A Vida é de quem se Atreve
Minha maior força é estar onde a vida pede urgência: na defesa e proteção de crianças, adolescentes e mulheres. Já colaborei com o TMJ UNICEF, faço parte da Rede Mulheres do Brasil e atuo no Mapa do Acolhimento, oferecendo escuta, acolhimento e orientação a mulheres em situação de violência. É nessa missão que encontro meu verdadeiro lugar.
A falta que sentimos do que ainda não vivemos…
Em muitos momentos da vida, acreditamos estar sentindo falta de alguém.
Mas, se formos honestos e silenciosos o suficiente para observar, perceberemos que não é exatamente da pessoa que sentimos falta.
Sentimos falta da história que começamos a escrever com ela.
Não é ausência.
É interrupção.
A mente humana tem uma capacidade extraordinária de projetar futuros. Antes mesmo que algo exista de fato, o cérebro já ensaiou diálogos, construiu rotinas, imaginou casas, viagens, pertencimento. Criou uma narrativa inteira — sem que nada disso tenha acontecido no mundo real.
A neurociência chama isso de simulação prospectiva.
O cérebro antecipa experiências para se preparar para elas.
Mas, emocionalmente, ele não diferencia tão bem o que foi vivido do que foi apenas imaginado com intensidade.
Por isso, quando algo não se concretiza, não sofremos apenas pela perda de alguém.
Sofremos pela perda de um caminho inteiro que já havia sido aceito internamente como destino.
É o luto do que não aconteceu.
E esse luto é silencioso, porque não há memórias suficientes para justificar a dor.
Há apenas expectativas que não encontraram lugar na realidade.
Mas existe uma segunda camada, ainda mais sutil.
Quando aquilo que imaginamos não se realiza — principalmente quando depende do outro — o cérebro muda de estado. Ele sai do campo do vínculo e entra no campo da conquista.
O que antes era afeto passa a ser desafio.
Isso acontece porque o sistema de recompensa do cérebro, regulado principalmente pela dopamina, não responde apenas ao prazer de ter algo. Ele responde, sobretudo, à possibilidade de obter algo que ainda não foi alcançado.
A ciência chama isso de erro de previsão de recompensa.
Nós nos tornamos mais motivados quando:
• quase conseguimos,
• quando há incerteza,
• quando não está garantido.
O desejo cresce na ausência.
Não porque aquilo seja mais valioso, mas porque ainda não foi resolvido.
Assim, o que parecia amor, às vezes era ativação.
Não era a pessoa que nos prendia.
Era o estado interno de busca.
Quando conquistamos, o cérebro reduz esse impulso — porque aquilo já não exige esforço, já não representa novidade, já não carrega tensão.
E então confundimos estabilidade com perda de interesse.
Na verdade, são sistemas diferentes operando:
O da conquista busca intensidade.
O do vínculo busca continuidade.
Um produz excitação.
O outro produz construção.
Se não soubermos distinguir, passamos a vida tentando reviver o primeiro, incapazes de permanecer no segundo.
Por isso, muitas vezes, queremos mais aquilo que não temos do que aquilo que já está presente.
Não porque seja melhor.
Mas porque o cérebro foi desenhado para perseguir, não para repousar.
E é aqui que mora o equívoco.
Relacionamentos não são metas a serem atingidas.
São realidades a serem habitadas.
Metas terminam quando são alcançadas.
Vínculos começam exatamente aí.
Quando entendemos isso, algo muda.
Percebemos que não estamos tentando esquecer alguém.
Estamos apenas ensinando o cérebro a encerrar uma simulação que continuava rodando sozinha.
Não precisamos lutar contra o sentimento.
Precisamos retirar a energia da projeção.
O que não aconteceu não precisa ser resolvido.
Precisa apenas deixar de ser continuado dentro de nós.
E, pouco a pouco, o desejo deixa de ser urgência.
A ausência deixa de ser falta.
E a mente, que antes insistia em terminar uma história imaginada, aprende a voltar para aquilo que está vivo — agora, concreto, imperfeito, mas real.
Porque maturidade emocional talvez seja exatamente isso:
Parar de confundir intensidade com verdade.
E escolher, conscientemente, aquilo que cresce com o tempo — não aquilo que apenas nos acende por um instante.
Todas as transformações pelo qual um indivíduo passa ao longo da vida, leva-o de certa forma à uma única conquista: Autoconhecimento.
Flávia Abib
Não tem jeito, não tem saída, nem outra opção.
Chega um momento na vida que você tem que costurar os rasgos, cortar os desfiados, e continuar em frente."
Flávia Abib
"Guarde o seu coração, pois dele depende toda a sua vida. Cuide do seu interior para não tropeçar no exterior."
inspirado em Provérbios 4:19-23
"Da vida, levamos o que sentimos — e deixamos no mundo o que foi fácil mostrar, guardando o que mais doeu calar."
Tentando
Levo a vida tentando ser forte, valente e imensamente prudente. Tento entender o porquê de cada decepção, de cada lágrima derramada, da dor e separação. Motivos que me fazem sofrer e não encontro explicação.
1 -Na corrida pela a vida no ato da fecundação você fui um vencedor. Venceu milhões de espermatozóides.
2 -Deus projetou um projeto lindo pra você executar, você não está aqui por acaso.
3 – Existe alguém que se inspira em você, por isso não desista, a tua trajetória está sendo motivo para alguém ir em frente.
Continuei a olhar para a mulher da minha vida, a afastar-se em monólogos só seus. Uma lágrima teimosa fugiu-me, consegui engolir a outra.
In "Nuvens Em Acordes de Vida"
Se você parar para refletir sobre os maiores erros da sua vida!?
Você irá perceber que nenhum deles começou grande;
Porque, na verdade, a maioria dos grandes erros começam nas pequenas falhas;
Sejam elas no seu comportamento ou nas suas escolhas.
Leva essa lição para sua vida;
Erre o menos possível porque nem todo erro vira aprendizado, alguns se transformam nos maiores arrependimentos da sua vida.
Nenhuma vida é tão vida se não for em companhia, portanto, a eternidade, a riqueza, a saúde ou a falta de quaisquer preocupações jamais seriam bem vindas se acompanhadas da solidão, essa sim, a fagulha de um mal que apavora qualquer bem.
Não ganha a vida, não ganha na vida quem é muito feliz tendo apenas conforto, mas sim quem consegue alcançar e ter a felicidade como sua companheira, ainda que nada mais tenha.
Eu tenho os olhos de ver a vida nascer em cada manhã com cheiro de bogari e casa limpa,
As vezes é preciso pisar firme nas crueldade dos outros, de todos seus sons crueis. Mas definitivamente, é imperdoável não perdoar.
As vezes, eu preciso apenas dançar uma música como a Dama de vermelho, rasgar o rascunho da letra e escrever outro verso. Eu escrevi.
E há quem diga que o que escrevo não tem nada haver comigo. Lina Veira
Lina Veira
Poesias minhas
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