31 anos

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Tu, com o teu dinheiro, não podes ir a um supermercado e dizer: venda-me mais cinco anos de vida. Não podes. Não é uma mercadoria, então não a devemos gastar mal. Temos de a usar e gastar com as coisas que nos motivam a viver.

Conhecimento X Sabedoria

Alguns anos atrás, quando estava começando a dar cursos e palestras com maior freqüência, descobri que muitos conceitos comuns, com os quais as pessoas pensam estar acostumadas, são verdadeiras caixas de surpresas. Uma de minhas surpreendentes descobertas foi a de que a grande maioria das pessoas considera o atributo inteligência como algo que levaria obrigatoriamente a outro atributo: a bondade. E isso é um fato curioso. Desde quando as pessoas se tornaram boas apenas por serem inteligentes? Isso não parece haver acontecido, mas há quem não consiga dissociar as duas coisas com facilidade.

Para tentar elucidar tal condição, consideremos o seguinte exemplo: uma pessoa que tenha grande capacidade de planejamento, visão comercial, tino de liderança, percepção estratégica, raciocínio rápido e pensamento preciso pode ser considerada inteligente? Vamos assumir que sim. Tal descrição pode se enquadrar a um empresário, a um político ou a um traficante de drogas! Sendo todos eles inteligentes, seriam todos necessariamente homens bons? De jeito nenhum. A inteligência pode ser usada para coisas boas ou ruins. E, para piorar, o próprio conceito de diferenciação entre "bom" e "ruim" também é relativo.

O leitor poderia dizer agora: "Relativo? Que nada. O que é bom é sempre bom e pronto, ora!". Não, nem sempre. Suponhamos que estivéssemos juntos em uma guerra, na frente de batalha, combatendo um inimigo que nos está massacrando e avançando sobre nós em maior número. Num dado momento, quando nosso batalhão está prestes a ser dizimado, surgem os aviões aliados, bombardeando o inimigo com precisão cirúrgica e nos salvando a todos da aniquilação. Isso não seria mais do que bom? Seria ótimo, certo? Mas apenas para nós. Qual seria a opinião do inimigo a esse respeito? O que diriam as famílias daqueles soldados que houvessem sido mortos em tal combate? Quem acharia isso bom? Creio que nenhum ente querido o faria. Por isso, "bom" e "ruim" são coisas relativas e, por isso mesmo, precisamos ter sabedoria para usar tais conceitos com correção.

Sabedoria. Esse é outro elemento que causa confusão. É comum que se confunda conhecimento com sabedoria, mas essas são coisas bem distintas. Se prestarmos atenção, podemos verificar que a diferença é clara e visível. O conhecimento é o somatório das informações que adquirimos, é a base daquilo que chamamos de cultura. Podemos adquirir conhecimento sem sequer vivermos uma só experiência fora dos livros e das aulas teóricas. Podemos nos tornar cultos sem sairmos da reclusão de uma biblioteca. Já a sabedoria, por outro lado, é o reflexo da vivência, na prática, quer pela experimentação, quer pela observação, da utilização dos conhecimentos previamente adquiridos. Ou seja, uma pessoa culta não é necessariamente sábia, mas uma pessoa sábia é relativamente culta em sua área de sabedoria. Para se ser sábio é preciso viver, experimentar, ousar, ponderar, amar, respeitar, ver e ouvir a própria vida.

É preciso buscar, sim, o conhecimento, a informação e a cultura, mas também se deve ter a coragem de experimentar a vida, o amor e o compartilhar. Deve-se atentar para não se tornar uma "ostra egóica", alguém fechado em si mesmo e no próprio processo de aprendizado. Fazer isso é o mesmo que iniciar uma viagem e se encantar tanto com a estrada a ponto de se esquecer para onde se está indo. E isso não parece ser uma atitude muito sábia. Então, sejamos sábios: vivamos, amemos e compartilhemos o que há em nossos corações!

Eu lembro que quando eu tinha 10 anos, eu achava que ter 19 iria ser o máximo e que a vida seria muito mais interessante e divertida depois que eu pudesse ir para uma balada com os amigos e voltar às 7 da manhã. Agora, tenho 19 anos, tenho nojo de balada e às 7 da manhã é o horário que eu estou indo dormir, depois de ter passado horas em frente ao computador.

