31 anos
Eu me sinto tão exausta como se já tivesse vivido tudo que poderia viver, mas eu ainda tenho 19 anos.
Nos dias frios e nublados, parece que a saudade vem mais forte. Os anos passam e a gente vai se acostumando, mas parece que falta algo. A sua partida deixou um vazio muito grande no meu coração. A vida passa e vou tentando lidar com todos esses sentimentos, mas alguns dias ainda são muito difíceis.
Não sou muito de expressar sentimentos, mas há sete anos cometi o maior erro da minha vida. Você tinha sido preso, e eu fui atrás, conversei com o policial, implorei para que o soltasse. Fizemos um acordo verbal: eu cuidaria de você.
Você foi solto, e eu praticamente obriguei que fosse direto dormir. Mas o vício falou mais alto.
Desceu para comprar um cigarro. Quando o trouxeram de volta, já estava todo espancado. Tinham sido seus próprios amigos — os mesmos que compartilhavam da sua miséria.
Levamos você ao hospital, mas por estar tatuado, sujo, fora dos padrões sociais, foi totalmente negligenciado. Nem exame fizeram.
Você estava com traumatismo craniano. Mas, por causa da droga no seu corpo, parecia lúcido. Voltou para casa, deitou para descansar… e entrou em coma. E ninguém percebeu.
O dia amanheceu, e você seguia “dormindo”. Mas estava convulsionando. Chamamos a ambulância. Quando chegaram e viram seu estado, pediram logo a UTI móvel. Mas quando ela chegou, era tarde demais.
Naquele dia, um remorso profundo se instalou dentro de mim. Me perguntei, e ainda me pergunto, se ao tirar você da prisão, não assinei — sem saber — sua sentença final.
Lembro das vezes que você aprontou com a minha mãe. Te busquei até na boca de fumo. Te agredi dentro da Cracolândia. A dona da boca me conhecia há anos, e me ligou:
— Vem buscar ele, ou eu mesma vou dar uma surra.
Mas meu ódio falou mais alto. Fui pessoalmente te agredir. Muitas vezes mandei o pessoal te dar um corretivo, na esperança de que você tomasse juízo. Mas Deus não quis assim. E muito menos você.
Hoje, tudo isso virou lembrança. E remorso.
E o remorso é o pior sentimento que um homem pode carregar.
Em 2018, deixei de ser ateu. Depois de vinte e três anos sem acreditar em nada, fui parar numa igreja. Padre Cairo me viu e disse:
— Vejo que você está atribulado… e com ódio no coração.
Pediu para rezar por mim. Colocou a mão sobre minha cabeça, e orou. Pediu a Deus e a Santa Luzia que arrancassem aquele ódio, aquela vingança silenciosa que me corroía.
Naquele dia, nasceu uma chama minúscula de fé dentro de mim — quase invisível, mas real. E até hoje ela luta para não ser apagada.
Peço muito a Deus, à Nossa Senhora e à Santa Luzia que eu nunca perca essa fé. Que meus caminhos não se cruzem mais com o homem mau.
E que Deus, sempre, possa estar ao meu lado.
Como se decide que não se quer mais uma amizade? Como se joga fora pessoas que conhece há anos?
É então e assim vão se passando os anos anos numa velocidade tão grande que a gente nem percebe. Parece que foi ontem que carregar vamos você nos braços, tão pequenina❤️ O amor que sentimos uns pelos outros para sempre e hoje por incrível que pareça é você que nos carrega nos braços. Feliz aniversário!
Que esse dia seja, apenas mais um entre tantos e tantos anos que ainda virão. Parabéns Princesa! 💚💜💚💜
E assim se passaram 10 anos...
