A Medida que o Tempo Passa

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A exposição constante do que lhe faz bem, bom e feliz, se tornará em pouco tempo objeto de doença mental, inveja, rancor e infelicidade aos que vagueiam inseguros e tristes sem direção.

Como jurista aprendi e exerci reflexões no tempo de academia, sobre o principio do Andrógino, e sua origem na obra " O banquete" de Platão, em seu personagem mítico Aristófanes, que fazia parte dos seres humanos originais no planeta que se mistura com o conceito da busca eterna da alma gêmea, pelo castigo de Zeus que os cortou ao meio resultando na busca incessante pela sua "metade perdida". A androginia sempre foi vista como uma representação original, um estado completo e um estado de ser superior anterior à divisão dos gêneros. Este principio da Androginia, literariamente sempre foi dissertado através de icônicas obras de grandes autores,
associado ao amor perfeito.

​O Tempo da Espera
​Esperei por você na porta.
Abri-a e me joguei em seus braços.
​Finalmente, o momento que desejávamos há meses.
O desejo urgente de fazer o tempo parar.
​Toco o seu corpo na esperança de memorizar cada detalhe,
criando um mapa exato para não te esquecer até que você retorne.
​E torço...
Torço para que a ansiedade da ausência
não me torture como fez durante todo este tempo de espera.
​Queria tanto que você ficasse.
Mas não posso ser egoísta e pensar apenas em mim.
​Se você estiver feliz, eu aguento.
Se você estiver feliz...

Revele apenas o que você cria de verdade. Nenhuma máscara resiste ao tempo. A verdadeira sabedoria é viver o que se é.


Benê Morais

Sou do tempo em que "Master" queria dizer "Mestre"; agora é sinônimo de banco que escandalizou o Brasil.


Benê Morais

Sou do tempo em que a caneta servia para escrever, não para fazer abdominais.


Benê Morais⁠

"Tomara que o tempo seja generoso com você, recompensando esse mar de sentimentos bons que a sua alma transborda."— Anjinha Sensual

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"O frio lá fora congela o tempo, mas embaixo do nosso cobertor o clima incendeia. Não existe inverno que resista ao calor da tua pele e ao compasso calmo do teu abraço."
— Anjinha Sensual

O tempo apenas consome o ego que fazia daquela pergunta uma questão de vida ou morte. O silêncio do tempo não é esquecimento, é desapego forçado.

AMANHECERES QUE NÃO CABEM NO TEMPO.
Minha alma repousaria silenciosa ao teu lado como uma vela antiga acesa diante de uma catedral esquecida pelo mundo. Tu não serias apenas presença. Serias a delicadeza invisível que faz o amanhecer parecer menos cruel aos que sobreviveram às próprias noites.
Imagino-te chegando com os cabelos ainda tocados pela penumbra da madrugada. O vento movendo lentamente as cortinas. O céu indeciso entre o cinza e o dourado. E sobre a mesa apenas aquilo que os verdadeiros sentimentos necessitam para existir. Um pedaço de lápis já gasto pela insistência da alma. Um papel rasgado. Frágil. Quase abandonado. Contudo, transformado em eternidade pelas mãos de quem ama.
Porque certos universos não são construídos com grandezas. São erguidos por vestígios. Por pequenas ruínas sentimentais. Pela caligrafia tremida de alguém que escreveu enquanto o coração doía em silêncio.
Tu és exatamente essa arte impossível de reproduzir. Não pela beleza exterior somente. Mas pela impressão metafísica que deixarias sobre tudo o que tocasses. Como se tua existência tornasse o mundo menos áspero e mais respirável.
E nesse quarto ainda impregnado pela quietude do amanhecer, eu compreenderia que o amor verdadeiro raramente chega como espetáculo. Ele surge como um sussurro. Como uma presença que senta ao lado do escuro misterioso sem medo de contemplá-lo.
Então eu guardaria esse pequeno papel rasgado como quem protege uma relíquia esquecida pelos séculos. Porque nele existiria mais verdade do que em bibliotecas inteiras. Mais humanidade do que em discursos monumentais. Mais eternidade do que muitos juramentos feitos sob o orgulho dos homens.
E quando o primeiro raio de luz atravessasse lentamente a janela, tua existência pareceria uma obra desenhada entre a melancolia e o infinito. Minha arte. Meu fragmento celeste. Meu amanhecer sobrevivendo dentro daquilo que ainda resta de mim.

