Textos de reflexões
Me dê uma boa palavra.
Acompanhando o nosso dia a dia, observo um comportamento interessante.
Pessoas que no afã de se pronunciarem agindo muitas vezes de forma inconsciente e, sem medir as consequências de seus atos, postam em redes sociais, situações que estimulam a violência, o preconceito, a humilhação de algumas pessoas, enfim...
Uma noticia ruim, chega mais rápido que uma boa notícia, isso é fato.
Nossa natureza alarmista ajuda nesse processo.
Agora imaginem, você sendo bombardeado diuturnamente com mensagens de intolerância, violência e notícias sem o devido filtro. Isso impacta em nosso ser.
Estimula-se a violência e o ódio e querem que o ser humano seja de paz. Impossível.
Que há mazelas, isso é fato, mas, cultivar as mesmas, é opção.
Quem distribui violência, mesmo que justificada aos nossos princípios, alimenta essa fogueira, e ela irá mais cedo ou mais tarde, nos queimar.
Fico imaginando se as redes sociais tivessem um filtro e só fossem permitidas mensagens positivas e de elevação pessoal e espiritual. Penso, que já não usaríamos as mesmas, com tamanha frequência.
O que choca é bom, viraliza, aumenta os likes, gostamos disso. Pare, só estamos jogando lixo no mundo.
Penso que poderíamos enquadrar esse comportamento dentro de algum tipo de poluição visual deletéria à situação humana.
Pois é isso que ela faz, destrói a capacidade de vermos o que há de bom no ser humano, destrói a nossa capacidade de sermos lúcidos e termos mais simpatia pelas boas causas alheias.
Você pode pensar que tal situação poderia ser um exagero, que não há mal algum nessa ação e que tal não muda comportamentos. Pois bem, citarei alguns exemplos bem sutis, que com o tempo foram absorvidos e aceitos, graças ao poder de comunicação e impacto visual. Fumar, era algo charmoso, associado ao bem viver e ao esporte. Me lembro que homem usar brinco era coisa estranha, isso até um galã famoso aparecer usando. Tatuagem era visto como uma coisa marginal, isso até alguns famosos mostrarem as suas. Ora, mas, isso não nos faz mal. Será?
A velocidade da informação e sua amplitude, nos aproxima das muitas coisas ruins e das poucas coisas boas.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Massako 🐢
Dúvidas.
Duvidamos de muitas coisas durante nossa vida.
Duvidamos de nossas ações, de nossos credos, de nossos amigos, duvidamos de nos mesmos.
A dúvida permeia nossa vida pois não conseguimos aceitar a resposta mais simples para os nossos questionamentos.
Ficamos colocando fermento em nossos pensamentos, acreditando que isso nos levará a uma compreensão mais clara e assim, podermos justificar nossas perguntas.
Ledo engano, quanto mais perguntas, mais dúvidas.
Ora, tudo é simples, nascemos, crescemos e morremos e, no meio do caminho fazemos algo.
Nossa forma inquietante de ser, nos leva a cegueira da incompreensão.
Queremos justificativas, queremos respostas e quanto mais complexas forem essas, melhor. Ora, as coisas são como são, simples assim.
O dia nasce, a noite chega, a chuva cai, o sol aquece e ilumina, o cachorro late, o gato mia, simples assim. Para que se encher de perguntas? Para que ter dúvidas?
Nossas dúvidas dificultam nossa vida porque ela gera o medo de viver. Nossas dúvidas nos amendrotam, nossas dúvidas geram conflitos. Se resuma nisso, você quer ou não quer.
Poderão me questionar dizendo que cada escolha leva a caminho diversos, com resultados diversos, e é verdade. Por isso lhe digo que a resposta já está contida na pergunta, então para que se encher de dúvidas?
Se faz algo bom ou ruim, bom ou ruim serão suas consequências. Não é simples?
Se aprender a ver as coisas com mais simplicidade, a questionar menos, aprenderá a desfrutar mais da vida.
Todas as coisas possuem cor e brilho próprios. Ao querer saber a tonalidade e a intensidade de cada cor, você estará qualificando e quantificando e, consequentemente aquilo não lhe tocará mais.
Dúvidas são destruidoras, acredite.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Um pequeno conto.
Certa vez alguém perguntou ao mestre: Mestre por que o ser humano sofre tanto?
O mestre respondeu: O ser humano sofre pelas dúvidas e pelas certezas que possui. Sofre pelo controle das coisas que tem e que não tem. Sofre por sonhar e ter pesadelos. Sofre por amar e odiar. Enfim sofre pela dicotomia presente em sua vida.
Então o discípulo perguntou: Mas, o que pode o ser humano fazer para então, sofrer menos, já que a dualidade das coisas se faz presente em nosso ser?
Muito simples, disse o Mestre: "Aceite"
E continuou. Aceite as coisas com são. Aceite que as coisas são mutáveis, aceite a transformação do tempo, aceite a transformação das pessoas. Entenda que a cada momento acrescentamos uma experiência a mais em nossa vida. Tudo se renova, você já não é a mesma pessoa de segundos atrás.
Ora, perguntou o discípulo: Mas, se eu aceitar as coisas como são, devo aceitar também as coisas ruins? Não seria uma ação passiva demais ante há um problema?
O mestre lhe respondeu: A aceitação lhe trará compreensão. Se você aceitar que o ser humano possui falhas, isso é um sinal de que você conseguiu enxergar as fraquezas e as reconheceu, compreender isso lhe impulsiona para a busca de um resultado melhor para si mesmo.
E continuou. Imagine uma pessoa que busca algo e não consegue. Isso abrirá vários caminhos, a pessoa pode escolher sofrer pelo acontecido, se recolher em sua inação, culpar as pessoas pelo seu infortúnio, culpar a si mesmo pelas suas fraquezas e acreditar que não é capaz. Ora, se você se encher desses sentimentos, logo, eles estarão em primeiro plano.
Por sermos seres dicotômicos o bem deve vir antes do mal, o esforço deve vir antes do fracasso, a virtude deve vir antes do vício. Aceite que há coisas ruins, aprenda com elas, mas, que as coisas boas, sejam sempre a primeira linha de seu caderno da vida. Aceite que você não tem um controle total e efetivo de sua vida, pois você sofre a cada momento influências diversas, mas, ainda assim, você pode controlar o resultado que aquilo ocasiona em você. Se alguém lhe maltrata, adiantará você nutrir ódio por aquela pessoa? Teu ódio é teu, fará mau somente a você. Aceite que essa ação lhe incomodou e procure uma solução. Se não gosta da casa que moras, mude.
O sofrimento e o ranger de dentes sempre existirão e ficarão orbitando em nossa volta, isso é um fato. Atraí--los, depende de nós.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Pense, sempre haverá flores.
Não importa os acontecimentos se bons ou ruins, sempre haverá flores.
As flores sempre estiveram presentes no nosso dia a dia.
Podem representar afeição quando presente, pode representar saudades quando se parte.
Muitos viverão para olhar a sua beleza e sentir seu perfume, muitos se machucarão com seus espinhos e só a eles verão.
Muitos irão plantar, outros irão somente regar, e outros a arrancarão.
Que a presença das flores nos ensina, isso é fato.
De toda lição vivida, aprendamos a sorver o que há de belo, mesmo diante das adversidades.
Que aprendamos a ter espinhos, não para atacar alguém, mas para nos defender das agruras e dos perigos da vida.
Que saibamos que o lugar da beleza, sempre será mais visível do que a ameaça dos espinhos.
Que voltemos nosso olhar e nossa alma para o sol, que nos brinda com seu bom dia, e que repousemos a luz do luar.
Flores ensinam, a vida ensina. Assim, aprenda.
E colocando uma vírgula e não um ponto final, digo: Já que a vida oferece flores, não devemos nos prender somente aos seus espinhos. Mas, cuidado, ao arrancar uma flor para apreciar sua beleza, você a condena a morte.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Massako 🐢
Não valorize desgraças.
Ontem a noite, ao término de uma aula, fui surpreendido com um notícia ruim. Que um grande apresentador de televisão, havia morrido em um acidente doméstico.
Procurando melhores esclarecimentos, observei que tal óbito não ocorrera, apesar do quadro inspirar cuidado.
Mas, me assusta o alarmismo e o óbito prematuro anunciado por muitas pessoas.
Observei que as diversas reações davam como certo, o seu passamento. Ora, as pessoas estão tão entorpecidas que sequer avaliam melhor uma notícia?
Dizer que a pessoa morreu é melhor do que dizer que a pessoa está sob cuidados? Será que a teoria de quanto pior melhor, está valendo?
Sejamos sensatos, paremos para refletir melhor nossas ações. Se tiver que noticiar algo, noticie algo bom. Chega de desgraças, o mundo já está poluído demais com tanta coisa ruim acontecendo.
Valorizar, divulgar ou esparramar qualquer notícia ruim, sem a devida checagem, é no mínimo um alarmismo desnecessário.
Quando receber notícias neste nível, avalie com calma, e se possível, não repasse. Ainda há fontes confiáveis de informação.
Se o pior tivesse acontecido, penso que o respeito e uma oração seriam mais bem vindos, do que mensagens alarmistas.
Reflitamos nossos atos, quanto mais desgraças esparramamos, mais nos cercaremos por elas.
Pense nisso.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Vontade, vaidade, ambição, loucura.
Quem nunca teve uma crise de Deus? Quem nunca quis que as coisas fossem diferentes de como elas são? Quem nunca acreditou ter a convicção e a razão das coisas? Será que é errado pensar ou agir assim?
Pois bem, em breve observação e para que possamos entender este pequeno ponto de vista que será demonstrado, peço que façamos uma analogia simples. Veja uma criança recém-nascida, ela é pura e frágil, totalmente dependente dos cuidados dos adultos que a cercam. E esses adultos, serão responsáveis por ensinar essa criança, sobre a vida, as dificuldades e facilidades que ela irá encontrar em sua jornada.
Ora, se pegarmos um recipiente vazio e limpo e, colocarmos coisas sujas dentro dele, o que acontecerá? Da mesma forma, se colocarmos coisas limpas e puras, o que acontecerá com esse recipiente? Assim somos nós, ou seja, somos produtos das mais variadas experiências, acumuladas no cotidiano, seja através da observação, da experiência prática ou até mesmo das influências recebidas por outras pessoas.
Em muitos casos, somos meros replicadores de ideias e conceitos, que já nos foram passados em tempo de outrora. Hoje, falta ao ser humano, uma maior capacidade de analisar os fatos sem ser movido pelas paixões. E é muito difícil, principalmente no campo comportamental, dissociar emoção e a razão, ou equilibrá-las.
Quando lá no título me reportei a “vontade”, falo da vontade de produzir, falo da vontade construtiva, da vontade em realizar algo em prol do bem-estar ou do bem comum. Mas, temos que tomar cuidado para que essa vontade, que é benéfica, não se transforme em ações e/ou sentimentos maléficos.
Tentarei ilustrar com um pequeno exemplo: Imaginemos que alguém ao assistir o noticiário, seja surpreendido com uma reportagem que traz pessoas passando por extrema necessidade, e aquela reportagem sensibiliza a ele. Em razão disso, ele começa a ter a vontade de poder fazer algo para aquelas pessoas, para amenizar o sofrimento delas.
