A Verdade de cada um Pirandello
A inclusão do autista na sociedade é um direito adquirido pela própria lei da vida, que por sabedoria nos faz diferentes. A educação especial na pedagogia integral, com mestres capacitados em ouvir, ver e aprender novas comunicações, caso a caso, é uma oportunidade profissional impar. Tudo dentro dos multiversos sensível e verdadeiro do autista é uma dadiva para nos tornarmos mais amorosos e humanos. O privilegio é sempre nosso de reaprendermos a existir mais, realinharmos nossos caminhos em prol da verdade com os especiais puros de coração.
A morte de um ser humano, por principio moral da vida, nunca deve ser celebrada. Muitas das vezes, em nome da justiça e da humanidade, ela pode até ser necessária mas nunca deve ser festejada. Afinal todos que estão devidamente ou indevidamente nesta dimensão, por vida estão aqui para evoluir e se transformarem mas se não evoluem, prestaram contas da desobediência ao Altíssimo, o infinito Criador.
Até para uma profissional e duradoura restauração de uma obra de arte, o particular precisa de um acompanhamento de quem tem vários anos de experiência no mercado de arte e de cultura. Por que assim, pode deparar com um mero recuperador, que vai fazer atrocidades estéticas com o item, ficando aparentemente bem bonita mas perdendo grande parte e muitas vezes, o seu total valor como obra de época, histórica, de arte ou item colecionável. O pior é que certas ações em alguns casos, são irreversíveis. o proprietário deixa de ter uma obra de valor para ter apenas uma bugiganga, decorativa mas sem valor algum.
Vivemos em um tempo de diminuição das diferenças, com a usual liberdade de expressão virtual. ficou bem mais claro que pensamos, vivemos e somos bem diferentes, com isto a renovada ação humanista é inclusiva. Desde as bipolaridades, os portadores do transtorno do Espectro Autista (TEA) como as variações sexuais de gêneros. Afastamos nos do certo e errado, como também do normal e especial, velhas posições de polarização doutrinarias acadêmicas, caíram por terra pela liberdade constitutiva humana de sermos todos únicos, sem o menor direito ético e moral de estabelecermos padrões conhecidos.
O autismo não limita as pessoas, pelo contrario em certos casos desenvolve um super foco e um fator recorrente de genialidade sobre um determinado assunto ou habilidade. O que limita, não o autista, mas a sociedade comum com quem ele convive é a desinformação, as superstições, as didáticas padrões e o múltiplos preconceitos não preparados do novo. E o pior que muitos poucos entendem como, o ser diferente luta dia a dia, para ser igual e receber o amor, o carinho e a atenção comum a todos, dentro de seu mundo divergente, tão especial.
Os portadores da Síndrome de Savant que tem características de um talento acima da media, em uma o mais áreas do conhecimento, tais como memoria, arte e musica, observa se que estas três habilidades estão diretamente ligadas a matemática, sobretudo na área de calculo e a performance de resultados rápido e preciso, mas na maioria dos casos tem de alguma forma a presença do autismo. Alguns estudos científicos publicados sugerem que a mente dos portadores de Savant, não tem diferente capacidade mental dos portadores do TEA, na sua forma leve, e acredita que em ambos os casos tais super habilidades se desenvolvam pela capacidade de persistência, por meio de muitas horas de praticas e exercícios mentais prolongados, uma mente calculadora que nunca desliga.
A Síndrome de Burnout, é um estado anormal de exaustão física, emocional e mental resultante de estresse crônico no trabalho. A meu ver, sempre está ligada a uma concorrência mental comparativa de resultados, com outros trabalhadores próximos ou familiares. Na verdade, não necessariamente que estes índices de produtividade, existam fisicamente fora do individuo que concorre. Em muitos casos, estes ícones de resultados profissionais, podem ter sidos mau interpretados, projetados e mesmo inventados como alto parâmetro de eficácia. Mesmo diante a exaustão, os sintomas incluem cansaço extremo, negatividade, isolamento social e baixa produtividade, o que agravam o quadro.
Sempre alerto para o perigo do diagnóstico precoce, de uma criança com um suposto transtorno do espectro autista TEA, para não se tornar uma "sentença" que apaga toda a subjetividade e por seguinte uma melhor comunicação e uma maior compreensão do comportamento inclusivo. O "isolamento" autista não deve ser visto necessariamente como um déficit social, mas como uma forma particular de gerenciar as fronteiras de suas emoções sensíveis na permissão, contato e retirada. O objetivo, não é forçar o contato do autista para com pessoas a seu meio, mas sim respeitar o ritmo individual de cada pessoa e ampliar cada vez mais as possibilidades de contato, quando cada qual, se sentir seguro.
