A Resposta de um Desejo
Quando alguém gosta de verdade, mesmo que se afaste ou fique quieta, existe um desejo de ser notada, de mostrar que se importa. Quem não se importa de verdade simplesmente some ou se esconde sem querer ser visto.
Eu desejo.
Eu sinto.
Mas não toco.
Não é falta de coragem.
É consciência.
Nem tudo que acende em mim
eu preciso alcançar.
Tem coisas que eu quero
mas não quero o preço.
Tem presenças que me atravessam
mas eu escolho não atravessar de volta.
Eu aprendi que sentir
não me obriga a agir.
E às vezes o controle
é mais intenso que o toque.
Desejo não invalida amor. Saudade não invalida distância. E lembrar de alguém não significa traição emocional com outra pessoa.
“Cativar alguém e depois abandonar é o mesmo que conquistar um objeto de desejo e depois deixá-lo à parte por perda de interesse”
Ney P. Batista
Jul/12/2021
Renovando a Esperança...
A esperança não é um desejo vago. É uma força poderosa que acende a determinação nascida da adversidade. Acredite que cada passo, por menor que seja, o aproxima de seus objetivos.
Conquistar algo se baseia principalmente no desejo; assim, sempre que você almejar alguma coisa, lembre-se de que o primeiro passo para alcançar uma meta é dar início à sua jornada, mesmo que seja apenas uma pequena ação.
Nem tudo o que digo se transforma em atitude, mas tudo o que realmente desejo se transforma em propósito
Uma sociedade mede sua maturidade jurídica pela distância entre o poder de punir e o desejo de punir.
Meu maior desejo é arrancar de dentro de mim tudo o que contaminou a forma como eu pensava em você.
Queria voltar ao tempo em que pensar em você não doía,
em que pensar em você era abrigo, não sofrimento.
Pensei hoje nos meus três filhos. Chorei ao lembrar do desejo, os três filhos. Esses que nunca tive. Com exceção de um que já se foi. E dos dois que não nasceram. Doeu não tê-los tido. Sinto saudade dos meus três filhos.
Hoje o desejo me habita de uma forma diferente. Latente, inquietante, vibrante. É um daqueles dias em que a vida se revela nos detalhes, em que o corpo conversa com os pensamentos e responde às emoções como se cada sentimento encontrasse nele um lugar para existir.
Sim, o corpo tem suas necessidades. Ele pede atenção. Clama por presença. Às vezes trava um verdadeiro embate com a consciência. De um lado, o corpo que deseja sentir. Do outro, a alma que se recusa a ceder ao que é passageiro. E eu permaneço entre os dois, tentando conciliar aquilo que pulsa com aquilo em que acredito.
Desejo, sim. E desejo intensamente. Mas não qualquer toque. Não qualquer abraço. Não qualquer corpo.
Depois de tantos anos me guardando, percebo que a espera não enfraqueceu meus desejos. Fez exatamente o contrário. Refinou-os. Tornou-os mais conscientes, mais profundos, mais exigentes. Meu corpo já não anseia apenas por ser tocado. Ele anseia por reconhecer quem o toca.
Talvez seja por isso que você ocupe tanto os meus pensamentos.
Há algo em você que desperta tudo aquilo que permanecera em silêncio. Como se meu corpo soubesse, antes mesmo de mim, que toda essa espera sempre caminhou na direção de um único encontro.
E então imagino nós dois. Não por impulso, mas pela intensidade de tudo o que foi contido. Como se anos de espera, desejo e ausência se encontrassem no mesmo instante, fundindo-se num eclipse de sensações únicas, onde corpo, alma e coração deixassem, finalmente, de caminhar em direções diferentes.
Confesso que há dias em que essa espera pesa. Hoje é um deles. Meu corpo parece sussurrar que já esperou o suficiente. Que deseja repousar, enfim, nos braços do homem que há tanto tempo habita meus pensamentos.
Talvez esse seja o maior paradoxo do celibato: ele não mata o desejo. Apenas o ensina a esperar pela pessoa certa.
E depois de tanto tempo me guardando... depois de tanto tempo te aguardando... já não desejo apenas esperar.
Desejo você.
Onde o toque acontece
Há quem confunda pele com presença.
Beijo com encontro.
Desejo com conexão.
Mas há um abismo entre encostar em alguém e realmente tocar alguém.
Porque o toque que importa não começa nas mãos.
Começa na atenção.
No olhar que permanece.
Na escuta que não tem pressa.
Na vontade de conhecer o outro antes de atravessá-lo.
Eu acredito no toque que encontra ritmo.
Que não invade, não exige, não toma.
Que percebe.
Que espera.
Que responde.
Porque quando existe verdade, dois corpos não apenas se tocam: eles se reconhecem.
E talvez seja isso que tanta gente não perceba.
Há pessoas que passam uma vida inteira roçando em outras sem jamais alcançá-las.
Beijam bocas, mas não encontram almas.
Abraçam corpos, mas permanecem distantes.
Trocam calor, mas não presença.
Eu não quero um toque que apenas percorra minha pele.
Quero aquele que saiba chegar até onde ninguém chega.
Que encontre em mim o que não se entrega a qualquer mão.
Que compreenda que meu corpo é território de confiança, e que só se abre verdadeiramente quando existe algo maior do que desejo: conexão.
Porque, para mim, tocar alguém é uma forma de dizer:
eu estou aqui.
eu vejo você.
eu sinto você.
e, por um instante, não existe distância entre nós.
Talvez seja por isso que eu ainda espere pelo toque certo.
Não porque tenha medo de ser tocada,
mas porque sei a diferença entre ser tocada
e ser alcançada.
Desejo-lhe que hoje seja um daqueles dias em que você se apaixone pela vida e celebre por estar vivo.
Que coisas muito boas lhe aconteçam e, quando acontecerem, não duvide de que você as merece.
Aquele olhar discreto atravessando a sala, pesado de desejo e medo, dizendo: "Isso nos arruinaria, não é?"