Ele inicia em seus pensamentos, um plano de ação e, neste plano idealiza várias frentes de trabalho, seja uma campanha de arrecadação, um evento beneficente, uma doação, enfim. Até aqui, sua vontade em ajudar o próximo será com certeza salutar, benéfica e digna de louros e reconhecimento. Imaginemos o sucesso dessa ação.
Tendo as ações alcançado o seu objetivo e, com a demonstração do resultado positivo às outras pessoas, virão dessas os efusivos agradecimentos e elogios. E esses despontamentos positivos com certeza lhe farão bem e lhe trarão um conforto, mas, se esses elogios lhe “subirem a cabeça”, opa, problemas virão.
É possível que em decorrência desses problemas o doador comece a se achar como uma pessoa acima das demais, devido a sua ação de beneficência e, comece a acreditar que é o salvador da pátria, um ser iluminado que mesmo diante das dificuldades existentes, salvou pessoas em um momento de dificuldade, começa a ser escravo de suas ações e, a cegueira de seu comportamento o fará se fartar de vaidade. Essa vaidade fará com que esse ser não enxergue as ações de outras pessoas, ou se caso ocorram, sempre a sua ação será a mais necessária, a mais útil, e por que não a melhor. Torna-se um ser, caritativo por fora e para os outros, mas, escravo de si mesmo, torna-se dependente do brilho e dos aplausos e inicia uma busca frenética por reconhecimento.
Essa vaidade desmedida, se mistura com a ambição. Ambição, que apesar de dar frutos, podem serem estes oriundos de uma árvore ruim. Este ser começa a buscar formas para alimentar sua vaidade, entrega-se de corpo e alma, pois tal qual um vício, já não consegue viver mais sem os elogios, muitas vezes imerecidos, mas buscados a qualquer custo.
E as ações? Mesmo que pequenas, serão por ele exaltadas, como se essas fossem capazes de mudar o mundo em que vivemos. E quando se chega a esse ponto, podemos dizer que esse ser atingiu um certo grau de loucura.
Loucura essa que tem como remédio, os afagos, sorrisos e elogios de outras pessoas, fica esse ser dependente total do reconhecimento alheio. Acredito que já tenhamos conhecido alguém que fora acometido por esse “empoderamento” e não vive sem ele, em alguns casos é o famoso ser que “não larga o osso”, “não desocupa”, “não sai da cadeira”, ou seja, o tempo passou, e ele ficou preso nas alfaias das grandes virtudes pretéritas.
Um ser dominado pela vaidade, ambição e loucura, penso que facilmente possa ter crises de Deus, se achando superior as outras pessoas, acreditando que somente suas ações são as corretas e verdadeiras e, que o caminho a ser trilhado, deve ser traçado por ele, afinal ele é o norte iluminado.
Devemos ter cuidado sempre, e se possível, policiarmos nossas atitudes, revendo como as nossas ações estão ecoando em nosso ser interior. Temos que ter a lucidez de avaliar cada sentimento e saber qual devemos deixar florescer, e qual devemos tratar como erva daninha.
Concluo dizendo que somos seres alimentados pelas nossas próprias expectativas e ambições, elas de certa forma nos conduzem pelos diversos caminhos da vida. Lembrando que todos os dias colocamos algo em nosso recipiente e, prevalecerá o que de maior quantidade tiver. O ensinamento do Nazareno ao dizer que não se deve tocar trombetas diante de ti, nos é um ensinamento prático, ou seja, não é necessário que as ações sejam declamadas e cantadas em verso e prosa por si mesmo. Se busca reconhecimento, apenas trabalhe, e o faça em silêncio, não soe as trombetas, o reconhecimento virá de forma espontânea, natural ou até mesmo divina. Se não vier, não há problema, pois afinal, você estará trabalhando em prol de algo maior do que você mesmo e, sua recompensa certamente virá.
Quem inventou o racismo?
Poderíamos navegar nas mais diversas teses estudadas e levantadas. Poderíamos citar nações que foram subjugadas, poderíamos acusar a má interpretação da teoria da evolução de Darwin, poderíamos dizer que é culpa da involução do homem como espécime, enfim. Várias serão as vertentes que nos levarão aos mais diversos apontamentos sem contudo, chegar a um consenso.
Mas, a resposta é simples. Quem inventou o racismo foi o mesmo ser que nos fez diferentes. Foi o mesmo ser que nos deu livre arbítrio para fazermos nossas escolhas, foi o mesmo ser que permite que pessoas tenham uma visão egoísta, totalmente centrada no eu. Foi o mesmo ser que instalou miséria para muitos e riquezas para poucos. Foi o mesmo ser que permite que boas pessoas sofram e que pessoas más de aproveitem dos prazeres terrenos.
Sim, foi Ele.
E por causa D'ele vivemos um momento em que vejo placas com dizeres: " vidas negras importam". Isso me levanta uma dúvida pois acreditava que a vida de todos é mais importante que sua cor? Tenho muito a aprender.
Se quem nos criou nos fizesse a imagem e semelhança de um único ser, creio que não teríamos problemas com o racismo, afinal todos seriam exatamente iguais.
Como não podemos culpar o criador, pelas mazelas que Ele permite que aconteça, culpamos aquilo que simboliza o que acreditamos ser o símbolo da opressão.
Neste caso recente, que foi um caso isolado, dentre tantos casos violentos que ocorreram no país no mesmo dia. pessoas com monocrática visão se manifestam provocando desordem, dano e espalhando a violência.
Interessante, pois como acreditar que alguém defenda a vida, prejudicando a vida de centenas ou milhares de pessoas?
Não há mérito na desgraça.
Quanto a criação se fossemos feitos pacíficos, não haveria guerras.
Se fossemos feitos honestos, não haveria desonestidade.
Se fossemos feitos humildes, não haveria arrogância.
Se fossemos feitos inteligentes, não haveria ninguém para levar a massa estulta à turba.
Se fossemos seres de luz, não viveríamos na escuridão.
Se você tem coragem se manifeste contra quem o criou. Lute contra ele. Pegue a plaquinha, coloque a bandeira na costa, ou queime ela. Quem sabe ele lhe dará uma resposta. Não, Ele não lhe dará satisfação, pois você na criação é como um nada, menos que um sopro.
Acredite você perante a criação é algo abaixo da linha do ridículo.
Mas, entendendo sua pequenez e não tendo coragem e nem condições, de Julgá-lo ou Criticá-lo, jogue a culpa em alguém, ou em algo. Isso também é prática comum do ser inteligente que se denomina humano. A gasolina está cara, queimem os postos, a comida está ruim, destrua os restaurantes, a vida não está boa, parta dessa. Quem sabe se com essa teoria de caos implantado você viva melhor?
Não concorda com a destruição? Então pare de se lamentar e ficar levantando bandeiras de ódio com interesses obscuros criados por alguém ou alguns.
Larga de ser burro e pare de ser manipulado, aprenda a pensar e pare de replicar. A poucos interessam o caos, e os interesses disfarçados em boas ações e bandeiras humanistas, ao final se transformam em interesses pessoais e capitais.
Lhe culpo, mais uma vez Oh Criador! Por que permitiste que inventássemos o dinheiro? A raiz de todos os males.
Mas, espere. Devagar. Eu estou errado, pois de acordo com as escrituras Deus falou conosco, e deu mandamentos para atingirmos uma vida plena.
E o segundo mandamento diz que você deve amar o próximo como a ti mesmo. Isso acabaria com o racismo. O quinto diz para não matar, isso acabaria com a violência. O sétimo diz para não roubar, isso traria paz e bem viver. O oitavo diz para não levantar falso testemunho, isso acabaria com a falsidade e muitos políticos.
Me perdoe senhor, pois agora o compreendo melhor, foi mal, desculpe aí.
Se não consigo sequer seguir seus mandamentos, como posso ser digno de sua graça.
Aqui esse ser desprezível, com vergonha se despede, mas, agora acreditando que a culpa é do outro, e não dele. Afinal, sou humano e tenho muito a melhorar.
PS: Essa é a desculpa.
Pense e reflita.
Paz e bem.
Ilumine seu dia.
Massako 🐢
Quero amar como os homens! Um estranho amor.
Quero amar como os homens! Que após nascerem, e tomarem conhecimento da vida, com sorrisos e lágrimas, escravizam seus pais; para depois, quando pais, serem escravizados pelas mesmas vontades de seus filhos.
Quero amar como os homens! Que tanto apreciam a natureza, a ponto de muda-la, para satisfazer seus próprios desejos e as suas definições do que é belo.
Quero amar como os homens! Que amam tanto os animais, que os aprisionam para sua proteção. Que os guardam em gaiolas, apenas para poder ter a exclusividade do canto preso, que de forma muda, e olhares mortos, gritam pela liberdade e pela vida perdida.
Quero amar como os homens! Que tiram as rosas de um jardim, condenando-as, apenas para agradar a amada, afinal, é uma bela declaração de amor.
Quero amar como os homens! Que dizem amar o mundo, mas, não são capazes de amar o próximo. E o que dizer do homem; extremo amor. Que medita pensando na paz, procurando a solução das misérias do mundo; negando a seu vizinho, um prato de comida para lhe saciar a fome.
Quero amar como os homens! Que tem valor passageiro na vida, e um valor insignificante na morte.
Quero amar como os homens! Que inebriados pelas coisas vãs, caminham filosofando torpezas sobre a vida. Vivendo os imprestáveis conceitos alheios que lhe são palatáveis.
Quero amar como os homens! Que conseguem falar com o divino, adorá-lo, e logo em seguida, pecar.
Quero amar como os homens! Que amam diferentes amores: pais, filhos, amigos, amantes, amadas, cachorros.
Quero amar como os homens! Um estranho amor, um verdadeiro amor, se descobrir no amor, uma forma de amar.
Massako.
Rolezinho no inferno.
Nada para fazer, resolvi dar uma voltinha lá nas profundezas do inferno. Afinal, já havia um bom tempo que não aparecia por lá, e confesso, queria saber as novidades quentinhas saídas do forno. Se é que me entendem.
Chegando lá, me deparo com um velho amigo, o Gabiru.
Quando ele me viu, já ficou todo emocionado, e perguntou: Já desceu? Veio para ficar? Bom, respondi-lhe que estava só de passagem, e que logo retornaria. Não sei o por quê, mas, senti que ele ficou desapontado com a minha resposta.
Mas, como o Gabiru sempre fora um bom anfitrião, deixou sua frustração de lado, e me levou para dar uma volta em seu reino e mostrar seus novos empreendimentos.
Em meu tour pude observar quase de imediato, que o número de pessoas existentes nos campos de tortura haviam aumentado consideravelmente. E, percebi também que o setor responsável por atormentar a alma dos vivos, estava basicamente sem funcionários.
Aquilo me chamou a atenção e indaguei a Gabiru, sobre o que tinha acontecido. Afinal, o setor de encosto e atormentação, funcionava a todo vapor, e seus colaboradores quase não tinham folga.
Gabiru, deu uma risadinha e me disse que havia acontecido algumas mudanças no comportamento das pessoas, o que de certa forma, fez com que os funcionários responsáveis pela atormentação e encosto, tivessem uma folga, e, que muitos destes funcionários, já haviam sido transferidos para o setor da tortura eterna, aonde eles eram mais úteis. Afinal, administrar é uma arte.
Curioso, perguntei quais foram essas mudanças, que afetaram tanto o comportamento das pessoas, fazendo-as se condenarem mais rapidamente.
