular.
Eu sempre paro para tentar compreender porque querem me ver tão infeliz, se eu luto para que as pessoas vençam e me sinto derrotada quando sou impedida de ajudar.
POEMA DO NADADOR
A água é falsa, a água é boa.
Nada, nadador!
A água é mansa, a água é doida,
aqui é fria, ali é morna,
a água é fêmea.
Nada, nadador!
A água sobe, a água desce,
a água é mansa, a água é doida.
Nada, nadador!
A água te lambe, a água te abraça
a água te leva, a água te mata.
Nada, nadador!
Senão, que restará de ti, nadador?
Nada, nadador.
A MORTE CHEGOU DE BRANCO
A morte chegou de branco
mas quem a viu não fui eu.
Foi a moça do barranco
que mal a viu se escondeu.
Chegou de branco trazendo
um sopro de terras santas
de rosas castas e rios
onde em claros arrepios
se deita o sonho gemendo...
Chegou de verdes colinas
de longínquos povoados
e tinha toda a pureza
da risada das meninas
das águas virgens das plantas
dos campos mal-assombrados.
Chegou de branco! De branco...
De branco como o silêncio
como as núpcias de branco
como o primeiro suspiro
da moça que no barranco
só por vê-la se escondeu.
A morte chegou de branco
mas quem a viu não fui eu.
Minha passagem aqui na Terra é muito rápida, só vim para tentar consertar um pouco do que estraguei. Vou insistir até conseguir, voltarei se me for permitido.
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