Agora

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💔 Um Soneto da Ausência Desvanecida
A respiração se prende, e agora a verdade é clara:
A fachada brilhante acabou, o amor terminou.
Encaro o silêncio que guarda o medo,
E descubro que não sou um amante arruinado e abandonado.
Pois neste espaço árido, devo atestar,
A crença fundamental que arrefece o fogo do espírito,
Aquilo que lamento, embora outrora uma busca sussurrada,
Nunca foi real, portanto o amor nunca existiu.

Foi uma troca de anseio, imperfeito e breve,
Uma dívida fantasma da qual o coração não pôde escapar;
A dor precede e permanece como principal,
E a solidão veste a forma exterior da paixão.
Assim, neste quarto vazio onde as sombras se encontram,
Amor e solidão são sinônimos, doce,
Pois amar é dar o que não se tem
a alguém que não o quer, gravar
Um vazio sobre outro vazio e chamar-lhe graça.

Melhor instante: O agora.

Procurar a estabilidade num mundo instável é jogar a única vida que temos fora. Vamos viver o agora e abraçar o que de facto nos da felicidade nesta breve viagem que é a nossa vida. Um ano novo cheio de coragem para todos...

Ai, meu Deus, o tarifário do Trump! E agora, Brasil?
Ai, meu Deus!
Eu não sei mais o que faço!
É tanto prejuízo que até o meu contador pediu demissão!
As minhas terras… ai, as minhas fazendas produtivas!
Soja, milho, algodão, café gourmet, cacau de exportação, lavanda francesa, eucalipto sustentável!
Tudo plantado com carinho — agora tudo ameaçado!
E os meus gados?
Nelore, Angus, Wagyu massageado à mão!
Eles choram comigo no pasto!
O boi parou de ruminar de tanta tristeza!
Minhas lavouras de cana, ai meu Deus, minha produção de etanol, de álcool, de açúcar orgânico, de mel silvestre de abelha nativa, tudo encalhado nos silos!
E as minhas fábricas?!
As de confecção, de sapato, de máquina, de papelão, de embalagem, de cosmético vegano, de ração, de plástico biodegradável, de sorvete sem lactose, de perfume, de filtro de barro chique!
Tudo parado!
Os operários até me mandaram um “namastê” de solidariedade!
Minhas indústrias pesadas:
Siderúrgica, metalúrgica, fundição, refinaria!
O aço, o zinco, o cobre, o alumínio, o manganês, o nióbio…
Tudo virando sucata nobre sem destino!
Minha mineração!
Minério de ferro de exportação premium!
E os diamantes éticos? E o ouro de lavra ancestral?!
Tudo tributado! Tudo travado!
Ai, Trump, por que me odias?
Minhas ações da bolsa!
Bancos, fintechs, startup de drone, criptomoedas, fundo verde, fundo imobiliário, fundo fundo!
Tudo derretendo como manteiga na frigideira da geopolítica!
E a minha frota de pesca?
Navios no Pantanal, no Atlântico Sul, na costa da Noruega!
Meus barcos! Meus peixes nobres: pirarucu, salmão, tilápia, cavala, tainha, atum azul!
Todos nadando com medo da tributação!
E os meus aviões?
Minhas linhas aéreas particulares!
Os jatinhos não decolam, os hangares estão em luto!
Ai meu Deus, e o jato que ia buscar trufas negras na França?
Meus acres no Acre!
Minhas glebas no Goiás, minha fazenda vertical em Dubai!
Tudo comprometido!
Minhas exportações de vinho artesanal, de azeite orgânico da Mantiqueira, de queijo curado na caverna, de cachaça envelhecida em barril de carvalho francês…
Agora tudo parado na alfândega!
E a minha fábrica de sonhos?
E a minha plantação de esperança?
Até isso foi tarifado!
Ai meu Deus, isso virou o fim do mundo!
Um drama internacional!
Meus amigos do G7 estão em crise existencial!
A classe rica tá entrando em colapso!
Mas ninguém entende o nosso sofrimento.
Rico também chora. E chora com planilha, com relatório, com gráfico de queda e dólar disparando!
Ai meu Deus, o que será de mim com esse tarifário do Trump?!
Vou ali tomar um champanhe pra ver se acalmo…

✍️ Por Nereu Alves — o drama do rico também merece um palco.

A transformação acontece no agora, não no futuro.

Cada silêncio tem sua razão
Cada lágrima traz uma lição
E mesmo que você duvide agora
Teu voo já mora nessa transformação - Frase da música viver algo novo do dj gato amarelo

E há a saudade, que é a pior parte. Ela te faz lembrar que havia algo/alguém, que agora não há mais. E tudo acaba como um dia começou.

CAMINHAR...
Já cuidei de muitas pessoas, agora só me resta, diante da idade e das possibilidades,me cuidar para até o fim caminhar, sem que ninguém precise por mim se preocupar.
🕉️♾️💖🙏🏻🎶

Pequeno eu sei que sou.
Basta agora ser reconhecido.

⁠"Se quiser ,
queira agora .
Se quiser ,
crie as horas
Se quiser ,
queira muito .
Se for pra ser,
apreço.
Se for pra ser verdadeiro .
Se for pra ser...
Inteiro."

Deus me encontrou na escuridão e me trouxe para a LUZ, e agora eu vivo para glorifica-lo, porque NELE encontrei salvação, redenção e a alegria que nunca pensei ser possível.

Aproveite cada momento para reconhecer o valor do presente, pois é no agora que se constrói o futuro, e o seu papel é fundamental em cada passo dessa jornada

O Home Office provou que a presença física não era necessária.
A IA agora está provando que a presença humana também não é.