Gabiru olhou espantado para mim, como se não acreditasse nas minhas indagações. Então, após um pequeno momento de reflexão, puxou uma cadeira, acendeu um cigarro, e me pediu que eu sentasse, pois iria me explicar o ocorrido.
Gabiru disse: Há muito trabalhamos de forma incansável, para conquistar a alma humana. Embora seja fácil esparramar a discórdia, o medo, a mentira e todos os pacotes que desvirtuam o homem de seu caminho, este ainda resistia muito, e sempre estavam se arrependendo dos erros que acabavam cometendo, e como a regra do perdão é clara, o pessoal lá de cima aceitava e, ficávamos sempre em desvantagem. Assim sendo, tínhamos que trabalhar dobrado para fazer com que eles, os homens, continuassem de olhos fechados para suas ações.
Bom, nem preciso dizer que o homem é dotado de racionalidade, de inteligência, mas, é bom lembrar que ele, o homem, é também um animal, e como tal, age para atender seus instintos. O famoso animal racional.
E foi aí, dentro do atendimento de suas vontades, que o homem criou mecanismos para alimentar seus desejos mais ocultos e profanos, expandir seu leque de ódio e mentiras, exacerbar na ampliação da vaidade e do egoísmo, enfim...caminhou sozinho para cá, sem escalas e sem o nosso auxílio.
O homem sem perceber, deu um passo grande para a condenação de sua alma, quando começou a contaminar mais a sua mente. Lembre-se, contamine a mente, contamine a alma.
E, ele o fez com suas próprias criações.
Como assim? Indaguei.
Ora, Massako, veja bem, vou lhe dar um pequeno exemplo.
As redes sociais. A ideia da criação delas, era e é um projeto interessante, pois tinha como objetivo, aproximar pessoas, e manter um relacionamento sadio.
Mas, o animal dominou o homem e, por consequente a sua razão. Atrás de uma tela, ele expõe todas as suas vaidades, suas mentiras, sua hipocrisia. Destilam ódio, desejam o mau, desinformam, criam medo, aterrorizam, barbarizam, se deliciam com a desgraça alheia. E, em alguns casos, mandam umas mensagens angelicais, para talvez, amenizar a consciência.
Ora, este homem de hoje, que ainda não sabe utilizar uma rede de relacionamentos, contribui em muito para a turma daqui. Afinal, ele está fazendo nosso suado serviço, de graça.
Este homem, a quem prosternamos nossas cabeças, passou a acreditar em falsas verdades, parou de pensar, e cego pela sua curta interpretação dos fatos, iluminou mais a ignorância. Deu vazão ao seu ódio disfarçado. Ofendeu, maltratou, e se justificou dizendo a si mesmo, que não era nada sério, que era apenas algo virtual.
O homem esqueceu que as únicas coisas sobre o seu controle, são suas opiniões, aspirações e desejos. E, que sempre tem uma possibilidade de escolha quando a natureza do assunto se diz respeito a nossa vida interior.
Como ele envenena a todo momento sua mente, sua alma se condena.
Por isso, é que o lugar aqui está tão cheio.
Sobre as redes, poderíamos ficar dias falando sobre, mas, vou agora lhe falar sobre aquele objeto já antiquado, a televisão.
Programas que tem audiência, são os que tem a lascívia e a luxúria em primeiro plano, são os que pouco agregam. Muito corpo, pouca mente. E, para uma mente que é contaminada diariamente, a programação, tem que ser assim. Nem nossos melhores cérebros aqui, conseguiram pensar nisso. Éramos mais sutis, um encosto daqui, um empurrãozinho dali, e tinha que ser assim, pois a patrulha lá de cima, estava atenta.
Neste momento, interrompi o Gabiru, e lhe perguntei, e a turma lá de cima, por que não estão fazendo nada?
A resposta foi simples: Livre arbítrio.
O homem escolhe e é responsável pelas ações que estão alojadas em seu coração. O comportamento, as suas escolhas, é que ditarão o seu caminho. Não sou eu e nem a turma angelical que tem o poder de mudar isso. É uma decisão humana.
Quem é fiel às virtudes, a moral e aos bons costumes, logicamente, sempre estarão no andar de cima.
Mas, observe, que o andar de cima, está esvaziando, e penso que é muito difícil ao homem reverter esse placar.
Enquanto isso, vou me deliciando com as almas que vem descendo, e se notou, estou até mais gordinho.
Depois deste pequeno bate papo, vi que já estava na hora de ir. E, embora, nossa conversa tenha sido proveitosa, despedi de meu amigo Gabiru, e disse-lhe que teríamos outras conversas, antes de descer definitivamente é claro.
Afinal, toda visita é boa, por no máximo dois dias.
Subi.
Pense, reflita.
Graça e paz.
Te amo.
Massako 🐢
Em nome de Deus! Matem os gatos!
Contarei uma breve estória.
Dois seres eternos, porém, antagônicos em seus pensamentos se encontraram após muitos anos e se propuseram a colocar as suas ideias sobre os fatos que haviam presenciado no mundo.
Poppulix, era conhecido por apoiar a opinião das massas e se deliciar com as ideias da maioria, caminhar de acordo com os princípios morais e éticos impostos pela sociedade dominante e, ao final viver sob a névoa da razão que cobria seus olhos.
Já, Crittikix, ao contrário, era uma pessoa que questionava a sociedade. Que embora respeitasse as opiniões contrárias, tinha a sua própria forma de pensar sobre os assuntos que eram colocados em pauta. Tinha uma frieza de raciocínio, que incomodava a todos. Razão pela qual, não era bem quisto, e sempre estava sofrendo ataques e perseguições por sua forma destoante de pensar.
O encontro.
- Fala Crittikix! Há quanto tempo! Posso ver que o tempo, não lhe fora muito agradável. O que tem feito de bom, além de questionar o que estes humanos mortais fazem?
- Olá Poppulix! Respondendo a sua pergunta, continuo ainda questionando os humanos acerca de seus pensamentos, que são poucos, e suas ideias que são menores ainda. Quanto ao tempo ter sido agradável ou não, posso dizer que esta é mais uma interpretação sua, em cima de uma rápida observação que você faz, tendo como base o estado em que, agora me apresento a você, o que estimula o seu conceito e, não verdade. Se estou sujo ou maltrapilho aos seus olhos, isso não quer dizer que eu seja sujo ou desprovido de recursos. Isso só quer dizer que neste momento, estou. Não que eu seja. Eu apenas estou.
- É meu caro Crittikix, vejo que o tempo não lhe mudou. Continua preso a este pensamento questionador que dá uma canseira danada. Viva! Deixe a onda te levar. Viva os bons tempos e aproveite. Acompanhe a massa e seja feliz.
- Ora, Poppulix, desde quando seguir a massa, me tornará feliz? Massa, é algo para ser modelado na mão de alguém ou de algum grupo, simples assim.
- Meu caro Crittikix, a voz do povo é a voz de Deus, siga e não sofrerá.
- Me lembro dessa voz Poppulix. E, também me recordo de uma galera escolhendo Barrabás a Jesus. Você estava lá, lembra-se?
- Ora Crittikix, alguns erros foram, são e serão cometidos, mas isso não quer dizer que seja o fim do mundo. Afinal o mundo evolui assim, isso faz parte do processo, aprendemos com os nossos erros.
- Mas, Poppulix, o que você aprendeu naquele momento?
- Aprendi meu nobre Crittikix, que é melhor ter paz e viver, do que ser crucificado pela razão. (Risos).
- Quer dizer então Poppulix, que você ignora a razão apenas para não entrar em confronto com a opinião das pessoas? Se for assim, vejo que há muito, você perdeu sua identidade, perdeu sua capacidade de pensar por si próprio, ou pior, se tornou um ser capaz de apoiar uma ideia da qual poderá sugar benefícios, mesmo que esta ideia, entre em choque com seus princípios.
- Crittikix, veja bem. Os humanos, a massa humana, gritam em sua maioria, o coro da minoria. Ou seja, a maioria dos humanos são conduzidos por uma minoria que instala um pensamento e uma forma de viver que a eles são interessantes, e levantam as bandeiras. E o povo, achando aquilo bem dosado bonito e requintado, porque elas vem em lindas embalagens, seguem essas ideias. Ora, eu aprendi isso há muito tempo, e me aproveito disso. Veja que hoje, aqui no Brasil, a narrativa a ser seguida é de ir contra a “opinião de quem é contra”. Essa gente que é contra, tem que ser combatida e massacrada. Afinal isto aqui é uma democracia (risos). Fazer isto, defender esta bandeira, é legal. É estar de bem com a maioria, é ser respeitado, ter likes. Compreende?
- Continue Poppulix, estou ouvindo.
- Pois bem Crittikix, a moda agora são os crimes de opinião. Deixe eu explicar. Se a maioria diz que o Nazismo tem que ser combatido, então ele deve ser combatido. Não importa os meios, o que importa é denegrir qualquer pessoa que pense o contrário e, se possível destruir esta pessoa. Não importa a defesa, a opinião, ou o direito deles. Tudo isto é perdido, ao se posicionar contra o pensamento “dominante”. Afinal são a minoria burra e, sendo assim, eles estão errados. Apenas para reforçar esta ideia darei um pequeno exemplo: Você lembra da suástica e o que fizeram com ela? Se você hoje, tatuar, ou desenhar ela, já estará automaticamente sendo associado a um nazista, logo, tem que ser combatido. Pouco importa se o símbolo tem mais de 5000 anos e representa a paz, saúde e bem viver, tendo sido usado por várias religiões e pensadores, sendo que até mesmo a Coca-Cola a utilizou como estratégia de marketing. Mas, como foi usado pelos nazistas, um grupo disse que a suástica era ruim, logo, isso o transformou em algo ruim.
Ora, eu sei disso, então prefiro pegar a ideia rasa, me apoiar nela e surfar na onda das falsas verdades e narrativas, e aumentar meus seguidores e likes. Afinal, estou dentro do politicamente correto, não serei pego pela patrulha dos bons costumes.
- Sabe Poppulix, me lembro que a algum tempo atrás, a massa, como bem disse: “conduzida por poucos”, tomou ou seguiu hábitos que causaram sua própria ruína. Lembra do Papa Gregório IX, que mandou caçar e matar os gatos lá pelos idos de 1233? Pois bem, a humanidade ganhou com a proliferação de ratos e consequentemente, veio a peste negra que dizimou mais de 200 milhões de pessoas. E aquele chinês! O Mao Zedong, que mandou matar todos os pardais por considerar eles uma praga, lembra do resultado? 45 milhões de pessoas morreram de fome, por causa da praga de gafanhotos. E o “Galileusinho”, lembra? Teve que ficar calado sobre a sua descoberta, senão iria para a fogueira. E na Idade Média, que tomar banho era nocivo à saúde.
O ponto que quero demonstrar aqui, é que a massa além de burra, de tempos em tempos, fede.
- Meu velho Crittikix, você está preso ao passado. Suas ideias, embora sejam fatos, já foram superadas. Veja! O mundo está a todo vapor, e como disse, aprendemos com os erros. As pessoas que foram sacrificadas naquela época, serviram para mostrar que podemos aprender com os erros. Então, vale o preço. A evolução custa caro.
- Bom, Poppulix, então está me dizendo que os erros da sociedade passada, se tornam hoje; justificáveis visto que reconhecemos que a sociedade da época errou. E que as mortes, não importando de quem, nos servem apenas como uma lição. E, como tal, devem ser mais exaltadas, do que lamentadas, visto que nos deixaram uma lição nos apontando para o que não deve ser feito. É isso?
