Adulto
Ser comunista na juventude é aceitável, mas depois de adulto, depois que entende, aí já é ser mau caráter.
O AUTISMO ENTRE "ASPAS"
(O esquecimento do adulto e o silêncio da mãe)
Autistas, ao atingirem a idade adulta, tornam-se esquecidos.
No início, há uma luta desenfreada. Quando ainda são crianças, a gente nutre a doce ilusão de que o autismo poderá ser “revertido”. Mas o tempo passa.
À medida que crescem, vamos ficando calejadas. Calejadas de buscar respaldo do governo, de clínicas assistenciais, de redes de apoio... de bater em portas que insistem em não abrir.
E, então, eles são esquecidos. E nós, as mães, também.
O mundo para. Para o adulto autista e para a mãe, que já não enxerga mais o horizonte. Quando eram crianças, a gente via muito além do arco-íris. Mas, na vida adulta, o arco-íris some.
Nossa porta se fecha. O que nos resta é apenas uma janela aberta.
Uma janela que se escancara para deixar entrar a luz nos raros “momentos de oásis”... ou que se fecha apertado para nos proteger da tempestade das crises.
O autismo não termina na infância, mas o olhar do mundo, infelizmente, parece se fechar ali.
Lu Lena / 2026
A pessoa idosa é vulnerável, é como uma criança que depende de um adulto para tudo.
É um ser frágil que não sabe se defender. Com certeza você deve ter tido uma infância difícil com seus pais, mas aqui se trata de humanidade. Não é sobre seus traumas.
Criança não entende orgulho,
não entende briga de adulto,
não entende silêncio imposto.
Ela só sente falta.
Sente no vazio da pergunta que ninguém responde,
no “cadê?” que vira rotina,
no abraço que simplesmente parou de existir.
E quem afasta…
acha que tá vencendo.
Mas não percebe que tá ensinando abandono,
plantando insegurança onde só devia ter amor,
e deixando marcas que o tempo não apaga.
Porque criança cresce…
mas o que faltou nela
não cresce junto.
Fica.
E grita em silêncio pro resto da vida.
“A clínica infantil começa quando o adulto deixa de perguntar apenas ‘o que ela tem?’ e começa a perguntar ‘como ela vive o mundo?’”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O espectro não apaga o sujeito; apenas exige que o adulto abandone a pressa de compreender por um único caminho.”
Do livro Psicose Infantil: Transtornos e Espectros no Divã, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“O adulto diagnosticado tardiamente não ganha uma desculpa; ganha uma chave para compreender o passado e reorganizar o futuro.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Quando o olhar adulto muda, a criança deixa de ser vista como problema e começa a ser reconhecida como alguém que precisa de caminho.”
Do livro TDAH: A Mente que Não Descansa, de Nina Lee Magalhães de Sá.
“Sinto que há uma criança em mim que olha para o adulto que sou hoje e pergunta: estamos vivendo nossos sonhos? Estamos fazendo valer a pena? Temos orgulho de nós?”
O aprendizado não é só da criança — é do adulto também, que aprende a persistir, perguntar e continuar mesmo quando o caminho parece difícil.
Sou o adulto que tenta ser o abrigo para o menino que ainda chora em mim, esperando por uma justiça que o tempo não traz.
Quero ser sempre um adulto com alma de criança: aquela pessoa que briga e faz as pazes no mesmo instante, que conta piadas e ri sozinha(porque ninguém entende rsrs) , que ouvi uma música e sai dançando, que faz biquinho quando é magoada, mas que fica encantada quando vê uma borboleta voando...
Quero ser um adulto com alma de criança para que nunca morra a criança que mora em mim... :)
Minhas indecisões são pedaços que nem eu mesmo consigo explicar sem me sentir tão adulto responsável de atestar alguma coisa.
Ser tão correto ou até tão bonito não me dá o direito de perceber que eu lhe amo.
Eu sei que a quero, mas a distância foge ao meu alcance e se esconde a minha razão.
Tenho a confusão um pouco em exagero que me faz lembrar e esquecer-se do que não vivi.
A infância é a melhor coisa para um adulto cuidar. Mas afinal, quem cuida de quem?
O adulto ajuda a criança limpando a roupa, dando atenção e defendendo do mal.
A criança ajuda o adulto com um abraço e com as palavras certas que a gente precisava ouvir. É um ciclo de amor e proteção. É impossível entender por que algumas pessoas escolhem o caminho do crime contra tanta inocência. Mas o futuro e a vida cobram o preço de cada ato.
Quem ama a infância sabe: proteger uma criança é salvar o próprio coração.
Cada caco carrega uma versão nossa: o adolescente cheio de sonhos, o adulto que errou feio, a pessoa que amamos demais e estar longe, mesmo assim não desistiu no meio do caminho. Eles não são bonitos. São irregulares, rachados, com bordas cortantes. Mas, mesmo quebrados, ainda refletem.
É estranho como um pedacinho de espelho consegue mostrar uma verdade inteira. Nele vemos o medo que tentamos esconder, a força que não sabíamos que tínhamos, a cicatriz que virou marca registrada. Não importa o quanto a gente tente varrer esses cacos para baixo do tapete, eles continuam ali, brilhando quando bate a luz certa.
Talvez o segredo não seja colar o espelho de volta para ficar perfeito. Talvez seja aprender a conviver com os pedaços. Reconhecer que cada fragmento faz parte de quem somos hoje. Porque, no fim das contas, os cacos de espelhos que ainda refletem não mostram só o que fomos ou o que perdemos. Eles mostram que, mesmo quebrados, ainda estamos vivos, ainda brilhamos e ainda conseguimos ver beleza no que sobrou.
O El Niño já passou pela adolescência,
está na fase do El Adulto...
e logo será o El Viejo.
@MiriamDaCosta
"Uma criança sabe daquilo de que gosta e do que não, mas um adulto tem mais dificuldades nesse campo."
