A vida é curta
Vamos repensar?
Albert Camus:
“A vida é a soma de todas as suas escolhas.”
Carlos Eduardo Balcarse:
“A vida não é construída apenas pelas escolhas que fazemos, mas também pelas escolhas que permitimos que outros façam por nós. Muitos não fracassam por escolher errado; fracassam porque nunca assumiram o protagonismo da própria existência. Uma vida terceirizada produz uma história sem autor.”
“Camus percebeu o absurdo da existência; mas talvez o maior absurdo humano seja passar pela vida procurando sentido em tudo aquilo que nos afasta de nós mesmos.”
“Tempo é vida”
O maior equívoco do ser humano é administrar o dinheiro como se fosse escasso e desperdiçar o tempo como se fosse infinito.
Tempo não é relógio. Tempo é vida. E a vida possui uma característica implacável: ninguém sabe quanto ainda lhe resta.
Planejamos os próximos anos, os próximos negócios, as próximas férias e a próxima conquista, enquanto ignoramos a única pergunta que jamais conseguiremos responder: quantos “próximos” ainda existem para nós?
O tempo é o único patrimônio distribuído de forma desigual sem que ninguém conheça o próprio saldo. Há quem possua décadas e parta amanhã; há quem tenha apenas um dia e transforme uma geração. A diferença nunca esteve na quantidade de tempo, mas na consciência com que ele foi vivido.
O homem moderno vende a própria vida em parcelas para comprar coisas que jamais conseguirão comprar de volta um único segundo daquilo que vendeu. Trabalha para ganhar dinheiro, perde tempo para ganhar dinheiro e, depois, gasta dinheiro tentando recuperar o tempo que perdeu. A conta nunca fecha, porque tempo não se negocia; apenas se consome.
A maior pobreza não é morrer sem dinheiro. É morrer sem ter vivido. É descobrir, tarde demais, que sobrevivemos aos dias, mas não habitamos nenhum deles.
Toda distração custa tempo. Todo tempo perdido custa vida. E toda vida desperdiçada cobra um preço que nem todo o dinheiro do mundo consegue pagar.
Talvez a pergunta mais importante da existência não seja “Quanto tempo eu tenho?”, porque essa resposta ninguém possui. A pergunta que realmente importa é: “O que estou fazendo com o tempo que ainda pode ser o último?”
No fim, a vida nunca será medida pelos anos que acumulamos, mas pela consciência com que ocupamos cada instante. Porque quem desperdiça tempo não está apenas perdendo horas; está gastando, sem perceber, a única riqueza que jamais poderá ser recuperada.
Carlos Eduardo Balcarse
Não será a vida que irá me apagar, tampouco a morte que me trará o brilho, é o amor que faz cantar, rir e chorar, nosso tempo não estará muito distante, o que acalma a ilusão são, as verdades escondidas nas mentiras de amar eternamente...
(Patife)
*Você pode voltar pra minha vida a hora que quiser, mas não se assuste, poderá não mais me encontrar.*
(Saul Beleza)
*Grandes Anões*
A vida nos faz ser grandes anões
Cabeça cheia de planos, peito cheio de sermões
Sonhamos castelos, acordamos em vão
E o futuro nos cobra em forma de chão
Choramos o tamanho que não alcançamos
As lágrimas medem o que imaginamos
Mas mesmo pequeno, mesmo em ruína
O sonho insiste, teima, ilumina
Porque anão que sonha ainda é gigante
Num mundo que esquece quem vai adiante.
(Saul Beleza)
*"FASE GOOGLE"*
Gente... eu cheguei na pior fase da vida.
É a fase que eu sei a resposta pra TUDO.
E ninguém pergunta.
Sabe aquela fase que você vira o Google da família?
Minha mãe: "Filho, como é que faz pra tirar mancha de café?"
Meu amigo: "Mano, tu acha que ela ainda gosta de mim?"
Meu chefe: "Explica esse relatório pra mim em 5 minutos."
O Google: "Precisamos da sua localização pra continuar."
CARACA. Até o Google me pergunta mais coisa do que as pessoas.
O Google pelo menos fala "obrigado por usar nossos serviços".
As pessoas só falam "ah, valeu" e somem.
Eu virei FAQ ambulante.
"Como supera término?" - 2 minutos de podcast de graça.
"Como faz arroz?" - Receita, modo de preparo e história do arroz.
"Tu tá bem?" - ...silêncio.
Eu sei de cor a solução pra crise mundial, pra ressaca, pra chifre.
Mas ninguém sabe a solução pra "cara, eu só queria um abraço hoje".
O pior é que eu respondi tanto que agora eu respondo até pra mim mesmo:
"Cérebro: e agora?"
"Eu: Pesquisa no Google."
Porque se nem eu me pergunto mais... quem vai?
Obrigado, gente! Se cuida. E se alguém quiser me perguntar como eu tô... eu aceito pix também. Brincadeira... ou não.
(Saul Beleza)
*"Única Realidade"*
A única realidade que eu tenho na minha vida
é sonhar com você.
Te querendo sem que você saiba.
Perdendo você sem eu saber.
É viver em dois lugares ao mesmo tempo:
acordado, onde você não tá.
dormindo, onde você é minha.
E o pior?
Acordar é perder.
Dormir é esperar para perder de novo.
É um loop que só eu conheço a senha.
Um amor que não tem testemunhas.
Só eu, você na minha cabeça,
e o silêncio depois que o sonho acaba.
(Saul Beleza)
*"Muitos e muitos anos"*
Quando a pessoa esteve tanto tempo na sua vida
o corpo até esquece que ela não tá mais aqui.