- Nobre Crittikix, tanto você como eu, somos eternos, não precisamos nos colocar em xeque. Eu, me beneficio da mente pequena, enquanto esses humanos não pensam por si, vou vivendo bem, navegando em seus erros conceituais, que os cegam para o obvio a sua frente. Veja bem: Vidas são importantes, toda vida o é, mas, um pequeno grupo, aproveitando de um triste momento em que uma pessoa negra foi morta, usando a morte como pano de fundo, levantaram a bandeira: VIDAS NEGRAS IMPORTAM!
Neste mundo repleto de abstrações, isso é legal. Uma turminha, aproveitando a ideia alheia, ficam agora levantando defunto da cova, presos a uma escravidão que atingiu todas as raças, e não somente aos negros, para que alguns poucos se beneficiem desta ideia renascida. A eles, que são condutores de massa, não importa se um branco passe fome, se um vermelho teve sua etnia destruída, se um oriental sofre bullying, o que importa é gritar: “Vidas negras importam! ”
Veja que hoje, sair do armário, é considerado um ato de sensibilidade do ser humano, de coragem, de amor extremo. Ora, se quero ser “cool” é lógico que vou defender essa bandeira. É o politicamente correto. Ser frágil e sensível, é a maior prova de que somos humanos modernos e politicamente corretos. E, ai de quem ir contra. Já vou logo gritando: HOMOFÓBICO! Pronto, será julgado e condenado pela opinião, isso no mínimo, e terá sua vida mergulhada na lama. A opinião que tem valia é somente a opinião da minoria dominante que grita alto suas palavras de ordem, e calem-se todos. Qualquer pensamento ou ato contrário tem que ser exterminado, e que comece a caça aos gatos, ou melhor às bruxas.
Sabendo que a roda está girando neste sentido, meu nobre Crittikix, eu que gosto de estar bem e não se preocupar com a razão, e muito menos ser perseguido por esta; pouco me lixo com a verdade dos fatos, mais vale a narrativa, pois esta será contada até ser transformada em verdade. E, no mais, não quero passar a eternidade, ensinando as pessoas a abrirem seus olhos. Deixe que vivam suas fantasias errôneas, suas vontades deletérias, suas opiniões recheadas de fracassos e erros, que desfrutem dos pensamentos alheios como se fossem seus, e os defenda. Enquanto isso, ficarei rindo, engordando e feliz.
Foi bom lhe encontrar. Mas como eu lhe conheço, e sei que irá me passar um sermão, vou já me despedindo, mas, antes de que eu me despeça, darei algo para que depois reflita: Se seu pensamento racional, no final lhe trará sofrimento, o que é melhor a dor da razão ou a alegria da fantasia irracional?
Boa tarde Crittikix.
- Boa tarde Poppulix.
Pense e reflita.
Graça e paz.
Me desculpe, muito obrigado, te amo.
Massako 🐢
Apego gera escravidão.
Uma característica marcante e talvez inata em todos nós é o apego. O apego é uma forma de criar relações para com as pessoas, coisas, lugares, animais e até pensamentos.
Este processo é comum aos seres humanos, pois, desde o nosso nascimento estabelecemos relações que são úteis e necessárias à nossa sobrevivência. Um recém-nascido depende dos cuidados da mãe, e este cuidado se sustenta por conta da necessidade de sobrevivência, talvez por isto ele se apegue a ela. O apego neste caso, pode até ser comparado como algo parasitário, pois o recém-nascido, se apega na dependência da necessidade de sobrevivência. Afinal, é um ser em formação, e depende de cuidados.
Noutra ponta, a mãe pela criação se apega a criatura, pois, afinal ela gestou e gerou. Em seu pensamento de mãe, é seu. Se é meu, cuido eu. Se é meu, estabeleço um laço e me apego.
Pelas poucas linhas escritas, e espero que discorde, entenda que o apego faz parte de nós, e se faz parte de nós, temos que observar com muito cuidado as diversas situações a ele envolvidas. Lembrando que o apego tem potencial nocivo, principalmente quando a vida passa a ser apenas um substrato das coisas apegadas que criamos ou estabelecemos.
Quando a vida é feita de apegos, esquecemos que ela tem um fim. Vivemos acumulando coisas, pessoas e objetos, como se pudéssemos desfrutar daquilo eternamente, como se fossemos imortais, embora saibamos de nossa incontinuidade. A finitude das coisas que nos cerca mostra-nos que devemos aprender a desapegar para poder melhor viver. Não se trata de cuidar até o fim, e sim saber que o fim existe.
Se você se apega a sua vida, lembre-se que mais cedo ou mais tarde, você irá perde-la. Em uma linha de vida comum a maioria das pessoas, todas as suas construções e realizações pessoais, serão apenas deixadas para trás, substituídas e com o tempo esquecidas. Para poucas que fizeram algo, que tenha relevante valor, poderá sim, permanecer seu trabalho, sua obra na história, mas, apenas o trabalho e a obra. O criador, que já não estará entre nós, será somente lembrado, homenageado e exaltado, às vezes, por palavras e mimos jogados ao vento para a uma plateia desinteressada.
Se você se apega as pessoas, lembre-se que mais cedo ou mais tarde, você irá perde-las. Quantas pessoas entraram e saíram de sua vida, quantas pessoas que você já perdeu, e quantas pessoas você já abandonou? Até mesmo aos casais mais apaixonados, de juras eternas, a morte os separa. Filhos abandonam os pais quando se acham autossuficientes, quando acham algo mais interessante para se apegarem. Afinal, uma relação é feita de trocas. A perda de pessoas queridas, nos traz um vazio que dificilmente é preenchido porque o apego não nos fez enxergar que a morte faz parte do processo natural da vida.
Se você se apega aos animais e as plantas, é bem provável que alguns animais vivam menos, e lhe façam sofrer ou, vivam mais e você com a sua partida os farão sofrer, com as plantas é improvável, mas não é impossível que o mesmo processo se repita.
Se você se apega ao seu trabalho, lembre-se que você pode até fazer falta, mas, você é substituível. Que você deve buscar a primazia em tudo que faz, isto é um fato. Mas, faça-o bem em todos os lugares que porventura estiver que prestar seus serviços. Desapego ao trabalho, não se confunde com desídia. Quanto mais você se apega ao seu trabalho, mais você se esquece de si. Pessoas são insubstituíveis enquanto forem úteis. Pense nisso.
Se você se apega as coisas e aos objetos, lembre-se que são apenas isso, coisas e objetos, e talvez elas acabem antes de você. Pessoas que vivem em torno do status de suas coisas, são apenas coisas, não são pessoas. É fato que muitos objetos, representam um esforço empreendido e se materializam em forma de algo que posso até dizer merecido: seja uma casa, um carro, uma joia ou outro mimo qualquer. Mas, entenda que tudo é substituível, logo você não deve se apegar demais aos objetos que representam a realização de seu esforço, pois eles podem ser tirados de você.
Além do que, nem o corpo você leva para o outro lado, se houver.
Todas as situações acima escritas, sobre as formas de apego, são reais e elas existem. A famosa frase: “Ninguém quer largar o osso”. É verdadeira e se aplica também ao apego. Esse apego que nos permeia, que nos cerca, que nos traz uma certa segurança pelos vínculos que criamos com as coisas apegadas, nos dá a sensação de proteção, mas, também nos aprisiona. Não seja prisioneiro de seus apegos. Não seja escravo de suas vontades.
Se desapegue, a vida é maior que seus laços, e certamente maior que suas vontades e quiçá seus sonhos.
Seja consciente e, acima de tudo, pense.
Muito obrigado.
Desculpe.
Gratidão.
Massako 🐢
A liberdade que nos aprisiona.
Talvez a liberdade seja um dos conceitos mais defendidos pela humanidade. Se formos olhar com calma o conceito de liberdade, veremos que em sua expressão maior, se destaca a qualidade de agir por seu livre arbítrio, desde que não prejudique outra pessoa. Sim, para ser livre é necessário que se cumpra a outra parte, pois somos livres para fazer nossas escolhas, desde que não prejudiquemos outras pessoas.
Se a liberdade está condicionada, logo, ela é relativa, inexistindo a liberdade absoluta, pois esta em algum momento esbarrará na liberdade de outrem. Então faço a provocação: Será então a liberdade apenas uma ilusão? Será que somos programados para acreditarmos que somos livres? Será que somos libertos?
O escritor Pablo Neruda cita que: “Você é livre para fazer suas escolhas, mas é prisioneiro das consequências”. O professor Steve Beckman diz que: “Você faz suas escolhas e suas escolhas fazem você”. A Bíblia em 1 Coríntios 6:12, está escrito que: “Todas as coisas me são licitas, mas nem todas as coisas convêm”. O Alcorão na sura 2:223, revela: “Desfrutai, pois, da vossa semeadura, como voz apraz...” Ele diz: “Se tivessem decidido ir, ter-se-iam preparado para isso” Alcorão 9:46. Seja na literatura, nos escritos sagrados, na sabedoria popular, a ideia de liberdade sempre está atrelada a alguma condição.
Desde que nascemos, somos doutrinados a viver dentro de um padrão de comportamento. Padrão este aceito pela maioria social; quem quebra este pacto, é naturalmente excluído do grupo. Ora, é sabido que a sociedade evoluiu em razão das regras e normas necessárias para o desenvolvimento desta. Normas, leis, regras, costumes, são apenas métodos que visam o pacificamento do ser e a sua aceitação em um determinado meio.
Mas, este condicionamento social é amplo e permeia toda a sua vida lhe aprisionando.
Somos presos às convenções sociais, as regras familiares, aos costumes e até mesmo as “modinhas sociais” que ora surgem. Nosso comportamento é regrado e observado. Somos eternos vigilantes da liberdade própria e alheia.
Se a minha vida está condicionada, então, não sou livre, sou no mínimo escravo das convenções. Um prisioneiro feliz, dos usos e costumes sociais a qual pertenço. E o pior, eu acredito que sou feliz mesmo!
Quando acreditamos que tudo está funcionando bem, apesar das situações controversas e as vezes bizarras do cotidiano, posso entender que chegamos ao ápice da liberdade aprisionada, pois, nossa capacidade de pensar fora da bolha, se esvaiu.
Será que a nossa capacidade de discernimento tem força suficiente para romper a bolha na qual estamos aprisionados? Ou, ficamos felizes em seguir aquilo que a sociedade aceita como normal, para não ser um estranho nesta?
Tais rompimentos e observações podem ser vistos e analisados, inicialmente nos costumes de um determinado grupo ou sociedade. Muitas vezes algo que é proibido hoje, será tolerado amanhã, aceito depois de amanhã e obrigatório algum dia. Isso porque a sociedade é sensível aos seus impulsos e desejos e, nunca fica inerte. A estagnação não é aceita no universo, embora alguns movimentos, possam se mostrar inicialmente ou futuramente prejudiciais a esta mesma sociedade que implementa tais ações.
Somos livres para pensar, mas, qual pensamento é de fato original? Qual pensamento é livre de influências ou puro em sua origem? Se, somos um ajuntamento de experiências diversas, de saberes distintos, adquiridos através de outros seres e observações feitas, não somos de fato “originais”. Neste momento, quando escrevo, questiono a minha originalidade.
