A Vida é de quem se Atreve

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Nasci no mundo, século, década, ano e vida errada!
Pois eu sempre amei e nunca tive reciprocidade para mim!
Adeus amor...
Adeus...

NEM TODA FLOR PRECISA SER SALVA




"Passei a vida cuidando para que as flores crescessem. Demorei muitos invernos para entender que amar uma flor também é aceitar o dia em que suas pétalas precisam cair."




- O Velho Cultor




Obra: The Moedara Protocol
Autor: Jonas Saul P. Sodré
@Jonassaul.ofc

A vida é complicada, tinha solidão. Mas o encontrei, logo gostei.
Queria que ele ficasse, um pensamento veio então, soltar ou não soltar?
⁠mas por gostar, tive que soltar. Eu o soltei.
Então, de novo solidão.
Esperava que o voltasse, mas tinha alivio no coração.
A liberdade voa, mas sentimentos não.
E voltar
não voltou não.
Mas ali dentro, há uma gratidão.
E aqui eu lhe agradeço.
lindo pássaro, pela lição.

A VIDA CONJUGAL: AMOR OU ACORDO?
‎
‎O conceito de Amor é tão superior que qualquer estrutura natural ou artificial de perpetuação das espécies no reino animal!
‎
‎De tal modo que,
‎
‎A base da harmonia na vida de um macho com uma fêmea não é o Amor!
‎
‎Mas sim,
‎
‎A base da harmonia na vida de um macho com uma fêmea é a concretização equilibrada de um conjunto de acordos e deveres e direitos por cada um dos membros dessa pequena organização de macho e fêmea, impulsionada por instintos típicos de cada espécie!
‎
‎Portanto,
‎
‎Verifica-se que não é necessariamente o Amor que mantém a harmonia na vida conjugal, mas, o cumprimento de acordos e deveres e direitos por cada cônjuge impulsionado por estruturas típicas da espécie humana!
‎

“A vida não nos permite recolher todas as pedras que lançamos pelo caminho. Algumas escolhas tornam-se irreversíveis e certas consequências já não nos pertencem. Ainda assim, permanece nosso o dever de responder pelo gesto que as colocou em movimento.”

A maior incoerência
da vida é desejar
saborear o fruto sem
querer trabalhar
no plantio.

Goze da vida e tenha orgasmos de felicidade.

Perseverança & Sorte


Perseverança é quando você aposta a vida toda na loteria pra tentar ganhar o prêmio, sorte é apostar uma vez e ganhar de primeira, as vezes um pouco de sorte é bem vinda, ela chega quando tudo parece sem solução


Alguns falam que é Deus, outros o destino, mas a sorte não tem explicação, quem não quer ter sorte no amor, na profissão e no resto da vida, quem sabe ela apareça quando você menos espera, até lá continue perseverante, quem sabe isso dê certo

É inevitável em que alguma fase a gente nunca tenha comparado nossa vida com a de outras pessoas e isso te fez se sentir atrasado e sem sorte, por outro lado em alguma fase outras pessoas já compararam a vida delas com a sua e de alguma forma queriam estar em seu lugar, assim é a vida, sempre haverá algo em nós em que as pessoas irão querer ter ou ser, portanto seja grato pelas coisas que tem, seja material, seja uma qualidade, um talento, um diferencial, é seu, todo mundo tem algum tipo de riqueza.

Esperamos pacientemente alguém especial entrar em nossa vida e tornar ela melhor, mas outras pessoas também esperam
Então entre na vida de alguém e seja essa pessoa especial

A única coisa que tive na minha vida... Memórias.

⁠O sofrimento e a dor são, o grande tecido da vida, com pequenas conta-gotas de alegria. Viver sorrindo o tempo todo, é a forma que muitos encontram para tecer este tecido, porém, também é uma forma de auto enganar-se, pois a realidade no dia-a-dia, nos confronta com o caos preponderante!


Olhar o mundo de forma a ver ele maravilhoso, é inspirador, mas, a cada passos dados na vida, são indicadores que um dia ela terá seu fim ! Viver o presente, é sonhar...

Quando a vida não der mais prazer,
Quando o sol não brilhar para você,
Quando tudo chegar a dizer não para você...
Quando uma lágrima rolar
E o seu pranto alguém escutar,
Se lhe pedirem para estender a mão, é só ir...
Eu vejo o mundo ao meu redor,
Eu olho as nuvens que passam no céu.
O tempo, como fumaça, se vai
Para não mais voltar.
Quem dera eu e você,
Uns dias destes, andando por aí,
Pudéssemos encontrar o amor
Para nos fazer feliz.
E o nosso pranto secaria,
Solidão não mais haveria,
A alegria estaria em nós.
Quem dera eu e você
Se importasse mais com o amor...