Minha Querida Stela,
Sei que as palavras que escrevo agora chegam tarde demais, e a dor de não as ter dito pessoalmente consome-me. Não há um único dia que passe sem que a sua imagem não me visite, sem que a culpa não aperte o meu peito.
Fui um tolo, Stela. Você esteve sempre lá para mim, um pilar de força e uma presença constante. O seu amor e a sua amizade eram um presente que eu não soube valorizar, que tomei como garantido na minha ignorância e egoísmo.
A sua mãe pedia-me para ir vê-la. Você queria que eu fosse. Mas eu falhei em aparecer, falhei em estar presente quando mais precisava de mim. Não consigo encontrar uma desculpa que justifique a minha ausência.
Quando recebi aquela mensagem, aquela confissão de amor corajosa e desesperada, eu fiquei sem palavras, mas admito que eu sempre soube dos teus sentimentos por mim. A minha chamada foi um ato de pânico e tarde demais. O seu último suspiro foi de tristeza, e essa realidade assombra-me.
Stela, se pudesse voltar atrás, eu mudaria tudo. Eu estaria ao seu lado, seguraria a sua mão, e diria que a amava também. Diria o quanto a sua amizade significava para mim.
Não posso pedir-lhe para me perdoar, porque sei o sofrimento que causei. O que lhe peço é que, de alguma forma, encontre paz. Eu vou viver o resto da minha vida com esta lição gravada no meu coração. Vou esforçar-me para ser a pessoa que você merecia ter tido como amigo: presente, atento e amoroso.
Você foi uma pessoa incrível e a sua memória vai viver através de mim, como um lembrete constante de como viver com mais bondade e presença.


Adeus, minha amiga. Descansa em paz.
Com amor e eterno arrependimento,
Luciano

Quem se entrega ao peso do amanhã, talvez ainda não tenha descoberto o tesouro escondido no agora; pois o presente é o único lugar onde a vida se desdobra em sua plenitude.

Equilibre. Saúde é “bem” “estar”. Então esteja, aqui agora. Saúde!

A mente, cativa de grades antigas e ausentes,
Despreza o agora, fingindo um futuro curado;
Mas como colher o amanhã, se as mãos negligentes
Carregam o peso doente de um corpo parado?
O medo do erro, raiz que no peito se entranha,
Faz da autossabotagem o seu mastro e guia.
A vontade de ir se perde na voz que estranha
O brilho do sol que o presente anuncia.
Mentes que transbordam um lixo de águas turvas,
Ocupadas de sombras que chamam "passado".
Seguimos a estrada em retas e curvas,
Buscando o saber, mas de si, exilados.
Nascer é mistério, morrer é o eterno aprender,
Em uma busca cega pelo que o mundo contém.
Triste é o homem que cansa de tanto saber,
Mas morre sem nunca saber quem ele é também.
— Islene Souza

Gingado antigo


Eu não nasci agora.
Apenas retornei.


Carrego nos ossos a poeira de constelações antigas,
fui sílaba antes da língua,
fui pulso antes do tempo.
No princípio, eu era clara,
não por ingenuidade,
mas por inteireza.


Quando me feriram,
não foi o corpo que sangrou primeiro,
foi o espanto.
E eu mergulhei onde poucos ousam:
nas sombras que sabem conjurar.
Ali aprendi nomes que não se escrevem,
acendi fogueiras com o que me restava
e chamei isso de sobrevivência.


Passei eras no intervalo.
Nem céu, nem chão.
O limbo é um lugar onde a alma aprende a esperar
sem perder o fogo.


Quando fui chamada de volta,
aceitei o pacto:
retornar quantas vezes fosse preciso
até que o amor deixasse de doer
e virasse ação.


Já alimentei bocas famintas
com as próprias mãos cansadas.
Já pari futuros
em corpos que não eram meus.
Já fui abrigo,
fui silêncio,
fui exemplo moldado para caber
em expectativas estreitas.


Vesti aventais em campos de guerra,
limpei feridas enquanto o mundo desmoronava,
morri cedo por ideias grandes demais
para épocas pequenas.


Redimi-me vivendo.
Redimi-me servindo.
Redimi-me caindo e levantando
com o mesmo coração aberto.


Nesta vida,
vim sem algemas invisíveis.
Não me dobro a dogmas,
não peço permissão a tronos,
não negocio minha essência com medo.


Sou filha da terra viva,
irmã das águas profundas,
aliada do vento que muda tudo
sem pedir desculpa.


Minha missão é guardar o que respira:
florestas, bichos, mares,
e também gente —
mesmo quando a gente esquece como ser humana.


Sim, muitos confundiram minha ternura
com disponibilidade.
Minha criatividade com recurso explorável.
Meu cuidado com obrigação eterna.


Mas quem nasceu para construir mundos
não endurece,
aprende limites que também são sagrados.


Há um gingado antigo no meu passo,
uma malemolência que vem da sobrevivência alegre,
do riso que não se rende,
do corpo que conhece prazer
como forma de oração.


Meus olhos não pedem licença:
atravessam.
Reconhecem.
Despertam.


Sou deusa não porque mando,
mas porque sustento.
Não porque sou perfeita,
mas porque continuo.


Trago no ventre as eras que vivi
e nas mãos o agora pulsando.


E se o mundo tentar me conter,
que saiba:


já fui cinza,
já fui chama,
já fui noite sem nome.


Hoje sou raiz e horizonte.


Livre.
Indomável.
Em plena lembrança de quem sempre fui.

⁠Só posso te amar no agora; depois, não haverá como te amar.

Seu modo de agir ontem resultou na existência que você tem agora!