O sofrimento é o cinzel nas mãos de um escultor invisível, retirando de nós o excesso de vaidade para revelar a essência de mármore. É preciso a agonia de um prelúdio de Chopin para que possamos entender a paz que sucede a tempestade interior. Não tente apressar o tempo da sua cura, pois cada nota tem seu tempo exato de ressonância no salão da vida. A beleza que nasce da dor é a única que possui autoridade moral para falar sobre a esperança.
- Tiago Scheimann
𝙿𝙾𝙴𝙼𝙰: A Disparidade
Recorda-se do tempo bom
de um dia que sequer existiu
onde aqueles que partilhavam o bem
recebiam em troca aquilo que convém
Quando recorriamos à salvação
de grandes máquinas de punição
Na época em que eram imunes
a qualquer esquema de manipulação
Quem dera que isso realmente existisse
seria uma tolice acreditar afinal
em algum tipo de carma triunfal
para toda maldade que viesse.
Cabe a você, então,
abraçar sua singularidade
e aceitar, enfim,
A eterna disparidade:
De finais felizes
e dos destinos de elite,
aos que mentem sem limite
até aos que atacam com apetite.
Poesia pessimista escrito por César Hioli.
11/02/2026.
Sou como um canto que nasceu livre, mas aprendeu cedo o peso invisível das próprias grades, não as que se veem, mas as que se sentem no fundo da alma. Há em mim um desejo antigo de voo, desses que não pedem destino, apenas horizonte, mas que se desfazem toda vez que a lembrança me puxa de volta. Minha liberdade mora longe, talvez no tempo em que o peito ainda não conhecia o silêncio imposto pela dor. E mesmo assim, continuo cantando baixo, como quem tenta não esquecer a própria essência, ainda que tudo ao redor insista em aprisioná-la. Porque existem almas que nasceram para o céu, mas aprenderam a sobreviver dentro de gaiolas feitas de saudade.
- Tiago Scheimann
Minha mente é um calabouço, frio, escuro e esquecido. Aqui dentro, o tempo é relativo, um nó entre o passado e o presente. Tudo é confuso, há mais perguntas que respostas. Não sei quanto tempo faz, nem se a liberdade é uma promessa real. Enquanto o fim não vem, vou aceitando esse estado de sobrevivência.
Ser humano é ser uma contradição ambulante, um ser que deseja o céu mas que está irremediavelmente preso à terra por fios de necessidade e medo. Vivemos nesse esticamento eterno, nessa tensão que é o que nos faz produzir música, arte e esses suspiros que chamamos de frases.
I — Solitário Conhecido
Sou um romântico
no estilo dos anos 50…
preso em uma geração
rápida demais
e profunda de menos.
Enquanto dizem que
viver
é diferente
de estar vivo…
eu sobrevivo.
Respiro…
sendo apenas mais um
solitário conhecido.
E me pergunto:
será que é isso?
Meu destino é este?
Porque ficar sozinho dói…
mas amar
consegue ser
ainda mais difícil.
Às vezes eu acho
que as pessoas se apaixonam por mim
antes mesmo
de me conhecerem.
Não se apaixonam
por quem eu sou.
Se apaixonam
pela versão silenciosa
que projetam em mim.
Mas não veem
a mente que não desacelera.
O cansaço de quem
organiza o caos
todos os dias.
E quando percebem
um pouco da tempestade
que mora aqui dentro…
vão embora.
Ou simplesmente
escolhem
não entender.
Mesmo assim
algo em mim
insiste em acreditar:
Em algum lugar
deste mundo imenso
alguém há de me encontrar.
Talvez ela esteja por aí…
tentando me encontrar
do mesmo jeito
que eu estou aqui
tentando encontrá-la.
Mas às vezes
o tempo pesa.
E eu temo
que quando nossos caminhos
finalmente se cruzarem…
eu já tenha aprendido
a viver
apenas na imaginação.
Mesmo sabendo
nome
e sobrenome…
o caminho até ela
ainda se perde
na névoa.
E foi na imaginação
que eu construí
minha casa.
Uma casa feita
de memórias
que nunca vivi.