A mão procura no lugar errado.
A música toca e o peito responde antes da cabeça.
A cidade inteira vira lembrança.
E o pior é que não é só saudade de quem a pessoa era.
É saudade de quem você era com ela.
De todos os anos que viraram rotina, risada, briga boba, silêncio confortável.
Dói porque foi longo.
Dói porque foi raiz.
E raiz quando arranca, leva um pedaço da terra junto.
(Saul Beleza)
Sem despedida
não me cobre uma despedida.
basta que eu suma da tua vida
sem deixar marcas,
sem barulho,
sem cena.
despedida é abandono que dói,
é palavra que corta,
é porta que bate.
eu prefiro ir
como quem nunca esteve,
do que ficar na tua memória,
como quem faz doer na hora de ir.
(Saul Beleza)
Tudo que eu passei na vida foi um sinal de que deus estava me alertando que aquilo pra mim não era bom e sim um livramento 🙏🏻
Se a vida é feita de altos e baixos, então use tênis porque o game é assim, um lugar falso, uns com tênis de mil, onde tem uns mil descalços.
Há ideias e sentidos notáveis em um caminho que flui mais forte que a própria vida.
Depois que a órbita elíptica sugeriu o fluxo abrangente dos desenhos nas cavernas, as horas passaram a ser parte da história. Os segundos são meros atributos da defasagem do tempo — uma pausa necessária para que tudo faça sentido. É o tempo gerado pelo sistema operacional do planeta, ainda que ele fosse apenas uma engrenagem desse mecanismo, e a verdade, algo bem mais complexo de apreender.
As memórias são frágeis e superficiais: fragmentos de sensações das fases pelas quais passamos. Ainda assim, essas experiências ajudam a preencher a defasagem do tempo. A cada pôr do sol, somos exatamente iguais — até que a escuridão se dissipe em um novo dia. Estranhamente, o dia começa na madrugada, quando tudo ainda é escuridão.
Compreender os mistérios do tempo, as estações e as temperaturas é um desafio constante. Mesmo em um pesadelo, sentimos frio ou calor; no frio extremo, passamos a encarar o extraordinário como algo comum. Nas ondas dos mares, em verdes sintonias, encontramos o horizonte como se olhássemos para um holograma, celebrando o fluxo temporal que envolve o nosso planeta. Os ventos gelados do Ártico revelam a aurora boreal e as pareidolias mentais do gelo — as mesmas que surgem no calor seco do Saara. A luz e a escuridão se encontram em um ponto qualquer: ao redor da fogueira, observamos as luzes dos céus em uma dança cósmica infinita.
Olhos atentos esperam que o fluxo do tempo seja apenas um ponto no firmamento, enquanto lágrimas dão origem a vozes que ecoam no espaço contínuo, expressando um sentimento pragmático. Na velocidade do ônibus ou do metrô, o tempo parece ansioso, somado a cada parada até o destino final. No vidro, o reflexo do passageiro é consumido e reconstruído — uma natureza devastada por várias versões do mesmo ser, copiado pela imagem refletida.
O vento da tempestade e as chuvas parecem flutuar de repente sobre a realidade. Às vezes a terra treme, mas é apenas o movimento da crosta. A percepção cotidiana do amanhecer contrasta com o peso do meio-dia no ambiente de trabalho; a paz serena se envolve em calor, frio ou na sensação de um tempo fechado. Essa ilusão se revela quando olhamos para as nuvens ou sentimos as distorções temporais.
As corredeiras da cachoeira trazem uma sensação de calma em sua corrente bruta e absurda. Nelas, o fluxo temporal passa depressa, pois a mente relaxa e se contenta ao fazer parte da natureza. A vida aquática e a noção do ser transcende a própria sensatez: o que existe sempre existiu, mas continua a nos encantar. É o encantamento das sombras projetadas pelo cérebro, que busca incansavelmente sentido em pareidolias, paradigmas e paradoxos.
O calor sufocante transforma a mente, deixando o homem mais desperto e ligado, como em um horário de verão. O deslizamento das regras que usamos para entender a compaixão inata torna-se o pano de fundo que evoca processos psicológicos internos. No fim das contas, o reflexo psicológico nos últimos parâmetros do dia nada mais é do que a mudança climática da nossa própria percepção intelectual.
O QUE NÃO VOLTA ATRÁS
Essas coisas não voltam atrás:
o tempo, a vida, a palavra lançada
e a oportunidade perdida.
Portanto, tenha mais cuidado hoje com o que você faz,
para não prejudicar ninguém.
Cuide de como está vivendo,
atente-se àquilo que vai falar
e valorize as únicas oportunidades que você tem.
Dizem que chorar é para os fracos, mas fraco é quem tranca as janelas da vida com medo de que o vento mude as coisas de lugar.
A URGÊNCIA DE VIVER
A vida é única,
e a sua duração é como o passar de um dia,
que logo termina
sem ao menos percebermos.
Como o dia,
que só tem utilidade enquanto não acaba,
assim é a vida
enquanto dura.
Por isso, aproveite agora
a dádiva desse extraordinário dia de vida
como algo único e essencial
para pensar mais em você.
Cuide melhor da sua saúde,
alimente-se bem,
corra atrás dos seus objetivos
e acredite na sua capacidade de realizar sonhos.
Sendo assim,
que o principal motivo de você viver bem hoje
seja o fato de você
talvez não estar vivo amanhã!
Na caminhada da vida, quem segue o curso da multidão tem uma vantagem incomensurável: chegar mais rápido ao abismo.
