A Virtude da Maturidade

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"A magia do Natal é o amor."

20 de Janeiro📆Dia dos Caboclos na Umbanda


Ode ao Caboclo Arranca Toco 🌱🪓


Óh, Meu Amado Caboclo!
Seu Arranca Toco,
força que nasce do chão,
braço de mata fechada,
olho atento de quem conhece
o silêncio das raízes antigas.


Caboclo de pés firmes,
que não pede licença ao medo
e não negocia com a injustiça.
Onde o tronco resiste,
tua mão conhece o ponto exato,
nem excesso, nem hesitação.


Arrancas o que apodrece escondido,
o toco que impede a passagem,
a raiz do engano que insiste
em se disfarçar de sombra boa.
Tua justiça é direta
como o golpe do machado
e limpa como água de nascente.


Guardião dos que caminham
com o corpo cansado
e a alma pedindo clareira.
Ensinas que não há floresta viva
sem poda,
nem caminho aberto
sem coragem de remover o que pesa.


Caboclo Arranca Toco,
teu canto ecoa
no coração da terra
e no peito de quem aprende
a dizer não ao que paralisa,
sim ao que liberta.


Salve a mata!
Salve a força que sustenta,
arranca, limpa
e faz brotar de novo.
Okê, Caboclo Arranca Toco!
✍©️@MiriamDaCosta

Meus olhos cevam-se
enquanto devoro palavras.


Ler é nutrir a alma
faminta de sentido
num mundo que a esquece
à míngua.
✍©️@MiriamDaCosta

"O Natal é a celebração do nascimento do menino Jesus, celebre o amor."


Feliz Natal

“Posicionamento nasce da coragem de ser autêntico, não da perfeição.”

A visão e a indignação seletivas dizem muito menos sobre o mundo
e muito mais sobre quem olha para ele.


Pensar isso é reconhecer que, muitas vezes,
a indignação não nasce da injustiça em si,
mas da conveniência.


Indigna-se quando dói no próprio território,
silencia-se quando o dano beneficia, protege ou confirma crenças.


A visão seletiva é uma forma sofisticada
de cegueira:
olha, mas não vê;
vê, mas escolhe esquecer.


E o que dizer?


Que a indignação seletiva não é ética,
é estratégia.
Não é consciência,
é cálculo moral.
Não é empatia,
é espelho.


Ela grita contra certos absurdos
enquanto cochicha cumplicidades
diante de outros.


Aponta o dedo com uma mão
e tapa os próprios olhos com a outra.


Talvez a frase mais honesta seja esta:


Quem escolhe quando se indignar
já escolheu de que lado não está.


✍©️@MiriamDaCosta

⁠⁠Minha amada Tessa,
Como em nossas histórias preferidas, há finais felizes e infelizes. Achei que poderíamos ter um final feliz, mas, infelizmente não era pra ser. Eu te amo com todo o meu coração e é por isso que tive que me afastar de você o máximo possível. Nós somos como um vício um para o outro, com partes iguais de prazer e de dor. E sobre aquela noite, aquela garota era uma das minhas conquistas antigas. Eu tive que me desculpar pelo meu passado para poder ter um futuro com você, mas o destino acabou entrando no nosso caminho. Chega de papo-furado. Você é boa demais para mim e eu sei. E, em algum lugar, bem lá no fundo, sempre soube que não ia durar e acho que você também sabia. Sei que será dolorido no começo e que pode levar dias, ou até mais, mas, finalmente, um dia você vai acordar e a tristeza começará a se dissolver e se tornará apenas uma lembranças distante. Adeus, Tessa.

"Somos resultados das escolhas que fazemos na vida, sendo assim, responsáveis diretos das nossas ações do dia dia"

"Quero fazer e não consigo fazer; Quero gritar e não consigo gritar; Quero correr e não consigo correr; Então porque fazer, gritar ou correr?"

"Leio primeiro o que me interessa e depois o que não me interessa."

⁠Você é pra mim o que o amarelo era pro Van Gogh
Uma explosão de luz em minha tela escura,
Com pinceladas de amor, no coração, algo novo,
Nossas cores se misturam, numa paleta de ternura.

Você é pra mim o que a Mona Lisa foi pro Da Vinci
Um enigma encantador, um sorriso profundo em seus olhos, descubro meu mundo e princípios,
Cada traço de sua alma é meu tesouro no mundo.

Você é pra mim o que a melodia foi pro Mozart,
Notas que tocam meu ser, uma sinfonia de paixão,
Seu amor é a canção que enche meu mundo de arte,
Em sua harmonia, encontro a completa gratidão.

Assim como o amarelo inspirou Van Gogh a criar
E a Mona Lisa intrigou Da Vinci a contemplar
E como Mozart deu vida à música e ao som,
Você, meu amor, é minha inspiração, é o meu dom.

Como cores, sorrisos e canções, eternamente raro,
Para eles, cores, harmonia e sorrisos é muito mais do que podemos enxergar
Este poema é só para nós, um segredo compartilhado.

Sou fascinada pela palavra
em estado bruto,
antes da forma,
antes do adorno,
nua, crua e cortante
quando ela ainda sabe golpear.