E foi com muito custo
que eu entendi algo curioso:
o ápice da tristeza
é sorrir.
E o ápice da felicidade
é chorar.
Estranho, não é?
Um solitário conhecido
vivendo com um sorriso
no rosto…
e chorando apenas
quando volta
para a imaginação.
Às vezes me pergunto
se não é mais fácil
assim.
Porque a realidade
custa caro.
E talvez
seja melhor
ser feliz
na imaginação
do que triste
na realidade.
Porque talvez
eu seja apenas isso:
um romântico dos anos 50
preso em uma geração
rápida demais
e profunda de menos.
E talvez seja assim
que tudo acabe:
um solitário conhecido
apaixonado por alguém
que talvez exista…
ou talvez
só exista
dentro de mim.
Poema –Entre o Silêncio e o Pedido
O que é, afinal, um pedido de socorro?
É o grito que não sai,
ou o silêncio que ecoa por dentro?
O que é pedir ajuda?
É dizer “estou só”?
Ou é olhar ao redor
e não encontrar ninguém,
mesmo quando há tantos ali?
Há uma solidão que não se explica,
que não depende da ausência,
mas da falta de ser visto.
E então me pergunto:
como continuar?
Continuar… para quê?
Buscar compreensão?
Acolhimento?
Ou apenas um lugar
onde eu possa existir sem esforço?
Será carência…
ou é ausência mesmo?
Porque, no fundo,
acho que estou pedindo socorro.
Estou cansado de tentar.
Uma vez me disseram:
“é só viver.”
Mas como se vive
quando não se sabe o caminho?
Eu sei respirar…
mas isso não é viver.
Queria sorrir com leveza,
queria sentir que existo de verdade.
Mas sigo, como um mecanismo…
funcionando,
cumprindo,
ajudando.
E me pergunto:
é só isso?
Queria dizer que viver é simples.
Mas, às vezes,
o simples parece impossível.
Porque há dias
em que morro em silêncio,
repetidas vezes,
lembrando de tudo aquilo
que nunca saiu da imaginação.
Sonhar cansa.
Voltar à realidade cansa mais ainda.
E então retorno à mesma dúvida:
isso é um pedido de socorro…
ou só continuo existindo
para não deixar os outros caírem?
E, no meio disso tudo,
uma pergunta me atravessa
quieta, mas insistente:
será essa a vida de quem cuida?
Estender a mão
com o próprio vazio nos dedos?
Oferecer abrigo
sem ter onde repousar?
Buscar apoio…
e não encontrar?
Talvez por isso tantos silenciem,
tantos desabem por dentro,
tantos desistam sem aviso.
Uma vida dedicada a sustentar outros,
e, ainda assim,
caminhar só.
Uma vida de entrega.
Uma vida de ausência.
Uma vida de dor
que insiste em não passar
Às vezes a saudade não tem nome.
Não é de uma pessoa específica,
não é de um rosto,
nem de uma história que acabou.
É de algo mais raro.
Saudade de uma conexão real.
Daquelas conversas
que começam simples
e de repente parecem tocar lugares
que a gente nem sabia que existiam.
Saudade de um toque
que não encosta só na pele…
mas parece tocar a alma.
Saudade daquele silêncio confortável
onde duas pessoas não precisam provar nada.
Do som de uma voz
que fica ecoando na memória.
De uma risada
que aparece do nada na cabeça
e faz o coração apertar
sem motivo aparente.
Não é saudade de alguém.
É saudade
do sentimento de ter alguém.
Alguém ali…
não para preencher um vazio,
mas para dividir o que existe dentro.
Porque às vezes
o que mais faz falta na vida
não é uma pessoa.
É lembrar
como é se sentir acompanhado
Existem certas horas na vida que é preciso fazer um balanço das coisas, parar de colocar vírgulas em coisas que não valem mais apena, colocar um ponto final, virar a página e começar um novo capítulo. Lucidez é fundamental, afinal pensar apenas com o coração pode causar dores desnecessárias...
"Não tenha medo de começar de novo. Às vezes, o que parece um fim é apenas a vida te redirecionando para algo muito maior. As flores não escolhem o jardim onde nascem, mas escolhem florescer apesar dos espinhos. O seu novo capítulo será a sua melhor história.
Lúcia Reflexões & Vida"
"Cuidar do pensamento é como cuidar de um jardim: o que a gente cultiva dentro, acaba florescendo do lado de fora."
Lúcia reflexões &Vida
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