A Vida é um Eco
O eco de um pensamento profundo pode, por vezes, tornar-se insuportável. A mente se sobrecarrega, o ânimo enfraquece e, neste cenário, a fuga passa a parecer necessária.
Existem múltiplas formas de fuga, especialmente quando pessoas não conseguem conviver consigo mesmas, buscando refúgio em prazeres efêmeros.
Já não sou quem eu era,
e o que fui não me define.
Sou o eco das escolhas feitas,
e também das que deixei partir.
Carrego no presente
as marcas do passado,
não como peso,
mas como aprendizado.
Quem me tornei nasceu
das quedas que enfrentei,
das dores que entendi
que não precisavam ficar.
Mudanças não chegam como fim,
elas vestem a alma de coragem.
São portas que se abrem
quando o coração decide recomeçar.
E assim sigo,
não negando quem fui,
mas honrando cada passo
que me trouxe até aqui.
Não consigo me libertar. Esta alma endurecida só sabe gritar e gritar – teu nome.
E o eco me responde, e as paredes repetem minha dor.
Dor que não dorme, dor que se faz fome – dor demais, dor-amor.
Por que no silêncio da madrugada o eco da saudade que sinto de ti soa loucamente em mim?
Será porque somos dois estranhos que se conhecem tão bem?
Ou porque queríamos permanecer em silêncio em meio a tanto caos? Não sei, mas vejo-me aqui, revendo os pensamentos mais profundos que gostaria que estivessem enterrados.
Maldito anoitecer que me faz voltar a memória tudo que foi apagado, mas apenas uma pergunta fica ecoando em meus pensamentos:
Alguma vez amaste-me verdadeiramente?
O eco de hoje ressoa no amanhã. Escolha semear bondade, coragem e amor, pois seus atos transcendem o tempo, moldando uma eternidade de luz e inspiração.
Não venha me falar de lealdade quando a tua boca escolhe o eco da multidão. Respeito não se ensina em discurso, se prova no silêncio e na postura.
Falar é fácil. Difícil é sustentar caráter quando ninguém está olhando.
Hoje são muitos falando da minha vida, mas poucos tiveram coragem de caminhar comigo. Opinião em excesso não constrói caráter, só revela quem prefere julgar a assumir a própria verdade.
Quem é leal não se mistura ao barulho, não negocia princípios nem se alimenta da exposição alheia. A minha história não pertence à plateia, pertence a quem sou e ao que vivi.
No fim, o silêncio é a névoa espessa que apaga o mundo lá fora, deixando-o a sós com o eco de passos que a nossa mente ainda não deu.
O Eco do Tempo
“O tempo não se mede no relógio, mede-se no que sentimos.
Há dias que duram segundos, e segundos que carregam uma vida inteira.
Por isso, ame sem pressa, abrace sem medo, viva sem reservas…
Antes que o tempo siga seu caminho e nos deixe apenas com o eco daquilo que não ousamos viver.”
Naldha Alves
“O eu te amo só faz sentido se vem acompanhado de coro, não de eco.
Não se prenda a relações autônomas, ninguém deve amar só.”
No impossível mais azul do nada, onde o abstrato se desfaz em si mesmo sem eco ou sombra, o mar engole o tempo como um pássaro que não voa, mas devora horizontes inteiros. Ondas de eternidade se entrelaçam em penas de relógio derretido, e o agora se afoga em plumas salgadas, levando embora os venenos da alma humana; invejas que se evaporam em espuma quântica, ódios que viram conchas vazias girando no vórtice do nunca. Pássaros sem corpo, feitos de minutos partidos, alçam os males do mundo em asas de esquecimento: guerras que pesam como nuvens de sal, tristezas que caem como gotas de ontem, tudo arrastado para o abismo onde o mar e o tempo se beijam em silêncio impossível. Ali, no núcleo do intangível, o mal se desfaz em nada, e o mundo renasce leve, como um voo que nunca pousa.
Há dois viventes no mesmo chão,
Unidos no laço, divididos na visão.