Se sou livre para apenas seguir as regras, se minha liberdade é condicionada as regras, sou na verdade um ser aprisionado. Um preso-livre, mas feliz.
Talvez por essa questão o pecado e o erro exerçam sua atração. Nós momentos íntimos, escondido no recôndito de nosso ser, as vezes quebramos em pensamento as regras e as convenções sociais. Ora, quem nunca imaginou poder fazer algo, além de suas capacidades? Se afirmei há pouco que a liberdade nos aprisiona, posso neste momento aceitar que as ideias classificadas como estranhas, podem nos trazer sanidade.
Esta dualidade tem que ser melhor compreendida, se a liberdade gesta qualquer tipo de prisão, ela inexiste.
Massako
Fraquezas.
Primeiramente gostaria de alertar que as palavras abaixo, podem soar duras, mas, é somente uma opinião de quem já possui mais passado do que futuro.
Todos nós em algum momento da nossa vida passamos por provações e privações. Quem nunca teve problemas? Estes podem se apresentar de diversas formas e tipos. Problemas de saúde, financeiro, amoroso, relação de trabalho, questões familiares e tantos outros que poderiam aqui ser elencados.
Mas, apesar de serem, os problemas, uma constante na vida, entendo também que são as dificuldades que forjam o ser humano e o transformam.
E falando em dificuldades, observe que a maioria dos problemas que você enfrenta, são problemas que você mesmo criou. Ora, se você os cria, logo, você tem que buscar a solução para os mesmos, e as soluções devem ser adequadas às situações, para que estes se resolvam da melhor forma possível.
Entenda que há dois tipos de pessoas, as que choram e as que vendem lenços.
As que choram, sempre irão reclamar de suas dores, de seus problemas, sempre colocarão dificuldades em tudo e em todas as situações. Não raras vezes, anseiam o sucesso alheio, mas não acordam para a sua realidade, quer que as coisas apareçam de uma forma mágica em suas vidas, como se não precisasse de nenhum esforço para consegui-las. Pessoas assim se escondem nas suas fraquezas, e usam estas como âncoras para permanecerem inertes.
Aprenda; ninguém gosta de pessoas fracas, de pessoas medíocres, de pessoas medrosas que tem medo da vida, de pessoas que só olham para você e enxergam um lenço para enxugar suas lágrimas.
Ninguém gosta de pessoas que se escondem atrás de problemas, ou usam destes como justificativa para suas falhas: Olha, eu tenho um problema, você tem que ter dó de mim. Repito, o mundo não gosta de fracassados, ninguém gosta. Aliás, eu me engano, há sim profissionais que gostam deste tipo de pessoa.
A melhor maneira de sobrepujar a si mesmo, é entender que você é o único responsável pelo seu sucesso ou pelo seu fracasso.
Nesta vida temos que buscar ter altivez, buscar ter capacidade, buscar a vida e o que ela melhor oferece. Estas pessoas que buscam vencer as dificuldades poderiam ser classificadas como as que vendem lenços, pois, a cada problema, surge uma oportunidade, a cada percalço surgido criar-se-á uma facilidade. Todos querem estar orbitando alguém que represente o sucesso, o bem suceder, a bonança. Basta ligar a televisão que veremos isso a todo o momento.
Pessoas se constroem e se destroem, você como dono de sua vida, tem o poder de decidir o que você quer para ela. Observe o quanto pessoas bem sucedidas, bem resolvidas, dinâmicas, são pessoas que fazem a atração por si ocorrer.
Muitas pessoas que bem sucederam nesta vida, são pessoas que não aceitaram os problemas, as derrotas, os fracassos, as desilusões. Aliás, fizeram destes uma mola propulsora. Não importaram com os percalços da vida e foram além.
Sacrifício sempre será exigido, daí a importância da superação. Atletas de competição, sabem bem o que é isto. Superar suas fraquezas, sua inércia, não é algo fácil. Sair da zona de conforto, da zona de reclamação e trazer para si responsabilidades e com elas suas cargas, é tarefa árdua, mas, necessária para aquele que quer transformar sua vida.
Para cada conquista, sempre haverá uma renúncia. A exemplo, se quero uma formação melhor, um emprego melhor, passar em um disputado concurso, tenho que sacrificar o meu lazer, pois terei que me esforçar para atingir este objetivo. Palavras como: não posso, não consigo, devem ser substituídas por eu posso e eu consigo. Todo esforço jamais será em vão.
A marca do fracassado está em não tentar; tentar pouco, ou desistir sem sequer ter começado. Projetos largados ou substituídos em razão da incompetência ou do medo, permeiam o fracasso. Superar é obrigação.
É possível que algo saia do controle, é possível que nossos empreendimentos e projetos não se realizem da forma que sonhamos, mas...e daí? Grandes inventos foram com bases em tentativas e erros.
O ser humano precisa se superar, está em nós esta superação. Imaginem a coragem que tiveram os primeiros navegadores. Desbravar oceanos desconhecidos, até então cheio de mistérios e “monstros”. Outros tantos exemplos de superação e coragem se fazem presentes e a pergunta fica: O que devo fazer para que minha vida seja produtiva, o que devo fazer para superar minhas dificuldades, o que devo fazer para sair da inércia e da zona de conforto que me mata aos poucos, o que devo fazer para não me sentir um fracassado?
A resposta está em nós.
Massako.
Pais não partem.
E não partem porque nós, como um produto criado, carregamos partes dele. Como que um ser criado, deixa seu criador?
Pais não partem, porque as experiências, os ensinamentos, as memórias boas ou ruins, sempre se farão presentes em nossa vida.
E falando em experiências boas ou ruins, estas experiências sempre nos levam a reflexão, a indagação e em seu estágio maior, nos conduz ao crescimento pessoal.
Para melhor explicar esta situação, irei me furtar da ideia do trecho de uma canção que se intitula Pai, cantada por Fábio Junior.
Pai. Você foi meu herói, meu bandido. Sim! Pais possuem este efeito antagônico em nós, pais são heróis, quando estão a nos socorrer, a nos amparar, a nos prover, a nos carregar em seus braços. Pais; são bandidos, quando pelas mais diversas ações ou razões, em nossos sentimentos, nos fazem sentir abandonados, desamparados, traídos, incompreendidos, separados do criador. Todo pai, é herói e, é bandido. Isto acontece porque somos seres de julgamento e em eterna formação, as vezes acertaremos ou erraremos. Faz parte da condição humana tal situação.
Se eu entender isso, posso ir para a próxima frase da canção que diz: Hoje é mais muito mais que um amigo. Para aqueles que souberam experenciar todo exemplo paterno, bom ou ruim, e fazer seus acertos devidos, aplicando-os a vida, terá certamente crescido em sua condição humana. Esta condição de melhoria e crescimento transcende a verticalidade da paternidade, ela nos une, nos elos de amor, compaixão, entendimento, fraternidade, paternidade e amizade.
E a canção segue: Nem você, nem ninguém tá sozinho. Você faz parte deste caminho. Sim! nossos pais nunca estão sozinhos, porque estão cravados no nosso coração e mente, porque como já disse somos uma parte desta criação, uma parte desta soma de experiências que moldam a nossa vida, e a replicaremos, e a carregaremos até o seu findar.
Com o peso da idade que ora recai sobre mim, e na condição de filho, eu posso hoje dizer ao meu pai em oração e a todos os pais que não estão presentes neste plano. Obrigado.
Obrigado pelas experiências vivenciadas.
Obrigado pelas lições ditas e não ditas.
Obrigado por todas as situações boas ou ruins que passamos juntos, pois aprendemos juntos.
Obrigado por depositar em mim a esperança de que eu seja uma pessoa melhor do que sou.
Pai onde quer que esteja, receba a minha gratidão em oração, e pode tirar o eterno peso da responsabilidade paterna por que graças a você, Pai. Hoje eu sigo em paz.
Obrigado.
As virtudes e o aprisionamento do ser.
Virtudes são definidas como qualidades morais, que levam os indivíduos à prática do bem. Das virtudes mais conhecidas podemos citar as virtudes teologais: Fé, Esperança e Caridade. Bem como as virtudes cardiais: Prudência, Justiça, Fortaleza, Temperança. O hábito das virtudes transforma o ser humano em uma pessoa melhor, contribuindo de forma positiva ao meio social em que está inserido. A prática das virtudes exige a participação de outro ser, para o reconhecimento desta. E, aqui, para muitos, começa o aprisionamento.
Ora, o ser humano vive uma relação consigo de crime e castigo, bondades e bençãos. Há uma constante troca entre seu “Eu” interior com o seu “Eu” exterior. E essas trocas em algum momento, levam a confusão, colocando o indivíduo em um sofrimento quase que perpétuo em razão de suas escolhas, pois estas passam a serem orientadas mais pela consequência dos atos, do que pela ação pura inicial.
O que escrevi no parágrafo acima pode ser melhor explicado através de um exemplo: Alguém que faz um ato de caridade, esperando com isso ganhar créditos no reino celestial. Ou, alguém que vivendo sobre princípios de honestidade, justiça e moralidade, quer o reconhecimento destes e espera que todos ajam nos seus moldes.
Entenda que embora você possa cultuar, cultivar ou praticar algumas virtudes, estas para serem destacadas, sempre precisará da aprovação de outro ser que as reconheçam. É neste momento que você se aprisiona. Ora, se outro ser precisa reconhecer, logo, eu tenho que ter um feedback de minha ação. Se o feedback for positivo, ótimo. Se for negativo, a pessoa não me compreendeu. Se inexistiu, sofro.
Embora a prática da virtude tenha como fim a harmonia social, em minha visão, ela sempre foi utilizada como um meio para um fim maior ou uma relação de escambo nas esferas humanas. Por isso, há tantos conflitos e dificuldades quando nos entregamos à prática das virtudes. Sim, entregar-se a prática da virtude não é tarefa fácil, pois não é fácil ser bom em um mundo de maldades. Como ser honesto em um mundo desonesto? Como ser justo perante a injustiça? Como ter fé vendo e vivenciando mazelas? Como ter esperanças em um mundo de sofrimento? Como acreditar no bem se o mal sempre vence? Respondo as minhas próprias perguntas: Sendo bom, sendo honesto, sendo justo, tendo fé, tendo esperanças, tendo credo. Simples né! Ou não.
Como a virtude na essência é uma relação de troca, e sendo o ser humano um ser possessivo, este em muitos casos quer possuir a titularidade da virtude. Neste momento ele cria seu demônio. Ele cultiva o seu demônio quando ele começa a dizer a si mesmo que, sendo este o seu jeito e sua forma, não consegue mudar ou aceitar as falhas alheias. Ele acredita que todos estão errados e se prende em seus conceitos. A virtude o coloca em uma cela tendo o diabo como carcereiro. Ele esquece, que a troca se dará com outro indivíduo com características, formas, saberes, valores, as vezes destoantes de seu ser e de sua moral. Ele esquece que pessoas, são pessoas e falham. Esquece que pessoas tem níveis de compreensão, entendimento e participação, diferentes, e que nem todos gostam de coentro.
Se pessoas são diferentes, se cada indivíduo tem características próprias devo entender que o doar das virtudes, nunca será ação igualitária, nunca terá a resposta que eu quero, podendo no máximo aproximar-se desta, havendo sempre um desequilíbrio entre a ação proposta e a ação recebida. Por isso, não devemos nos prender as virtudes que nos aprisionam. Devemos praticá-las de forma livre e consciente. Fazer a minha parte, sem esperar que o outro a faça. Quem sabe se pelo exemplo eu possa contribuir mais do que com as minhas indignações acerca do reconhecimento das falhas alheias, ao meu julgo.