Pois é, aqui estamos nós, quem diria, não é mesmo? Há exatos 10 anos, no dia 30 de dezembro de 2014, me preparava para deixar Imbariê, Duque de Caxias, Rio de Janeiro, e iniciar uma nova etapa da minha vida em Rio Doce, Olinda. Durante o ano de 2014, trabalhei intensamente na praça de Imbariê, despedindo-me das minhas clientes. A cada mês, adquiria um novo item para a casa: geladeira, fogão, máquina de lavar. As entregas desses produtos eram feitas diretamente em Olinda, na casa da minha prima, aqui em Rio Doce.
Nasci em São Paulo, na zona leste, na maternidade Leonor Mendes de Barros, mas foi uma passagem rápida. Antes mesmo de completar um aninho de vida, já estava novamente em Olinda. E foi aqui que passei toda a minha infância, até os 14 anos, vivendo a experiência única de crescer no Nordeste. Foi aqui que aprendi a me conectar com as raízes nordestinas, com as pessoas e com a cultura local, que ficaram no meu coração para sempre.
Cheguei a Olinda em 2014 com a casa praticamente toda comprada, tudo planejado minuciosamente para montar o lar assim que chegasse. Tinha acabado de vender minha casa e possuía recursos para adquirir um kitnet ao chegar aqui. As expectativas eram grandes. O principal motivo que me levou a decidir morar em Olinda foi a praia. Sempre desejei viver próximo ao mar, apreciar o amanhecer e o entardecer, viver a vida à beira-mar. Esse sonho, que não consegui realizar durante tantos anos, foi finalmente concretizado aqui.
A vida em São Paulo era uma correria constante: metrô, ônibus, trabalho estressante. Mas foi um grande aprendizado; chego a sentir saudade dos momentos vividos naquela cidade. Olinda, com seu ritmo tranquilo e sua energia calorosa, me ofereceu o oposto: um lugar onde pude respirar mais livremente. Sempre fui um paulistano com alma nordestina, e quando cheguei aqui, senti que finalmente encontrava o meu lugar. Olinda, conhecida como cidade dormitório, oferecia uma vida mais simples, mais calma, mais conectada com a natureza. Aqui, fui acolhido por uma cultura cheia de cores e sons, que, no fundo, sempre senti que fazia parte de mim.
Nos últimos 10 anos, ao longo de tudo que vivi, conheci poucas, mas pessoas altamente significativas para minha vida. Pessoas que, até hoje, têm sido a minha família. Agradeço do fundo do coração pelas dificuldades que enfrentei aqui e, principalmente, pelas pessoas que estiveram ao meu lado durante esse processo. Essas pessoas se tornaram parte de mim, e com elas aprendi a ser autêntico, a me entregar e a construir minha história com humildade. Não posso deixar de agradecer a elas, pois sem elas, não teria chegado até aqui. Obrigado! Obrigado! Obrigado! Sou grato por tudo, pela paciência, pelo apoio e pela amizade. Cada passo dado foi possível graças a essas pessoas maravilhosas, e sou eternamente grato.
Cheguei em Olinda na madrugada do dia 31 de dezembro de 2014, cheio de expectativas e felicidade por essa nova fase. No entanto, ironicamente, George e Valdir se esqueceram de me buscar no aeroporto. E lá estava eu, mais uma vez, vivenciando a experiência de viver sozinho... Felizmente, a tia Lúcia me salvou, acordando-os para que fossem me buscar.
Os primeiros anos em Olinda foram de adaptação e descobertas, mas a verdadeira conexão com a cidade aconteceu quando encontrei meu lugar à beira-mar. No início da minha trajetória aqui, busquei vários trabalhos e foi então que me encontrei na orla, vendendo coco verde gelado. Foi sensacional! Eu estava na praia de Barro Novo, em Zé Pequeno, e vivi ali por oito anos, vendendo cocada, refrescando turistas e moradores, e sentindo a vibração única daquele paraíso nordestino. Trabalhar à beira-mar, com o som das ondas ao fundo, foi simplesmente maravilhoso. Viver fazendo o que gosto, em plena paisagem de Olinda, foi um presente.
