A Verdade de cada um Pirandello
Quando eu contava cerca de sete anos de idade, vivi um episódio singelo na forma, mas profundo em suas consequências. Havia, nas cercanias de minha infância, um homem dado à intriga fácil, desses que fazem da palavra instrumento de desordem. Num instante de impaciência, ainda imaturo, nomeei-o pelo que me parecia ser: fofoqueiro.
A palavra, uma vez proferida, não se dissipa — retorna. E retornou. Chegou aos ouvidos de minha mãe, que, sem hesitação, aplicou-me a devida correção.
Não foi a dor que me marcou — pois essa é efêmera. Foi a intenção pedagógica, precisa, quase cirúrgica. Minha mãe não punia por ira, mas por princípio. E suas palavras ecoam até hoje com a força de um mandamento: “Respeite os mais velhos.”
Naquele tempo — e aqui não falo com saudosismo barato, mas com senso histórico — o respeito não era tema de debate, era prática cotidiana. No transporte público, por exemplo, não havia hesitação: a presença de um idoso bastava para que nos levantássemos. Não por obrigação legal, mas por formação moral.
Éramos moldados sob a égide de limites claros. Havia hierarquia. Havia disciplina. Havia, sobretudo, a compreensão de que viver em sociedade exige contenção do ego e consideração pelo outro.
O que observo hoje, entretanto, é uma perigosa diluição desses fundamentos. Confunde-se liberdade com ausência de freio. Exalta-se o indivíduo em detrimento do coletivo. E o resultado é visível: uma erosão silenciosa do respeito, da paciência e da responsabilidade.
Não se trata de nostalgia — trata-se de estrutura. Nenhuma sociedade se sustenta sem pilares. E pilares como respeito, disciplina e responsabilidade não são acessórios: são indispensáveis.
A pergunta, portanto, não é retórica — é urgente:
que tipo de caráter estamos formando… e que tipo de sociedade estamos autorizando a existir?
"Há quem sinta um prazer sombrio em semear a discórdia, agindo como um carrasco das emoções alheias. Mas a contenda é um bumerangue: ela sempre volta para as mãos de quem a lançou."
"O arrogante tenta te pisar porque, no fundo, ele sabe que você está em um nível de humanidade que ele jamais conseguirá alcançar."
"Diante de um algoz que busca a sua dor, a sua indiferença e a sua paz são as maiores derrotas que você pode infligir a ele."
"Usar a desculpa da 'defesa' para azucrinar os outros é apenas um jeito de camuflar a própria maldade. O escudo não precisa ter espinhos venenosos."
Ouço muitas vezes a pergunta, será que o transtorno do espectro autista TEA, vai um dia deixar de existir. Na minha modesta opinião, por ter acompanhado e estar acompanhando, de perto, certos casos de autismos, creio que não. No entanto creio que diminuirá em muito, de intensidade, até por que a família, a pedagogia, a terapêutica e a sociedade terá avançado para maior compreensão e melhor engajamento do autistas na vida comum, mesmo que fora da caixa. Como um comportamento diferente, a ser adaptado e normalizado por leis e direitos, como uma das "neuroidentidades" freqüentes contemporâneas.
"Se você não tem capacidade de investir em um sonho, não tente desvalorizar quem tem. Cobrar o luxo de quem está na fase da construção é prova de ignorância financeira. Quem já é grande por dentro não precisa provar nada para quem só enxerga o que é material e imediato."
"Fazer maldade e 'rachinha' contra quem está empreendendo não te faz mais rico, só te faz uma pessoa mais amarga. Ocupar-se com a minha vida é o maior sinal de que a sua está parada."
A deficiência será sempre vista como um problema enquanto a mídia se preocupar mais em sensibilizar telespectadores do que conscientizar quem os assiste. O olhar de pena impede que a deficiência seja vista como uma característica humana.
O descontrole pela ansiedade é um desconforto psicológico e biológico psicossomáticos comum a todos, os meninos e as meninas em nosso tempo mas as neurodivergencias, amplamente diagnosticadas como distúrbios, espectros e comportamentos, em uma nova concepção mais inclusiva e integral, em poder ser diferente, ainda bem que fez cair por terra com patologias sentenças e passaram a ser dificuldades que com muito amor, empenho, atenção e afetividades, conseguem na maior parte das vezes serem ser superadas ou melhor administradas. No caso do Espectro Autista, creio que vem como uma individualidade latente contra a Geração Gamer, de games que muitos apontam como G2, que acaba gerando um isolamento em um mundo artificial só que eletrônico.
(Roxo por inteiro) 02/12/24
Onde se encontram os versos que um dia foram coloridos?
Por onde anda o poeta que foi enquelino ?
Uma resposta em branco, quase cinza, sem vírgulas, sem pontos e nem linhas. Preto, o que mais se aproxima.
Copos vazios, espelhos embaçados, resíduos dum carrossel que já foi animado, a fuligem, sobras do passado.
Relaxado por aí, vivendo o cotidiano um sorriso quase verdadeiro, que serve para os curiosos como engano.
O amor que agora é desejo, um fogo que agora é gelo. Uma japa linda, que só falta dar uns beijos.
Desculpa, Morfeu, nem azul nem vermelho, roxo por inteiro.
Verdade ou ignorância? Estranhamente ambas.
Adner Fabricio
"Dê linha na pipa, e, se necessário, recolha um pouco da linha, trazendo-a de volta até uma zona de conforto."
"Compreenda, de uma vez por todas, que todo animal parido e criado em uma cocheira, um dia pode lhe dar um coice. Nunca lhe vire as costas."
"Existem aqueles que se consideram verdadeiros pilotos, mesmo estando sentados apenas em um carrinho de montanha-russa."
"Quem anda de salto alto não caminha sobre cascas de ovo; o excesso de pressão em um único ponto pode romper o piso e antecipar a queda."
"O seu apelido nas redes deveria ser Fuzileiro Naval, por manter um alto poder de fogo depois de uma 51."
"Não adianta dar voz a um IDIOTA, pois ele será eternamente desprovido da capacidade do raciocínio lógico. Obviamente, não podemos dar poder ao IDIOTA, pois, com certeza, ele se tornará um perigo para a sociedade. Uma arma na mão de um policial corrupto faz o mesmo estrago que uma arma na mão de um bandido. Há uma linha tênue entre o banditismo e o policial corrupto e, a diferença entre os dois, é que o crime está pagando melhor. O bolsonarismo é uma SEITA DO MAL, que associa a doença mental ao extremismo e a decadência social."
"Você que visitou um mosteiro, uma catedral ou um grande templo: ao sair pela porta, já olhou para a rua e parou para pensar por que ostentar cúpulas de ouro, mármores raros e adornos valiosos, enquanto crianças imploram por um pão na calçada? Você observou uma fé sem alma, erguida de pedras para o invisível, ignorando quem dorme no papelão. Onde está a fé e a humanidade dessa religião?"
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