Te Fiz Sofrer
O que te fiz eu
Para que me trate tão bem
Pra que me queira
Sempre do seu lado?
Coloca docemente
Minha cabeça em seus ombros
E me embala
Tirando o mundo da tomada
O que te fiz eu
Para que sare minhas feridas
E exalte minhas cicatrizes
Que escondo de seus olhos?
As guardo para mim
Você me lê,
E recita em voz alta
Para eu não me esquecer
O que te fiz eu
Para tê-la como cúmplice
Nessa loucura diária?
O que fiz não me conte,
Deixe que descubra,
Faça disso meu mantra,
Para que queira ficar...
Fiz um intervalo atrás do sol-posto,
duas, quatro, cinco, dez léguas ou mais,
pra contar as rugas que tenho no rosto
e medir as causas desses meus sinais...
Calculei o tempo em cada refego,
dividi o tempo que passei sozinho,
subtraindo as penas q' inda aqui carrego,
por causa dos danos desse meu caminho...
Vendo barbas brancas vi um ar mais velho,
vi nesse momento mais de mil respostas,
e num alto grito escavaquei o espelho
e aventei as rugas para trás das costas...
Sei que minhas costas têm muitas cargas,
sei que nos meus ombros tenho um grande peso,
mas nestes meus ombros destas costas largas
também acumulo tudo o que desprezo...
A vida é composta destes intervalos,
destes retrospectos sempre benfazejos,
que nos dão imagens, que nos contam calos,
com aquele gosto que nos dão mil beijos.
Se conheça, se aceite , se supere, se ame.
Deixei meus medos um pouco de lado. Fiz um escaneamento do meu eu. Nele busquei compreender meus receios, minhas dificuldades, o que pra mim era considerado como felicidade. Coloquei num papel meus defeitos, deixei alguns espaços para que os meus amigos me ajudem a completar. Resolvi me entender por inteira. Precisava me decifrar. Levantei às virtudes e tudo aquilo que aprendi. Não deixei de lado a modéstia em entender que pouco ainda vivi. Anotei o nome dos meus amigos e das pessoas que carinho criei. Precisava entender como de pouco em pouco nesse momento eu cheguei. Escrevi meus gostos, minhas dificuldades e receios. Fiz questão de enumerar um a um a maior parte dos meus erros. E quando me conheci por completo resolvi me olhar no espelho. Aceitar que sou bonita sendo eu mesmo. E que não precisava de perfume nenhum pra ter cheiro. E que roupa nenhuma iria me dar a forma diferente daquela que eu iria escolher como própria. Com uns quilos a mais, com uns quilos a menos, com cabelo solto, com cabelo preso, de saia ou calça, o espelho dali adiante ia refletir a mesma imagem. A imagem do que eu tinha escolhido ser e me aceitar. Dai deitei na cama e pensei. Mas e os sonhos? Quantas vontades eu ainda quero. Quanta vitória ainda espero. Como controlar a ansiedade de querer o futuro mais perto do presente. E refletindo tudo isso escolhi: sonhar. Não um sonho eterno, mas um sonho que possa ser real com muita força de vontade e superação. Então irei enfrentar meus medos, irei ir atrás das minhas vontades e sim irei continuar evoluindo. Deixarei choros bobos de lado e colocarei bem dosado a paciência em entender cada fase, cada momento, cada dificuldade. Quero seguir plantando o bem e podando a maldade. Superando o “é impossível” pelo “eu consigo”. O pensamento transforma. Quando queremos e mentalizamos nos tornamos mais próximos daquilo que almejamos. Irei me amar. Entender que antes de gostar de alguém, preciso me amar mais que qualquer coisa ou qualquer sentimento. E que se sentir sozinho nem sempre é estar solitário. E quando acontecer de seguir dali pra frente acompanhado, explicarei antes de tudo para quem quiser seguir comigo adiante todos os meus conceitos, visões o que sou quando escaneado. Para que não se crie uma expectativa de mudar coisas que devemos a nós carregar colados. Assim seguirei me conhecendo, me aceitando, me superando, e me amando. Prazer a todos. Esse será meu verdadeiro eu.
A frente da pastelaria, onde criam todas essas lendas urbanas,
Eu fiz e foi em casamentos e velorios:
Em praias, igrejas e templos.
Em meu lar, nessa cidade morta
Que nem chover certo, cê sabe.
Tudo vez que vocês quebrão um prédio,
Quebrão uma parte do meu passado.
Na gruta fiz um pedido
Para que possas realizar
Sonhe bem alto amigo
Não faça economia
Volte a sonhar
Uma pergunta ?
Me fiz uma pergunta ?
Porque estou triste ?
e eu respondi : Porque não tenho alguém para amar.
Me fiz outra pergunta ?
Porque você não tem alguém para amar ?
e eu respondi: Porque não tenho alguém que me ame de verdade !
Então me perguntei ?
Porque não tenho alguém para amar ou alguém que me ame ?