Hoje, já não trabalho mais à beira-mar; a idade, o tempo e a saúde já não me permitem mais, mas continuo fazendo da praia meu porto seguro para descanso, reflexão e passeios. Mesmo sem as vendas de coco verde, continuo sentindo a energia boa da orla de Olinda em meu coração.
Hoje, ao completar 10 anos em Olinda, reflito sobre toda minha jornada. Embora não seja mais festeiro, sempre sonhei com uma festa de aniversário à beira-mar. Tentamos, há 10 anos, organizar uma festa havaiana para os meus 50 anos, à beira-mar, com muitos frutos coloridos, sem álcool, uma celebração lúcida de amor e agradecimento por estar exatamente onde sempre deveria ter estado. Mas naquele dia choveu, e a festa dos meus 50 anos acabou sendo realizada na garagem da casa da Geórgia. Sensacional!
Essa viagem no tempo da minha vida, de Olinda para o Rio de Janeiro, depois para São Paulo, para o mundo, e finalmente de volta ao Rio de Janeiro e, por fim, a Olinda, me fizeram refletir que jamais deveria ter saído daqui. Hoje, vivendo aqui em Olinda, percebo que o lugar especial não é apenas a cidade, mas a capacidade de encontrar em mim mesmo a paz e a conexão que sempre busquei.
Olinda, 30 de dezembro de 2024.
#fernandokabral13
A sociedade pagadora de imposto vem sendo roubada por muitos anos, por canalhas políticos, que muito diz fazer por nós.
Falando francamente, muitos de nós passamos anos, até décadas, correndo atrás do plano que outra pessoa fez para a nossa vida preciosa.
Em todos meus anos, nunca vi a pancada não funcionar, enquanto o diálogo precisa que o outro tenha mente aberta, a pancada faz a cabeça da pessoa se abrir a você
20 anos de destruição das #torresgemeas
Os aviões do terrorismo ensaiaram uma coreografia grotesca e cruel, dólares e corpos foram queimados, deixados a mercê de centenas de anjos, que com certeza trabalharam arduamente pelo melhor tipo de salvação.
Eram gêmeas as torres e onde antes existiam só negócios, hoje se depositam flores. O atentado não destruiu apenas estruturas, levou ao chão com amargura vidas e sonhos de famílias inteiras.
Não dá para fazer poesia com essa triste tragédia, não há rima que sustente tamanho absurdo.
É dor que nunca cessa, é lembrança que não se cura.
Oque te surpreende mais e colocas como mais valia.
Eu, te desejar, muitos anos de vida?, ou dizer-te bons anos férteis e utilitários de auxílio ao próximo?
Acredito que o desejo primeiro aguça mais o teu eGo.
Ninguém sabe a tristeza que levo comigo durante anos, Sofro sozinho em silêncio por não ter com quem dividir tamanha dor que não passa devido às falhas que acontecem na vida!!!
Agora, depois de anos, me pergunto se foi verdade ou uma invenção de minha adolescência exaltada: os olhos que não se fecham nunca, nem no momento da carícia; esse corpo demasiadamente vivo (antes apenas a morte me havia parecido tão redonda, tão totalmente ela mesma, talvez porque no que chamamos vida exista sempre pedaços e partículas de não-vida); esse amor tirânico, mesmo que não peça nada, e que não está adaptado à nossa fraqueza. Seu amor à vida obriga a abandonar a vida; seu amor à linguagem leva ao desprezo das palavras; seu amor ao jogo conduz a pisotear as regras, a inventar outras, a julgar a vida em uma palavra. Se perde o gosto pelos amigos, pelas mulheres razoáveis, pela literatura, a moral, as boas companhias, os belos versos, a psicologia, os romances. Abstraído em uma meditação, que consiste em ser uma meditação sobre a inutilidade das meditações, uma contemplação em que aquilo que se contempla é contemplado pelo que contempla e ambos pela contemplação, até que os três sejam um – se rompem os laços com o mundo, a razão e a linguagem. Sobretudo com a linguagem – esse cordão umbilical que nos amarra ao abominável ventre ruminante. Te atreves a dizer Não, para que um dia possa dizer melhor Sim. Esvazia teu ser de tudo que os outros preencheram: grandes e pequenas nadarias de que é feito o mundo dos outros. E logo te esvazias de ti mesmo, porque tu – o que chamamos eu ou persona – também é imagem, também é outro, também é nadaria. Esvaziado, limpo do nada purulento do eu, esvaziado de tua imagem, já não é senão esperar e aguardar. Venham eras de silêncio, eras de seca e a pedra. Às vezes, uma tarde qualquer, um dia sem nome, cai uma Palavra, que pousa levemente sobre essa terra sem passado. O pássaro é feroz e acaso te tira os olhos. Acaso, mais tarde, virão outros.
