Alegre

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Mas não estou triste, e tampouco alegre, não estou sentindo nada, pode jogar água fervida no meu peito, eu não vou gritar, eu não vou levantar, eu não estou aqui, ninguém está me vendo, eu não estou me vendo.

Que o nosso dia hoje possa ser marcado por muitas alegrias. Que a paz, a ternura e a alegria possam soar como melodia em nossos corações nesta manhã. Que possamos elevar os nossos pensamentos a Deus humildemente, somente agradecendo a todas as maravilhas existentes. Que possamos, hoje, abraçarmos uns aos outros com humildade, amizade e amor!

Não se alegrem com a derrota dele, homens. Mesmo que o mundo tenha se erguido para deter o bastardo, a cadela que o pariu está no cio novamente.

Bertolt Brecht
Teatro completo (vol. 8). Rio de Janeiro: Paz e Terra, 1992.

Nota: Trecho do epílogo da peça A resistível ascensão de Arturo Ui.

...Mais

Em cada verso há um naufrágio
não sei de poema que não seja mar.

Quero um poema que diga
Que nada há que dizer
Senão que a noite castiga
Quem procura uma cantiga
Que não é de adormecer

Trova do vento que passa

Pergunto ao vento que passa
notícias do meu país
e o vento cala a desgraça
o vento nada me diz.

Pergunto aos rios que levam
tanto sonho à flor das águas
e os rios não me sossegam
levam sonhos deixam mágoas.

Levam sonhos deixam mágoas
ai rios do meu país
minha pátria à flor das águas
para onde vais? Ninguém diz.

Se o verde trevo desfolhas
pede notícias e diz
ao trevo de quatro folhas
que morro por meu país.

Pergunto à gente que passa
por que vai de olhos no chão.
Silêncio -- é tudo o que tem
quem vive na servidão.

Vi florir os verdes ramos
direitos e ao céu voltados.
E a quem gosta de ter amos
vi sempre os ombros curvados.

E o vento não me diz nada
ninguém diz nada de novo.
Vi minha pátria pregada
nos braços em cruz do povo.

Vi minha pátria na margem
dos rios que vão pró mar
como quem ama a viagem
mas tem sempre de ficar.

Vi navios a partir
(minha pátria à flor das águas)
vi minha pátria florir
(verdes folhas verdes mágoas).

Há quem te queira ignorada
e fale pátria em teu nome.
Eu vi-te crucificada
nos braços negros da fome.

E o vento não me diz nada
só o silêncio persiste.
Vi minha pátria parada
à beira de um rio triste.

Ninguém diz nada de novo
se notícias vou pedindo
nas mãos vazias do povo
vi minha pátria florindo.

E a noite cresce por dentro
dos homens do meu país.
Peço notícias ao vento
e o vento nada me diz.

Quatro folhas tem o trevo
liberdade quatro sílabas.
Não sabem ler é verdade
aqueles pra quem eu escrevo.

Mas há sempre uma candeia
dentro da própria desgraça
há sempre alguém que semeia
canções no vento que passa.

Mesmo na noite mais triste
em tempo de servidão
há sempre alguém que resiste
há sempre alguém que diz não.

Última Página

Vou deixar este livro. Adeus.
Aqui morei nas ruas infinitas.
Adeus meu bairro página branca
onde morri onde nasci algumas vezes.

Adeus palavras comboios
adeus navio. De ti povo
não me despeço. Vou contigo.
Adeus meu bairro versos ventos.

Não voltarei a Nambuangongo
onde tu meu amor não viste nada. Adeus
camaradas dos campos de batalha.
Parto sem ti Pedro Soldado.

Tu Rapariga do País de Abril
tu vens comigo. Não te esqueças
da primavera. Vamos soltar
a primavera no País de Abril.

Livro: meu suor meu sangue
aqui te deixo no cimo da pátria
Meto a viola debaixo do braço
e viro a página. Adeus.

Amor é mais do que dizer.
Por amor no teu corpo fui além
e vi florir a rosa em todo o ser
fui anjo e bicho e todos e ninguém.

Manuel Alegre
Obra Poética

Não se deixe levar pela tristeza...
No primeiro rio de alegria,
se jogue na sua correnteza.

