Adotar uma Familia

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"O lugar ao sol é um ponto geométrico que só existe enquanto você não chega lá; uma vez alcançado, ele se torna apenas o quintal de uma nova busca."

Falcatruas


A cada enxadada, uma minhoca.
Isso é o que acontece quando se investiga
Situações que muito nos chocam,
Revelando detalhes que abrigam
Escândalos relacionados a uma troca.


É um ciclo interminável de descoberta,
De problemas que surgem com frequência.
São detalhes de entraves que se oferta,
Trazendo situações de influência.


A população fica atônita com as descobertas,
Escândalos relacionados à ganância;
Não se fala em outra coisa mais certa
Eles são a complexidade da arrogância.


Agora, só nos resta esperar a justiça:
A de Deus é a única que não falha.
A dos homens está cheia de cobiça
E nos coloca sempre em batalha.


Raimundo Nonato Ferreira
Janeiro/26

Respeito


O respeito é como uma espécie em extinção:
Raro as vezes é visto e, quando aparece,
Causa espanto. Já não é mais tradição
Numa geração que dele sempre esquece.


Hoje muitas pessoas têm pouco respeito
Pelos pais, idosos, mestres e até policiais.
E por vezes, comentários maliciosos são feitos
Nas redes sociais e em páginas de jornais.


A verdade é que todo esse desrespeito
Já vem de muito tempo
E continua desse jeito.
Fiquemos mais atentos
Para mudar esse conceito.


Raimundo Nonato Ferreira
Janeiro/2026

Vida simples


Vida simples de muito não precisa,
Precisa apenas de paz.
Essa é uma a divisa
Que o luxo não satisfaz, desfaz.


O luxo é o que nos aprisiona,
Aparenta só beleza e conforto,
Vem e nos apaixona,
Mas sem paz, está morto.


O ideal é que fôssemos minimalistas
Vivendo com menos e com foco no que importa
Com aconchego e de forma realista
Numa casa como essa, com uma janela e uma porta.


O problema é que não nos conformamos
E a beleza nos enche os olhos,
Ficamos com aquilo que não sonhamos
E acabamos sim como abrolhos.


A vida simples é desafio diário
Muitos não conseguem enfrentar
Tentam de tudo como se fosse necessário
E acabam só por lamentar.

Depoimento de um verdadeiro Sulista!




Há uma beleza no simples costume do campo, onde encilhar bem um cavalo e seguir ao trote parece ensinar que a vida exige firmeza, coragem e alma forte. Existe verdade no cheiro da costela de novilha pingando graxa no fogo grande de angico, no olhar do ginete preparando a tropilha e na lida bonita de quem honra o próprio ofício. O Sul velho carrega costumes que nunca se perdem: o chimarrão amargo bem cevado, o ponteio do pinho numa tarde de garoa e o homem campeiro que segue firme, mesmo quando a lida é bruta. Cada passo sobre o lombo de um cavalo conta a história de homens de alma rude, que aprenderam a pedir que Deus ajude sem abandonar a própria caminhada. E talvez seja exatamente isso que torna essa terra tão forte e verdadeira: a simplicidade de quem vive solto das patas, enfrentando o tempo com humildade, coragem e coração Sulista.


- Tiago Scheimann

A Eternidade do Invisível


O extraordinário não é um dom reservado a poucos, mas uma escolha silenciosa que se revela em cada atitude. Ser memorável não significa ser grandioso aos olhos do mundo, mas ser verdadeiro diante de si mesmo. A vida nos chama a cultivar princípios que não se desgastam com o tempo: honestidade, coragem, compaixão. Esses valores são sementes que, ao serem plantadas, florescem em consciências alheias e se eternizam em gerações.


O impacto mais profundo não está em palavras que ecoam, mas na transformação que provocam. Quando você decide ser íntegro, mesmo no detalhe mais simples, você se torna infinito. O extraordinário é ser a centelha que ilumina sem pedir reconhecimento, porque sabe que a verdadeira eternidade é o que permanece no invisível da alma.


Roberto Ikeda

Existe uma distância entre quem eu sou e aquilo que o mundo espera que eu seja. E, nessa travessia, vou me perdendo em fragmentos. Há partes de mim que não retornam. O preço de caber é, muitas vezes, deixar pedaços no caminho.

