Agradecimento à Deus Formatura
Meu Deus, livra essa geração da busca cega pela libertinagem, fazendo-os compreender que a verdadeira felicidade nasce do respeito, do autocontrole e da fidelidade aos Teus ensinamentos, amém.
Deus poderoso, quebra todas as correntes do mal que tentam aprisionar esta geração, renovando suas forças e dando-lhes um novo começo firmado na Tua graça, amém.
Senhor Deus, quebra todas as correntes invisíveis da pornografia que aprisionam os pensamentos dos jovens, renovando a mente deles com clareza, modéstia e paz, amém.
Meu Deus, abre os olhos da juventude para que enxerguem as armadilhas da libertinagem, trocando a ilusão do momento por uma vida com propósito, dignidade e sabedoria, amém.
Meu Deus, livra esta geração dos perigos da libertinagem e dos prazeres ilusórios, concedendo a cada um deles a sabedoria e o autocontrole para preservarem suas vidas e seu futuro, amém.
"Como conceber que
um ateu alimente a ideia da inexistência de Deus,
se não movido por Sua inequívoca presença?", questiona Fiódor Dostoiévski.
Lembrando que tanto a crença cega quanto uma descabida descrença são pálidos desdobramentos
de nossas ainda sofríveis presunções,
nada mais!
Deus virou o produto mais lucrativo do mercado nacional e mundial, onde pastores enriquecem vendendo terrenos no céu para pessoas alienadas que se recusam a aceitar que estão apenas financiando a vida de luxo de criminosos de terno.
O narcisista evangélico não busca a glória de Deus, mas usa o nome de Deus para validar o seu próprio ego.
Deus, teremos um grande papo no fim da linha, no fim da minha estrada, teremos muito o que dizer um para o outro.
Engraçado você pedir paz e fazer o inferno da vida do outro: fala de Deus, mas chama Lúcifer para jantar à mesa. Toma vergonha, rapaz! Quem quer paz, pratica a paz.
... jamais diga:
'se Deus quiser'; diga: 'eu quero!'
Porém, um querer que, somado
aos teus melhores propósitos
te concilie com obem maior:
o Criador!
Deus, o cumpridor de promessas, quando pronuncia seu amor, revela a plenitude de Sua graça em nossas vidas.
O maior perigo do narcisismo religioso é quando a pessoa confunde a vontade de Deus com os seus próprios caprichos.
PEÇA A DEUS.
Peça a Deus a serenidade quando a tempestade parecer maior que as forças do teu coração.
Peça a Deus coragem quando o medo sussurrar que já não vale a pena prosseguir.
Peça a Deus discernimento para distinguir aquilo que podes transformar daquilo que deves apenas aceitar com humildade.
Peça a Deus que não retire todas as pedras do teu caminho, mas que fortaleça teus passos para atravessá-lo com dignidade.
Peça a Deus um coração que saiba perdoar antes de julgar, compreender antes de condenar e amar antes de exigir.
Peça a Deus que teu espírito jamais se acostume com a indiferença, pois é nela que muitas almas adoecem silenciosamente.
Peça a Deus a luz da consciência, porque nenhuma claridade exterior substitui a paz de quem dorme com a própria alma reconciliada.
Peça a Deus que teu sucesso nunca seja maior que tua humildade, nem tua inteligência ultrapasse tua capacidade de amar.
Peça a Deus que tua fé não dependa dos dias felizes, mas permaneça firme quando o horizonte estiver coberto pelas sombras da dúvida.
Peça a Deus menos facilidades e mais sabedoria; menos aplausos e mais virtudes; menos desejos passageiros e mais valores eternos.
E, quando finalmente compreenderes que nenhuma oração sincera se perde no infinito, descobrirás que Deus jamais esteve distante. Era tua própria esperança que, por instantes, havia deixado de enxergar Sua presença.
Porque quem pede a Deus apenas aquilo que alimenta o corpo vive por um tempo; mas quem Lhe pede luz para iluminar a própria alma encontra um tesouro que nem o tempo, nem a dor, nem a morte poderão destruir.
" SE DEUS QUER QUE O ENCONTREMOS POR QUE É TÃO DIFÍCIL ENCONTRÁ-LO? "
A BUSCA DE DEUS À LUZ DA DOUTRINA ESPÍRITA: LEI DIVINA, CONSCIÊNCIA MORAL E A EVOLUÇÃO DO ESPÍRITO.
Do livro: Migalhas Da Grande Mesa, Cap. X
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.
A indagação sobre a dificuldade humana em encontrar Deus acompanha a história das civilizações. Desde os primeiros registros filosóficos até as grandes tradições religiosas, o ser humano procura compreender a origem da vida, o sentido da existência e a presença do Criador diante das aparentes ausências, dos sofrimentos e dos silêncios que atravessam a experiência terrestre.
Sob a perspectiva espírita, entretanto, Deus não se apresenta como uma realidade distante ou oculta por completo, mas como a Inteligência Suprema, causa primeira de todas as coisas. A dificuldade em percebê-Lo não estaria em uma ausência divina, mas nas limitações momentâneas da criatura, ainda em processo de amadurecimento intelectual e moral.
DEUS E A LEI DIVINA: A PRIMEIRA QUESTÃO DE O LIVRO DOS ESPÍRITOS.
Allan Kardec inicia O Livro dos Espíritos com uma pergunta fundamental:
“Que é Deus?”
E os Espíritos respondem:
“Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.”
(O Livro dos Espíritos, questão 1).
A formulação é profundamente filosófica. Kardec não pergunta “quem é Deus?”, mas “que é Deus?”, conduzindo o pensamento humano para uma investigação racional sobre a origem e a natureza do princípio criador.