DISCURSO SOBRE AS AMENIDADES DA VIDA


Repensar a vida é fazer escolhas entre razão e emoção!
Vivemos neste dualismo de consequências de erros e acertos.
As escolhas nos colocam, de certo modo, em momentos da vida, em standby!
Pensar é um exercício da mente humana, mesmo que ela insista em não enxergar seus contrapontos.
O delinear do caminho nos mostra imensas diversidades ou adversidades. Há um mundo com imensas possibilidades, e as probabilidades, nós quem as tornamos exatas.
O corpo e a mente, usamos como ferramentas no dia a dia, e com elas nos mostramos ao mundo. Podemos fazer destas ferramentas bom uso ou não; cabe às escolhas que iremos fazer!
A vida é um jogo de perde e ganha. Os dados são lançados todos os dias, e a "sorte" se mostra nas oportunidades de quem as fez, durante o caminho!
O impacto das coisas que transitam ao nosso derredor nos afirma, no fim de algumas observações, que o projeto de vida precisa ser meticulosamente articulado, pois nada do que se projeta é 100% certo de acerto!
Vivemos em um mundo transitório e mutável. Ontem era aquilo, hoje já é isto...
Largar mão da vida, e entregar este projeto a terceiros, é se ausentar das responsabilidades impostas, adquiridas ou feitas.
O que as pessoas veem em nós não é realmente o que pensam que veem. Então, afinal de contas, o porquê das observações do texto?
Será melindre? Pensamento retórico? Ou estupidez?
Rousseau defendia que os homens nascem bons, mas, em contato com a sociedade que é má, tornam-se igualmente maus.
Hobbes defendeu que o homem nasce mau, com instintos de sobrevivência, e que, devido a tais instintos, é capaz de fazer qualquer coisa. Para Hobbes, a sociedade tem o papel de educá-lo, de humanizá-lo, de torná-lo sociável.
Diante de tais perspectivas, fico com um pé quase que fincado na ideia de que nascemos como papel em branco e a sociedade nos influencia, impondo suas regras, tradições e manejos, para nos moldar do jeito que ela quer! Há os que tentam ir contra, mas moralismo, ética e tendências não partem de um indivíduo, e sim da sociedade, que com o passar dos séculos, sempre muda seu comportamento!
Como diria Jean Paul-Sartre: "O inferno são os outros."

⁠​POESIAS


​Poesias são
Fontes da alma
Que jorram
Em uma linha tênue
Para a vida.

ENGESSAR A VIDA ATRAVÉS DA ESTUPIDEZ E DO MEDO


O estúpido que tem medo não está sendo estúpido por falta de informação;
ele é estúpido porque escolheu o medo como identidade.


Você pode trazer gráficos, estudos, testemunhos, lógica cristalina,
pode alinhar os fatos como soldados em perfeita ordem;
ele vai olhar para tudo isso e ver apenas mais uma ameaça disfarçada.
Porque o medo dele não mora na cabeça.
Mora no peito, na barriga, naquele lugar escuro onde a razão não tem chave.


A razão convence quem já está meio convencido,
quem tem um cantinho de dúvida que ainda respira.
Mas o medo absoluto é uma religião sem hereges:
o fiel não quer ser salvo daquilo em que acredita;
ele quer ser salvo pelaquilo em que acredita.


Você pode provar que o monstro não existe,
mas se o monstro é a única coisa que dá sentido à vida dele,
ele vai preferir o monstro à paz.


Então não há argumento que chegue,
não há frase bem construída,
não há metáfora bonita o suficiente
para convencer o estúpido que se alimenta do próprio pavor.


O que há, quando muito, é o tempo.
O tempo que às vezes cansa o medo,
que desgasta a armadura,
que faz a pessoa acordar um dia e perceber
que passou a vida inteira tremendo de um fantasma
que nunca lhe tocou de verdade.


Ou então o encontro.
Não o encontro com a razão,
mas com alguém que vive sem aquele medo
e, estranhamente, continua vivo,
continua inteiro,
até sorri.


Aí, só aí,
num instante em que a guarda baixa,
pode nascer uma pergunta pequenininha, quase inaudível:
“E se eu estiver errado?”


Essa pergunta é o único buraco
por onde a luz consegue entrar
numa cabeça que se fechou para o mundo
achando que assim se protegia dele.


Antes disso,
guarde sua energia.
Não se gasta pólvora com quem já decidiu
que o estrondo é música celestial.


O estúpido pelo medo
só se convence
quando um dia o medo o cansa
ou quando a vida, com sua paciência cruel,
lhe mostra que sobreviver sem pavor
também é possível
e, pasmem,até mais bonito.

⁠Crônicas de uma vida – Parte que não se conta no currículo


Quando eu nasci, não entendia nada sobre humanidade. Nem por que raios eu tinha vindo ao mundo. Era só um choro automático, um corpo quente e confuso que exigia leite, colo e silêncio.


Com o passar dos anos, comecei a querer ser alguém **especial**. Não sabia ainda o que era humanismo, compaixão ou empatia — palavras grandes demais para uma criança que só queria ser notada. Então foquei no meu eu: minhas notas, minhas conquistas, meu quartinho organizado, minhas pequenas vitórias que eu achava que definiam valor. O mundo era um palco, e eu ensaiava meu monólogo principal.