A Fala do silêncio


O silêncio fala de uma forma poderosa
Capaz de expressar sentimentos intensos
Como o amor, a sabedoria, ou a dor silenciosa, descontentamento e até mesmo sem consenso.


O silêncio comunica mais do que palavras.
Ele não é a ausência de linguagem,
Uma pausa significativa que às vezes agrava.
Outras vezes, demonstra falta de coragem.


Existem momentos confortáveis a dois,
Onde um olhar ou um abraço substitui a fala,
Demonstra confiança e intimidade, pois,
O amor assim não se cala.


O silêncio nos traz a reflexão,
Parar e processar pensamentos,
Necessário para organizar a razão,
E decidir com bom fundamento.


O Silêncio de Dor e Solidão
Representa vazio, medo e tristeza
Age como escudo na depressão,
Não se pode tratar com menor desprezo.


No silêncio Deus também nos fala,
É fiel e também responde
Ele faz ouvir sua voz e não se cala.
A resposta vem e não esconde.


O silêncio é linguagem complexa
Exige escuta ativa para ser compreendido,
Revela a essência verdadeira e não perplexa
De uma fala que não é conhecida.


Raimundo Nonato Ferreira
Janeiro/2026

Uma homenagem aos artesãos pelo seu (nosso) dia.


O artesão


Tem mãos que transformam.
Usa criatividade e cria a arte
Mesmo que sem vida, formam
A beleza da cria e reparte.


O artesão captura a essência da arte
Com as mãos molda o mundo
Dá sentido ao estandarte
Transforma o simples em segundos.


O artesão produz manualmente,
Une tradição, cultura e gera renda.
Exalta a criatividade naturalmente
Celebra a produção e logo põe à venda.


O artesanato é mais do que um objeto,
Sendo uma forma de expressão cultural
Que alia técnica e a emoção do projeto
E o transforma em algo natural.


O artesanato é arte diversa,
Incluindo bordado, cerâmica, trançado,
Escultura, materiais naturais e vice versa.
É o "feito à mão" na sua identidade com cuidado.


Raimundo Nonato Ferreira
Março/2026

Os fofoqueiros:


Os fofoqueiros é uma desgraça, na vida de um senhor qualquer. Eles vêm com uma conversa mole, pior que bicho de pé.


Vou lhe dizer algo: Mas, não conte para ninguém, mas coisa fica feia, quando envolve você também.


Você se lembra de fulana? Aquela que foi nossa vizinha? Estava falando coisas tão feia, que chega a Terra tremia; Eu fiquei tão chateado, porque tem tudo a ver com você; mas, por favor me deixa fora, dessa maldita confusão; porque eu não quero, aquela senhora, batendo em meu portão.


Na verdade, eu nem queria, nada falar; mas por você, ser meu amigo; melhor que um irmão, deixar essa fofoca passar, é não te ter; consideração.


Seja sincero com ele, e diga-lhe: É melhor eu nem saber.
Porque tudo que tu me disseres, por certo irei te envolver.
O fofoqueiro vem do inferno, para tirar a nossa paz, repreendaesse espírito, dizendo: Sai dele e mim deixa em paz, pois sou servo de Jesus Cristo; o cordeiro da paz.



ANTONÔNIO ARAÚJO DE SOUZA
TONNY SOUZZA

Ótimo, Caótico, um Conquistador


No peito, uma chama que não vai se apagar
Cada passo que eu dou, um novo lugar
Eu chego, eu vejo, eu venço sem hesitar
Com a mente afiada, pronto pra lutar


Eu sou ótimo, caótico, um conquistador
Um furacão de ideias, cheio de amor
Nesse jogo da vida, eu sou o jogador
Deixando minha marca, com todo meu calor


A ordem não me prende, eu crio a minha lei
No meio da bagunça, eu sei que sou um rei
Me chamam de doido, eu só sorrio e sei
Que cada caos que eu crio é um passo que ganhei


Eu sou ótimo, caótico, um conquistador
Um furacão de ideias, cheio de amor
Nesse jogo da vida, eu sou o jogador
Deixando minha marca, com todo meu calor


Não sigo o roteiro, a estrada eu que faço
Deixo pra trás o medo e o cansaço
Com a alma de um guerreiro , com calma no abraço
Conquisto o meu mundo, o meu próprio espaço

⁠Uma das inúmeras provas da Misericórdia de Deus é os asseclas apaixonados não perderem a voz
em meio a tanta Polarização.