15.10.2014

Ta tudo errado.
Errado to eu, quando vejo tudo errado,
errados não fazem o meu certo... por que aos seus olhos eu é que faço errado...

Meus Sonhos jamais morrem, apenas adormecem dentro da minha alma. Por vezes despertam e por outras voltam para seu adormecer. Pois um sonhador como eu, deles Vive.

As vezes uma mulher por mais que ela seja bonita, se ela for interesseira devemos é partir para outra. Só temos é o dever que todo o ser-humano tem com o outro é a tratar com respeito.
Porque no mundo existem milhares de mulheres bonitas e trabalhadoras e que não se interessam pelo o que a gente tem e sim,pela pessoa que nós somos.

Hoje em dia,o interesse financeiro está acima de tudo.Até na hora das pessoas escolherem seus relacionamentos.

⁠Não se dê em migalhas, no amor, o que as pessoas precisam é de vivacidade, e não de esmola.

⁠Que tipo de sociedade que queremos construir no mundo?
Isso depende somente de nós, na educação, nas atitudes, na visão e nas cores que decidiremos pintar o mundo para os nossos filhos.

Yola Silva

⁠cada um tem uma visão sobre o mundo.
Cada um é feliz do seu jeito, a escolha é exclusivamente vossa.
Depende das cores que quisermos pintar o nosso mundo.
O meu eu pintei com as cores do arco Íris.
E o dos meus amigos?❤️🥰😘😘😘💋💋

Y. Alegria

⁠A Escrita é uma máquina do tempo!

⁠Perenidade

D'esse limiar 'tre vida e morte, contemplo com profunda melancolia a efervescência tumultuosa d'arte atual. O cenário emergente s'assemelha a um campo de batalha caótico, onde a união estética e o respeito pela beleza atemporal desaparecem em meio ao tumulto iconoclasta.
⁠Em contrapartida, a produção artística clássica, erigida qual colosso majestoso, subsiste como guia de grandiosidade e ordem. As obras imperecíveis dos mestres clássicos, com sua minuciosa atenção aos detalhes e temas universais, obscurecem a transitoriedade da contemporaneidade. Cada escultura, cada pincelada, assemelha-se a um murmúrio distante que ressoa através dos séculos, enquanto a produção artística recente, frequentemente, parece predestinada a perecer no abismo do olvido.
A grandiosidade das obras clássicas, sustentada pela tradição e beleza perpétuas, contrapõe-se à transitoriedade passageira da produção artística moderna, que com frequência se afunda na superficialidade da novidade. Em meu observatório para além dos dias, respiro com reverência a suave fragrância da produção artística clássica, cuja grandeza perdura como constante inalterável, um refúgio de beleza que transcende as breves tendências do momento.

Pensamentos...
Menina moleca, mulher... mulher-menina de olhar brilhante, do cabelo comprido, lindo, perfeito.
Olhos que enxergavam o mundo com clareza, pureza, destreza.
Aquela mulher que chamava atenção — e nem sempre queria ser olhada, admirada.
Ela mesma, que carregava um espírito lindo e uma alma pura: doce e, às vezes, rude.
Um coração tão verdadeiro quanto o seu sorriso — que, em certos momentos, não aparecia, se contraía, até se escondia.
Mulher-menina do olhar sincero e cativante, da doçura da pele macia como nuvem de algodão.
Ela se entregava inteira, com o coração, mesmo ferido, mas tão lindo que nem ela mesma imaginava.
Menina-mulher que, ao mesmo tempo frágil, era poderosa.
Cheia de metas, de objetivos.
Não gostava do comum; buscava sempre o melhor — para si e para todos.
Mulher que deixava quem estava à sua volta de boca aberta, tamanha a graça que carregava.
E hoje, mesmo não estando mais aqui, continua presente.
Vive na saudade que aperta, mas também na lembrança que aquece.
Permanece como inspiração, força e exemplo, em cada gesto, em cada memória.
Partiu deixando silêncio, mas também deixou um legado de luz, coragem e amor.
Enfim... aquela mulher forte e doce que todo mundo queria ter ao lado —
e que, mesmo ausente, segue viva dentro de nós, para sempre.


D.S.S

Eis que coloquei diante de Tí,a porta aberta do destino,e ninguém pode fechá-la pois está pregada por trás!

Inserida por barbietaubate