A Verdade de cada um Pirandello
Ah, braços!
E como é tudo um abraço seu.
sinto que ele é tão meu naquele momento.
E a minha pouca altura me permite dependurar.
O Efêmero Retrato da Existência.
A vida, em sua essência, é um paradoxo temporal. Construímos a ilusão da eternidade sobre alicerces frágeis, ignorando a finitude que nos espreita a cada nascer do sol. A rotina, em sua doce previsibilidade, é um véu que oculta a brevidade da jornada. Valorizamos o extraordinário, as grandes conquistas e as viagens memoráveis, desprezando o valor inestimável do ordinário a conversa à mesa da cozinha, o aroma do café da manhã, o simples ato de respirar.
A dor da perda, quando o inevitável se concretiza, é o doloroso despertar dessa ilusão. A ausência se torna uma presença avassaladora, materializada no silêncio da casa, na cadeira vazia e na saudade que ecoa nas memórias da infância e nos risos compartilhados.
O olhar triste reflete o vazio, um choro silencioso que transborda a alma.
A busca por respostas nos leva a refletir sobre o passado, revivendo as memórias boas, e a projetar um futuro incerto, marcado pela incerteza da nossa própria existência.
A solidão pode se manifestar mesmo na multidão, pois quem nos acompanhava e preenchia o nosso mundo não está mais aqui. Aquele que procuramos não responde, transformando-se em uma lembrança vívida que habita em nossa memória.
O sentido da vida, portanto, não reside em grandes feitos, mas na valorização do presente, no perdão sincero e na capacidade de enxergar a beleza na efemeridade.
O choro silencioso, o olhar triste e a ausência nos lembram da fragilidade humana, mas também da nossa força e resiliência. A vida é um sopro, uma breve passagem que nos convida a viver com intensidade e a amar sem reservas, antes que o silêncio se torne presente e a lembrança se torne a única prova de que um dia existimos neste mundo.
Quem sou eu?
Quem sou eu?
Um paradoxo sem solução
Uma dúvida sem razão
Uma resposta sem questão
Quem sou eu?
Um fragmento do infinito
Uma partícula do absoluto
Uma expressão do indizível
Quem sou eu?
Um desafio à lógica
Uma surpresa à ética
Uma provocação à estética.
Eu me tornei um amante do flerte, amante da sedução — dessa possibilidade de existir, mesmo que não exista.
Cumplicidade, respeito, reciprocidade.
Um verso, um riso, uma canção.
Seus olhos, seu jeito, sua verdade
Você – Eu . Nossas mãos.
Lene Dantas.
Vi um lugar que todo mundo é feliz, tatuagens eram a única cicatriz — um lugar onde não existia fim.
Um dia a cortina se fecha para todos, brilhe enquanto estiver no palco, mesmo que tenha apenas um espectador.
A tristeza é como um caminhão pesado na estrada da vida: às vezes parece difícil de conduzir e pode nos fazer diminuir a velocidade. Mas é justamente nessa carga que encontramos força para seguir em frente, superar os obstáculos e chegar mais fortes ao nosso destino.
Quando a palavra toca a alma; há um 'efeito borboleta' de sensações incríveis da cabeça aos pés... e o coração fica com a asa.
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