Conclusão :
Quando não exercemos o amor a vida fica vazia e sem respostas.
Quando não somos amados, nos sentimos uma planta que precisa de alguém para arar,adubar,irrigar e cuidar...
Quando não amamos alguém somos como as plantas, que sem alguém para cuidar morremos ,secas e esquecidas.
Assim muitas vezes é a vida ,
amar e ser amado(a) cuidar e ser cuidado,
e assim finalmente darmos frutos e sermos sombra para alguém ser feliz !
ACERTO FINAL
"(...) Olho no tempo e não fiz grande coisa. Adiei as coisas e passou-se o tempo. Hoje já sem tempo, a vida me cobra coisas!”
Não nego que fui pirata nesses mares
Que como viking fiz muitos males
Não nego que como templário defendi tesouro
Que como astronauta garimpei ouro
Não nego que como ladrão
eu roubei seu coração.
Que como poeta escrevi essa canção
Apegado te observando
Em banho-maria fui levando
Achando que o tempo chegaria
Que o amor retornaria
Que sua presença preencheria
Aquilo até ontem não existia
Num sentimento profundo
Viajo para outro mundo
Me desprendo do era
Me preparando pra uma nova era
Percebendo cada vez mais
Vou viajar até mais....
Hoje a noite eu fiz um pedido as estrelas
Então elas reluziram fortemente para min
Por um momento a felicidade me contagiou
Até as nuvens negras virem e as cobrirem
COMBINEI COM O TEMPO.
Fiz um acordo com o tempo, combinei com ele, pois vai fazer frio por esses dias. Pedi para que ele passe bem devagar e me deixe ver os ipês, que ainda estão floridos, neste final de outono. Que ele me deixe admirar as flores de maio, retardatárias, tão cheias de botões, que só agora, quase em junho, resolveram florir.
Combinei com o tempo para que ele espere um pouco mais, que eu possa sorrir mais, antes que o frio venha. E que as mil tarefas, que tenho a fazer, todos os dias, não sejam tão cansativas.
Fiz um trato com os relógios da casa, pedi mais tempo para mim, tempo para sentir o silêncio e para curtir mais este finalzinho de outono.
Andei ouvindo a voz do tempo, contando-me coisas antigas, como se ele tivesse retrocedido. E eu, buscando lá atrás, dentro dos sonhos, o que realmente me interessa...
Esse acordo foi firmado, sem assinatura ou cartório. Pedi ao tempo um momento, para eu poder olhar o céu e a chuva, sentindo, na alma, o sopro do vento, de um século, que não mais existe!
Saboreando um chá, que ganhei de terras distantes, tem sabor de amizade e carinho. Tem um que é bem adocicado.
Meus pés estão frios, mas as mãos aquecidas pela escrita e pela memória. Já sinto saudades da estação, que está prestes a terminar, como se esvaziasse de mim mesma, os sonhos, que foram colocados em minha memória.
Lá fora, a chuva cai, enquanto escrevo as últimas linhas...
Faz frio la fora,mas, como combinei com o tempo, queria que fosse assim. O ar gelado me é agradável e o meu coração mantêm-se aquecido, pelo prazer de ter feito o tempo retroceder...
De tê-lo colocado lá, no passado, para sempre, em letras, bem grandes, meu legado, uma estória dentro da história.
Que o tempo, este senhor que tudo pode, me permita, não me prender ao tempo, para não confundir, achando que a felicidade ficou para trás. Quero ver o tempo impresso e dando, a outros, o prazer que me deu, de voltar no tempo e escrever sobre o que senti em meus sonhos...
Combinei com o tempo, cumpri meu trato. E ele, o seu. Agora é só esperar!
Marilina Baccarat de Almeida Leão no livro "Em Busca dos Sonhos" página 55
Fiz-me pequenino por um instante, pois sempre tive coração de criança, guardada a eterna lembrança, tornei-me um gigante
Fiz um canteiro de palavras,
para quando falar com pessoas,
poder semear flores,
e quem sabe colher amizades.
Na mente, sementes em produção,
no coração uma terra
toda próspera,
pra brotar flores ou abrolhos.
<*•*>
Haveria de ter no mundo
Um coração completado
Feito o meu com seu.
Se lhe fiz doer algum ponto
Foi porque sou um tonto,
E não lhe soube entender!
Se não se fez explicar,
Venha se pôr em meu lugar
Pra me fazer compreender
Porque de tudo o que saia de tua boca, quando eu lhe ouvia
Era a aurora boreal que me aparecia
Feito mágia suas palavras eu não ouvia. Via cores e tudo em flores...
Fossem xingos, fossem dores
Só podia ver amores por todo o quarto do hotel e todo caminho que andávamos.
Confesso tudo, o que fiz e o que não fiz. Não quero arder no fogo do inferno pois já o verão carioca, a cada ano do Rio de Janeiro, está muito quente. De certo Deus é brasileiro mas mandou o capeta e a serpente fazerem um estagio não remunerado prolongado, por aqui.