Até que, numa noite qualquer — daquelas em que a cidade parece respirar mais devagar —, tudo mudou sem aviso.


Eu caminhava pela rua estreita atrás do prédio, fugindo da insônia e do calor abafado do apartamento. Foi quando a vi: uma figura encurvada, quase fundida com a sombra do poste. Uma mulher (acho que era mulher, a penumbra roubava detalhes). Ela revirava uma lata de lixo com uma paciência feroz, os braços magros desaparecendo até o cotovelo no fundo metálico. O som era seco, plástico rasgando, latas batendo. De vez em quando ela parava, examinava algo na luz amarelada, levava à boca e mastigava devagar, como se saboreasse um prato requintado.


Fiquei parado. Não consegui seguir andando.


Primeiro veio a surpresa. Depois, uma pontada de indignação quase infantil: **Como assim? Como uma pessoa igual a mim, feita da mesma carne, do mesmo sangue quente, pode chegar a esse ponto?** O cérebro tentava calcular: acidente? drogas? doença? família que virou as costas? E logo em seguida veio o desconforto pior: e se eu, com toda a minha pose de “alguém especial”, estivesse a apenas algumas más decisões de distância daquela lata de lixo?


Ela ergueu os olhos por um instante. Não sei se me viu de verdade. Talvez eu fosse só mais um vulto na noite, mais uma silhueta que passa e julga. Mas naquele segundo de cruzamento de olhares — ou de quase-olhares — alguma coisa em mim estalou.


Não foi pena. Pena é confortável, dá para resolver com uma moeda ou um sanduíche. Foi **reconhecimento**. Uma espécie de espelho torto e cruel. Ela ali, eu aqui. Mesma espécie. Mesma fragilidade essencial. Só que a vida tinha apertado o acelerador em direções opostas.


Voltei para casa com o estômago embrulhado e os pensamentos em looping. Naquela noite, pela primeira vez, percebi que ser “especial” não era uma conquista solitária. Era, na verdade, uma ilusão muito frágil, sustentada por circunstâncias que eu não controlava: nasci em berço que não desabou, tive acesso a escola, saúde, comida na mesa, rede de proteção invisível que a maioria nem percebe que tem.


A criatura furtiva da noite adentro não era “outra”. Era um **lembrete**. Um lembrete vivo, sujo, faminto, de que a humanidade não é mérito — é sorte, é sistema, é escolha alheia, é conjunto de acasos e de decisões coletivas.


E aí, devagar, quase sem querer, comecei a entender o que talvez seja o humanismo: olhar para o outro e enxergar, antes de qualquer coisa, o mesmo grito surdo de existir. Não importa se está dentro de um terno caro ou revirando lixo à meia-noite.


Aquele encontro não me transformou num santo. Longe disso. Mas plantou uma dúvida incômoda e permanente:
E se eu tivesse nascido do outro lado da lata?
E se, amanhã, a vida virar a chave e me colocar lá?


Talvez a verdadeira especialidade não seja chegar ao topo.
Talvez seja conseguir olhar para baixo — ou para o lado — sem desviar os olhos.
E, quem sabe, estender a mão.
Não por pena.
Mas por reconhecer, no fundo do peito, que aquela mão que revira o lixo poderia, em outra história, ser a minha.


E você? Ja passou por situação que fez repensar quem você acha que é?


Ysrael Soler

A vida não é um ensaio geral para um paraíso futuro; a existência é o próprio espetáculo, com todas as suas glórias e desventuras.

NAS ENTRELINHAS DA ROTA

Nas entrelinhas da rota
​Se há pormenores
Nas entrelinhas da vida,
Há de haver também
Inúmeras circunstâncias
Que recalculam as rotas.

​Num destrinchar de atitudes
Pitorescas, malogradas e bem-sucedidas,
O olhar se divide entre o observado e o observador,
Na constante linha tênue da vida.

​Quando tudo converge
Ao esquecimento e à memória,
Descobrimos que ambos andam de mãos dadas,
E não haverá bifurcação
Que os impeça
De cumprir o destino
Rotativo que os fortaleceu
No caminho...

Ysrael Soler

O Sol, a Pedra e a Rosa

Eu olho uma flor
E vejo suas pétalas
Enxergo no broto
O talo da vida
O chão que eu piso
Pisou tantos outros
A flor que eu vejo
É rosa vermelha

​O orvalho que de mansinho
Amacia a rosa
A rosa que pendurada
No caule é rosa vermelha
O sol que aquece a pedra
Incandeia a rosa
A mão que afaga a rosa
É bruta...

A bruta que é pedra
Sosleia a rosa
​O vento sopra e carrega
O pó que cobre os pés
No caminho
O caminho que
Lápida a pedra
A pedra bruta deságua
No fundo do mesmo espinho
​E a rosa resiste ao tempo
Vermelha de sangue e calma
Enquanto a mão que a machuca
Também lhe entrega a alma

​Ysrael Soler

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