Para um sábio viver 100 anos é um dever, para um tolo é uma perda de tempo.

Em algum dia de setembro as 19h19 numa estação de trem, um homem com 43 anos, cabelos grisalhos, feição calma, sereno, estava sentado, ao seu redor milhares de pessoas cansadas com fones de ouvido e um celular na mão. Aquele homem era diferente. Logo um jovem se aproximou, cabisbaixo, perdido, viu o homem olhar as pessoas e o ambiente e em segundos fez o mesmo, o homem então disse:
- Deliberei sobre o óbvio, concluir que nem tudo é tão óbvio assim...
O jovem virou-se para o homem e não disse nada, apenas continuou dando-lhe atenção, e o homem continuou
- ... quando se é criança se pergunta o óbvio o tempo todo, e isso de fato é bom, mas os adultos sem tempo para “besteiras” lhes dão respostas simplórias que assassinam a curiosidade das crianças.
- Quais respostas senhor? – Indagou o jovem
- Não perca tempo com isso menino, “Sempre foi assim”
Diz o homem com uma voz debochada.
- Tem alguma solução? Mais uma vez indagou o jovem
- Sim, o óbvio tem que ser perguntado, analisado, não que cheguemos há uma conclusão, mas ao fazer isso, podemos transcender o simplório, ultrapassar a barreira imposta por aqueles adultos “sem tempo”, e cultivarmos a criança curiosa que um dia existiu nesse corpo.
- Você acredita que perguntando sobre tudo o tempo todo pode fazer com que alguém ultrapasse alguma barreira? Retrucou o Jovem
- Eu acredito que: Não é necessário saber onde está para ir há algum lugar, mas se você sabe pra onde ir, primeiro tem que se achar.
- Mas isso é óbvio!! – Novamente retrucou o jovem
O homem se levantou e disse:
- Então...

A experiência que adquirimos com o passar dos anos,não nos leva a acertar sempre. Mas sim a entender e assimilar melhor os duros golpes que a vida dá.

Os melhores anos da sua vida acontecem quando você decide que seus problemas são sua responsabilidade. Você não culpa sua mãe, a ecologia ou o presidente. Você descobre que controla o próprio destino.

Se você não consegue explicar algo para uma criança de seis anos é porque você também não entendeu.

Desconhecido

Nota: A citação costuma ser atribuída a Albert Einstein, mas não há fontes que confirmem essa autoria.

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Eu só tenho 21 anos e já sei das coisas e possibilidades que eu não terei mais.

Setenta anos ensinaram-me a aceitar a vida com serena humildade (...). Não, eu não sou pessimista, não enquanto tiver meus filhos, minha mulher e minhas flores! Não sou infeliz – ao menos não mais infeliz que os outros.

Sigmund Freud
A última longa entrevista de Sigmund Freud. Revista Bula, 23 set. 2015.

Nota: Trecho de entrevista feita por George Sylvester Vierek, em 1930.

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"Daqui a alguns anos, quero olhar para trás e ter a certeza que fiz o que pude para ser feliz! Quero acreditar que tentei todas as possibilidades, que enfrentei todos os problemas sem que eles me dominassem e que contribuí com aquelas atitudes certas que fizeram toda a diferença...
Quero olhar para trás e ver que fui corajosa por ter falado a verdade, por ter mostrado minhas intenções e por ter exposto todos os meus sentimentos. Quero sentir orgulho por não ter fugido de situações por medo de sofrer. Quero não ter desistido de todos os meus sonhos, por mais que eles me parecessem impossíveis em alguns momentos. Quero não ter me arrependido de não ter vivido um possível grande amor, por medo de me entregar novamente, mesmo que tantos outros tivessem me feito sofrer. Quero sentir felicidade por ter escolhido a profissão e os amigos certos para me acompanhar no decorrer de toda minha longa trajetória...
Quero olhar para trás e ver que aquilo que me guiou foi o amor pelas escolhas que fiz, e no momento que eu estiver fazendo essa avaliação, serão elas que estarão ao meu lado e farão com que eu sinta admiração por mim mesma. E este será o melhor momento de todos! É.R.P"

Aos vinte e poucos anos, carregado de filhos e dívidas, cheguei à conclusão de que não seria bosta nenhuma na vida. Então pedi a Deus que me fizesse compreender certas coisas, mesmo que eu não conseguisse explicá-las a ninguém. No fim consegui explicar algumas e me tornei pelo menos um bosta de sucesso.