O mundo está cheio de julgadores, tendo como juízes os prisioneiros das virtudes, condenando a todos que estão em dissonância com sua forma de ser, esquecendo que tolerância, fraternidade, amabilidade, simpatia, generosidade, compaixão, humildade, misericórdia, flexibilidade, são também virtudes que devem ser regadas, e talvez com maior intensidade.
Ser virtuoso é praticar virtudes, e não sinônimo de aprisionamento de outro ser ao seu, e as suas vontades, mesmo que corretas. Ao contrário é a libertação de si para doar-se ao todo sem esperar nada em troca, praticando o bem-viver social, buscando de sua parte, viver em harmonia com o seu semelhante. É entender que não posso fazer das virtudes que cultivo os meus demônios pessoais.
Finalizando, apenas seja e faça o seu melhor, só isso. Não viva a virtude, mas se dilua nela, seja ela parte integrante e não acessória de seu ser. Sua participação pelo exemplo será mais produtiva e melhor do que viver encarcerado em virtudes que o fazem olhar somente para si, tratando e reconhecendo os outros com peculiar arrogância, esperando que estes se prosternem ante as suas qualidades.
Seja luz.
Paz e bem.
Te amo.
Massako.
Rótulos, apenas.
Quando as pessoas serão pessoas além dos rótulos que a identificam?
Vivemos sob rótulos, mas antes deixe-me explicar a minha definição de rótulo para que o texto não gere confusão. Em minha pequena dissertação, rótulos nada mais são do que as tendências, as ideias e as opiniões alheias que orbitam em torno de nós tendo o poder de muitas vezes mudar o nosso comportamento.
Você já se perguntou o que você é, e como as pessoas lhe definem? Se você já fez esta pergunta a sí mesmo, e foi honesto em sua resposta, saberá que nem sempre o seu “EU”, condiz com o rótulo que carrega ou é reconhecido. Aí começa o conflito.
A forma como somos definidos tem para nós um impacto positivo ou negativo em nossa vida. Se somos vistos como pessoas boas, logo nos obrigamos a fazer boas ações, mesmo que não queiramos. Fazemos muitas coisas simplesmente pelo fato de sermos rotulados a fazer, não porque seja nossa essência fazê-lo. É como uma profecia autorrealizável. Se todos falam que você é uma pessoa ruim, logo, você começará a fazer coisas ruins para justificar o rótulo que lhe é imposto, e este rótulo poderá se tornar uma de suas personalidades.
Se você é o que você acha ser, você não o é.
Dos rótulos que acumulamos na vida, há aqueles impostos a nós através das tendências. Pois muitas vezes, não somos sábios o suficiente para entender de onde está vindo a onda, e por que tenho que me afogar nela.
Embora não sejamos obrigados a seguir a nenhuma tendência ou colocar nenhum outro rótulo a mais em nosso ser, entenda que estes são extremamente eficazes em pessoas que não conhecem a si mesmo. E, não se conhecendo, não ponderam se tal ação será boa ou ruim para o seu ser.
Vamos lembrar que na atual sociedade em que vivemos, se fossemos fazer uma analogia com uma prateleira de supermercado, veríamos que as tendências seriam colocadas no meio da prateleira, em local mais fácil, visível e com destaque. E o seu “eu”, lá embaixo ou lá em cima da prateleira em local de difícil acesso, onde ficam os produtos que tem menos saída. A tendência traz um rótulo forte, e por vez cativante, por isso atrai as pessoas mais sensíveis.
Neste contexto acho interessante as pessoas dizerem se identificar com algo que está nas tendências de prateleira, sendo que sequer conhecem o efeito do produto que irão consumir e o dano que este poderá causar a si mesmo. Noutra ponta fortalecendo qualquer rótulo que possamos colocar ou, ser em nós colocados, vem as ideias próprias que temos sobre as pessoas e/ou ideias alheias que as pessoas têm sobre nós. Estas ideias, pasmem, tem o poder real de interferir e transformar a nossa vida, através da mudança de percepção da realidade.
Voltando à adolescência, nos bancos escolares, vemos isso com maior propriedade. Em toda turma, há um piadista, um inteligente, um com dificuldade de entender aquela matéria, um desenhista, um tímido, um falador, e segue a lista de chamada. Mas, como eles foram identificados? Ora, de repente em um momento de descontração, em um intervalo qualquer, fulano conta uma piada. E todos riem, e ele se acha no centro das atenções, e gosta. E todos começam a pedir que conte mais uma anedota. Em busca de aceitação permanente, faz da piada seu escudo protetor, não importa o que aconteça, basta contar uma piada e tudo se resolve. Fulano, o piadista! Que piada né! Mas, também pode ser algo nato esta pessoa, e assim sendo, estará agindo em conformidade com seu ser. Digo isso, pois todos nós temos capacidades de realizar muitas coisas, mas dificilmente descobriremos em nós o que queríamos ou queremos de fato para nossa vida. Afinal são as circunstâncias que nós colocam nas mais diversas posições.
As tachas que colocamos sobre as pessoas, e estas sobre nós, interfere em nossa forma de ser. Se você é tachado como louco, você fará loucuras, e mesmo que tenha uma abstinência de ações, as pessoas a reconhecerão como “o louco”.
Voltando ao aluno piadista, passados alguns anos você o encontra, sorri, lembra dos hilários momentos e espera que ele lhe conte uma piada. Se o destino lhe pregou uma peça, e ele ficou mudo, você achará engraçado os gestos dele. Somos ridículos ao tachar as pessoas, sem primeiro conhecê-las. E, como jamais conheceremos alguém em sua essência, torna-se mais ridículo ainda esta tachação.
Tudo que lhe é colocado, é carga, é peso, e em algum momento você irá cansar.
Isso serve para as opiniões alheias. Ora, uma opinião nada mais é do que uma ideia frágil, um conceito não evoluído de alguém sobre determinado assunto que naquele momento está na mesa. Se tivesse real relevância seria uma verdade absoluta e não uma opinião. Olha! Eu tenho uma opinião sobre mim, sobre você ou sobre aquela pessoa. Te pergunto, você realmente se conhece além dos rótulos que você possui? Conhece a essência da pessoa que está a sua frente, sendo que nem ela se conhece? E daquele então? Ah! Eu tenho opiniões somente.
Para pessoas que vivem sob os rótulos comprados, impostos, emprestados ou alugados, tudo bem viver e sentir os impactos das opiniões. Afinal, elas são de um vazio existencial sem precedentes.
É inegável que somos seres que acumulamos através de nossa experiência de vida, comportamentos bons ou ruins, e nos construímos a partir disso. Cada tijolo nesta construção vem com um rótulo que nos definirão perante a um grupo e perigosamente a nós mesmos. As escolhas deveriam ser decididas por nós, mas, a cada dia percebo que são feitas pelos outros.
A definição de quem você é por outras pessoas, é o que o teu rótulo estampa. Pode parecer em um primeiro momento que você tenha personalidade e ideias próprias. E pode você até ter mesmo, mas a regra é não. Lembre-se: Você se tornará escravo daquilo que apresenta a outrem. Se teu produto, não condiz com o rótulo que o ostenta, cuidado! Se você vive utilizando os rótulos que lhe são colocados, cuidado! Se você é apenas um rótulo, qualquer produto lhe cabe.
Viva além dos rótulos, se descubra.
Obrigado.🙏🏼
Paz e Luz. 🙏🏼
Te amo. 🙏🏼
Massako 🐢
Um planeta chamado Lulma.
Em um local distante havia um planeta chamado Lulma.
Era um planeta muito bonito, repleto de belas paisagens e recursos naturais abundantes. Uma variedade quase infinita de animais e plantas haviam neste planeta. No entanto destoando deste idílico cenário haviam os humanoides que usufruíam dos recursos naturais existentes, muitas vezes degradando o ambiente que viviam.
Estes humanoides eram comandados por um Rei que dominava quase tudo e, mesmo existindo órgãos para controlar as ações do Rei para que este não fosse uma autoridade suprema, e tivesse surtos de Deus, todos ao final, eram submissos aos mandos e desmandos do Rei que sempre conseguia impor suas vontades, através de favores pessoais, e altos cargos e salários dados aquelas pessoas de outros órgãos que o apoiavam. Muitos sabiam, mas nada faziam, e quando faziam, eram porque queriam também fazer parte da corte.
O povo deste reino vivia em castas flexíveis, onde uma pessoa com poucos recursos, mas, com esforço e dedicação poderia migrar para um patamar econômico melhor e ter uma vida mais confortável. Haviam pessoas e empresas que desenvolviam produtos, remédios, e toda sorte de bens que satisfaziam os interesses dos humanoides. Estes bens, principalmente os de luxo e de alto valor agregado, evidentemente tinham preços diversificados o que em muitos casos, os tornavam inviáveis a alguém com menos recursos para adquiri-los, o que fazia com que surgissem outras empresas com produtos similares para atender esta demanda paralela. E assim vivia o Lulmense (habitantes do planeta Lulma).
Esclareço aqui que uma característica natural dos humanoides deste planeta Lulma era a vontade de possuir coisas, de querer mais e de não se satisfazer facilmente. Mas, embora estas características a princípio pudessem parecer projetar as pessoas para um patamar mais elevado, muitos Lulmenses não tinham a tão sonhada ascensão por diversos motivos, indo da própria capacitação profissional e cultural, ou passando pelos meios sociais nos quais estavam inseridos e que dificultavam melhores acessos para prover algo mais substancial. E ao final, embora todos quisessem o melhor e vivessem sonhando com uma posição social privilegiada havia muita desigualdade entre os Lulmenses.
Ora, a desigualdade social vivida pelos Lulmenses, em algum momento faria nascer questionamentos, sobre aquela forma de reinado, e se esta era a mais justa, visto que todos os Lulmense perante a Lei do Reino eram iguais em direitos e deveres. Ora se eram iguais, então por que haviam diferenças e por que elas eram nutridas? Alguns Lulmenses começaram a questionar o sistema, e do questionamento surgiram algumas pessoas com ideias de repartição de bens, de igualdade social, igualdade material e salarial, de propriedade comum a todos e, tantas outras ideias surgiram.
Ora, não há nada mais poderoso do que uma ideia que toma forma e eco. E o Rei sabia disso e, sábio que era, aproveitou da ideia. Afinal não é salutar nadar contra as ondas, e melhor surfar nela e esperar ela morrer na praia.
Assim sendo chamou seu Ministro e Conselheiro Burrddad e criaram estratégias visando a permanência no poder. Primeiro contrataram um cidadão Lulmense que tinha todas estas novas ideias que eram aos olhos de muitos progressistas, e o fizeram escrever estas em um livro e lançaram este na boca miúda para todo o reino.
Lembrem-se que é uma boa estratégia criar uma ideia já criada controlando-a em seu resultado final.
Ora, o livro alcançou alguns pseudointelectuais, filósofos de esquina, e pessoas bonitinhas que vivendo de forma nababesca, sentiram-se culpadas pela desigualdade existente, criada e sustentada por seus pais. Embora não se desfizessem de sua vida de luxo, gritavam e entoavam cantos pela igualdade social.
