A Amizade Surge quando Aprendemos a Admirar

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Quando no Templo das Virtudes, surgirem discursões conflitantes, ásperas e antagônicas, a energia circulante se negativará. Nestes casos cabe ao Venerável Mestre, sentado ao trono de Salomão, imediatamente suspender os trabalhos, evitando que o ambiente pesado possa causar danos irreparáveis a egregora da reunião, que é formada pela união dos irmãos presentes. Em seguida a só golpe, comandará de forma tríplice a saudação " Huzé ". Logo depois, reiniciará os trabalhos, mas em uma nova atmosfera, fraternal e harmônica com certeza e serenidade. Assim ensina a Lei.

Acompanho certos indivíduos com comportamentos bipolares, independente dos gêneros. Eles quando estão, eufóricos chegam a ultrapassarem todos os limites de ousadia pertinentes, algumas vezes me parecem seres geniais com uma intelectualidade muito além de qualquer padrão e sugerem novas idéias, que se aplicadas resolveriam vários problemas sociais e comportamentais do meio. No entanto, logo depois, afundam se dentro deles mesmo, desacreditando em tudo de maravilhoso, que haviam conjecturados e proposto, é o outro lado da moeda comportamental, a alienação e a depressão. A certeza que nenhum esforço vale a pena, que tudo está caótico e nada se pode fazer. A mudança de humor, muitas vezes acontece muito rápida. Quase imperceptível a quem ouve e vê.

A comunicação com o autista se da quando começamos a aprender os novos significados das palavras para ele, dentro de nosso próprio idioma. Da mesma forma que só conseguimos entender novas dificuldades e assuntos que lhe incomodam, aos portadores da síndrome do espectro autista TEA, observando suas expressões involuntárias que engolem os sentimentos, as argumentações mas revelam as faces ocultas de abandono e solidão, dentro de suas almas.

Viemos nesta dimensão para aprender e servir. Quando percebo, que nada tenho mais para acrescentar e renovar em um lugar, saio de fininho e adormeço. Para acordar para o novo em outro lugar, viver e amar.

Quando te ouvem mas não se colocam em seu lugar. Quando não te entendem e mesmo assim começam a te julgar, pelas medidas deles. Seria bem melhor, falar para as paredes, pois pelo menos, não teria que escutar conselhos, que não os levaram, a lugar nenhum.

"Muitas vezes, quando o coração mais se dói de solidão e ingratidão, é que está mais próximo de Deus."


Escritor: Marcelo Caetano Monteiro.

" Quando ergo os olhos ao céu noturno, vejo estrelas que cintilam como se fossem portas abertas para o infinito. Elas me recordam que a vida não se encerra em minhas angústias, mas se prolonga em algo maior, eterno. Na brisa suave que acaricia meu rosto, percebo o toque invisível de uma mão amiga, lembrando-me que não estou só. "

O AMANHECER DA ALMA.


Quando a aurora rompe as sombras da noite, é como se um cântico silencioso atravessasse os espaços, convidando-nos a renovar o coração. O sol que desponta não ilumina apenas os vales, os montes e os rios; ele acende também uma chama íntima, recordando ao espírito humano que a vida é movimento, ascensão e promessa eterna de felicidade.
A beleza do dia que nasce não reside apenas no espetáculo da natureza, mas no símbolo que ele encerra. Assim como a Terra se veste de claridade após as horas escuras, também nós, viajores do infinito, somos chamados a emergir das sombras da dor, da ignorância e das provações. Cada manhã é, em si, um convite de Deus à esperança.
A vida espiritual não conhece crepúsculo definitivo. A morte, que tantos temem, é apenas o repouso de uma etapa, prelúdio de uma alvorada ainda mais bela. O espírito, imortal em sua essência, amanhece incessantemente. A cada existência, a cada experiência, desvela novos horizontes, amplia a visão, depura os sentimentos. Assim, a felicidade não é uma miragem distante, mas o resultado da marcha perseverante sob o olhar da Lei divina.
No alvorecer do espírito, a beleza maior não está no brilho exterior, mas na paz que nasce da consciência reta, no amor que se dá, na fraternidade que se semeia. A natureza ensina essa lição em silêncio: o sol não guarda sua luz, mas a reparte; a árvore não retém seus frutos, mas os oferece. Da mesma forma, a alma só encontra a verdadeira ventura quando aprende a doar-se, transformando cada amanhecer em um hino de gratidão.


Para meditar:


Que cada dia seja para nós uma alvorada da alma. Que aprendamos a saudar a manhã não apenas com os olhos voltados ao horizonte terrestre, mas com o coração aberto à eternidade. O destino do espírito é a felicidade; não a felicidade ilusória que o mundo oferece e retira, mas aquela que floresce no íntimo e que cresce, segura, à medida que nos aproximamos de Deus pela prática do bem.
Eis o grande chamado: viver o dia que se levanta como oportunidade sagrada de crescimento, luz e amor. E então, mesmo quando a noite dos sentidos chegar, traremos em nós a certeza luminosa de que uma aurora mais pura nos espera, porque o espírito jamais deixa de amanhecer.