Desculpe por esgotar tua paciência ao longo desses anos, com meu romantismo enfurecido de cartas, aspas e medos. Eu te amei muito, esse foi o meu problema

Acho que no ultimo mês ,envelheci 10 anos.

Carregamos os anos acumulados, mas a nossa verdadeira essência, a criança interior, continua inocente e tímida como as magnólias.

Que a pressa dos meus dias seja apenas uma desculpa; e que a soma dos meses, em anos, transforme nossos sonhos em eternidade.

Que surjam novos dias, meses, anos melhores para que possamos renovar nossas esperanças, novas amizades, novos amores... novas expectativas...
E assim continuamos a nossa caminhada em direção a uma vida melhor.

Com dezesseis anos umas brincam com bonecas, que porém não são mais as Barbies que eu tinha. Agora tem as Bratz. Outras leem Winx. Outras já estão na América. Umas têm blogs louquíssimos na Internet, baixam files, têm iPod. Algumas matam os pais. E outras se apaixonam e justamente fazem amor.

Dizem que o amor rejuvenesce, e realmente vc se torna tão ingenuo quanto uma criança de dois anos!

CUBO DE GELO
Dia após dia, durante anos, aquela foi minha rotina. E até hoje me pergunto: como é possível?
Levantar ir ao trabalho. Bem, eu acordo cedo, eu gosto. Seis em ponto estou pronto. Café tomado, estômago vazio. De fato prefiro mesmo tomar café no trabalho, mas pela manhã, em casa, vai bem. Pois bem, dia após dia os ônibus cheios, pessoas, carros, espelhos. Tudo tão calmo e ao mesmo tempo é desespero. Movimento com o passar dos postes diante do meu pensar distante e desinteressante, observado de canto a canto, de sereno a delirante. Uma senhora que olha e disfarça. Olho para o relógio, perto de chegar, mais um sinaleiro. Olho para trás, procuro me posicionar, posição de saída. As portas se abrem, desço. Saio por primeiro. Passo após passo pela calçada em preto e branco, os prédios, as praças, os pombos. Ah, um dia frio faz mesmo observar. Os passos parecem desacelerar, enquanto o relógio derrete o tempo. Ora, só preciso chegar! Pois tenho tempo! Estou a voltar, novamente vejo as cenas, o ônibus, os postes, a senhora que me olha com desejo, quero dizer: disfarça! Eu vejo. Como é possível? Novamente paro, penso! As pessoas em câmera lenta, e eu: desespero? Ah, esse eu neste cubo de gelo, que segredo deste olhar a delirar... Só um olhar a delirar. Será mesmo? Passam-me uma a uma – as pessoas, sim, as pessoas – e eu a perguntar: e o meu tempo? Devagar! Devo chegar, distancio-me. Dias frios fazem mesmo observar. Rio, porque em vez de ir adiante, estou indo para trás. Como é possível? Novamente, tenso, penso: dia frio faz mesmo observar. Suores na testa e como suo neste cubo de gelo. Ah, que segredo, apenas meu olhar a delirar. Nem pergunto. Mas será mesmo? Os ternos, as saias, o vento. Estala os dedos a velha senhora naquele bar. Como eu posso escutar? A brasa a queimar no cigarro do mendigo. As luvas sujas, os trajes, um pão mordido, pego sobre luvas sem dedos, e no braço uma coberta a arrastar. Novamente lembro! Preciso chegar! Eu tenho tempo, devo me lembrar! O sono vem me incomodar. Minha inquietude posta em cheque, posição: sentido! Resolvo parar! Como é possível? Sigo o caminho e isso pode ser muito... Ah, deixa pra lá. Observo idéias em linha reticente, tudo devagar de dentro de um cubo de gelo. Meu tempo! É mesmo, um dia frio faz mesmo observar.