Há uma misericórdia muito silenciosa que passa despercebida em meio ao ruído do mundo.


Talvez uma de suas provas mais evidentes seja o fato de que os asseclas apaixonados não perdem a voz, mesmo quando a polarização grita mais alto que a razão.


Em tempos em que a convicção vira trincheira e a opinião empunha arma, manter a voz é mais que um privilégio: é um ato de clemência.


Não porque tudo o que se diz mereça ser dito, mas porque a possibilidade de falar preserva, ao menos, a chance de um dia escutar.


Deus, em Sua paciência infinita, permite que falem — talvez esperando que, no cansaço do próprio eco, descubram o silêncio necessário para a reflexão.


A polarização rouba nuances, simplifica o complexo e transforma pessoas em rótulos.


Ainda assim, ninguém é privado da voz.


Não como punição, não como castigo…


A misericórdia está justamente aí: na permanência da oportunidade.


Enquanto há voz, há possibilidade de revisão, de arrependimento, de amadurecimento.


O silêncio imposto encerraria caminhos; a voz preservada mantém portas entreabertas.


Talvez o verdadeiro milagre não seja que falem tanto, mas que, apesar de tudo, ainda possam falar.


Porque a mesma voz que hoje defende cegamente, amanhã pode pedir perdão.


A mesma garganta que hoje grita slogans, um dia pode sussurrar dúvidas.


E onde há dúvida, ainda há humanidade.


No fim, a misericórdia divina não está em nos calar diante do erro, mas em nos permitir continuar falando até aprendermos, enfim, a dizer algo que realmente valha a pena.

⁠A mentira repetida só vira verdade por ser uma das moedas que custeiam o aluguel das cabeças desocupadas.


A verdade nunca dói, o que dói é o fato de ela diferir das nossas vontades.


E a mentira não cria raízes por força própria.

Ela precisa de solo fértil: mentes desocupadas, críticas adormecidas e consciências terceirizadas.


Repetida, não se transforma em verdade — apenas em hábito.


E hábito, quando não questionado, passa a ser confundido com realidade.


Há quem alugue a própria cabeça por conforto: pensar cansa, duvidar exige coragem e confrontar narrativas cobra um preço muito alto.


A mentira paga esse aluguel com promessas fáceis, inimigos prontos e explicações que dispensam reflexão.


Em troca, exige apenas silêncio interior e obediência ruidosa.


Mas a verdade nunca foi aceita como moeda corrente.


Ela às vezes pesa demais, incomoda, desalinha certezas e devolve ao indivíduo a responsabilidade de pensar.


Por isso, circula muito menos.


Não porque seja fraca, mas porque recusa ser aceita sem resistência.


No fim, a mentira só prospera onde o pensamento crítico tirou férias ou nem sequer existiu.


E talvez o maior ato de rebeldia hoje seja reocupar a própria mente — expulsar o inquilino confortável da repetição e devolver à verdade o espaço que sempre foi dela.

⁠No jogo democrático, quem precisa diminuir, demonizar ou desumanizar o outro para sustentar uma opinião, pode — também — acreditar que a única ideia válida seja a dele.


Mas há um vício muito silencioso neste jogo: quando alguém precisa diminuir, demonizar ou desumanizar o outro para sustentar uma opinião, já não está defendendo ideias — está protegendo certezas.


E toda certeza que não suporta a existência do contraditório passa a exigir exclusividade, como se o debate fosse ameaça e não fundamento.


É nesse ponto que a democracia deixa de ser arena de escuta e vira palco de monólogos.


Não se argumenta para convencer, mas para calar.


Nem se discorda para construir, mas para anular.


Quem acredita que só a própria opinião é válida, não busca diálogo; busca submissão.


E onde a divergência é tratada como inimiga, a democracia não perde só o tom — perde o sentido.

Antes de ser sequestrado pela Medonha Polarização, o cabo de guerra era só uma das inúmeras e ingênuas brincadeiras de crianças dos bons e velhos tempos.