Do ponto de vista antropológico, essa busca demonstra uma característica essencial da humanidade: a consciência de transcendência. Diferentemente dos outros seres vivos, o homem questiona sua própria existência, procura significado e estabelece valores. A ideia de Deus surge como uma das expressões mais profundas da consciência humana em busca de fundamento para a moral e para a ordem universal.
Na visão espírita, Deus não precisa ser encontrado apenas em manifestações extraordinárias, mas também na harmonia das leis naturais, no desenvolvimento da inteligência, na consciência moral e na capacidade humana de amar.
A LEI DIVINA GRAVADA NA CONSCIÊNCIA.
A questão 621 de O Livro dos Espíritos apresenta uma das afirmações mais luminosas da filosofia espírita:
“Onde está escrita a lei de Deus?”
Resposta:
“Na consciência.”
Essa resposta possui grande profundidade psicológica e filosófica. A consciência é apresentada como um núcleo interior onde o Espírito reconhece, gradualmente, os princípios do bem, da justiça e da responsabilidade.
Mesmo quando a criatura se distancia dos valores superiores, permanece nela uma percepção íntima do certo e do errado. Essa voz interior, muitas vezes abafada pelos interesses imediatos, pelos condicionamentos sociais ou pelas paixões desordenadas, representa uma orientação para o progresso espiritual.
A psicologia moderna reconhece que o ser humano possui mecanismos internos relacionados à ética, à empatia e ao julgamento moral. O Espiritismo amplia essa compreensão ao afirmar que a consciência não é apenas resultado da experiência biológica ou social, mas patrimônio espiritual adquirido ao longo da evolução do Espírito.
OS DEZ MANDAMENTOS E A EDUCAÇÃO MORAL DO ESPÍRITO.
Os Dez Mandamentos, apresentados no Antigo Testamento (Êxodo 20), representam uma das mais importantes sínteses da legislação moral da humanidade.
Eles estabelecem princípios fundamentais:
reconhecimento da soberania divina;
respeito à vida;
valorização da família;
honestidade nas relações;
domínio sobre desejos e sentimentos inferiores.
Sob uma análise filosófica, os Mandamentos funcionam como um código de organização moral da sociedade humana. Antropologicamente, revelam a necessidade universal das comunidades humanas estabelecerem princípios para evitar o caos, a violência e a injustiça.
Na perspectiva espírita, essas leis não devem ser compreendidas apenas como imposições externas, mas como etapas educativas para o Espírito compreender a Lei Divina inscrita em sua própria consciência.
Jesus amplia essa compreensão ao afirmar:
“Amarás o Senhor teu Deus de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. (...) Amarás o teu próximo como a ti mesmo.”
(Mateus 22:37-39).
Para o Espiritismo, Jesus é o modelo e guia da humanidade (O Livro dos Espíritos, questão 625), pois sua mensagem revela a finalidade maior da evolução espiritual: transformar o conhecimento em amor e o dever em fraternidade.
A PRECE, O SILÊNCIO DE DEUS E O APERFEIÇOAMENTO ESPIRITUAL.
Muitas pessoas questionam: se Deus existe, por que nem sempre responde às orações?
A Doutrina Espírita ensina que a prece não tem como finalidade modificar os desígnios divinos, mas transformar o próprio indivíduo, fortalecendo sua fé, sua resignação e sua capacidade de enfrentar as provas necessárias ao crescimento espiritual.
Nem todo silêncio representa abandono. À semelhança de um educador que permite ao aprendiz desenvolver suas próprias capacidades, Deus concede ao Espírito liberdade e responsabilidade para conquistar sua evolução.
A ausência de respostas imediatas não significa ausência de amparo, mas pode representar uma oportunidade de amadurecimento interior.
A FINALIDADE DO ESPÍRITO: EVOLUIR PELO CONHECIMENTO E PELO AMOR.
A questão 659 de O Livro dos Espíritos pergunta:
“Qual o caráter geral da prece?”
Os Espíritos respondem:
“A prece é um ato de adoração.”
Mas a verdadeira adoração, segundo a Doutrina Espírita, não consiste apenas em palavras ou rituais externos. Ela manifesta-se principalmente pela transformação moral, pela prática do bem e pelo esforço constante de aperfeiçoamento.
Encontrar Deus, portanto, não é apenas uma experiência intelectual; é uma conquista moral. Quanto mais o Espírito desenvolve a bondade, a justiça e a fraternidade, mais percebe a presença divina na própria consciência.
CONCLUSÃO:
A dificuldade humana em encontrar Deus não decorre de uma ocultação divina, mas do estágio evolutivo da própria humanidade. O Criador permanece presente nas leis universais, na consciência moral e na oportunidade constante de crescimento espiritual.
A mensagem espírita convida o ser humano a substituir uma busca exterior e angustiada por uma construção interior: conhecer Deus pelo estudo, senti-Lo pelo amor e demonstrá-Lo pelas atitudes.
Frase:
“Aquele que ilumina a própria consciência com o conhecimento e o amor descobre que Deus nunca esteve distante; apenas aguardava o despertar do Espírito para ser reconhecido.”
FONTES CONSULTADAS:
KARDEC, Allan. O Livro dos Espíritos. Questões 1, 621, 625 e 659. Paris, 1857.
KARDEC, Allan. O Evangelho Segundo o Espiritismo. Paris, 1864.
Bíblia Sagrada. Êxodo 20 — Os Dez Mandamentos.
Bíblia Sagrada. Mateus 22:37-39 — O mandamento maior do amor.
KARDEC, Allan. A Gênese — Os Milagres e as Predições Segundo o Espiritismo. Paris, 1868.
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