31 anos
"Em dias como o de hoje,
quando sinto saudades de vinte e poucos anos atrás, é que me dou conta de que nada mudou
entre a menina que fui um dia
e a menina que hoje sou"
Origem das duas Fridas. Recordação. Devia ter 6 anos quando vivi intensamente a amizade imaginária com uma menina de minha idade. (...) Não me lembro de sua imagem, nem de sua cor. Porém sei que era alegre e ria muito. Sem sons. Era ágil e dançava como se não tivesse nenhum peso. Eu a seguia em todos os seus movimentos e contava para ela, enquanto ela dançava, meus problemas secretos. Quais? Não me lembro. Porém ela sabia, por minha voz, de todas as minhas coisas...
MELANCOLIA DE ANIVERSÁRIO
Não se ressinta com sua nova idade, os anos passam para todos, e os únicos que não envelhecem são aqueles que não tem essa oportunidade: os que morrem cedo demais.
Aceitemos a realidade: os dias, meses e anos sempre correrão cada dia mais céleres, mas a idade é mera ilusão da mente, o envelhecimento e a maturidade são dádivas de Deus. Eles nos permitem evoluir e ter uma nova oportunidade de reconstruir, fazer diferente a cada dia e refazer nossa história a cada amanhecer, ser mais e melhor sempre.
Por que se entristecer pelo que já foi, sonhou ou desejou e não pôde ter? O segredo da realização é aprender com o passado e se felicitar por sua trajetória vencedora, rir de seus erros e quedas de 5, 20 ou 40 anos atrás.
A maior preocupação deveria ser transformarmo-nos no adulto que a criança ingênua e sonhadora de ontem, que via o mundo em cor de rosa e com simplicidade, teria orgulho de se tornar e se espelhar. Independente das rugas, cicatrizes ou cabelos brancos que isso custe.
Nosso corpo nos conta a nossa história escrita no livro da vida, as linhas e vincos no rosto provam que sorrimos e fomos felizes, os quilos a mais que ganhamos e as celulites, dizem que tivemos comida em fartura e boas bebidas, os olhos cansados nas falam que adquirimos conhecimento, lemos lindas palavras e vimos a beleza da vida.
O corpo que cada dia se mostra menos rijo e forte, ensina a aproveitar melhor suas energias, canalizando-a para o que realmente é importante e prazeroso.
Os fios brancos são a prova das dificuldades encaradas e superadas, dos dias difíceis aos quais sobrevivemos, a dor, o pranto, a mágoa e o desgosto que não nos mataram e nem matarão, ecoam as vitórias e derrotas, que ambas nos ensinam valiosas lições.
As estrias ou barriga mais flácida relatam que fomos receptáculo da vida e testemunhas de um milagre da natureza.
Sonho acima de tudo com o dia em que teremos direito de envelhecer felizes, sem pesares e sem cobranças. Sonho com um mundo em que as crianças possam e queiram ser crianças.
Vivo por um mundo onde a violenta ditadura da beleza não faça tantas vítimas, e não cause tanto sofrimento com padrões inalcançáveis de perfeição absurda.
Luto para que o passado não seja um fantasma agourento na vida, e que eu aprenda a me perdoar e aceitar.
Eu te amo desde que tínhamos 18 anos
Bem antes de pensarmos do mesmo jeito
Ser amado, e estar apaixonado
Quem não foi comunista aos dezoito anos, não teve juventude, quem é depois dos trinta não tem juízo.
Eu acho que se mesmo daqui a dez mil anos, se eu lesse ao menos uma página de Harry Potter eu poderia sentir aquela mesma sensação que eu senti pela primeira vez. E isso foi o mais perto que eu tive da magia.
Eu cresci aprendendo que a vida tem fases e os anos, estações.
Só esqueceram de me ensinar que, numa dessas tardes loucas da vida, você me apareceria, linda e radiante, pra me mostrar uma fase de intermináveis dias bons.
Os invernos passaram a ser os verões dos nossos lençóis e, o outono, cenário intenso para as nossas primaveras perfeitas.
Ninguém explica essa felicidade até quando a gente briga - e fica aquele clima frio.