" Convivi com idiotas por tempo demais; hoje, aprendi que meu tempo vale mais do que suas tolices. "

O TEMPO E NÓS.
O tempo é o tempero da existência. Envolve-nos tanto nos atos mais simples quanto naqueles de extrema relevância. É o grande transformador das almas, fazendo do aflito um ser esperançoso no porvir, demonstrando que tudo está intimamente ligado às mudanças expressivas e inevitáveis no grande altar da humanidade.
Mesmo sob o véu que, por ora, desce sobre os nossos sentimentos, sejam eles aliados ao bem ou comprometidos com a ausência dele, o tempo abre-nos as perspectivas das inúmeras existências já vividas, as quais se sucedem como uma imensa catadupa lançada na eternidade, revelando-nos que somos Espíritos imortais.
Aquele que se beneficia do bom aproveitamento do tempo permite-se transformar, perdoando e também perdoando a si mesmo, pois urge a necessidade de um novo recomeço, que se renova a cada instante em que se busca alcançar a mansuetude do amor.
Contudo, não raras vezes, para não nos comprometermos conosco mesmos, esperamos que o Evangelho faça a sua parte sem a nossa participação. Suas palavras permanecem escritas, mas ainda não vividas. Entretanto, o perfume dessa Boa Nova, que repousa implicitamente em nosso íntimo, cedo ou tarde transforma-se em espinho na carne, nas circunstâncias que o próprio tempo, soberano educador, coloca diante de nós.
O valoroso instante em que passamos a enxergar, naquele a quem antes chamávamos de algoz, um irmão de jornada, possui a extraordinária capacidade de transformar a inimizade em fraternidade, permitindo que aquele que outrora nos feria seja, agora, a mão amiga que nos acompanha na caminhada existencial.
O tempo, no universo, não aceita desertores, porque ninguém está desprovido dele em sua expansão infinita. Carregamo-lo em nós mesmos, comprometidos para sempre com as consequências de nossas ações e reações. Cada um é protagonista da própria vida, mas é necessário permitir que outros também participem dela, para completar a grande película da história, que jamais se cansa de registrar os passos da humanidade.
Por isso, meus amigos e meus irmãos, saibamos compreender o tempo. É impossível afastar-se daquilo que pertence intimamente a cada um de nós e que, ao mesmo tempo, nos une a todos.
Somos irmãos.
Deus é o Autor da vida.
O tempo é o instrumento que Ele nos empresta durante a existência corporal, para que nos tornemos agentes conscientes do aprendizado e do aperfeiçoamento moral, unidos pela certeza de que somos aqueles que abraçam o tempo para, sem o término da alma, alçarem voo, plenificados em um só amor, de volta à Casa Celeste.

"Muita Paz!"

"Catarina Labouré"

A BELEZA CONGELADA NO TEMPO.
A figura de Marilyn Monroe permanece como um dos paradoxos mais intensos da estética moderna. A sua imagem não apenas atravessou décadas, mas parece ter sido suspensa num instante definitivo da história cultural. Há rostos que envelhecem com o passar dos anos e há rostos que o imaginário coletivo transforma em símbolos permanentes. No caso dela, ocorreu algo singular. A juventude foi preservada pela memória do mundo como se o tempo tivesse sido detido.
Nascida em 01.06.1926, na cidade de Los Angeles, Norma Jeane Mortenson transformou se gradualmente numa construção estética que ultrapassou a própria pessoa. O cinema de meados do século XX produziu diversas estrelas. Contudo, poucas alcançaram a dimensão mitológica que se formou em torno de Marilyn Monroe. Sua imagem passou a representar simultaneamente inocência, sedução e uma espécie de fragilidade humana que tocava profundamente o público.
A morte em 05.08.1962, também em Los Angeles, interrompeu sua trajetória no auge da notoriedade. Esse fato histórico contribuiu decisivamente para aquilo que alguns pensadores da cultura descrevem como “congelamento simbólico da beleza”. Quando uma figura pública desaparece jovem, a memória coletiva não testemunha as transformações naturais da idade. Assim, o rosto permanece eternamente associado ao vigor da juventude.
O cinema preservou essa imagem. Filmes como Gentlemen Prefer Blondes e The Seven Year Itch consolidaram uma iconografia que se repetiu incontáveis vezes na história da fotografia, da publicidade e da arte visual. A famosa cena do vestido branco erguido pelo vento tornou se um dos quadros mais reconhecíveis do século XX. Ali se cristalizou um arquétipo de feminilidade que atravessou gerações.
Contudo, por trás do símbolo havia uma realidade psicológica complexa. Muitos estudos biográficos indicam que a atriz enfrentava profundas inquietações emocionais, solidão e instabilidade afetiva. Esse contraste entre a imagem radiante e a interioridade vulnerável produziu uma aura quase trágica em torno de sua figura. A beleza, nesse sentido, deixou de ser apenas estética. Tornou se também um espelho da condição humana.
Por isso a expressão “beleza eterna congelada” não se refere apenas ao rosto ou à fotografia. Refere se ao instante histórico em que uma pessoa real foi transformada em mito cultural. A imagem não envelhece porque pertence agora à memória simbólica da humanidade.
Assim, enquanto o tempo continua a avançar sobre o mundo e sobre todos os rostos humanos, a figura de Marilyn Monroe permanece suspensa numa aurora perpétua da juventude, lembrando silenciosamente que certos instantes da beleza são tão intensos que o próprio tempo parece hesitar diante deles.