Muitos se apegam e vivem em mentiras por anos e não é pelo motivo de não suportarem a Verdade como é falado , e sim pela sua falta de Capacidade de transforma-la , e para esses a mentira e como uma cama quente e segura , pois a realidade e dura e castiga com veemência aqueles que para ela nao estão preparados
Lembro me do castelo de minha vida
Por mais de quarenta anos, se deu essa obra e ainda está em construção, o sonho de um belo castelo, é verdade, tinha um belo prospecto, mas a estrutura de areia pura, frágil e vulnerável, lembro de quando parte desabou, as portas se quebraram de dor, as pedras machucaram minha mente, aquelas torres onde teria o sinal de exuberância, foi na verdade duas hastes, dois postes cravados no meu coração, quantos de vocês constrói a vida sem base sólidas, um trabalho muitas vezes inocente ou mau edificado por falta de conhecimento, és o construtor da vida ignorado.
Oh pai, oh edificador, proponho meu clamor, para que nós possamos restaurar, estruturar o castelo de nossas vidas nas rochas da tua palavra, pedras preciosas que venham brilhar o teu nome, e lá em cima na torre maior, teu nome glorificado através de nossas vidas, pelo nome de Jesus.
Giovane Silva Santos
Hoje é meu aniversário e quero continuar comemorando essa data por muito anos perto de todas as pessoas que eu amo. Parabéns pra mim!
Me lembro como se fosse uma cena
De um filme romântico dos anos 70
Onde corremos pros braços um do outro
E através de simples olhares
A mente parava quando a gente estava
Perto um do outro, a qualquer momento
Eternizava
Eu queria retornar no tempo
Pra desfazer certos momentos
Que eu me arrependo de ter feito
Olhar teus olhos e com palavras
Te convencer que certas mancadas
Eu não vou repitir
Eu juro...
Eu juro...
Eu juro...
Ahh Ahh Ahh
Juro não cometer os mesmo erros que um dia cometi
Reconstruir a confiança que um dia tinhas em mim
Te convencer que naquele tempo era só alegria
Entre você e eu
Eu juro...
Eu juro...
Se compare com você mesmo: essa sim é a comparação que vale. Observar como você estava há 5 anos, 3 anos, 1 ano, 6 meses e perceber que vitórias e evoluções você já teve em sua vida. Essa sim é uma comparação saudável e te fará bem!
A penumbra do crepúsculo decrescente de 2020 anuncia a aurora de 2021. Os anos, as horas, calendários e calculadoras são frutos das convenções humanas para racionalizar a vida. A passagem é uma sensação psicológica, porque a realidade é um fluxo contínuo de acontecimentos. Seja você a mudança que tanto espera. Portanto, deseje, seja criativo, projete, ouse, surpreenda, seja solidário,ame e seja relevante. Assim, todos serão contagiados positivamente pela sua presença.
Aos 18 anos, escutei na terapia que o segredo era EU ME AMAR. Bati a cabeça por mais de 10 anos indo para o caminho contrário... Há pouco tempo, tenho praticado esse exercício e te confesso de coração aberto: ah! Como sou mais feliz, como sou mais completa...
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