Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc

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Nossa conexão


Te escrevo enquanto penso em você,
em cada riso que acende meu peito,
em cada silêncio que fala sem voz,
e no abraço que ainda não nos pertence.


Te sinto mesmo quando não está,
como se o vento sussurrasse seu nome, como se o tempo se
curvasse para nos deixar
juntos por um instante.


Nos teus olhos encontro meu mundo, nos teus erros, minha paciência infinita, e mesmo
que tudo trema ao redor,
me seguro firme na tua luz.


Por que amar você
é navegar em marés
abertas e calmas.
Mesmo que a tempestade venha,
se a instabilidade tentar desconectar nossa conexão, vou restabelecê-la
com a estabilidade do nosso amor.

Te quero no detalhe:
no teu sorriso distraído,
no jeito que teu olhar me desarma
e faz meu coração perder o rumo sem pedir desculpa.

Penso em você,
e a saudade aperta meu peito.
Um vazio silencioso consome meu ser.


Roubaram o brilho do meu olhar,
meu sorriso já não sabe fingir alegria.
Até a luz cansou de morar em mim.


Falta-me o riso fácil,
falta-me o chão, o norte, o abrigo.
Falta-me aquilo que me fazia inteiro.


Estou incompleto desde que partiste,
caminhando em meio a metades e ausências,
vivendo sem a minha outra metade.

Arqueiro


Sou arqueiro do silêncio,
aponto flechas de intenção no escuro,
meu arco é feito de espera
e a mira, do que sinto por você.


Tensiono o peito como corda,
respiro fundo antes do disparo—
sei que toda verdade lançada
pode ferir ou libertar.


Minhas flechas não pedem sangue,
buscam o centro do teu medo,
querem pousar no teu coração
sem fazer barulho.


E se eu errar o alvo, tudo bem:
arqueiro também aprende com o vento.
Mas se eu acertar, que seja amor
cravado, definitivo, inteiro.

O cheiro da chuva me leva a teus olhos, onde vejo a luz que acende meu coração.
Cada gota parece sussurrar teu riso,
molhando a alma sedenta do meu desejo

Teu olhar guarda o infinito,
como céu sereno que acolhe a alma.
Cada sorriso teu acende meu espírito, teu abraço é refúgio, tua presença é calma.

“Processo em Sigilo”


Teu nome corre em sigilo
dentro do meu peito,
como processo trancado
em gaveta antiga;
cada olhar é prova anexada
ao silêncio,
cada suspiro, um despacho
que me condena a sentir.


Teu amor é juiz que não se mostra,
mas dita sentenças na minha ausência:
aprendi a viver sob pena de saudade,
cumprindo em regime fechado o desejo de te tocar.


E se um dia o segredo vier a público,
que seja tarde demais para absolvição; pois já aceitei
a culpa doce de te amar,
crime perfeito sem direito
a apelação.

Dizem que mito nasce do medo,
mas o meu nasceu da esperança:
era mais fácil crer em nós
como lenda eterna
do que aceitar a carne frágil
dos dias que passam.

" Se me fosse dado ouvir o teu coração uma vez ainda! Num único pulsar, apenas um, todo o meu cosmos — órfão de sentido — se ergueria em vibração, como se a eternidade tivesse sido redimida. Mas o que é a eternidade senão a repetição do mesmo? Nietzsche sussurra: “o eterno retorno é o peso do destino”.

Pau de Sebo


A minha vó lia cartas via o meu e o seu destino
Mas ela gostava mesmo era da Festa do Divino (bis)


Eu sou daqueles menino nem ligeiro nem ladino
Mas quando chegava maio lá na Festa do Divino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Subia no Pau de Sebo mais veloz que Severino
Mais veloz que Severino no Pau de Sebo subino


Minha vó ficava brava desce desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino
A minha vó ficava brava desse desse pau menino
Mas eu de olho no prêmio continuava subino


Eu sou aquele menino subino no Pau de Sebo
Lá na Festa do Divino
Eu sou aquele menino no Pau de Sebo subino
Lá na Festa do Divono

Lá de cima eu jogava os doces pá mulecada
Mas o prêmio em dinheiro no meu bolso colocava (bis)


Refrão...eu sou aquele menino...

Olhe só você tá veno o Pau de Sebo o prêmio
E o menino nele subino
Olhe só você tá veno o menino no Pau de Sebo
E os seus olhos estão sorrindo

Meu interesse é muito raro não me desanima


É a paixão que dura um dia inteiro e a tarde termina

Flor de Maracujá


Construi o meu castelo. Flutuante pelo ar
Não é grande mas é belo. O meu castelo a flutuar
Nos jardins do meu castelo. Só flor de maracujá
De beleza incomparável não me canso de regar


Todo castelo tem lendas. A do meu vou lhe contar
Não tem príncipe valente. Não tem a rainha má
E também não tem princesa dorminhoca para acordar


Mas vive no meu castelo um ser bizarro e bizonho
Escondido numa toca. O devorador de sonhos
Quem nunca ouviu falar. Desse bichinho malandro
Que só faz desanimar. Quem leva a vida sonhando


O devorador de sonhos. Está em todo lugar
Se fingindo de amigo. Querendo te derrubar
Esse bichinho bizonho adora atazanar
Dizendo que é impossivel seu sonho realizar


Mas dentro do meu castelo não deixo ele entrar
Escondido em sua toca ele vai ter que ficar
Pois no meu jardim cultivo a flor de maracujá

Descostume


Esse meu descostume
De viver longe do seu perfume
Dos seus cabelos encaracolados
Desse seu jeitinho engraçado


Esse meu descostume
Está acabando comigo
Me fazendo viver isolado
Escondido do sorriso
Nas linhas de um rosto fechado


Sei que fui um cara distraído
Não percebi o amor do meu lado
E hoje fui surpreendido
Com a felicidade desacostumado


Esse meu descostume
De não provar do seu beijo suave
De lado a lado com você deitado
Naquela paz alegre interminável


Esse meu descostume
Me fisgou nas malhas do desejo
E contido nessa armadilha
Quem era água agora sente sede

A vida me separou do que era meu

Eu comprei por que saía barato


Mas depois de analisar meu extrato


Percebi que não comprar saía mais barato

Quando estou apaixonado não consigo me expressar


Mas fique do meu lado e ocupe o seu lugar

Há um ranger de tábuas velhas em cada pensamento meu, um eco de presenças que partiram e deixaram apenas o vácuo como inquilino.

Minha casa é o planeta; meu teto é o céu; minha família é a família humana.

Meu erro está em seguir o caminho dos outros, mesmo que eu acerte.
Meu acerto está em seguir o meu caminho, mesmo que eu erre.

Eu sinto; minha mente interpreta o que senti; e meu eu diz, age, faz.