É que só a gente sabe que as pazes, quando forem feitas, serão sob o forte calor dos verões mais quentes.
Nem a meteorologia explica essa constante primavera em minha vida depois que você apareceu.
Gastei muitos anos perseguindo a excelência, porque é nisso que se pauta a música clássica... Agora eu me dedico a liberdade, o que é muito mais importante.
Meu nome é Oliver Queen.
Depois de cinco anos
em uma ilha infernal...
Voltei para casa com um objetivo...
Salvar a minha cidade.
Mas, para isso,
não posso ser o assassino que eu era.
Para honrar a memória do meu amigo,
tenho que ser outra pessoa.
Tenho que ser algo...
...diferente.
Sempre te amarei mais a cada nascer do dia. Te amarei por dias, horas, meses, anos. Te amarei nos dias chuvosos. Te amarei ainda mais nas horas de alegrias. Te amarei em todas as estações. Te amarei por tudo, ou apesar de tudo. Te amarei com todo o meu coração, e para sempre. E é só contigo que a vida fica mais bonita.
Nostalgia
Sei que em uma tarde ensolarada de terça-feira, daqui talvez uns 30 anos, sentirei saudades destas paredes tão silenciosas que assistem o meu adormecer há anos. Não minto quando afirmo que reclamarei a falta do aroma dos lençóis que agora me cobrem, lavados pelas mãos da minha mãe, assim como do travesseiro que a tanto tem sido feito de lenço de seda, nos momentos em que as lágrimas não podem ser contidas e caem como tempestades no final de um dia quente.
Não sou capaz de descrever o que despertou tal desejo de perceber o meu cotidiano, talvez no fundo, inconscientemente até o saiba, mas arrisco dizer que há uma grande chance que a causa deste olhar manso e amoroso pelo o que me cerca, por tudo o que está ao alcance das minhas mãos, esteja intrinsecamente relacionado ao tempo, pois ultimamente tenho pensado muito nele.
Às vezes, fico sentada na escada observando os cabelos brancos dos meus pais, que não me deixam esquecer que não sou mais aquela criança (por mais que deseje voltar a sê-la), e não posso negar que sinto medo do ponteiro do relógio que corre, dia após dia, noite após noite, sem parar por um único instante. È fato, todos nós estamos envelhecendo, dormimos mais novos e acordamos mais velhos, mas tenho a impressão que está passando tão rápido.
Parece que foi ontem que fiz dezoito anos, e agora, falta pouco para ter mais de um quarto de uma década; envelhecer não me assusta se de repente me olhar no espelho e ver uma linha riscando a minha face vou entender que são as marcas dos dias já vividos tomando forma, diante de mim; o que me apavora na realidade é o medo do que ficará para trás, do que poderá não seguir comigo, do que deverei deixar e de um dia acordar e ter certeza algumas coisas não voltaram jamais.
Dizem que não se deve pensar no futuro, mas talvez seja necessário, para podermos dar mais valor ao presente, e é isto o que estou fazendo, presto atenção a cada detalhe, não me canso de olhar as velhas paisagens, porque sei que hora ou outra, elas irão desaparecer, e só poderei as reconstruir nas entrelinhas da minha memória.
È de extrema importância valorizarmos todas as coisas, por mais simples que sejam, antes de perdê-las, como também não devemos viver no temor do que há de vir, e do que será, em detrimento do presente, nós só podemos optar por um dos verbos, o presente ou o passado.
Aos onze anos, todo mundo sabe como consertar o mundo. Aos setenta, você olha para trás e vê que não conseguiu consertar nem mesmo o menor dos seus próprios defeitos.
Se os teus projetos forem para um ano, semeia o grão; se forem para dez anos, plante uma árvore; se forem para cem, instrui o povo.
3 de maio
Aprendi com meu filho de dez anos
Que a poesia é a descoberta
Das coisas que eu nunca vi
Tão rápido, quase não senti os anos passarem, não senti o frio na pele, desde então o coração virou pedra, não sangrou mais, dor incurável, mistério irremediável.