“A Liturgia da Dor:
Quando Amar é Sofrer em Vida pelo Ser Amado”
Texto filosófico e psicológico.
Amar é sofrer em vida não por fraqueza, mas por excesso de humanidade. O amor, quando autêntico, carrega em si o germe do sofrimento, porque nasce do desejo de eternizar o que é efêmero, de reter o que inevitavelmente escapa. Amar é querer aprisionar o tempo no instante em que o olhar do outro nos faz existir; é suplicar à eternidade que não nos apague da memória de quem amamos.

Há uma liturgia secreta na dor amorosa. Ela purifica, depura, torna o ser mais lúcido e, paradoxalmente, mais enfermo. O amante vive uma crucificação sem sangue: carrega o peso invisível de um afeto que o mundo não compreende. Vive entre o êxtase e o abismo, entre o beijo e a renúncia. Freud chamaria isso de ambivalência afetiva: a coexistência de prazer e dor em um mesmo movimento da alma. Mas há algo mais profundo algo que a psicologia talvez não alcance, pois o amor, em sua forma mais elevada, é sempre um sacrifício voluntário.

Quem ama verdadeiramente, sofre antes mesmo da perda. Sofre por pressentir a fragilidade do instante, por saber que a ventura é breve, que o corpo é pó e que toda promessa humana é feita sobre ruínas. Esse sofrimento não é patológico, mas metafísico: é o reconhecimento de que a alma, ao amar, toca o eterno e, ao voltar à realidade, sente a mutilação de quem regressa do infinito.

Nietzsche, em seu niilismo luminoso, diria que o amor é a mais bela forma de tragédia, pois ele exige entrega total, sabendo-se fadado ao fim. Amar é afirmar a vida apesar do sofrimento, é dizer “sim” à existência, mesmo sabendo que o objeto amado um dia há de desaparecer. É um heroísmo silencioso, uma luta contra o absurdo.

Mas há também o lado sombrio o amor que se torna cárcere, o sentimento que se alimenta do próprio tormento. A psicologia o chamaria de complexo de mártir, mas o filósofo o vê como a tentativa desesperada de alcançar o absoluto num mundo que só oferece fragmentos. O sofrimento, então, torna-se o altar onde o amante consagra sua fé.

“Amar é sofrer em vida pelo ser amado” eis a verdade dos que ousaram sentir profundamente. É morrer um pouco a cada ausência, é carregar dentro de si a presença que já não se tem. O amor, quando verdadeiro, não busca recompensa: ele é em si o próprio sacrifício.

E talvez seja esse o segredo trágico e belo da existência: somente quem amou até sangrar conhece o sentido oculto de viver. Pois o amor é o único sofrimento que salva, a única dor que eleva. Quem nunca sofreu por amor, nunca amou apenas existiu.
Epílogo:
“Há dores que são preces disfarçadas. E o amor é a mais silenciosa de todas elas.”

Quando o Amor Carrega o Crepúsculo da Culpa.
Autor: Marcelo Caetano Monteiro.


“Não há culpa em amar-te, mesmo quando esse amor me devora em mortes sucessivas. E, quando de ti necessito, aceito que venha envolto no presságio funesto que já habitava a primícia do próprio sentir.”

Nesta formulação, o amor surge como sacramento e sentença, um movimento que exime de culpa porque nasce inevitável, anterior à vontade. A “primícia funesta” torna-se o anúncio silencioso de que todo afeto profundo carrega sua sombra desde o primeiro gesto, e que ainda assim escolhemos permanecer.

Que o peso e a luz dessas palavras se tornem um caminho onde a dor e o desejo se reconciliam na busca pela imortalidade.

" Quando a crítica precisa ser mais extraordinária do que o fenômeno criticado, não estamos diante de ciência esclarecedora, mas de uma negação que teme aquilo que não consegue medir, e a lucidez verdadeira sempre começa onde o dogma termina. "

Quando a certeza é excessiva pode-se apegar na dúvida para não se perder do real.

"Riqueza oscila, reputação murcha, mas o caráter é o que resta quando o cenário se apaga."

"O homem caminha sob o impulso de uma vontade profunda e inquieta. Mas quando por um instante ele se detém diante da dor do outro algo em seu interior se aquieta como um jardim tocado pelo vento da tarde."

"A verdadeira grandeza não está em reunir alegrias para si. Ela nasce quando alguém compreende a fragilidade de todos os seres e ainda assim escolhe ser gentil."

"O amor só é verdadeiro quando se torna silêncio que compreendido."

"O amor só é quando deixa de exigir e começa a oferecer."

"Toda educação verdadeira começa quando o espírito aprende a governar a si mesmo antes de pretender governar o mundo."

"Quando a educação se torna profunda, ela não apenas ilumina a mente. Ela purifica a vontade."

"A serenidade é a arte de permanecer inteiro mesmo quando a vida se fragmenta."