A palavra que toca fundo,
que atravessa,
que deixa marcas.


Escuto-a ao contrário,
como quem busca
o eco secreto do sentido,
e nesse movimento
me deixo avassalar
avassalando.


Quando preciso vesti-la,
faço-o com deleite,
como quem escolhe
um tecido tênue
para a própria alma.


Mas meu amor maior
é pelo seu avesso silencioso,
aquele que só responde
quando tocado no escuro,
onde os significados sangram
em sentimentos vivos.


Sou excessiva
e visceral na linguagem
e delicada no gesto,
habito o extremo
e me encanto com a ternura.


Vai entender…
sou palavra em contradição viva.

E nessa contradição linguística,
entre visceral e tênue,
os meus versos harmonizam-se
na minha essência.
✍©️@MiriamDaCosta

Oh! Outono!
Volta para os meus braços.
Já não suporto o calor excessivo do verão.
Vem, refresca os meus dias
e embala as minhas noites com frescor.


Oh, Outono,
retorna ao abrigo do meu colo.
O verão me exaure
com seu fogo insistente.
Vem com teus ventos mansos,
refresca esses dias febris
e derrama silêncio fresco
sobre minhas noites.


Oh! Outono…
volta para os meus braços sedentos.
O verão arde demais em minha pele e na alma.
Preciso do teu sopro âmbar,
das folhas que caem como suspiros,
do frio suave que acalma o corpo
e adormece os pensamentos.
Vem…
refresca meus dias abafados
e devolve às minhas noites
o direito de respirar.


✍©️@MiriamDaCosta

Ode à cor laranja ( minha cor preferida)


Laranja é o incêndio manso
entre o grito do vermelho
e o riso do amarelo.


É o sol quando desaprende a ser astro
e resolve escorrer
pela paleta da tarde.


Cor de fruta aberta,
de sumo que explode
nos lábios da vida
de fome boa,
de poesia viva,
de desejo sereno
que não amarela com o tempo.


Laranja é a coragem
em estado morno,
não a fúria,
mas a chama que insiste
quando a noite ainda ameaça.


É o outono aprendendo a ser arte,
folhas que caem
sem culpa,
sem drama,
apenas porque amadureceram.


Laranja é o pulso da criação,
o instante em que a luz hesita
antes de virar memória.


Cor do entre,
nem começo, nem fim,
mas o salto.


Ó laranja,
ensina-me a existir assim:
intensa sem violência,
viva sem excesso,
ardendo sem me consumir.


✍©️@MiriamDaCosta

*08 de Janeiro - Dia do Fotógrafo *


Ode ao Fotógrafo


O Fotógrafo é aquele
que eterniza a poesia
de uma paisagem,
de um momento
e da História.


É o guardião do instante
que o tempo tentaria apagar,
o artesão da luz
que molda silêncios
em imagens que falam.


Com olhos atentos,
ele escuta o invisível
e revela o que
passaria despercebido
à pressa do mundo.


Congela o efêmero
sem lhe roubar a alma,
transforma segundos
em memória
e memória em legado.


Entre sombras e claridades,
escreve com luz
aquilo que as palavras
nem sempre alcançam.


Fotografar
é um ato de presença,
um gesto de amor pelo real,
um pacto silencioso
com a eternidade.
✍©️@MiriamDaCosta

*08 de Janeiro - Dia do Fotógrafo *


Ode ao Fotógrafo (2)


O Fotógrafo
arranca a poesia
das entranhas da paisagem,
violenta o segundo
antes que ele apodreça no tempo.


Caça o instante
com olhos famintos,
respira luz,
sangra sombra,
dispara o silêncio.


Congela o que nunca mais será,
fere o fluxo da História
com um corte preciso
e chama isso de memória.


Não pede licença ao mundo:
invade, captura,
expõe a nudez do real
sem filtros morais.


Fotografar
é um ato de risco,
um confronto direto com o efêmero,
uma emboscada armada
contra o esquecimento.


O Fotógrafo sabe:
toda imagem é um grito
preso num instante
que se recusa a morrer.


✍©️ @MiriamDaCosta

Que amemos com a urgência com que o fogo se apaga. Na maneira como uma palavra jogada ao acaso gera um sorriso em um estranho. Como o espaço onde, por fim, tudo é possível. E esse 'ter sido', efêmero e sem testemunha, se torne nosso mais ousado ato de amor...

Não quero que me olhem,
e sim que me vejam de verdade.
Ver exige sensibilidade.

Escrevo porque não sou
muito propensa a falar
e porque escrever
é a forma que encontrei
de me manter sã
em um mundo doente.


Escrevo porque a fala me fere,
me atravessa,
me expõe demais
num mundo quase surdo.


Escrevo para não adoecer
junto de um mundo enfermo
que normaliza a loucura
e estranha quem ainda sente.


Escrevo porque o silêncio
me entende e traduz
melhor que a voz.


Escrevo para permanecer inteira
enquanto o mundo
adoece de si mesmo.
✍©️@MiriamDaCosta

Nada
tem o valor de substituir
as bençãos Bençãos
que Deus reservou
pra mim amém