Adeus meu Amor a Morte me Levou de Vc
A Arte
Ah! A arte...
mais uma vez ela: é a doença e a cura...
como viver sem ela... difícil...
o artista sofre a cada vez que revela
sua arte para o mundo,
mas se deleita ao expurgá-la
aos quatro ventos...
digamos que seria uma relação intrínseca
entre o amor e ódio...
amor por senti-la... ódio por sofrê-la...
mas não teria a menor graça
se ela não fosse essa
turbulência de sentimentos
envolta com a boa e velha razão,
no lapidar das palavras
e na sofreguidão da expressão.
A lua vai surgindo... o povo vai dormindo... a noite vai partindo para um novo amanhecer... boa noite...
Viver é como produzir um texto... muitas vírgulas... muitos tempos verbais...flashbacks e flashforwards intensos e entrelaçados... um discurso por vezes muito convincente... e uma gramática nem sempre impecável... algumas exclamações... muitas interrogações... mas que infelizmente, e quase sempre, acabará em um ponto final.
Nunca ria das rugas alheias, pois elas não são marcas de velhice como se pensa... elas são marcas de um tempo intensamente vivido... de histórias presenciadas e emoções sentidas... de uma vida que se fez... ao longo de anos... de histórias que talvez você... pessoa preconceituosa nunca possa vir a ter...
Respeite os mais velhos, pois um dia você terá a felicidade de chegará lá...ou não!
Quando você desafoga sentimentos o coração fica leve... amanhece... entristece... esclarece... enternece... e...por fim alegra-se...
Assim nascem os poemas de coração retorcido... misturas turbulentas e uma pitada de sentimentalidade...
Não é qualquer coisa que me abala
A emoção vem, a emoção vai e ela calha
Não aceito suas migalhas...
Quero ser feliz e mais nada.
A solidão não faz você se encontrar,como dizem por aí, mas a entender que você está ainda mais perdido...
Somos o que somos, somos o que queremos ser, somos o que conseguimos ser, somos o que demonstramos ser e principalmente somos aquilo que os outros veem.
