A Verdade de cada um Pirandello
Em Seus Braços
Deve haver um lugar para mim
que seja como em seus braços,
onde eu consiga ficar em paz.
Que seja parecido com você,
onde o silêncio me abrace
e eu não precise me perder.
Um lugar quentinho,
como o seu abraço,
onde os meus sonhos se acalmem
e o meu coração se sinta em casa.
Um canto quente e protegido
feito o teu aconchego,
onde os sonhos fazem ninho
e o amor vence o medo.
Deve haver um lugar pra mim
com cheiro do teu abraço,
onde o tempo anda devagar
e o silêncio não é cansaço.
Um canto manso pra deitar
os medos que eu não digo,
onde o sonho aprende a ficar
e a saudade dorme comigo.
Deve existir esse lugar,
mesmo longe do teu olhar,
onde o meu peito faz morada
até você voltar.
Se for preciso, eu vou
por caminhos sem direção,
só pra encontrar o calor
que acalma o meu coração.
Deve existir, sim, esse lugar
em algum canto, mesmo distante,
para que eu permaneça
até que eu te reencontre.
Quando a educação se torna um sistema de "entrega de certezas" em vez de um exercício de dúvida, ela deixa de ser emancipadora para se tornar puramente funcional. O professor vira um repetidor de currículo e o aluno um caçador de notas, ambos presos em uma engrenagem que não estimula a transcendência.
Alguém que pensa por conta própria é muito mais difícil de ser manipulado, seja por um governo, por uma rede social ou por uma inteligência alienígena.
A gente vive esperando algo
grandioso, mas se esquece do valor do simples.
Um café quente, um teto, um abraço...
São bençãos disfarçadas de
rotina. A vida nem sempre grita, às vezes, ela sussurra.
E quem escuta com o coração, entende: Tem oração antiga, se realizando em silêncio.
A verdadeira evolução, depende de uma união que não venha do medo de uma bomba ou de um invasor, mas da compreensão de que a sobrevivência de um é a sobrevivência de todos.
O medo é um velho cego,
mudo e surdo que insiste em te proteger, mas é melhor o
perigo da coragem do que a proteção do medo. O medo de
nada serve, a não ser para te atrapalhar de viver livremente. O
medo são correntes para seus pés e algemas para seus
braços, e tampão para sua boca para te impedir de falar.
Não busque arriscar sua vida, mas também não busque a
proteção do medo, porque é uma proteção ilusória e fantasiosa.
O medo é uma mãe neurótica, surtada e protetora que te tranca
dentro de uma casa até que você morra de fome.
Por mais impossível que seja, procure ou invente um trabalho que você nunca vai querer tirar férias e nem se aposentar; quando encontrar, você estará trabalhando no que ama.
Viver e trabalhar deve ser a mesma coisa; caso contrário, é escravidão.
Sou um peixe a se estranhar
Sou de letra, não de água
Não sou de rio, mas de página
Navego o mar das palavras,
Onde existir é viajar.
Canetas e lápis soltos
Papéis, cadernos, agendas
Tudo, tudo e mais um pouco
Tal pintura, triste cena
Cada instrumento meu
Sobre a mesa despojado
Não consigo escrever assim
Sem ti, sou um reles letrado.
Estranho estar exausto por falhas alheias, de um lado o agressor em paz descansando, de outro eu colhendo frutos do plantio dele, apenas por não ter feito boas escolhas
Sentimentos intensos demais para caber em palavras ou gestos de carinho.
Um universo inteiro preso no peito, gritando em silêncio… incompreendido.
Porque, em algum momento, a vida bateu tão forte que silenciou tudo o que eu era capaz de mostrar.
Algumas pessoas brilhantes permanecem invisíveis não por demérito, mas pela ausência de um palco adequado.
"Um Ser Humano Eminente"
Desde cedo somos ensinados que a vida é feita de escolhas e consequência, onde o mal e o bem prevalecem, fomos ensinados a religião, os costumes de nossas famílias e o trabalho exaustivo que é viver obrigatoriamente em uma instituição ou emprego indesejado. No geral as propriedades existem no homem em estado latente, somos seres únicos e pensantes, mas desde o nascimento somos privados e limitados para o que naturalmente deveríamos ser ou fazer.
É um vácuo de ideias e caos que prorrompe a barreira do pensamento, é perpétuo o momento que se estingue a sensação de se estar pleno, respiramos palavras e sentimentos, guardamos artes de lucidez e imaginações, escutamos Mozart para vivenciar o eterno, excluímos filmes para conservar os livros, e mergulhamos um nos outros pra abrigarmo-nos…
Há em mim um corpo que soa como uma casa alugada, as paredes sussurram em tons frios, o chão tem gosto de despedida, e cada passo ecoa como se eu nunca tivesse chegado, prisioneira de uma liberdade que só existe do lado de fora da minha própria pele, ou de dentro ? e, ainda assim, insisto em florescer no escuro, mesmo quando o mundo não me oferece nem a luz mínima para provar que existir não deveria doer tanto.
Então sigo… como quem tateia o invisível com mãos cansadas, tentando decifrar se sou eu que não caibo no mundo ou se é o mundo que me veste como um erro de medida, porque há dias em que respirar tem textura de ferrugem e o tempo escorre lento, espesso, quase audível, como se cada segundo me arranhasse por dentro. E nesse exílio, onde até o silêncio pesa, descubro que o abandono mais cruel não é o do outro, mas o meu mesmo, quando me acostumo a não pertencer, quando a minha própria alma aprende a falar baixo para não incomodar. Mas há também uma espécie de teimosia em mim, não como esperança clara, mas como uma lembrança tátil de que, talvez, existir não seja encontrar um lugar pronto… e sim suportar, com coragem, o desconforto de ainda estar se tornando.
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