A Verdade de cada um Pirandello

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Um cristão tentou me ofender me chamando de "gay". Mal sabe ele que isso não me atinge. Ofensa, para mim, seria ser chamado de "cristão" e ser associado à religião que carrega o histórico mais sangrento e hipócrita da humanidade. Disso, eu sim teria extrema vergonha.

Argumento contra o Livre-Arbítrio.


Premissa 1: A consciência humana funciona como um processamento de informações moldado pela genética, pela física e pelo ambiente.


Premissa 2: Cada pensamento ou decisão é o resultado obrigatório do estado em que sua mente e seu corpo estavam no momento imediatamente anterior.


Premissa 3: O livre-arbítrio só existiria se uma pessoa pudesse agir de formas diferentes em uma situação onde todas as condições (internas e externas) fossem exatamente as mesmas.


Premissa 4: Se a consciência segue as leis da causa e efeito, não existe espaço para uma "escolha diferente" sem que se quebrem as leis da realidade.


Conclusão: Portanto, o livre-arbítrio é uma ilusão, pois nossas ações são o único resultado possível de causas que vieram antes de nós.

Se deus de fato existisse e tivesse um pingo de amor-próprio, ele processaria as igrejas por calúnia e difamação. Afinal, ninguém destruiu tanto a reputação divina quanto o fanático que usa o nome dele como combustível para incendiar a vida do próximo. A religião não é o caminho para o céu; é o muro que os odiosos construíram para dividir e controlar a sociedade.

Se eu fosse crente, meu maior medo não seria o diabo, mas um dia descobrir que rezei a vida inteira para o deus errado!

A imoralidade atinge seu ápice no exato momento em que um fanático, em sua arrogância cega, decide que os delírios de homens mortos em papéis velhos são a voz de um deus.

Não existe nada mais perverso do que um ignorante tentando validar seu ódio chamando literatura barata de "vontade divina".

A imoralidade começa quando um fanático declara que um livro escrito por humanos é a palavra divina!

O crente percebe que falar com deus não adianta, pois ele não responde; então, o coitado vai a um grupo de ateus se humilhar. Pelo menos o ateu existe para lhe dar atenção, não é, meu filho?

O silêncio do universo não é um vácuo de informação; é um dado. Se deus é uma hipótese que prevê manifestação, cada busca frustrada é uma evidência de sua inexistência.

Já reparou que o diabo tem um gosto excelente? Segundo os crentes, ele inventou o rock, o comunismo, o prazer e o pensamento crítico. Se tudo o que é bom é dele, o céu deve ser um tédio insuportável.

Um dia todas as almas se reunirão para julgar deus por seus vários pecados. Resta saber a sentença: destruição total ou banimento ao eterno esquecimento?

Milhões morreram para que um roteiro teológico escrito por humanos fosse cumprido. Religiões não são uma mensagem de amor; são um monumento ao fanatismo!

Basta que um psicopata fanático se declare porta-voz do divino para que o sangue comece a correr. Na história, esse delírio coletivo tem nome e se chama: religião!

A perfeição das leis da física é o atestado de óbito divino. Se houvesse um criador, as leis seriam seus caprichos; como as leis são constantes e invioláveis, o universo é apenas uma engrenagem que não admite mestres.

A ordem do cosmos não prova nenhuma divindade, prova a sua ausência. Um universo governado por constantes físicas imutáveis é um universo onde não existe espaço para milagres, nem para quem os faça!

Um deus que não se manifesta é, na prática, inexistente!

Ninguém prova a eternidade da ordem. No início, talvez nem Deus fosse mais do que um lampejo de desordem.

Há um empate metafísico quanto à realidade do passado. Assumir sua realidade é uma convenção prática inevitável, não um conhecimento. Qualquer tentativa de elevar essa convenção a verdade epistêmica é ilegítima.

Se milagres não acontecem na vida real, a existência divina não faz diferença. Um criador que não mexe um dedo para mudar a realidade é, na prática, o mesmo que um deus que não existe!

O universo não é um projeto de arbítrio, mas a tradução inevitável de uma Equação Mestra. Outros mundos são apenas sombras lógicas; a realidade é o único cálculo que se tornou matéria.