A Gente se Ama

Cerca de 52307 frases e pensamentos: A Gente se Ama

O sonho é como uma casa luxuosa, que a gente sonha sem querer.

Seja aquela pessoa mais generosa do mundo, pois isso é o que ficará da gente.

O amor é como um reloginho no pulso da gente; ficamos contando as horas de se ganhar um beijo.

Tem gente que vai te odiar sem você nunca ter feito nada, só por inveja.

Tem gente que o próprio calçado, a derruba.

Mãe, uma flor tirada da gente.

Tem gente de um olhar tão doce que um piscar basta.

A gente pensa que o amor não dói; mero engano, dói muito.

Sou do tempo daquelas cartinhas de amor; a gente não dormia.

Tem gente que quer uma sombra no quintal, mas não tira uma folha da varanda. Tem preguiça até para olhar o sol.

Não fique tentando agradar ninguém, pois tem gente que odeia se sentir gente.

O amor é aquela ruazinha, que a gente nem sabia onde ficava.

Se a gente soubesse a diferencia que fazemos na vida de uma pessoa, a gente já começava o dia dizendo: você já conseguiu, já deu tudo certo!

Há momentos em que precisamos, sim, ter um pouco de loucura; tirar da gente aquelas coisinhas embrulhadas, chatas. Prisioneiras da gente.

Tem gente que do nada ilumina a gente, já chega trazendo o sol.

A vida sempre mostrará a gente — aqueles que realmente nos farão felizes.

"Nem tudo que a gente não conta vira mentira; às vezes é só o desejo de proteger o que sobrou da paz."

Há alturas que só se alcançam quando a gente se abaixa. Descobri isso ajoelhado, diante do meu sobrinho — um pequeno mestre que ainda chama o tempo de milagre e o quintal de mundo.

Aprender a ser grande não tem nada a ver com subir, conquistar ou colecionar aplausos. Tem a ver com reaprender a ver do chão, de baixo, da inocência que a pressa desaprende. O olhar das crianças não mede, não julga, não calcula. Apenas acolhe. E quem acolhe, cresce.

Ajoelhar é um gesto sagrado: é dizer ao universo que não se esqueceu de onde veio. É lembrar que a sabedoria mora nas alturas baixas, nas perguntas simples, nas respostas que ainda não têm forma.

Ser grande, talvez, seja isso: caber inteiro num instante pequeno.
Porque quem se abaixa para amar, se eleva sem perceber.

— Douglas Duarte de Almeida

Não é uma despedida, é só uma hipótese — dessas que a gente pensa baixinho quando o peito lembra que é finito.

Se um dia eu fo, aliás, quando eu for, quero ir sem inventar desculpas. Já pedi perdão demais por ser intenso, por sentir demais, por não caber nos silêncios que esperavam de mim. Cansei de negociar minha essência pra parecer leve.

Não quero ser lembrado por “ter sido bom”, quero ser lembrado por ter sido real. Por ter misturado ternura com acidez, fé com ceticismo, coragem com medo, e mesmo assim, ter seguido. Quero que alguém, em algum momento, perceba que viveu com um pouco mais de coragem depois de cruzar comigo. Isso já me basta. Não deixo herança: deixo faísca. Se ela acender em alguém, sigo vivo.

E se perguntarem o que aprendi, direi: aprendi a me atravessar sem mapa. A perder com dignidade. A me refazer sem plateia. E a amar sem manual — porque o amor, no fim, é o último idioma antes do silêncio.

(Douglas Duarte de Almeida)

Não gaste seu tempo mergulhando em águas rasas. É, além de frustrante, dolorido. A gente entra achando que vai encontrar profundezas, mas o que há é só reflexo. E reflexo, quando se acredita demais, engana.