O Rei sabendo deste movimento, começa a agir, primeiro estatiza o ensino, dando-lhe cartilhas do que deveria ser seguido e ensinado. Ora, em um reino de desigualdades a melhor forma de vender utopias é através dos bancos escolares, afinal é mais fácil alimentar a barriga da ilusão do que tirar a barriga da miséria.
O movimento foi crescendo, e os gritos já se faziam ecoar nos corredores do palácio, mas, o Rei já havia previsto isso.
Em uma jogada planejada, criou benefícios para serem distribuídos aos Lulmenses sem recursos, esta ação trouxe contentamento e alento aquelas pessoas que viviam na miséria, mas, evidentemente sem tirá-las de lá, afinal, ao Rei a miséria controlada era uma forma de permanência e de poder a ser negociado.
Como toda ideia revolucionaria tem que ser controlada às regras de quem domina, o Rei para ganhar tempo e corações, tinha que dominar o pensamento dos Lulmenses, e fez outro movimento. Enfraqueceu aos poucos a qualidade do ensino, a ponto de transformarem os cidadãos Lulmenses em analfabetos funcionais, mal liam, mal interpretavam e dificilmente pensavam. Seguiam apenas correntes que ora surgiam aqui e ali a mando e criação do Rei por debaixo do pano sem que ninguém soubesse que era dele que vinham estas ideias.
De forma sutil, colocou os Lulmenses um contra o outro, primeiro fazendo nascer o sentimento de diferenças entre si através da própria raça, depois começaram a culpar os Lulmenses mais ricos pela desigualdade econômica e social. A situação chegou ao ponto de discutirem as opções sexuais dos Lulmenses, querendo até implantarem uma nova linguagem para a todos nivelarem. Enfim a vida se transformou em um debate sem fim, separando ainda mais o povo, colocando estes dentro das bolhas de convivência nas quais se assemelhavam e defendidas aos berros por pessoas que defendiam a igualdade querendo leis que as tornavam desiguais. E o local do grande nascedouro destas novas ideias, vinham do braço de manobra do Rei, do ensino. Implante uma ideia, escravize ou liberte uma nação.
O Rei atento a tudo, aparecia defendendo todas as bandeiras com discursos que o colocavam de forma agradável no centro de todas as diferenças, mas, sabia também o Rei que embora ele fosse o dono do Reino, ele não era dono de toda sua produção. E seus ministros e funcionários, embora fieis, não eram capazes de assumir toda a produção e pesquisa necessários para o desenvolvimento das necessidades da população.
Sabendo que estas empresas eram de certa forma uma ameaça ao seu reinado, pois estas eram capazes de criar aquilo que mais fazia concorrência ao rei, que no caso era o dinheiro e a geração de riquezas, fez o Rei, uma outra jogada. Aliou-se por debaixo do pano a algumas empresas, dando-lhes empréstimos volumosos a juros módicos e na prática não pagáveis, para que elas monopolizassem determinadas cadeias de produção, fazendo com que elas mesmos exterminassem os pequenos focos de produção e geração de riquezas, tornando-as dependentes destes oligopólios.
Evidentemente era mais fácil dominar um gigante que a tudo controla, do que os anões que se reproduziam sem parar.
Mas o Rei tinha que dominar tudo, sua gana pelo poder não tinha limites, seu reinado tinha que ter controle de tudo, não poderia ele dividir o poder, isto lhe era inadmissível. Em sua forma de pensar o Rei tinha que ser onipotente e onipresente.
O Rei sabia que a desigualdade proporcionava estabilidade, pois são as diferenças que nutrem o sistema e que o faz girar e crescer. Este era o ponto em que ele deveria atacar. E ele já havia preparado o campo de batalha. O povo, fragmentado dentro de suas ideias rasas queriam uma vida de prazeres que o dinheiro era capaz de produzir, mas que não possuíam. As empresas gigantes iam adormecidas e aninhadas pelo Rei, era o momento. Vamos criar o caos e depois controla-lo.
Chamou mais uma vez seu ministro Burrddad e decretou. A partir de hoje, não haverá pobreza no Reino de Lulma. Pegue o maior salário hoje pago por uma profissão e nivele todas as profissões por ele. Antes de fazer o anúncio, foi a uma emissora de TV privada no papel, mas, estatal de coração e fez um longo discurso sobre a desigualdade e sua origem cruel e escravizante que o sistema capital criava e os mantinha. Disse que a partir daquele momento, todos os salários do povo seriam nivelados pelo maior salário pago. Naquele momento o país explodiu em alegria, visto que a maioria dos Lulmenses não eram tão abastados, a insatisfação foi dos poucos que com suor e empenho lutaram para ter um lugar ao sol. Todos eram finalmente iguais em condições salariais, logo, poderiam seguir para a realização de seus sonhos mundanos e materiais.
Mas, o Rei foi claro e taxativo, ninguém poderia ganhar menos que o maior salário, mas, ninguém poderia também acumular riquezas além de seu ganho, pois se assim o fizessem seriam passiveis de penas horríveis e perdas de seus bens. Exceto os companheiros escolhidos pelo Rei que o auxiliavam nas diversas questões. Afinal, eles trabalhariam mais pelo desenvolvimento do reino. A armadilha estava lançada.
Ora! Quem trabalhava fazendo serviço braçal ou em uma linha de produção, logo, não queria mais fazer aquele serviço, pois já que qualquer profissão lhe dava o mesmo ganho, por qual razão iria escolher uma profissão que lhe causasse tanto esforço? E o contrário também ocorreu, afinal para que me dedicar tanto se eu valerei o ganho de quem não dedicou?
O caos estava instalado, rapidamente as empresas começaram a perder funcionários, e a produção colapsou. Os bens de produção e consumo tiveram uma redução gigantesca pois não haviam mais pessoas para trabalharem naqueles postos de serviços, todos procuravam algo mais ameno para fazer ou na falta de algo se deleitar nos benefícios do estado que eram iguais aos benefícios pagos pelas empresas. Evidentemente uma situação assim só geraria ricos na miséria. Ora de que adiantava o dinheiro, se não servia para obter ou desfrutar de algo?
O Rei já sabia e esperava por isso, e foi novamente a sua emissora favorita e anunciou ao povo. Meu povo, dinheiro lhes dei, mas não saciei sua vontade de consumo que este dinheiro poderia lhe trazer, então vendo que as empresas não conseguem mais produzir a contento, fica a partir de hoje, todas elas de posse do Rei, para que o nosso grande reino, possa cuidar das necessidades de todos. Mas, entendam, será um momento de difícil adaptação e peço a compreensão de todos, já que é o preço que pagaremos por uma sociedade equilibrada e justa.
As grandes empresas refutaram a início, mas, como viviam de recursos oriundos do Rei para seu crescimento e expansão, rapidamente cederam. Mas, a produção estava ainda parada e já que as empresas agora eram do Rei, este agora podia impor sua vontade, e começou a colocar grilhões as pessoas para obrigarem a estas produzirem. Se de um lado o acorrentado gritava, no lado do Rei, defensores intelectuais selecionados e formadores de opinião, apoiavam a decisão dizendo que era necessário o acorrentamento para a satisfação de todos.
Ora, de nenhum trabalho escravo se tem boa produção, isso sem falar em desenvolvimento. O povo tinha recursos, mas, estes recursos não ser traduziam em qualidade de vida. A produção como esperada, escravizada se deteriorou, pesquisas e desenvolvimento, não surgiram a contento impactando a vida e a saúde de todos, já que não haviam mais cientistas dispostos a desenvolverem projetos e inovações visto que lhe faltavam incentivos. Mesmos aqueles mais apaixonados pelo sistema, ou obrigado por este, não conseguiam desenvolver algo além pois lhes faltavam a capacidade e a capacitação técnica necessária, visto que a educação não lhe era adequada.
Dinheiro só tem valor para quem o usa, e para tal é necessário algo que lhe seja traduzida em valor. O Rei sabia que a condição gerada ao igualar a tudo e a todos, centralizando o poder, teria efeitos maléficos a longo prazo, pois embora dominasse a produção e o consumo, não conseguia este dominar a vontade humanoide de ter algo a mais, e se diferenciar de seu semelhante. Afinal uma floresta de árvores iguais é também um tipo de deserto.
Sábio como sempre foi, começou mais uma vez sua jogada de poder. Agora, para resgatar aquilo que ele sepultou, um sistema capital, inicialmente de forma mais controlada, no qual tudo gire em torno dele, e as pessoas consigam se destacar das demais através dos benefícios prometidos pelo novo, mas, antigo sistema, até este se ressuscitar totalmente, para depois fazer novamente a roda girar mantendo o povo neste ciclo de obediência eterna aos seus joguetes e controles criados.
E, quando menos se esperava, veio o meteoro.
Esta é uma pequena ficção gerada em meus devaneios após o uso de substâncias lícitas, qualquer semelhança é mera especulação.
Paz e bem.
Aprendamos a pensar.
Massako 🐢🤪
Ter. Desejar. Fantasiar.
Quisera eu poder realizar todos os meus sonhos e fantasias.
Seria eu para mim, uma espécie de Deus, pois a tudo dominaria. Para que imaginar sofrer, para que viver as preocupações dos mortais, e por que não me entregar aos desejos que estão nos recônditos da alma.
Desejos e fantasias se digladiam com a realidade. Esta sim, física, com peso, recheada com o resultado de nossas reais ações nos remete à nossa significância ou seu antônimo. Faz criar o confronto entre o que somos e o que desejamos, nos anima e nos adoece, nos fortalece e nos enfraquece. Enfim, desnuda-nos perante nós a realidade de nossas realizações.
Quiçá pudéssemos tirar deste triunvirato composto pelo ter, desejar e fantasiar, aquilo que melhor nos convêm. Mas, isso também seria uma ilusão, um desejo frágil, uma utopia quem sabe deletéria.
Se o canto da sereia nos enfeitiça o estrondoso som do despertador nos acorda para a vida. Sim, temos uma vida e esta deve ser feita e realizada no plano real.
Nosso cotidiano cercado de todas as situações e abjeções possíveis nos remete a glorificação e amplificação dos desejos e destas advém as fantasias. Pois sentimo-nos frágeis ante as diferenças e as muralhas humanas que criamos para nos separar de nós mesmos, e neste cenário as utopias aparecem como um bote salva-vidas trazendo alento as nossas fraquezas ante o mundo em que vivemos.
De forma quixotesca lutamos ferozmente contra os gigantes criados por nós no mundo dos vivos. Padece-nos a realidade e nos entregamos a fraqueza de nossas certezas.
Oxalá um dia colocássemos a consciência no lugar da consciência, pois somente assim teríamos a chave de nossa própria prisão.
Se a realidade nos impacta é porque ela é sólida e ela não ouvirá nossas lamúrias. Nossos lamentos são somente isso, lamentos. Gritos de uma frágil inação que não deveria sequer existir a quem vive entre os sólidos.
Vivemos buscando o paraíso após fazer dele o inferno. Por isso sempre buscamos algo além de nossa realidade.
As fantasias que criamos no mundo da imaginação, neste mundo idílico, repleto de luz e as vezes escuridão. Neste mundo soberano do qual somos, deixamos a nossa imaginação fluir e nos entregamos as nossas fantasias, vícios e virtudes. Pois cercado pela barreira do próprio pensamento que vagueia no mundo imaterial, sentimo-nos protegidos para sermos quem devemos ser. Neste mundo, de ilusões e fantasias, criamos as formas e os meios para que sempre possamos nos sobressair, somos o herói e o bandido deste universo criado em nossa mente.
