Texto para um Amor te Esquecer
**Saudade de um Sorriso**
Em meio ao silêncio, ecoa a lembrança,
Do seu sorriso de canto, da doce esperança.
O toque da mão que me trouxe calor,
E aquele abraço apertado, cheio de amor.
Um ano se passou, mas o tempo é cruel,
Carrego suas memórias como um carrossel.
Cada giro traz à tona o que eu queria,
Te ter de volta, viver a nossa magia.
Falo de um futuro, onde você é real,
Mas a saudade aperta como um vendaval.
E mesmo que digas que eu vou encontrar,
A verdade é que só quero te amar.
Deixo o orgulho de lado, me entrego ao sentir,
Porque a vida é curta e eu só quero a ti.
Sei que sou boba por ainda esperar,
Mas em cada batida, meu coração vai gritar.
Volta pra mim, vamos juntos dançar,
Na melodia suave do amor a brilhar.
Pois mesmo em meio à dor e à distância,
Ainda guardo em mim sua doce lembrança.
E assim sigo em frente, com o coração aberto,
Sonhando com o dia em que estarás perto.
Pois cada momento vivido não se desfaz,
E no fundo do meu ser, você sempre será paz.
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✨ Além dos Rótulos, Somos Luz✨
“A religião vestiu a fé com rótulos, a política fez da diferença uma arma, e o dinheiro trocou valor por preço. Mas a alma não reconhece bandeiras — ela clama por verdade, por paz, por eternidade. Somos centelhas do mesmo fogo, separados apenas pela ilusão do ego. A sabedoria dos antigos sussurra: quem se conhece, não divide. No fim, tudo que importa é o amor que deixamos e a luz que nos tornamos.”
Se há um instante em que o humano transcende sua condição terrena e toca o sublime, é quando empreende o resgate de um ser além de sua própria espécie. Nesse gesto desinteressado,na essência divina que nos habita irrompe como centelha ética, desobrigada de liturgias ou panteões. O impulso salvador emana das profundezas do ser, brotando não como imperativo externo, mas como epifania interior que converte compaixão em ato concreto.
Aqui, a sacralidade não desce dos céus, mas ascende do âmago da consciência, ética autóctone, forjada na quietude da reflexão e cristalizada em movimento altruísta. Mais que mero afeto, é metafísica aplicada:
reconhecer no Outro (ainda que distinto em forma) um valor intrínseco que demanda tutela.
Nessa alquimia moral, o homem não obedece deuses, mas dialoga com o infinito que carrega em si. Cada ato de proteção animal torna-se, assim, liturgia silenciosa onde o divino não é adorado, mas encarna do testemunho de que a transcendência começa onde termina o egoísmo.
Depois de anos de um sono profundo, acordei
E quando pensei maravilhado que veria os campos verdejantes no que havia sonhado
A vida, caminhando em meio as estrelas, me presenteou com a imagem dela
Seu perfume vibrava em mim como todas as respostas que pedi
Ela não só sorria como toda aquela energia para mim
Era o mundo inteiro esperando ela sair do calabouço escuro que ela se escondia
Todas essas pessoas esperavam como a um cometa cintilante a volta daquela mulher
E não esperavam sós… ela sabia de tudo… o plano que não tinha dado certo, e todos os testes eram antes
Onde o caos era só um espelho mal polido
Onde o reflexo da sua luz tremia, mas nunca se perdia
O mundo a queria inteira, mas ela voltava em pedaços de fogo
Cada centelha era um renascimento, cada lágrima um novo acordo
Caminhou descalça entre entre escombros do passado, daquilo que ela chamava de destino, ou aprendizado
Com as mãos abertas, como quem já não teme o divino
Porque ela era o próprio milagre — o improvável vestido de coragem
E no silêncio que antes a calava, agora ecoava a sua verdade
As estrelas se ajeitaram no céu pra vê-la passar
E mesmo o tempo, que tudo julga, teve que se calar
Pois ali ia ela, não mais prisioneira da dor
Mas soberana de si mesma, feita de sombra e flor
E eu, apenas testemunha daquele clarão inesperado
Soube enfim: meu sono era só espera
Pra vê-la surgir, e com um olhar, mudar meu mundo.