" O amanhã não é um lugar no tempo. É uma semente invisível que amadurece no interior do espírito."

QUANDO UM ANJO DORMIU EM MINHA CASA.
Era uma casa simples, situada numa rua tranquila onde o tempo parecia caminhar mais devagar. As paredes guardavam marcas de anos vividos, risos antigos e algumas lágrimas silenciosas. Ali morava um homem de espírito cansado, daqueles que carregam na alma mais perguntas do que respostas.
Certa noite, depois de um dia longo e pesado, ele apagou as luzes e deixou que a casa mergulhasse no silêncio. O vento tocava levemente as janelas, e a madrugada aproximava-se com aquela serenidade que somente as horas profundas sabem trazer.
Sentado na pequena sala, ele pensava na vida. Pensava nos caminhos que tomara, nos erros que ainda lhe doíam e nos sonhos que pareciam ter ficado para trás. Havia dentro dele uma mistura de cansaço e esperança, como se a alma buscasse algum sinal que lhe devolvesse confiança no amanhã.
Antes de dormir, fez algo que havia muito tempo não fazia. Curvou levemente a cabeça e falou em voz baixa, quase como quem conversa consigo mesmo.
“Se houver ainda alguma luz para mim, permita que ela encontre esta casa.”
Depois disso, recolheu-se ao quarto e adormeceu.
A noite passou silenciosa. Nenhum ruído estranho, nenhuma visão extraordinária, nenhum fenômeno que pudesse impressionar os sentidos. Apenas uma paz incomum que parecia repousar sobre o telhado, sobre as paredes, sobre cada objeto simples daquele lar.
Naquela madrugada, porém, algo sutil aconteceu.
Enquanto o corpo descansava, o espírito encontrou-se envolvido por uma serenidade profunda. Não houve palavras audíveis, nem formas visíveis. Houve apenas uma presença silenciosa, como se uma inteligência benevolente estivesse ali, velando pelo descanso daquele coração cansado.
Era como se uma luz suave tivesse atravessado a casa inteira sem acender lâmpada alguma. Uma presença que não perturbava, que não exigia atenção, que simplesmente permanecia.
E assim a noite seguiu tranquila.
Quando o amanhecer chegou, o homem despertou com uma sensação estranha. Não havia acontecido nada que pudesse explicar. A casa era a mesma. A mesa continuava no mesmo lugar, as janelas estavam fechadas como sempre.
Mas algo dentro dele havia mudado.
A inquietação que o acompanhava há tanto tempo parecia menor. O peso que carregava nos pensamentos estava mais leve. Ele levantou-se devagar e caminhou pela casa em silêncio, como quem percebe que aquele espaço simples estava diferente.
Não porque algo tivesse sido acrescentado.
Mas porque algo havia sido suavemente purificado.
Sem saber explicar por quê, ele sorriu pela primeira vez em muitos anos. Sentiu vontade de abrir as janelas, deixar a luz entrar e começar o dia de outra maneira.
Enquanto preparava o café da manhã, uma ideia atravessou-lhe o pensamento como um sopro delicado.
“Esta noite um anjo dormiu aqui.”
Talvez ninguém pudesse provar aquilo. Talvez nenhum olhar humano tivesse visto aquela presença silenciosa.
Mas certas verdades não precisam de testemunhas.
Elas revelam-se apenas através da paz que deixam no coração.
E naquela casa simples, naquela madrugada tranquila, alguém despertou para a vida com a certeza silenciosa de que, mesmo nas noites mais comuns, o bem ainda encontra caminhos para visitar aqueles que não desistiram completamente da esperança.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro .

Arrume a casa todos os dias, mas arrume de um jeito que lhe sobre tempo para viver nela.

Triângulo da Vida


Jovem: Tem tempo e saúde, não tem dinheiro.
Adulto: Tem dinheiro e saúde, não tem tempo.
Idoso: Tem dinheiro e tempo, não tem saúde.

ONDE O SILÊNCIO FALA.

