A Amizade Surge quando Aprendemos a Admirar
Só não fuja de mim...
Quando eu me aproximar,
depois de criar coragem
e falar do nada,
mesmo sem sentido algum...
Não precisa me responder.
Pode fingir que não me ouviu,
pode se calar
para não me magoar...
Com palavras
não pensadas,
ditas da boca para fora,
jamais do coração,
que saem como defesa.
Defende-se de um sentimento
que é cura,
não tormento.
Pode ficar quieto, parado,
e até me ignorar,
mesmo que eu não saiba o porquê:
se é amor, desejo ou desprezo...
Já não me importa tanto.
Posso até me enganar,
sem conhecer o real motivo.
Apenas fique.
E não fuja de mim!
O amor...
Na vida, precisamos nos encontrar primeiro, para que, quando surgir o amor verdadeiro, não nos percamos no outro. O amor deve vir como complemento, porque você, por si só, já é uma pessoa inteira.
Eu te amo!
Porque existem palavras que só são ditas quando já não fazem mais sentido…
quando já não pertencem ao contexto
— Assim podem ser ditas sem nenhum peso na consciência.
Quebra de Padrões...
O problema nasce quando depositamos expectativas no outro
sem sequer termos nos encontrado por inteiro.
Mudamos todos os dias —
e, às vezes, nem nos reconhecemos no espelho da própria alma.
Antes de tentar ser ideal para alguém,
precisamos ser verdade para nós mesmas.
Ser mulher, ser esposa, ser inteira —
não para agradar olhares alheios,
mas para honrar quem somos quando ninguém vê.
Agir com responsabilidade é um compromisso humano.
Tudo nos é permitido,
mas só o que convém ao coração consciente
merece ser escolhido.
A Fé Além da Porta
Ter fé é acreditar que, quando a hora divina chegar, Deus fechará a porta e removerá as paredes.
Porém, muitos que dizem ter fé permanecem condicionados, esperando que a porta se abra, sem olhar ao redor, sem confiar que Deus só trabalha com abundância — e que Seus milagres não são apenas mágicos, são extraordinários.
Decepção
É quando você faz tudo,
se perde de si, abre mão da identidade e da dignidade,
vira-se do avesso…
e nada.
Então vem o óbvio:
não era amor.
Amor é cuidado que volta,
é zelo que encontra abrigo.
Quando isso não é recíproco,
a balança está desigual.
Ela apenas entende que o amor é algo para ser vivido,
não encenado —
e, por isso, a conta não fecha.
Dá-se por inteiro e acaba se humilhando por migalhas.
Quando o véu da ilusão cai,
não há como colocá-lo de volta.
Não dá para fingir uma felicidade que nunca existiu.
Já o outro, dentro da sua bolha de cristal, acredita ser dono
e não percebe que ninguém é de ninguém — como bem disse Zíbia Gasparetto.
Às vezes você acha que é luz para alguém,
mas é o contrário.
Ela é livre e, muitas vezes, permanece ali apenas por pena.
— SaMarSi
Resiliência
Quando crescer, quero ser como essa formiga…
Pequena no corpo, gigante na coragem.
Quero sair da zona de conforto, quebrar padrões,
enfrentar as dificuldades que eu mesma escolhi atravessar.
Ser chamada de louca
por não aceitar o raso, o fácil, o morno —
enquanto tantos preferem o comodismo,
mesmo morrendo um pouco a cada dia.
Vão desistindo dos sonhos,
deixando as expectativas pelo caminho,
com medo da morte…
sem perceber que respirar não é, necessariamente, estar vivo.
Quero ser como essa formiga,
porque o céu nunca foi o meu limite.
Aprendi que não existe sacrifício sem aprendizado,
nem queda que não ensine sobre altura.
E nem todos que estão à beira do abismo querem pular…
Às vezes, estão apenas em silêncio,
admirando o quanto precisaram escalar
para, enfim, sobreviver.
A Mãe e o Olhar
Edineurai SaMarSi
Quando eu era criança, a vizinha perdeu o único filho — quase homem… ainda menino.
Eu a observava.
Sempre fui boa nisso.
Depois disso, ela nunca mais foi a mesma.
A casa seguia arrumada,
as portas abertas,
o café no horário.
Mas os olhos…
ah, os olhos…
Eram fundos.
Vazios.
Fazia tudo como antes.