Sorrir é um gesto que me ajuda à cativar o carinho das pessoas que estão à minha volta ..
O nosso coração transborda de alegria...
Quando o nosso interior é exterior estão de harmonia plena do verdadeiro amor que estamos transmitindo...
Grandes portas se abrem para gente...
Bora espalhar amor...
Dias Fátima
Você - matheus nunes
Se eu fosse um travesti, eu usaria seu nome
Um oftalmologista sonharia em operar seus olhos,
e um cardiologista jamais veria
um coração como o teu.
No cabo da minha bengala,
gravaria suas digitais.
Nos meus ouvidos, um fone com tua voz
Procuro uma cidade com seu sobrenome
para que lá eu seja sepultado.
Meu CPF começa com sua idade
e termina nos anos em que te procurei.
Deveria existir um idioma com seu nome,
mas eu teria ciúmes —
todos o teriam na boca.
Se eu morrer primeiro,
serei seu anjo da guarda.
Se você morrer antes,
te visitarei no pós-vida,
todos os domingos.
Sentado na varanda,
tocaria meu violão,
tocaria sua canção,
olhando para a porteira,
esperando, quem sabe um dia,
Você passe por ela.
Para tudo nesta vida há um propósito, um tempo determinado por Deus. Cada prova e cada luta que enfrentamos aqui é um processo de aperfeiçoamento. Assim como o ouro precisa ser derretido na forja e depois martelado repetidas vezes até alcançar a forma desejada pelo ferreiro, nós também passamos por fases de transformação.
No entanto, Deus, o maior Artífice do universo, não escolheu o ouro nem a prata — Ele escolheu o barro, o mais simples e comum dos materiais, para realizar Sua obra-prima. E mais do que isso: diferentemente do ferreiro, Deus não queima nem golpeia o homem com dureza. Ele nos prova por meio das adversidades, sim, mas também nos promete Sua presença no dia da nossa maior angústia.
Esse é o verdadeiro amor: o amor daquele que se entregou por nós, simples barro, para nos tornar vasos de honra em suas mãos.
Um músico ou um poeta sofrido?
Sabe o que eu acho engraçado na poesia?
Isso mesmo, na poesia,
Que seus autores pegam harmonia e paixão, e transformam em melancolia e depressão.
Isso me fez refletir que, na verdade, poetas são pessoas rancorosas, aquelas pessoas que aumentam histórias de 10... 20... 50 anos atrás, quando na verdade elas são apenas espinhos de rosas.
Exato, espinhos de rosas vão te machucar, te furar, mas, em vez de simplesmente um curativo colocar, preferem deixar a ferida aberta e ficar cada vez mais de mãos abertas remoendo... se doendo e sofrendo por aquilo.
Agora, tem outros poetas que pegam os sentimentos doloridos deles e escrevem com certa melodia, sabia? Chamamos eles de músicos, pessoas que sentem intensamente e então pegam isso e escrevem as mais belas sonoridades.
Ou vai me dizer que nunca ouviu uma bela harmonia que lhe fez dançar enquanto ouvia e te fez pensar... nossa, o que foi aquilo?... Mas quando você foi ver, era apenas um coração partido...
Decepcionante, né? Ok, mas talvez você não goste de escrever ou compor, talvez não goste de nenhum, mas também talvez esse poema não seja sobre músicos e poetas.
Em uma situação, você vai ser o poeta? Vai pegar algo lá do fundo, trazer para um assunto futuro aumentando em 30x e provando o quanto imaturo você é, ou vai ser um poeta que vai superar, mandar aquela pessoa para um lugar que não posso falar e escrever uma nova melodia com risadas e talvez algumas gargalhadas.
Vamos ser honestos? Eu prefiro ser um sincero músico a um poeta sofrido.
Eu desejo que, um dia todos, sem exceção...