No tempo onde o vento sussurra teu nome,
repousa a lembrança que não dorme um véu de luz e distância,
feito de sombra e esperança.

Tuas mãos, ficaram no outono,
entre as folhas que dançam sem dono; e o mundo parece menor desde então,
porque em mim ecoa tua canção.

Há dias em que o céu me devolve teu olhar, como se o azul soubesse amar.
E eu que me rendo à dor com sorriso chamo-te em silêncio, como quem reza um aviso.

Se fores estrela, brilha em mim,
se fores vento, toca-me assim.
Mas se fores só lembrança e eternidade,
permanece... como ficou tua saudade.

"A gratidão e a paciência converte o sofrimento em lição e o tempo em mestre e aliado."

TEMPO, ILUSÃO E VERDADE: A FALSA SENSAÇÃO DE ATRASO NA ERA DA EXPOSIÇÃO.
A sensação de estar atrasado tornou-se um dos sofrimentos silenciosos mais característicos da vida contemporânea. Ela não nasce do tempo em si, mas da percepção deformada que se constrói a partir dele. O indivíduo olha ao redor e acredita que todos avançam enquanto ele permanece imóvel. Contudo, essa percepção não é um reflexo fiel da realidade, mas o resultado de um sistema de exibição cuidadosamente editado.
O ponto central dessa reflexão reside na natureza daquilo que se observa. A vida alheia, tal como se apresenta nas redes, não é uma totalidade, mas um recorte. Exibem-se conquistas, ocultam-se fracassos. Publicam-se celebrações, silenciam-se crises. O que se oferece ao olhar externo é uma sequência contínua de êxitos, como se a existência fosse linear, ascendente e isenta de rupturas.
Esse fenômeno produz um efeito psicológico profundo. O indivíduo passa a comparar a sua experiência integral, com dores, dúvidas e hesitações, com a versão editada da vida dos outros. Trata-se de uma comparação estruturalmente injusta. É o confronto entre a realidade vivida e a aparência construída. Dessa discrepância nasce a angústia.
Outro aspecto expressivo é a construção social do chamado tempo ideal. Estabelecem-se marcos invisíveis. Espera-se que se atinja estabilidade em determinada idade. Que se conquiste reconhecimento em certo período. Que se cumpra um roteiro implícito de realizações. Esses parâmetros não possuem fundamento universal. São convenções culturais, mutáveis e frequentemente arbitrárias. Ainda assim, exercem pressão como se fossem leis naturais.
Há, nesse contexto, uma transformação do próprio sentido da existência. Muitos deixam de viver para experienciar e passam a viver para demonstrar. A vida converte-se em espetáculo. Cada conquista não é apenas um fato, mas um elemento de validação pública. Surge, então, uma ética da aparência, na qual o valor do indivíduo parece depender daquilo que ele consegue exibir.
Essa lógica produz um ciclo contínuo de ilusão. Quem observa sente-se insuficiente. Quem exibe sente-se compelido a manter a imagem. Ambos participam de uma engrenagem que se alimenta da comparação e da validação externa. A autenticidade torna-se rara, e a interioridade, negligenciada.
Do ponto de vista filosófico, esse cenário reatualiza uma distinção antiga. A diferença entre ser e parecer. O que se apresenta ao olhar coletivo não corresponde, necessariamente, ao que se vive na intimidade. A era digital não criou essa dissociação, mas a amplificou em escala inédita, tornando-a quase onipresente.
É necessário compreender, com rigor, que não existe uma linha universal de progresso humano. Cada trajetória é marcada por contingências, escolhas, limites e circunstâncias irrepetíveis. O tempo não é uma régua uniforme. Ele se manifesta de modo singular em cada existência.
Dizer que alguém está atrasado pressupõe a existência de um padrão absoluto. Esse padrão não existe. O que existe são expectativas socialmente construídas, frequentemente incompatíveis com a complexidade da vida real.
Há, portanto, uma inversão que precisa ser reconhecida. Não é o indivíduo que está atrasado. É a percepção que está distorcida. O olhar, ao invés de captar a realidade, captura uma encenação.
A superação dessa ilusão exige um movimento interior. Recolher-se parcialmente do fluxo incessante de comparação. Reorientar a atenção para a própria experiência concreta. Reconhecer o valor do percurso íntimo, ainda que invisível aos olhos externos.
A verdadeira medida de uma vida não se encontra na sucessão de marcos exibidos, mas na coerência entre aquilo que se vive e aquilo que se é. E é nesse silêncio, longe das vitrines e das narrativas fabricadas, que o tempo finalmente recupera sua dignidade, deixando de ser um juiz implacável para tornar-se apenas o campo onde a existência se desdobra com verdade.