Um homem mau oferece muito menos perigo empunhando uma arma do que folheando uma Bíblia.


Empunhando uma arma, ele é previsível, folheando uma Bíblia, não mais.


Pois, nas terras férteis da instrumentalização religiosa, o que não falta é gente ruim se valendo do nome do Filho do Homem para se esconder, aparecer e se promover.


Quando um homem mau empunha uma arma, pode até ferir corpos e espalhar medo por algum tempo.


Mas quando ele abre uma Bíblia e se apropria da fé alheia para justificar sua maldade, o perigo se torna ainda maior.


A arma só atinge a carne, mas a Manipulação Religiosa corrói a Consciência Espiritual, Desfigura a Verdade e Aprisiona o Pensamento.


É por isso que, muitas vezes, o estrago causado por um Falso Profeta se prolonga para muito além de sua própria existência: porque não apenas mata, mas ensina outros a matarem em nome de suas verdades.


A fé deveria libertar e iluminar, mas, nas mãos de quem só deseja poder, transforma-se em algemas invisíveis.


Eis a gritante diferença: balas deixam cicatrizes no corpo, enquanto a palavra descaradamente distorcida deixa cicatriz na alma.


Toda e qualquer forma de manipulação é ruim, mas nenhuma é tão sórdida quanto a Religiosa.

⁠E se tivéssemos duas rodovias paralelas — uma sob concessão, tarifada, bem cuidada, com toda infraestrutura, suporte e segurança; e outra, sob os descuidos do Estado — sobre qual você se deslocaria?

⁠Suponho que, em meio ao avanço exponencial da informação, manter um tabu será, muito em breve, uma escolha — e não uma imposição.


Já vivemos tempos em que Tudo — desde que alicerçado na sinergia da Maturidade, Responsabilidade, Sensibilidade e Respeito — pode ser dito, mas quase nada pode ser realmente escutado.


A informação se multiplica, enquanto a escuta se fragmenta.


É mais fácil focar na liberdade de expressão irrestrita que calar para escutar!


O excesso de dados não nos libertou dos preconceitos; apenas os sofisticou.


Hoje, romper um silêncio é fácil — o difícil é sustentar um diálogo.


E, entre certezas inflamadas e convicções fabricadas, o pensamento sereno passou a ser visto quase sempre como provocação.


Talvez o verdadeiro desafio da era da informação não seja aprender mais, mas aprender a pensar sem medo e sem culpa, a questionar sem ser condenado, e a permitir que o outro exista, mesmo quando ele pensa diferente.


Porque, sem transpor a zona desconfortável de se questionar, talvez seja mais fácil apodrecer que amadurecer.

⁠Talvez a pergunta que se faça seja: o que esperar de uma CPI do Crime Organizado feita pelo Crime Desorganizado?


O espetáculo começa antes do expediente.


Os refletores acendem, os microfones se aquecem e os justiceiros-influencers ajeitam o paletó como quem ajusta o figurino do herói.


O povo, já acostumado à reprise, senta-se diante do mesmo palco e ainda finge surpresa.


Enquanto o Crime Organizado age com método, silêncio e disciplina de quartel, o Crime Desorganizado tropeça nas próprias narrativas, encena virtudes e ainda transforma a nossa indignação em conteúdo patrocinado.


Um se esconde nas sombras; o outro, nelas se promove


Dizem que o desorganizado é menos perigoso — mas o caos, quando ganha crachá e holofote, se torna uma arma mais letal: convence a parte apaixonada do povo de que combate o mal, quando apenas disputa o comando dele.


O resultado é o mesmo: o crime segue impune, apenas muda de palanque.


E o público, anestesiado por discursos reciclados, ainda aplaude a encenação da ética feita por quem a vende em lotes.


No fim, o verdadeiro crime não está nas ruas, mas nas mentes que já se acostumaram com o circo.


Porque o que se investiga, afinal, não é o crime — é o espetáculo do crime.


E o país, cansado, segue acreditando que o palácio difere da cela... apenas porque as grades do poder são douradas.

⁠Não é possível conceber o que é mais nojento, se o mau-caratismo de uma parcela esmagadora de agentes do estado, ou o dos que conseguem apoiá-los.