Sintam o sabor da liberdade e entenda que ser livre é muito mais amplo do que imaginamos ser;
Encontrem a beleza nas coisas simples da vida;
Enxerguem o aprendizado, após a dor;
Sejam gratos, pelo presente que nos é dado todas as manhãs ao abrir os olhos, pelos 5 sentidos, ainda que algum não funcione tão perfeitamente;
Tenham almas infinitas pra ser e reconhecer o sagrado dentro de si;
Parem pra assistir o espetáculo do nascer e do pôr do sol, das fases da lua e das constelações;
Sejam pacientes pq os dias nublados não são eternos;
Percebam a magia que há em toda a natureza;
Se sintam completos mesmo que estejam sozinho;
Tenham coragem de ser quem quiser e não o que querem que sejam;
Se perdoem por todo o mal que fizeram a si mesmo;
Aproveitem a vida ao máximo, pois viemos ao mundo pra ser feliz;
Percebam que não é necessário ter asas pra voar;
Sejam o anjo na vida de alguém e encontre um anjo quando necessário for;
Que exponha seu dom, despertando o poeta (ou poetiza), o cantor (ou cantora), o(a) artista... que ocultamente habita em vc;
Aprenda que todo movimento gera ondas;
E que o amor move o mundo.
Dentro de um espaço tão pequeno, você surgiu,
E em um instante, meu mundo se coloriu.
Entre tantas pessoas e desilusões,
Seu olhar me fez acreditar, sem razão.
Sua voz, suave, como a brisa a acariciar,
E seu olhar, único, fez o sol brilhar.
Nos momentos de riso, em conversas sem fim,
Descobri o poder de um amor sem fim.
Não sei até onde posso caminhar ao seu lado,
Mas sei que quando é verdadeiro,
Até o peixe no mar alcança a lua distante,
E o impossível se torna o mais puro desejo.
Termino este poema simples, mas profundo,
Com um toque de elegância, num estilo único,
Serão sentimentos eternos, ali vividos,
Serão palavras de amor, ao vento sussurradas,
Serão momentos que a alma jamais esquecerá.
Sementes de Paz
Anseio a brisa serena da calma,
e o calor manso de um afeto inteiro.
Que um "oi", dito leve,
traga o peso doce do verdadeiro.
Que num gesto, singelo e sem alarde,
se revele um mundo raro, quase segredo —
como quem serve e cuida,
sem precisar dizer o que carrega no peito.
Desejo ser abrigo,
sem ter que gritar para ser teto.
Ser presença querida,
sem disputar espaço ou afeto.
Ser amor em dias de sol,
e ainda mais quando o céu for cinza.
Receber a verdade nua,
sem máscaras, jogos ou ladainhas.
Se for só passatempo,
nem toque meu jardim.
Coração não é brinquedo,
nem se empresta assim.
Só fico onde floresce
o que é leve e inteiro.
Onde a alma descansa —
em Paz, e Amor verdadeiro.
Carta para àquela que talvez nunca venha:
Não sei quem você é, e, sinceramente, não sei se um dia existirá.
Já deixei de procurar, porque cansei de encontrar reflexos rasos onde esperava profundezas. Não quero perfumes que duram só uma estação. Nem promessas feitas sob o calor da pele, mas que evaporam no frio da ausência.
Se um dia você vier, saiba: não estou inteiro.
Carrego rachaduras que o tempo não fechou, e aprendi a conviver com o eco do que não foi.
Não preciso que me salve, já sobrevivo sozinho.
Mas se for ficar, fique com verdade. Com paciência. Com coragem pra atravessar o inverno comigo, mesmo quando não houver flor nem canto.
Não espero encantamento.
Espero presença.
Não peço juras.
Peço silêncio ao meu lado quando as palavras faltarem.
Se amor for só leveza, não quero. Porque sei que o amor verdadeiro também pesa. E permanece.
E se nunca vier… está tudo bem.
Não preciso mais acreditar no amor para respeitá-lo.
E não preciso de companhia para saber meu valor.
Mas se vier… que seja pra ficar.
Mesmo que o mundo desabe.
Mesmo que tudo falte.
Mesmo que só reste o olhar, firme, dizendo: "eu ainda estou aqui".
Estás sempre bela como as cores da aquarela
Um dia depois do teu abraço meu peito clama teu espaço.
Teus olhos cor de castanhas
E o seu beijo me deixa mais alto que mil montanhas.
