Agradecimento aos Meus Pais Já Falecidos
A Vida é Feita de Saudade.
A vida começa sem saber o nome das coisas,
e já ali nasce a saudade
do ventre quente que nos guardava em silêncio.
Choramos não por dor,
mas porque algo ficou para trás.
Na infância, a saudade tem cheiro de terra molhada,
joelhos ralados e mãos sujas de sonho.
Sentimos falta do dia que acaba cedo,
da tarde que nunca deveria terminar,
do colo que sempre estava ali.
Na juventude, a saudade aprende a amar.
Ela se veste de promessas, de partidas,
de pessoas que passam rápido demais.
É quando descobrimos que nem todo amor fica,
mas todo amor ensina.
Na vida adulta, a saudade pesa.
Ela mora nas escolhas não feitas,
nos caminhos que exigiram coragem,
nos abraços adiados pelo cansaço.
Aqui, aprendemos que o tempo não espera.
Quando os filhos crescem, a saudade muda de casa.
Ela passa a morar nos quartos vazios,
nos brinquedos guardados,
no silêncio depois do “boa noite”.
E entendemos que amar é também deixar ir.
Na velhice, a saudade se torna companhia.
Ela senta ao lado, sem pressa,
folheia memórias como quem reza.
Já não dói tanto — ensina.
Mostra que tudo valeu a pena.
No fim, percebemos que a saudade
não é ausência,
é prova de que vivemos.
E que cada fase da vida,
se vivida com presença,
vira eternidade dentro do coração.
“Quando paro e olho com o coração, descubro que a vida já me oferece a felicidade que procuro.” – Os`Cálmi
Convença por exemplos, nunca por insistência ,exemplos aceitos são escolhas já feitas, já a insistência incomoda é não convence quem já se convenceu !
Sorri, por entre as lágrimas, como a menina que fui, já não agarrada à mão da minha tão amada avó, mas para sempre, presa a ela, por lindas penas brancas a esvoaçar até ao Céu.
A forma igualitária de vestir dos outros, deixava-me indiferente, já os que arrojavam na roupa, na escrita, na arte, a esses, eu admirava o destemor, a ousadia.
De uma passada já segura, evolou-se uma pena branca. Tentei agarrá-la, fugiu-me. O celestial não se apanha, vem até nós através da alma.
Chorei lágrimas de extravio, de ausência, de amor imenso, já sumido. Teria eu, na adolescência, com tanto a acontecer e a descobrir, descurado aquele amor maior da minha avó?
.
E quando meus olhos se encontraram nos seus, senti um reencontro. Como se nossas almas já tivessem se escolhido antes do tempo, e agora apenas confirmassem, em silêncio, o que o coração sempre soube.
Frio de Outono
Está uma tarde fria
sinto pelos pés
termômetro infalível
Já é hora para um longo banho quente
repudiar os edredons e cobertores
que abrigam a cama
esquecer o pijama de flanela
e sem lamentos
o corpo agasalhar
calçar as botas e luvas
e sair pra labuta.
Alguns pensam que uma junção de vocábulos tem significado; já eu penso que uma junção de significados tem um objetivo, uma razão.
Já nada podia afiançar como seguro, uma vez que naquele meu caminho de ampulheta estilhaçada, levava atrás de mim, como cauda do tempo, vozes do passado, do presente e do futuro numa mescla de linhas...
Quem me conhece até sofre, para compreender que nada revela o meu ser....
Eu me conhecer, já é difícil, me entender...
impossível!!
Quando eu estiver com medo ou vergonha de viver de verdade, podem me matar.
Ali já não será eu, talvez seja um alguém corrompido pelas modas atuais, embriagado na existência do outro ou enganado por si mesmo.
Matem-no.
Já não sei o que fazer pra te agradar, Cada gesto meu parece te irritar. O amor cansou de pedir abrigo, E a distância passou a dormir comigo.
Mulher revoltada, fizemos um acordo frio, Dois corpos próximos, mas o coração vazio. Tu não espera nada de mim, Eu não reparto nada contigo, enfim.
Viramos silêncio sentados na mesma mesa, O diálogo morreu, sobrou a frieza. O toque é ausência, o beijo é memória, O que era futuro virou só história.
Não foi falta de amor, foi excesso de dor, Foi orgulho gritando mais alto que o amor. A distância não veio de fora, não, Ela nasceu dentro do nosso coração.
Hoje não somos guerra nem paz, Somos dois estranhos que não voltam atrás. Quando o amor vira limite e não direção, A distância é o último nome da relação.
Começamos dos olhos para dentro do coração. Morremos de dentro para fora sem emoção. És a questão.
É que me perdi dentro do meu próprio ego. Nas entrelinhas de palavras repetidas, vi que já não havia mais nenhuma outra palavra que pudesse me fazer voltar ao que era. [...]
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