Desejar é parte inerente do ser humano, pois, a todo momento desejamos algo melhor ou algo a mais. Ouso dizer que o desejo é mola propulsora para a realização das diversas coisas que permeiam o nosso ser. O desejo ronda nossa alma e em sentido mais amplo, faz parte de nossas ações cotidianas. Ora, desejar o bem, desejar algo, desejar impor suas opiniões, são apenas alguns dos exemplos no qual identificamos a ação de desejar.
Mas, além do desejo e da fantasia, há o que realmente somos, onde realmente estamos. Aqui, para muitos a frase: “mundo cruel” ganha forma.
O mundo que vivemos é sólido e não flutua. O mundo que criamos com base no mundo real, este sim bambeia ao sabor de nossas ações, e é aí que o ser humano entra em total desacordo com o triunvirato que o governa.
Nosso ser tem como componente o resultado de nossas ações e nossas perspectivas acerca dos fatores adversos que nos cercam. A forma de agir sempre será preponderante para determinar o paraíso e o inferno em que nos estabeleceremos.
Gostar de uma fruta é diferente de desejar a árvore que a dá. No plano real, eu posso saborear e desfrutar do doce sabor de uma fruta, no campo do desejo eu posso desejar ter a árvore que da a fruta, e no campo da fantasia eu posso ter um pomar desta fruta. Qual irá aplacar de imediato a minha vontade? Qual será a real? Ora, eu posso neste exemplo idealizar a minha fantasia e o meu desejo, porém vários serão os fatores adversos que poderão ocorrer para que tais não se concretizem. Trabalhar é real, desejar e fantasiar são etéreos.
Viva a ação, viva o presente, já que nada existe além dele.
Graça e paz.
Razão e Luz.
Massako 🐢
Escolhas para a completude.
A capacidade que temos para fazer escolhas é uma benção ou uma maldição?
Uma certeza que tenho é que podemos escolher e cultivar os sentimentos que nos nutrem. Escolhas erradas sempre trarão consequências. E, é muito fácil fazermos escolhas erradas.
Vivemos cercados por opiniões diversas e que estão em constante mudança. E, pelo fato de vivermos em uma sociedade plural e dinâmica, isso acaba afetando o nosso comportamento, influindo inclusive em nossos padrões de escolha e forma de pensar.
Ora, a única coisa que você pode controlar neste mundo, são seus pensamentos, enquanto seus.
Suas percepções acerca do mundo e das pessoas em sua volta, nascem dentro de você. É você que atribuirá os rótulos sociais às pessoas de sua convivência e, através destes rótulos você determinará em qual parte da estante da sua vida ela ocupará.
As escolhas certas ou erradas, fazem parte de nós, da nossa formação, trazendo experiências e nos levando mais além nesta vida. Da mesma forma que um caminho abre outro caminho, as escolhas também criam outras escolhas. Você pode fazer uma escolha que embora acertada naquele momento, possa com o tempo se mostrar um desastre. Isso acontece porque como disse anteriormente, não podemos controlar as variáveis da vida. Da mesma forma, o contrário, embora improvável, também possa ocorrer.
Jesus nos deixou um ensinamento profundo e com importante reflexão que diz: Amarás o próximo como a ti mesmo.
Não há coisa mais difícil do que amar a si. Amar a si mesmo, perpassa pelo reconhecimento de suas falhas, de seus monstros ocultos, de seus pecados cometidos. Pergunto: Você seria capaz de amar alguém com todos os seus defeitos? Cuidado ao responder.
Para amar a si mesmo é necessário busca e entrega maiores, pois, você não consegue se desvencilhar de você mesmo. Tua consciência te acompanhará em todo lugar que estiver. Pessoas, não. Por isso, acreditar que se ama o próximo é mais fácil, elas não estarão com você a cada respiração, serão apenas momentos, só isso.
Observe que o processo para o crescimento é totalmente interno e embora você possa espelhar ou escorar em pessoas, estas somente servirão como referenciais tendo como base as suas experiências vividas com estas pessoas. Ou seja, o caminho é solitário, e para você poder alcançar um estágio maior em sua evolução, tenha a certeza de que encontrará muitos demônios autocriados.
Sócrates dizia que: Cada coisa se destrói pelo mal que lhe é próprio. Isto é um fato observável em nosso comportamento pois o vício contamina a alma, embora não a mate, viverá o ser envenenando a si próprio e por consequente acabará se lançando no abismo da perdição de si.
Se somos psicossomas, temos que entender em simples analogia que não se coloca roupa suja em corpo limpo, e aí está outro problema, pois nós nos vemos como um ser uno, e não a junção de corpo, mente, alma. Ora, se os pensamentos são ruins, estes refletirão em nosso corpo, causando-lhe mal, e nem preciso citar vários estudos que comprovam isso.
Se posso escolher os meus pensamentos, pergunto: Por que escolher pensamentos ruins e destrutivos? Por que cultivar e cultuar a violência, a desarmonia e a discórdia?
Fato importante é que também não podemos confundir pontos divergentes com discórdia, eu posso não concordar com algo, mas, não preciso carregar o fardo da insatisfação comigo. Eu posso rejeitar ou ser rejeitado, isso não me dá o direito de me tornar uma pessoa amarga, são escolhas. Enfim, tudo que lhe acontece, você pode aprender a receber com mais razão e equilíbrio, e entender que aquele momento também passará e o que dia seguinte virá, quer você goste ou não. Você carrega suas experiências, mas, não pode repetir no hoje o ontem, principalmente as fraquezas da alma.
Não se sobrecarregue, aprenda a esvaziar seu balde.
Para terminar, faço outra pequena analogia: Se você colocar um balde cheio de lama embaixo de uma torneira de água limpa e abrir um pouquinho, deixando a água cair no balde, tenha a certeza que o balde logo se encherá o obrigará a lama a ir saindo aos poucos, ao final, a água do balde que antes era apenas uma lama, se tornará límpida. O processo é lento, mas é possível.
Faça escolhas para sua completude. E entenda que o que lhe falta está em você. O milagre da transformação está em nós. Se assim agir, descobrirá com o tempo que a completude de si, resultará no esvaziamento de outras pessoas em sua vida, e isso acontecerá em alguns níveis. Pois quem está completo não procura metades.
Lembre-se que em nossa percepção o dia fica mais lindo e o sol mais brilhante apenas quando queremos.
Massako.
A imbecilidade do ser humano.
É atribuído a Júlio Verne a frase: “A imbecilidade humana não tem limites.” Vejamos se podemos confrontá-lo, ou não!
Sabemos que o pensamento humano vem sendo desenvolvido através dos séculos pelo acúmulo das múltiplas experiências e saberes individuais e sociais que deparamos em nossa vida. E, é esta capacidade de pensar que embora seja muito desenvolvida nos seres humanos, incrivelmente, as vezes parece nos faltar.
Desde o nosso surgimento neste planeta azul, olhamos para os outros seres humanos com o olhar da diferença, pois, embora sejamos da mesma espécie, temos características físicas diferentes. E, a partir daí criamos categorias e fazemos classificações das mais diversas e colocamos estas pessoas que são “diferentes” de nós em uma categoria qualquer criada.
Esta classificação criada acaba gestando dentro de um pensamento coletivo raças que se julgam superiores, gêneros que se consideram dominantes e, a cada classificação criada, um novo subgrupo surge complicando ainda mais a relação entre semelhantes.
Ora, somos todos semelhantes independentemente da origem, e enquanto não enxergarmos isto, continuaremos criando classificações e estas nos distanciarão ainda mais das pessoas.
Neste ponto, pode parecer conflitante dizer que todos se assemelham apesar de ser público e notório as diferenças abismais existentes entre os seres humanos. Diferenças estas causadas pelo conhecimento, pelo desenvolvimento social e cultural, pela evolução tecnológica, pelos meios de produção e consumo, enfim. Vários são os mecanismos que fazem com que o ser humano em razão de sua posição e condição, se distancie dos outros.
Criamos uma forma de progresso e desenvolvimento que nos une e nos distancia ao mesmo tempo. Viramos refém daquilo que acreditamos ser o melhor para nós e para o todo. Somos todos ao mesmo tempo vassalos e suseranos de alguém.
Agora, isto não seria uma forma de imbecilidade?
Aqui chegamos em um outro ponto conflitante. Será a imbecilidade parceira do progresso e por consequente do nosso desenvolvimento sem envolvimento?
Ora, coisificamos tudo que há. De objetos a relações pessoais, tudo ficou raso, rápido e com sentido desfigurado. Temos tudo por objeto, já que a imbecilidade criativa supera qualquer evolução pautada na lógica do real bem-estar do ser humano.
E o progresso, mais especificamente os setores de pesquisa e desenvolvimento, entenderam rapidamente o quanto somos imbecis. E alimentam diuturnamente nossos estranhos desejos. Somos carne a ser moída pelos nossos desejos.
Há mercado para tudo neste mundo líquido, plural, multicor e, por muitos transformado em patético.
Uma infinidade de produtos que são uteis somente na memória do usuário que após adquirido perderá seu valor emocional, sendo logo substituído. Aparelhos que mal sabemos utilizar e que temos por grande valor. E segue a relação de desejos.
Se formos para o campo da vaidade humana, aí a coisa se complica mais. Somos perecíveis, frágeis e nos decompomos a cada dia, este é o retrato real de nossa caminhada pela vida. Morreremos! No entanto há uma busca desenfreada por um amanhã que se acabará em breve. Os corpos perfeitos de hoje, mantidos a treinos exaustivos e alimentação sem graça, serão amanhã caquéticos. Não quero dizer que a atividade física não seja importante para a saúde e o bem-estar, longe disso! Mas, que há um culto ao inalcançável corpo perfeito, que beira a doença, isso há.
No campo relacional nós ressignificamos a palavra egoísmo, pois quando pensamos que somos egoístas, nossas defesas internas se levantam e gritam rapidamente dizendo ser AMOR. Nunca é egoísmo, é amor. As vezes chega a ser platônico, e aprendemos em um misto de egoísmo e possessividade, que devemos a todos amar. Devemos amar nossos pais, nossos filhos, nossos maridos e esposas. Ame seus pets, suas plantas, seus cacarecos, ame a tudo e ao final não amará a ninguém. Pois colocaste tudo no mesmo nível e no mesmo nível não há distinção.
Somos sim, imbecis. Chegamos a um ponto de desenvolvimento que mal pensamos bem e acreditamos que pensamos demais. A preguiça, eterna amiga do progresso, faz com que esse processo seja mais ágil. Para que escrever uma palavra se posso enviar uma figurinha? Mas... hoje em dia quem vive sem elas? Que coisa fofa.
Somos tão imbecis que poderíamos erradicar a fome do mundo, pois produzimos mais do que consumimos. No entanto, não o fazemos e nem procuraremos fazê-lo a curto e médio prazo, pois a fome e a miséria de uns, gera o alimento na mesa de outros.
Poderia dentro de minha visão discorrer sobre os vários tipos que considero de uma imbecilidade sem fim, indo desde a veneração por alguém que chuta uma bola, até as pessoas que são veneradas por mostrar a bunda. Mas entendo, como disse anteriormente, que a imbecilidade também proporciona o desenvolvimento social, embora não possa concordar que se realmente há desenvolvimento, mas...isso é outro assunto para outra hora.
E, concordo com o Júlio.
Massako.🐢
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