Um vive de eco, de colo, de opinião,
Choraminga alto pra esconder o coração.
Esse precisa de plateia pra existir,
De aplauso, de mão estendida pra seguir.
Se ninguém escuta, ele cai,
Se ninguém chama, ele não vai.
Do outro lado, existe a força crua,
Determinada, firme, alma nua.
Não vai atrás, não corre na frente,
Caminha no passo exato, consciente.
Não pede apoio, não implora sinal,
Carrega nas costas o próprio ideal.
Aprendeu cedo que a estrada ensina,
E que excesso de muleta enfraquece a sina.
Unidos por destino, não por igualdade,
Um vive de carência, o outro de verdade.
Enquanto um grita pedindo direção,
O outro segue em silêncio, dono da decisão.
Não é orgulho, é sobrevivência,
Não é frieza, é resistência.
No fim da estrada a conta é igual:
Quem vive de si, chega.
Quem vive dos outros… fica no sinal.
"...Sou a paisagem e o caminhante,
o ar e a resistência que ele impõe.
O eco da minha própria presença,
a gravidade que me mantém
aqui,
neste meu mundo....
Vicente Siqueira
ECO DO PLENO
Não busco o estrondo das festas vãs,
nem o artifício das palavras amontoadas
que tentam, sem sucesso,
estancar a hemorragia do tédio.
Aprendi que o vácuo é quem mais grita;
necessita de ruído, de pressa, de caos,
para não ter que ouvir o próprio nada.
Eu, pelo contrário,
prefiro o peso sagrado da quietude.
Mergulho no mudo como quem volta para casa,
descobrindo que, no centro do meu silêncio,
não falta conteúdo.
Lá, as águas são límpidas
e a paz não precisa de legenda.
Sou um homem que habita a própria pausa
e nela encontro
tudo o que o barulho tenta esconder.
Vicente Siqueira - Doces Poesias - Barra do Piraí RJ
Enfermagem, cuidar sem aplausos, viver sem aumento
A enfermagem grita, mas o eco têm sido o silêncio.
Fomos a linha da frente quando todos recuaram...
E agora, somos a última linha na folha de proventos.
Estamos adoecendo não de vírus, mas de esquecimento.
Cuidamos dos corpos que governam...
Somos as mãos que amparam a vida e acalmam a partida.
Aquelas que trocam fraldas, limpam feridas, e ainda assim
recebem proventos que doem mais doque qualquer ferida.
Enquanto o pais dorme, estamos cuidando dos que respiram
com a ajuda das nossas mãos...
Enquanto as autoridades discursam, estamos trocando curativos,
enxugando lágrimas e sustentando a vida.
Quando a velhice bater á porta dos poderosos...
e a soberba já não servir de abrigo, serão as mãos da enfermagem
que cuidarão das suas feridas, trocarão as suas fraldas frias...
Talvez descubram nesse momento o valor de ser cuidado.
E quando o tempo cobrar a fatura, seremos nós... as mesmas que ignoram...
quem estarão ali, trocando suas fraldas, curando suas feridas...
e mostrando mais uma vez que aprendemos a curar mesmo sem remédios.
Apesar do cansaço, continuamos firmes, mesmo diante de tantas promessas vazias.
“Entre o eco da nossa dor e a resposta que nunca chega, Ele está — calado, mas ali.”
— Douglas Santos, em O Deus Silencioso
“No coração de cada alma, pulsa um desejo profundo de ser conhecida, de encontrar eco em um mundo que muitas vezes parece mudo.”
— Douglas Santos, em O Deus Silencioso
- Relacionados
- Frases da vida para transformar os seus dias ✨
- 67 frases para pessoas especiais que iluminam a vida
- Charles Chaplin sobre a Vida
- Frases de efeito que vão te fazer olhar para a vida de um novo jeito
- Charles Chaplin Poemas sobre a Vida
- Mensagens de reflexão para encarar a vida de outra forma
- Frases sobre a morte que ajudam a valorizar a vida ✨