Meus olhos fecham querendo voltar, meu corpo pede um ultimo abraço, uma última palavra não dita. Viraria todos os corpos por não ter dito a gratidão. Valores jogados ao lixo, a vida tratada na miséria. O remorso corroendo a alma e a fazendo gritar eternamente.
Putrefação, sangue, ossos, vermes. Cadaverina. Olhando para a escuridão mais profunda do céu e tentando achar o foco. Lutas perdidas, porém certificadas do aprendizado. Infelicidade mutua, mas valorizando o pouco que tinha. A vida mudada, o exemplo citado, a inspiração contida e a personalidade moldada uma vida escura, uma vida de morte.Tentando escolher o correto. Se prontificando dos erros, regenerando a carne, amaldiçoando a estrada da morte e por fim entendendo o ultimo adeus não dado.
BEM, ACHO QUE NINGUÉM ACREDITA QUANDO EU DIGO QUE SÓ TENHO 15 ANOS, E ESCREVI ESSE TEXTO, MAS TUDO BEM, EU REALMENTE O ESCREVI .
Talvez, a história não seja verídica.
Talvez, nunca contem a verdade.
Talvez, tudo já esteja acabado, e nós, tolos, ainda não nos demos conta disso.
A única certeza que tenho nos dias conturbados, é que não sei de nada. A única certeza que me cabe, é a certeza de morrer um dia, hoje, amanhã, daqui a trinta minutos ou trinta anos.
As incertezas são formas de vivermos mais intensamente, afinal se soubéssemos o que acontecerá amanhã, isso não seria chamado de vida!
Vida são momentos únicos e especiais, que passam rápido demais para você julgar que conseguiu aproveitá-la o máximo que pode.
Não conheço os limites entre céu e inferno, não sei o que se passa, não sei quem entra e quem sai.
Não sei quem domina estes limites, mas se pudesse dizer que ao chegar em ambos lugares nós pudéssemos lembrar de nossas vidas, sei que nunca nos atreveríamos a dizer que aproveitamos ao máximo.
Poderíamos ter aproveitado muito mais.
Poderíamos ter gastado nem que fossem dez minutos de nossos dias olhando o sol cair ao invés de ficarmos presos em escritórios apertados fazendo horas extras por míseros... Extras.
Poderíamos ter “desperdiçado” um único dia para passá-lo com os amigos ou a família.
Deveríamos ter gastado mais tempo com quem a gente ama e admira.
Tínhamos a obrigação de viver para amar e conhecer a serenidade, mas o que nós nos tornamos?
Monstros! Pessoas sem coração, com ambição, com sede de poder, e cada vez mais e mais.
Pessoas com inveja no lugar da amizade, com ódio no lugar do perdão.
Pessoas com sede de guerra, de sangue, de morte.
Acredito que Deus não nos fez para cometermos tais atrocidades. Acredito que o amor de Deus é que o impediu de matar-nos. Ah! Se fosse eu no Seu lugar, pobres humanos.
Tão sujeitos a falhas, tão sensíveis, tão fracos.
Para onde o mundo vai dessa forma? Pessoas se matando por bens materiais? Pais obrigando seus filhos a trabalhar enquanto eles ficam em casa, esperando que as crianças voltem com o ganha pão.
Mulheres procurando homens. Fazendo tudo por eles. Os papéis estão se invertendo!
E todos estão colocando vendas nos olhos, e aceitando os fatos.
“Os tempos mudaram” – é o que todos dizem.
Onde foi parar o respeito e a dignidade? Onde estão os valores que tanto eram prezados naquele mundo antigo?
Onde estará o afeto e o cuidado? Será que já não é hora de apelar? De dizer que basta!
Os tempos podem ter mudado, mas a vida continua doce e venenosa como sempre foi.
Solidão é independência, com ela eu sempre sonhara e a obtivera afinal, após tantos anos. Era fria, oh! sim!, mas também era silenciosa e grande como o frio espaço silente em que giram as estrelas.
Eu já tive medo dos 40 anos, já me senti insegura por me tornar mulher madura, achei que acabaria o encanto, causaria pranto, choraria. Hoje vem a vida e me diz: olha como você é linda e feliz! Quem diria que eu amaria ❤.
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