A vida seguia.
Mas, em seus olhos, algo havia mudado.
Não tinham mais alma, não tinham mais vida…
As tentativas de sorriso eram falsas, assim como a vontade de continuar.
Eu me lembrava de antes — da sua alegria, da família feliz — e, com a minha inocência de menina, pensava:
“Logo isso passa.”
Não passou.
O tempo andou.
Cresci.
Tornei-me adulta.
Ela se mudou, mas, quando a via, mesmo de longe, aquele olhar continuava o mesmo — parado naquele dia.
Como se a alma tivesse saído devagarinho
e ido atrás dele.
Eu não entendia…
Até ser mãe.
E perceber que há dores
que não enterram só um corpo —
enterram o mundo inteiro
dentro do peito de quem fica.
E alguns dias…
simplesmente não passam.
Quando o Tempo Se Revela
Nem tudo o que você viu aconteceu agora…
algumas coisas só chegaram antes do tempo.
Uma clarividência…
um sopro do futuro atravessando o agora.
Às vezes vem perto,
em minutos que ainda nem chegaram…
outras, se estende —
décadas à frente, silenciosa e inevitável.
Como se fôssemos viajantes do tempo,
presos em um mundo
onde passado, presente e futuro
não caminham em linha reta…
apenas se encontram.
E então, é preciso cuidado.
A mente precisa ficar atenta, firme —
para não se perder do agora.
Agir naturalmente…
mesmo já sabendo o desfecho.
Ensaiar surpresa
para algo que o coração já reconhece.
Fingir normalidade —
como quem guarda um segredo grande demais —
porque o mundo…
ainda não está pronto
para saber. 🌙
Negue para o mundo,
mas quando seus olhos encontram os meus… não negue nada.
Guarde segredos para as ruas,
para os nomes que você esquece nas esquinas,
para as bocas que provaram de você
sem entender o perigo do seu gosto.
Mas para mim…
deixe cair as máscaras,
como roupa esquecida no chão de um quarto silencioso.
Ainda sinto você
no limite da memória dos meus lábios,
um gosto doce demais para ser inocente,
um gosto que começa como vinho jovem
e termina profundo, quase amargo,
daqueles que a gente bebe devagar
só para prolongar o erro.
Maldito seja seu sobrenome
que encaixa tão bem no meu.
Maldito seja o jeito
que sua boca aprende a minha
como se já soubesse o caminho.
Há algo em nós que não pede licença
Não pede promessa
Não pede futuro
Só pede mais um instante
Mais um toque lento,
mais um segredo sussurrado
como quem acende um fósforo
sabendo que pode incendiar tudo.
Somos assim
um vício servido em taça cheia,
corpo envelhecendo em desejo,
cada encontro mais denso,
mais perigoso,
mais impossível de negar.
E mesmo sabendo
que outros sabores virão…
"Nem toda mulher gosta...
De receber flores arrancadas,
mas gosta... quando forem entregues com afeto"
Quando nos afastamos... de pessoas que não querem o nosso bem, nossa vida começa a caminhar... sem tantas pedras.
Mas quando se fala de amor romântico, algo muda de tom.
O amor, nesse sentido, não é apenas afeição ou hábito: é um chamado profundo, uma força que reclama exclusividade de presença, ainda que não de posse.
Não se trata de uma regra moral, mas de uma experiência de inteireza.
Amar, de fato, alguém é estar inteiro na entrega — e não há inteireza duplicada.
Pode-se sentir desejo por muitos, admiração por vários, ternura por incontáveis.
Mas quando o amor romântico floresce, ele exige uma atenção que não se reparte sem perder a própria essência.
“Ter fé não significa aceitar injustiças: a religião ensina amor ao próximo, mas quando o respeito não é mútuo, a distância é um ato de paz, não de rancor.”
“Boas companhias fortalecem a alma, pois quando andamos em comunhão com a paz e a bondade, o Espírito Santo faz reinar entre nós a serenidade e nos transforma em boas companhias também.”
Boas companhias moldam corações, pois quando caminhamos em sintonia com a paz e a bondade, o Espírito de Deus habita entre nós e nos faz também ser luz uns para os outros.
“Quando visitamos o lar da tristeza, ela nos reconhece e volta a nos visitar; por isso, escolha visitar a paz e a felicidade, para que sejam elas a bater à sua porta.”
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