Amo seu jeito meigo de me abraçar
Meu amor sempre clama tua presença
O seu beijo faz-me despedaçar curando quaisquer doenças.
Minha infância
foi conturbada
sustos e medos
e a criança assustada
De um lado eu não tinha
nem amor e nem proteção
é o lado da minha mãe
qual eu não tinha nem atenção
Do outro carinho
proteção e amor
essa foi minha vó
que me deu tanto amor
Até os 10 anos
com minha vó eu cresci
tive amor e cuidados
como eu nunca mais vi
Depois disso eu perdi
a vó que eu sempre amei
Foi um susto sua partida
ia se um amor que eu nunca mais terei
Virei filho da minha mãe
porque eu era o filho da vó
isso foi complicado
tudo doía que só
Com minha mãe foi diferente
Amor e proteção eu não tinha
senti sua falta vó
De dia e a noite todinha
Tive que aprender
com ela a conviver
não tinha outra saída
Se não com minha mãe crescer
Com 11 anos
Eu tive muito que aprender
Cuidar de casa e irmãos
Fui obrigado a crescer
Nossa mãe queria rua
Festas, Bares, ela queria sair
Meus irmãos comigo ficavam
Pra ela ir se divertir
Passei Muito tempo com medo
Carregava pesos e problemas e de mim eu esquecia
Tive que lidar com ameaças e tristezas
E ainda tinha a crise de epilepsia
Essa eu descobri aos 7
E me acompanhou até a adolescência
Em meio á um turbilhão de coisas
Aos 12 perdi minha inocência
Foi bem triste
Ela eu ter perdido tão cedo
Mas não tive uma proteção
E ali ficou guardado em segredo
E chegou a adolescência
E tivemos nossos estranhamentos
Brigávamos, eu e minha mãe
Por opostos pensamentos
Já na fase adulta
Criamos uma forte ligação
Um era amigo do outro
Quase não brigávamos não
Nos meus 25 anos
Ela organizou uma festão
Minha mãe amava isso
E se divertia de montão
Esse foi meu último aniversário
Que eu passaria com ela
Deus á levou pra descansar
E encontrar minha vó junto dela
Foi em 2018
Que ela veio a falecer
Em coma e dormindo ela estava
Mas tínhamos fé que ela iria sobreviver
Hoje sinto um vazio
Que Jamais será esquecido
Amor de uma avó, Companhia de uma mãe
Que nunca será preenchido
Mas sigo a vida
Acreditando que um dia iremos nos ver
Abraçar Minha vó, Beijar minha mãe
Que isso um dia venha á acontecer
Termino agradecendo minha vó
Por todo amor e carinho
Sentia sempre seu amor
Eu nunca estava sozinho
Termino agradecendo minha mãe
Por ser louca e bem forte
Lutou o quanto podia
Agradeço os ensinamentos
Conhecer vocês foi minha SORTE
Há um bater de asas
O sol nasce devagarinho
Seus raios lentamente aparecem por detrás do montes...
Uma brisa suave traz até mim o perfume inebriante de flores...
Mais um dia começa...
Longa será a jornada.
Eu aqui parada... estagnada.
Não tenho forças pra começar o dia...
A noite foi de completa agonia.
Partiste...
Me deixaste tão triste.
Pergunto-me: de que adianta estar pelo mundo se não estás do meu lado?
Meu coração está desconsolado.
A cortina levemente balança com a brisa que entra...
Um pássaro pousa no peitoril da minha janela...
Fica alguns segundos a me olhar com se me dissesse: ‘há tanta vida lá fora’.
Minha alma no peito chora...
Há um bater de asas...
Um bater de asas que me move... meu coração se comove...
Há vida... me decido... vou vivê-la...
Meu coração tão padecido... apertado no peito...
Minha razão: ‘levanta-te... pra toda dor sempre há um jeito’.
Um diário em minhas mãos
Madrugada fria
A vida quase vazia.
Chove lá fora.
O quarto jaz numa penumbra que me arrepia.
Folheio lentamente um diário.
Nem sabia da existência dele...
O acaso colocou-o em minhas mãos.
Sinto-me como se estivesse
um altar profanando.
Dúvida cruel a me assaltar...
Ler ou não ler
aquelas linhas
... tão certinhas?
Olho-o... descuidadamente...
Como quem não quer olhar...
Como que por acaso...
Dou uma espiadinha.
Vejo o meu nome mais de uma vez escrito
naquelas folhas que vou folheando bem devagar.
De partes em partes há datas...
Uma lágrima rola.
Nossos instantes vividos estão todos aí
Meu eterno amor registrou tudo quando ainda estava aqui.
Escolhida
Um ser divino escolhido por Deus, quem poderia amar incondicionalmente como Ele? Assim aconteceu ser escolhida para gerar e colocar no mundo o filho e filhos gerados por outros ventres sagrados. Assim podemos abençoar quem é mãe e também filha.
Esta que ama, ama simplesmente. Ama, briga, se apavora, chora, vibra, canta e conta as conquistas do seu rebento. Ser maravilhoso que Deus escolheu para ajudá-lo!
Mãe presente, mãe que partiu para junto do Pai e vive no coração, mãe que por situações adversas não pôde estar com seus filhos, mas nunca deixou de sê-lo. Presente ou ausente, não importa: o vínculo é sagrado. Escolhida e eternizada pelo Pai Maior. Simplesmente Mãe.
Feliz Dia das Mães,
Rica Almada
11/05/2025
Um novo dia
Amanhece lentamente
As brumas da noite pouco a pouco são engolidas pelos anêmicos raios de sol que surgem lá no horizonte...
Mais um dia em que o frio não será vencido pelo calor do sol...
É inverno.
O céu parece que irá se cobrir de nuvens no decorrer do dia...
Talvez chova.
E as memórias não há momento em que não aparecem.
As lembranças de nós dois estão sempre onde eu estou...
Recordações, sempre as mesmas – tudo o que de nós restou.
Mesmo estando tão longe, sinto-as tão perto.
Ah! Esse mundo deserto em que tu não estás por perto...
A solidão se aninha em meu coração...
Como ontem se aninhou...
É a única a me fazer companhia...
Como ontem me acompanhou...
Passa dia... passa dia... sem nenhuma alegria...
Total letargia...
O combinado era que fosse todo dia um novo dia...
... e que fossem cheios de alegria.
hoje pensei em você
ontem pensei em você
amanhã pensarei em você
se eu escrevesse um livro, ele seria sobre você
em qualquer história de amor me lembro de você
se eu tiver um filho ele se parecerá com você
quando eu estiver velha, meus últimos pensamentos serão sobre você
todos que me conhecem também conhecem você
as histórias mais malucas que contarei aos meus netos vão envolver você
quando alguém pensa em mim, também há de pensar em você
o número 7 me lembra você
felicidade me lembra você
toda hora eu sinto saudades de você
esse é meu décimo segundo verso sobre você
eu conseguiria falar muito mais sobre você
eu passaria tardes apenas apreciando você
mas também não preciso escrever muito para perceberem o quanto aprecio você
tenho inveja da primeira pessoa que pôde apreciar toda a beleza que há em você
nenhum dia é bom se não houver você
talvez eu seja uma boa poeta, mas eu nunca direi nenhuma palavra tão bonita quanto as que se referem a você
então, terminarei esse poema sem dizer explicitamente quem é você
para: você
Ecos da desolação
em um vale de sombras onde o sol não brilha caminhos perdidos a dor é minha filha as árvores murmuram segredos antigos sussurros de alma que não tem abrigo ecos da desolação gritos no vento a vida se arrasta eu sinto o tormento cada lágrima caída
é um peso a mais na estrada sombria não a paz
o tempo se arrasta como espectro sombrio memórias amargas em um sonho frio à noite eterna
o céu é de chumbo e cada passo dado sinto o profundo
a vida se arrasta eu sinto tormento cada lágrima caída é um peso a mais na estrada sombria não é uma paz e quando a tempestade vier me abraçar sem querer sua força me consumir devagar no abismo da mente a esperança
Se esvai
na escuridão eterna sou só apenas um cais então aceito a dor como minha amiga fiel na melodia triste que ecoa no céu enquanto a última chama se apaga em meu ser nos ecos da desolação vão renascer.
